sábado, 18 de fevereiro de 2017

Tangerine Dream - Force Majeure (1979)







Por mais de uma década a Tangerine Dream foi associada à Ambient Music e à música eletrônica em si. No final dos anos 70 ela quis buscar outra direção e experimentou trazer de volta um antigo colaborador, Steve Jolliffe, flautista, tecladista e agora... vocalista! Assim saiu o álbum Cyclone que aparentemente não os agradou. Então, sem cerimônia, fora com Jolliffe. Force Majeure foi lançado no ano seguinte e é um um dos álbuns favoritos dos fãs da banda. Nele, a dupla embrionária retorna às origens no Space Rock. Portanto, ele é melodicamente orientado e talvez seja o mais rock de todos. Na faixa 1, por exemplo, bateria, piano e guitarra dominam.





Edgar Froese - teclados, sintetizadores, guitarra, violão, baixo
Christoph Franke - sequenciadores, teclados
com
Klaus Krüger - bateria, percussão
Eduard Meyer - cello





1 Force Majeure
2 Cloudburst Flight
3 Thru Metamorphic Rocks

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Fripp & Eno - Evening Star (1975)







Evening Star é a segunda colaboração entre Eno e Fripp. O experimentalismo e a eletrônica foi o que os aproximou. Eno era o não-músico inquieto que deixou a Roxy Music justamente porque o sucesso criou a zona de conforto. Fripp experimentava com o delay entre dois gravadores Revox, naquilo que seus amigos apelidaram de "Frippertronics". 
Esse álbum foi lançado no mesmo ano em que Eno lançou seu Discreet Music e a faixa 4 contém trechos extraídos e reciclados desse álbum. Juntos, Evening Star e Discreet Music definiram o gênero Ambient Music. Sempre há quem ache estranho; alguns podem achar tedioso, especialmente a última e longa faixa; e há até quem pense que o reprodutor está pifando, mas, depois de iniciado, o ouvinte não nega a beleza desse trabalho. J.R.R. Tolkien pregava a "fuga, recuperação e consolação", então, tá aí.





Robert Fripp - guitarra
Brian Eno - sintetizadores, piano, tape loops





1 Wind on Water 
2 Evening Star 
3 Evensong 
4 Wind on Wind 
5 An Index of Metals


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Popol Vuh - Hosianna Mantra (1972)








A Popol Vuh foi uma das primeiras bandas a orientar sua música unicamente pelos sintetizadores e toda sua criação foi sem precedentes. Porém, na época desse que é seu terceiro disco ela já tinha mudado bastante. Foram-se os Moogs e entrou um novo conceito. Hosianna Mantra é profundamente religioso e sua base é o folk gótico. Florian Fricke toca piano de uma forma delicada e Conny Veit quase abusa dos glissandi na guitarra. O curioso é que nessa época ela adquiriu dupla personalidade e identidade, pois também atuava como a reformada Gila, muito embora o som estivesse mais para a outra.






Florian Fricke - piano, Harpsichord (cembalo)
Conny Veit (Gila) - guitarras de 6 e 12 cordas
Klaus Wiese - tambura
Fritz Sonnleitner - violino
Robert Eliscu (Between) - oboé
Djong Yun - vocal soprano






Hosianna-Mantra:
1 Ah!
2 Kyrie
3 Hosianna-Mantra
Das V. Buch Mose:
4 Abschied
5 Segnung
6 Andacht
7 Nicht Hoch Im Himmel
8 Andacht
9 Maria (Ave Maria)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Dzyan - Electric Silence (1974)







Alemã de Mannheim, formada em 1971, a Dzyan era bastante eclética. No seu disco estréia, como um quinteto, ela ela explorou uma forma jazzy de rock progressivo, à la Hot Rats do Frank Zappa. Aí a banda se separou e o membro remanescente Reinhard Karwatky a reformou como um trio. O novo baterista Peter Giger era músico do estúdio ECM e trabalhou com Eberhard Weber. Então, no segundo disco a Dzyan veio com um jazz-fusion bem radical, no espírito do krautrock. 
Electric Silence é o terceiro e último disco da banda. Ele exibe um caldeirão experimental com avant-garde, com jazz, rock e elementos étnicos do oriente médio, bem como seus instrumentos.





Eddy Marron - guitarras de 6 e 12 cordas, violão, sitar, baglama (saz), tambura, Mellotron, vocal
Reinhard Karwatky - baixos de 4 e 8 cordas, contrabaixos de 4 e 5 cordas, Mellotron, sintetizador
Peter Giger - bateria, percussão





1 Back To Where We Came From
2 A Day In My Life
3 The Road Not Taken
4 Khali
5 For Earthly Thinking
6 Electric Silence

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Galactic Explorers - Epitaph For Venus (1972)








A Galactic Explorers é uma obscura banda alemã que provavelmente reuniu-se só para gravar esse disco, o qual permaneceu desconhecido até os anos 90. Ele foi gravado entre 1972 e 1973, inicialmente pela dupla Lutz e Seisert. Reinhard Karwatsky era baixista da banda Dzyan e ela estava nos mesmos estúdios gravando o álbum Electric Silence. Karwatsky, então, teria pedido para participar desse projeto. Epitaph For Venus é um dos primeiros discos do gênero Progressivo-eletrônico e tem influências dos pioneiros Florian Fricke e Edgar Froese. Contudo, eles próprios foram pioneiros ao enveredar pela Ambient Music, criando paisagens sonoras sem muita preocupação com a estrutura musical e sim com os sons. Outra coisa interessante é que eles anteciparam muitos elementos da New Age Music. Tanto é, que quando finalmente esse disco foi lançado, chegou-se a duvidar que tivesse sido realmente gravado nos anos 70. 
Todas as informações estão na capa traseira e no exterior do encarte; o interior dele é preto.





Johannes Lutz - órgão Hammond, Minimoog
Holst Seisert - sintetizadores, piano Fender Rhodes, efeitos
Reinhard Karwatsky - sintetizadore, órgão, percussão





1 Lunarscape
2 Ethereal Jazz
3 Venus Rising

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Cream - Goodbye (1969)








Foi num dia 5 de Fevereiro que a Cream lançou seu último álbum, em 1969. Mesmo com uma vida tão curta, a banda teve fases diferentes. Por exemplo: do primeiro para o segundo disco, o estilo de Clapton mudou muito. Primeiro a guitarra dele, uma Gibson Les Paul '59, foi roubada e ele passou a tocar numa Gibson SG, toda pintada por um grupo de artistas chamado The Fool. Ele tocava mais rápido, usando muito eco, fuzz e o recém lançado pedal wah-wah. A causa disso foi um cometa chamado Hendrix. Outra mudança no estilo de toda banda foi o álbum "Born Under a Bad Sign" de Albert King. Além disso, a sensação do público era de que havia duas bandas, uma no estúdio e outra no palco. Eles esticavam suas músicas com longas improvisações e, não raro, os três improvisavam simultaneamente. Era frequente também eles ultrapassarem a fronteira entre o rock e o free-jazz. Logo, portanto, começaram a ser reconhecidos como a melhor banda ao vivo, e gostaram disso. Para provar esse ponto para aqueles que perdiam seus concertos, a Cream lançou o álbum "Wheels of Fire" que mistura faixas ao vivo e de estúdio. 
Com toda a adulação que recebiam, cresceu a rotina de shows, compromissos, exposição na mídia e gravações. Cresceram também os egos e o uso de drogas. Começaram, então as desavenças entre eles e surgiu a desilusão com o estrelato e todas as pressões que ele acarreta. A gota d'água parece ter sido uma crítica da revista Rolling Stone que os acusava de falta de profundidade e desenvolvimento musical.
Clapton anunciou o fim da banda com uma turnê de despedida e um álbum nos moldes do anterior, com faixas ao vivo e de estúdio. 






Eric Clapton - guitarra, vocal (1, 4)
Jack Bruce - baixo (1 à 5), órgão (6), piano (5, 6), vocal (1 to 3, 5, 6)
Ginger Baker - bateria, percussão (6)
Felix Pappalardi - baixo (6), Mellotron (4, 5), piano (4)
L'Angelo Misterioso (George Harrison) - guitarra rítmica (4)






1 I'm So Glad (Skip James)
2 Politician
3 Sitting On Top Of The World (Howlin' Wolf)
4 Badge
5 Doing That Scrapyard Thing
6 What A Bringdown


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Foghat - Foghat (AKA Rock And Roll) (1973)







Depois de participar de uma banda holandêsa chamada Les Questions, Dave Peverett retornou para a Inglaterra e entrou na Savoy Brown. Nela já estavam o baixista Tony Stevens e o baterista Roger Earl. A Savoy era comandada por Kim Simmonds, cuja maneira ditatorial de liderar acabou melando a convivência. Os três, então, saíram para formar a Foghat. Para a guitarra foi convidado o Rod Price, um especialista no slide. Price, por sua vêz, tocara com a Black Cat Bones, onde também tocaram Paul Kossoff e Simon Kirke da Free.
Os dois primeiros discos da Foghat foram autoentitulados, mas esse, o segundo, recebeu o título informal de Rock and Roll por causa da capa. Na verdade essa era a intenção mesmo. Ele é mais coerente do que o primeiro e o som ainda é bem influenciado pela Savoy Brown. É obvio que a banda buscava uma identidade própria mas ainda não conseguiu ser muito original. Contudo, é um boogie blues-rock extremamente competente e energético.





"Lonesome" Dave Peverett - vocal, guitarra
Rod Price - guitarra, slide
Tony Stevens - baixo
Roger Earl - bateria, percussão





1 Ride, Ride, Ride
2 Feel So Bad
3 Long Way To Go
4 It's Too Late
5 What A Shame
6 Helping Hand
7 Road Fever
8 She's Gone
9 Couldn't Make Her Stay

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Free - Heartbreaker (1973)








Foi num dia 3 de Fevereiro, como hoje, que a banda Free lançou esse seu último disco. Ele foi gravado no final de 1972 em meio a uma tormenta.
A Free havia se separado em 1971, em grande parte por causa do vício de Paul Kossoff. Ele, então, montou a "Kossoff, Kirke, Tetsu, Rabbit". Andy Fraser montou a Toby e Paul Rodgers trabalhou com a Peace. Em 1972 eles se reconciliaram e a intenção era ajudar Kossoff a livrar-se dos seus demônios. Lançaram "Free at Last" mas os mesmos problemas ainda persistiam, se não pioravam. Fraser desistiu, Yamauchi entrou no seu lugar e o tecladista Bundrick também foi adicionado. Kossoff ia mais fundo no poço e por causa dele shows eram cancelados. Mesmo assim eles iniciaram as gravações de Heartbreaker. Só que no meio do trabalho a coisa toda gorou e Kossoff saiu. Rodgers o cobriu em algumas faixas e Snuffy em uma. Isso não impediu que Heartbreaker terminasse como um ótimo trabalho, superior ao anterior até.






Paul Rodgers - vocal, guitarra, violão, piano (7)
Paul Kossoff - guitarra (2, 3, 4, 9)
John "Rabbit" Bundrick - piano elétrico, piano, órgão, Glockenspiel, vocal
WG "Snuffy" Walden - guitarra (7)
Tetsu Yamauchi - baixo, percussão
Simon Kirke - bateria, percussão, vocal
Rebop Kwaku Baah (Can, Traffic) - congas (1)






1 Wishing Well
2 Come Together In The Morning
3 Travellin In Style
4 Heartbreaker
5 Muddy Water
6 Common Mortal Man
7 Easy On My Soul
8 Seven Angels


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Grand Funk - We're An American Band (1973)








A Grand Funk Railroad às vezes encurtava seu nome, como nesse álbum de 1973. Ela vinha colecionando sucessos e arregimentando uma legião de fãs desde 1969, quando, em meados de 1971, desconfiou dos atos administrativos e fiscais do seu agente. Seguiu-se uma batalha judicial que pôs até os direitos autorais da banda em risco. Passada a tormenta, a Grand Funk ressurgiu com um álbum que tem um título mais que adequado: Phoenix.
Brewer, Farner e Schacher eram ótimos mas tinham lá suas limitações como instrumentistas, e para suprir isso convidaram Peter Frampton, que deixara a Humble Pie. Ele declinou em favor da sua carreira solo e o plano B foi convidar um tecladista. Nisso, Craig Frost revelou-se mais que competente. Frost tocou como convidado no álbum Phoenix e foi efetivado para a gravação de "We're An American Band". Outra adição importante foi a de Todd Rundgren como produtor. Como artista, ele soube dar autonomia à banda, dentro uma produção caprichada que cobriu aquelas tais deficiências dos caras com eco. 
O antigo agente, aquele processado, ainda tentou melar o lançamento do disco com ameaças de processos até para os varejistas, mas sifú de novo.
Esse disco chegou ao segundo lugar nas paradas, recebeu boas críticas e provou que o público fiel à banda tinha razão. 






Don Brewer - bateria, percussão, vocal
Mark Farner - voca, guitarra, violão, piano elétrico (3), percussão
Mel Schacher - baixo
Craig Frost - órgão, Clavinet, piano elétrico, Moog






1   We're An American Band
2   Stop Lookin' Back
3   Creepin'
4   Black Licorice
5   The Railroad
6   Ain't Got Nobody
7   Walk Like A Man
8   Loneliest Rider
9   Hooray
10 The End
11 Stop Lookin' Back (Acoustic Mix)
12 We're An American Band (2002 Remix)


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Argent - In Deep (1973)








Acho que todo mundo é meio familiarizado com o sub-gênero AOR mas o que causa uma certa confusão é que existem dois tipos dele. O primeiro é Adult Oriented Rock e mescla rock, hard-rock e prog, algo como o art-rock. O outro é Album Oriented Rock, diferente, feito para se encaixar nas FMs. Pois é no primeiro que a música da Argent se encaixou. A banda não tinha um intuito comercial e caprichava na parte instrumental e na produção, mas criava sucessos acessíveis que foram regravados por muitos outros, como a faixa 1 deste seu quarto álbum. Contudo, In Deep já prenuncia que a banda estava se aproximando mais do prog, com a pirotecnia nos teclados e alguns instrumentos de percussão mais comuns em orquestras. Os álbuns seguintes confirmariam isso. 






Rod Argent - órgão, piano, piano elétrico, Mellotron, vocal (6)
Russ Ballard - vocal, guitarra, violão
Jim Rodford - baixo, vocal
Robert Henrit - bateria, percussão
Derek Griffiths - guitarra solo (6)






1 God Gave Rock & Roll
2 It's Only Money (Part 1)
3 It's Only Money (Part 2)
4 Losing Hold
5 Be Glad
6 Christmas For The Free
7 Candles On The River
8 Rosie
9 Hold Your Head Up