quinta-feira, 24 de maio de 2018

Babe Ruth - Babe Ruth & Stealing Home (1975, 1976)







Bernie Marsden estreou em disco no álbum solo de Chick Churchill da  Ten Years After. Depois ele entrou para a Rabe Ruth, no quarto álbum dela.
A Babe Ruth foi formada por Alan Shacklock em 1971 e seu álbum de estréia tornou-se um clássico. Ele misturava prog, jazz, blues e funk de um modo bem legal e essa receita repetiu-se no segundo disco sem o mesmo brilho.
Esse CD reúne o terceiro e o quarto discos da banda. Aquela mistura saudável começou a parecer-se com a falta de um caminho a seguir e a banda optou por experimentar no Hard-rock. Alan Shacklock saiu e Bernie Marsden entrou no seu lugar. Stealin' Home foi para um Hard-rock básico e mais comercial. Aí, quase todo mundo saiu. A banda reformulada com o grande Neil Murray, Don Airey e Marsden ainda gravou mais um disco no ano seguinte.





Alan Shacklock - guitarra, vocal, Mellotron, Moogs, vibrafone, percussão (1 à 9) 
Steve Gurl - piano, moogs
Bernie Marsden - guitarra, vocal (10 à 18)
Janita 'Jenny' Haan - vocal
Dave Hewitt - baixo
Ed Spevock - bateria, percussão
Chris Karan - percussão
Angelito Perez - percussão
The Hatfield Symphony Orchestra





Babe Ruth:
1 Dancer
2 Somebody's Nobody
3 A Fistful Of Dollars
4 We People Darker Than Blue (Curtis Mayfield)
5 Jack O'Lantern
6 Private Number
7 Turquoise
8 Sad But Rich
9 The Duchess Of Orleans

Stealin' Home:
10 It'll Happen In Time
11 Winner Takes All
12 Fascination
13 2000 Sunsets
14 Elusive
15 Can You Feel It
16 Say No More
17 Caught At The Plate
18 Tomorrow (Joining Of The Day)

terça-feira, 22 de maio de 2018

Juicy Lucy - Lie Back And Enjoy It (1970)







Esse é o segundo disco da Juicy Lucy e foi quando o guitarrista Micky Moody entrou para a banda, vindo da Tramline.
A Juicy Lucy foi formada em 1969 em torno do guitarrista Glenn Campbell. O primeiro disco fez muito sucesso graças a um cover da música "Who do You Love" do Bo Diddley, mas logo depois a banda perdeu seu vocalista Ray Owen e o guitarrista Neil Hubbard. 
Neste disco eles tentaram repetir o sucesso gravando uma música de Willie Dixon e outra de Frank Zappa que ficaram bem legais. Enfim, Lie Back And Enjoy It é um álbum respeitável, no mesmo patamar do melhor que se fazia na época em termos de Blues-rock. 





Glenn Ross Campbell - ressonador, bandolim
Paul Williams - vocal, piano, congas
Micky Moody - guitarra
Chris Mercer - sax, teclados
Keith Ellis - baixo
Rod Coombes - bateria, percussão





1 Thinking Of My Life
2 Built For Comfort [Willie Dixon]
3 Pretty Woman
4 Whisky In My Jar
5 Hello L.A., Bye Bye Birmingham [Delaney Bramlett]
6 Changed My Mind
7 That Woman's Got Something
8 a) Willie The Pimp [Frank Zappa]
   b) Lie Back And Enjoy It
9 I'm A Thief

segunda-feira, 21 de maio de 2018

The Moody Marsden Band - Never Turn Our Back On The Blues (1992)







Eu conheci a dupla Moody/Marsden através da Juicy Lucy e da Babe Ruth respectivamente, e depois que a Whitesnake surgiu no rádio. Até bem depois, eu nem sabia que eram eles tocando nela. Se soubesse, talvez tivesse prestado atenção. Hum... Pensando melhor, não, nem com eles. 
Never Turn Our Back On The Blues contém clássicos do Blues e composições próprias gravadas em diferentes concertos em dezembro de 1991. É Blues-rock de primeira classe.





Micky Moody - guitarra, slide, vocal
Bernie Marsden - guitarra, vocal
Jaz Lochrie (Bad Company) - baixo, guitarra
Zak Starkey - bateria





1   Baby What You Want (Jimmy Reed)
2   The Stealer (Andy Fraser, Paul Kossoff, Paul Rodgers)
3   Have You Ever Loved A Woman (Billy Myles) - How Blue Can You Get (B.B. King)
4   Foolin' With My Heart
5   It Hurts Me Too (Elmore James)
6   Ain't No Love (In The Heart Of The City)
7   Never Turn My Back On The Blues
8   Fool For Your Lovin'
9   Going Down (Don Nix)
10 Here I Go Again
11 Wee Wee Baby (Big Joe Turner)

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Plastic Penny - Currency (1969)







A inglesa Plastic Penny fez muito sucesso em 1967 com um single chamado Everything I Am. No ano seguinte esse single foi incluído no primeiro LP dela que era bem pop. Até aí ela tinha um vocalista chamado Brian Keith, muito talentoso por sinal. Em 1969 Keith saiu e a banda mudou significativamente a sua música — ela avançou para uma forma sofisticada de rock psicodélico com ótimas passagens de órgão e de guitarra. 
Então esse é o segundo e último disco. Ele tem alguns covers legais menos a versão de Macarthur Park que, sinceramente, é bem bocó. Currency acabou vendendo muito pouco e a banda desistiu. O mercado frequentemente não é justo e no caso da Plastic Penny a injustiça foi contra a qualidade dos músicos. Mas todos eles seguiram adiante em bandas de grande projeção: Mick Grabham formou a Cochise e em 1973 entrou para a Procol Harum em substituição a Robin Trower. Paul Raymond foi para a Chicken Shack, depois para a Savoy Brown e mais tarde para a UFO. Tony Murray tocou com Elton John e depois entrou para a The Troggs. E Nigel Olsson foi para a Uriah Heep e depois para banda de Elton John.





Mick Grabham - guitarra
Paul Raymond - órgão, guitarra, vocal
Tony Murray - baixo
Nigel Olsson - bateria, vocal





1   Your Way To Tell Me Go
2   Hound Dog [Leiber & Stoller]
3   Currency
4   Caledonian Mission [The Band]
5   Macarthur Park [Jimmy Webb]
6   Turn To Me [Elton John]
7   Baby You're Not To Blame
8   Give Me Money
9   Sour Suite
10 She Does
11 Celebrity Ball

The Animated Egg - Guitar Freakout (2008)







A Animated Egg não foi exatamente uma banda, ou o foi apenas uma vez em estúdio. Ela resumiu-se a Jerald Edward Kolbrak, ou Jerry Cole.
Cole foi um extraordinário guitarrista que serviu a grandes músicos, oficial e não-oficialmente. É que ele substituía guitarristas não tão bons quando as respectivas bandas entravam no estúdio. Assim as gravações ficavam melhores e mais rápidas — tipo um ghost player, que não recebia os créditos. Depois, o guitarrista meia boca que se virasse no palco. Entre os créditos devidamente dados estão a The Byrds, Beach Boys, Them, Johnny Cash, Elvis, Sinatra e Sonny Terry & Brownie McGhee.
Entre 1967 e 1968 essa "banda" gravou dez faixas instrumentais com inspiração no rock psicodélico mas que vão muito além. Evidentemente elas são dominadas pela guitarra, que abusa do fuzz e do feedback. O LP autointitulado saiu por um selo do tipo "budget" em 1968 e tornou-se muito raro. 
Guitar Freakout é uma compilação desse disco com faixas gravadas por bandas que Jerry Cole liderou, lançada pelo selo Sundazed, especializado em relançamentos em vinil. Aqui está a versão similar em CD pois o vinil é duplo e tem um preço absurdo.
Não existe uma certeza sobre quem realmente acompanhou Jerry Cole nessas músicas, são suposições. Se verdadeiras, o destaque vai para o grande tecladista Billy Preston, um cara que tocou com os Beatles, com os Stones, com Aretha Franklin e muitos mais, numa carreira brilhante.





Jerry Cole - guitarras, violão 12 cordas
Billy Joe Hastings - guitarra
Norm Cass - guitarra
Billy Preston - órgão
Tommy Lee - baixo
Glenn Cass - baixo
Edgar Lamar - bateria
Don Dexter - bateria





1   A Love Built On Sand
2   Inside Looking Out
3   I Said, She Said, Ah Cid
4   'T'morrow
5   Sure Listic
6   Silpin' And Trippin'
7   Dark
8   Down, Down And Gone
9   Sock It My Way
10 Thats How It Is
11 Fool's Luck (with The Generation Gap)
12 What's Your Bag? (with T. Swift & The Electric Bag) 
13 Boil The Kettle (with The Projection Company) 
14 Light Show (with The Stone Canyon Rock Group)
15 Expo In Sound (with T. Swift & The Electric Bag) 
16 Free Form In 6 (with T. Swift & The Electric Bag) 
17 Our Man Hendrix (with The Projection Company) 
18 Red Eyes (with T. Swift & The Electric Bag) 
19 Hard Times (with The Generation Gap)
20 Tune Out Of Place (with The Projection Company) 
21 Kimeaa (with The Projection Company) 



segunda-feira, 14 de maio de 2018

Thunderpussy - Documents of Captivity (1973)







Essa banda é norte-americana e lançou apenas esse disco oficialmente. 
Documents of Captivity é um álbum conceitual sobre o curso natural da vida e as limitações que ele nos impõe, admitindo que aqui e ali há quem escape do próprio destino. Apesar do formato trio e da execução aproximar-se do Hard-rock, o disco apresenta composições num padrão mais elevado e mais adequadas ao Prog.
Um EP foi lançado postumamente mas teve tiragem muito pequena e é extremamente raro. De todos, o único que seguiu carreira na música foi o baterista, só que como produtor.





Steven Jay Morris - guitarra, violão, sintetizador, vocal
Ben Russel - baixo, flauta, vocal
George Jake Tutko - bateria, percussão, marimba
com
Leon Felts - letras, piano (1)





1   Document of enigma / Scream inside
2   Document of validation / Observation of us
3   Document of extrinsic value / Luficer
4   Document of inquiry / To be real
5   Document of security / Moonlight ladies
6   Document of latent summation / In the forest
7   Warriors (Live bonus track)
8   Stone free (Live bonus track)
9   Lucifer (Live bonus track)
10 Eleanor Rigby (Live bonus track) 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Passport - Infinity Machine (1976)







Essa foi a minha porta de entrada para o fusion e, então, para o jazz. Eu era um garoto que detestava os Beatles e os Rolling Stones e que ouvia o que estava disponível de Prog mais tudo o que aguentasse de Hard. Para alguém que precisava recalibrar as orelhas esse álbum foi perfeito. O lançamento do disco no Brasil foi estimulado pela vinda da Passport ao nosso país. Daí, várias faixas serviram de trilha para programas de TV e FM. Eu ouvi a transmissão ao vivo de um dos shows pela rádio Eldorado, creio eu, e adorei. Confesso que quando consegui comprar o LP fiquei um pouco decepcionado, pois ao vivo a coisa é outra quando se trata de músicos tão talentosos. 
Infinity Machine foi o oitavo disco da Passport em cinco anos de existência da banda, e foi lançado quando ela estava no auge. Alguns críticos torcem o nariz por acharem que a banda quase chegou a um "easy-listening" ou que usou uma batida disco, mas também não é assim. O que há é uma mistura muito saudável de Jazz, Funk, Prog, Space-rock e uma batida que engana, mas não é disco. É a batida de Curt Cress, um grande músico. Cress tocou na Orange Peel e com jazzistas como Joachim Kühn. Com a Atlantis, a Lucifer's Friend e até com Freddie Mercury.
Enfim, é esse LP que eu estou postando porque nunca encontrei um CD por um preço justo. O problema com os meus vinis antigos é que eles passaram por várias agulhas diferentes e aí eu me desculpo pelo ruído.





Klaus Doldinger - sax alto, tenor e soprano, Moog, piano elétrico
Kristian Schultze - piano elétrico, órgão, teclados
Wolfgang Schmid - baixo, teclados, guitarra
Curt Cress - bateria, percussão





1 Ju-Ju-Man
2 Morning Sun
3 Blue Aura
4 Infinity Machine
5 Ostinato
6 Contemplation

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Orange Peel - Orange Peel (1970)







Pouco se sabe sobre as origens da Orange Peel, exceto que ela foi formada perto de Frankfurt em 1967. Até a gravação do primeiro single o guitarrista era Michael Winzkowski, que depois iria para a Nosferatu e então para a Epsilon.
O único álbum que ela lançou parece uma jam entre a Pink Floyd  e a Egg no estilo krautrock. Ou seja, um prog pesado e psicodélico, com riffs do órgão, viagens da guitarra e um vocal bluesy.
Depois que a banda se separou, Leslie Link abriu uma loja de guitarras frequentada pelos melhores músicos, e Curt Cress tornou-se o mais produtivo baterista alemão no rock e no jazz.





Ralph Wiltheiss - órgão
Peter Bischof - vocal, percussão
Leslie Link - guitarra
Heinrich Mohn - baixo
Curt Cress - bateria, percussão





1 You Can't Change Them All 
2 Faces That I Used To Know 
3 Tobacco Road
4 We Still Try To Change

terça-feira, 8 de maio de 2018

Epsilon - Move On (1972)







Este segundo disco da Epsilon mostra a banda decidida a sair da cena underground em busca da grande audiência. As composições tornaram-se mais simples e isso não significou perda de qualidade. Só que aqui tudo está mais próximo do Hard-rock e do Blues, com uns elementos Folk aqui e ali. Para efeito de comparação, Move On parece-se com o trabalho da Atomic Rooster e da Beggar's Opera, com o órgão dominando as músicas.





Walter Ortel - órgão, piano, piano elétrico, violão, vocal
Michael Winzkowski - guitarra, vocal, baixo (1)
Michael Ertl - baixo 
Hartmut Pfannmüller - bateria, percussão
com:
Curt Cress (Orange Peel, Passport) - bateria (1, 3, 5,9)  
Pete Bender - coro
Christian Felke - flauta (3)
Rainer Marz (Jeronimo, Krokodil, Atlantis) - guitarra, vocal (5, 6)





1  Walkin'on My Way   
2  She Belongs to Me  
3  Feelings   
4  What About Future  
5  Move On   
6  Reichelsheim   
7  Hear Me Cryin'   
8  Waiting  
9  Don't Know Why  

Epsilon - Epsilon (1971)







A Epsilon é alemã de Marburg e começou sob o nome Karthago, mas não a Karthago famosa que lançou cinco discos e era de Berlin. Nesse ponto a banda tocava basicamente o repertório da The Nice e mudou radicalmente com a entrada do guitarrista Michael Winzkowski, ex-Orange Peel e Nosferatu. Ela criou um estilo de Rock Progressivo complexo, baseado na música clássica, mas diferente das bandas britânicas e italianas, e tendendo ao Hard-rock.





Michael Winzkowski - vocal, guitarra, violão 12 cordas, percussão
Walter Ortel - órgão, piano, percussão, piano
Michael Ertl - baixo
Hartmut Pfannmuller - bateria, percussão





1 Two-2-II 
2 2-Four-4 
3 Everyday's Pain 
4 Before 
5 Between Midnight 
6 Paint It Black Or White [Rolling Stones]
7 Hurry Up