sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gary Moore - Corridors Of Power (1982)








Ian Paice é o único membro que participou de todos os discos da Deep Purple. Durante aquele hiato da banda e depois do disco Saints & Sinners da Whitesnake, ele e o baixista Neil Murray foram tocar com Gary Moore. Eles trabalharam juntos por dois anos e lançaram três discos, sendo Corridors Of Power o primeiro deles. Este é o segundo disco solo de Moore onde predomina o hard rock, mas tem também um pouco de pop e heavy metal. Um vocalista estava escalado para gravar, contudo, a gravadora insistiu para que Moore cantasse, e até que ele acabou se revelando mais que satisfatório. Ao vivo, John Sloman assumiu o microfone. Com essa banda afiadíssima e o virtuosismo indiscutível de Moore, Corridors Of Power é um disco fundamental para quem gosta de guitarra e, ainda mais, para quem quer tocar guitarra. 






Gary Moore - guitarras, vocal
Tommy Eyre (The Aynsley Dunbar Retaliation, Zzebra) - teclados
Neil Murray (National Health, Colosseum II, Black Sabbath) - baixo
Mo Foster (Affinity, Roger Glover) - baixo (5)
Ian Paice - bateria
Bobby Chouinard - bateria (6)
com:
Jack Bruce - vocal (6)






1 Don't Take Me For A Loser
2 Always Gonna Love You
3 Wishing Well
4 Gonna Break My Heart Again
5 Falling In Love With You
6 End Of The World
7 Rockin' Every Night
8 Cold Hearted
9 I Can't Wait Until Tomorrow

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lord Sutch and Heavy Friends - Hands of Jack the Ripper (1972)








Ritchie Blackmore tocou várias vezes com Lord Sutch entre 1962 e 1967. Na primeira audição, para a banda Lord Sutch & The Savages, ele disputou o lugar com Pete Townshend, mas quem acabou levando foi Roger Mingay, por ser mais velho e experiente — Blackmore tinha uns 15 ou 16 anos nessa época. Mais adiante, Jimmy Page e Jeff Beck também tocariam com Sutch.
Sutch era um cara que não primava pelo talento musical, por isso mesmo suas bandas tocavam covers de Little Richard, Elvis e Jerry Lee Lewis. A grande sacada dele foi aproveitar uma fadiga no estilo comportado da época para atacar com uma imagem extremamente teatral e irreverente. Ele foi um dos primeiros a aparecer com cabelos muito compridos e usando as mais diversas indumentárias. Logo ele adotou o nome de "Screaming Lord Sutch", uma corruptela de Screaming Jay Hawkins. Com todo o fuzuê, ele acabou atraindo não só o público, mas muitos músicos de talento. Blackmore declarou que aprendeu muito com ele sobre presença no palco, mas que o início foi penoso: Na banda Lord Sutch & The Savages ele teve que vestir-se com peles. Envergonhado, Ritchie se escondia no meio dos amps e Sutch o arrastava de volta à frente.
Nesse disco, Lord Sutch reuniu alguns dos muitos ilustres companheiros de maluquice. Nick Simper também está aí creditado como Nick "Sampler". Pelo set list já se percebe que, embora não haja nada de novo, a musicalidade é incrível. Na dupla de bateristas, Carlo Little deu aulas a Keith Moon, que o idolatrava.






Lord Sutch - vocal
Ritchie Blackmore - guitarra
Matthew Fisher (Procol Harum) - órgão, piano
Victor Brox (Aynsley Dunbar Retaliation, Graham Bond) - vocal
Annette Brox (Sweet Pain, Alexis Korner) - vocal
Brian Keith - vocal, trombone
Sid Phillips - sax
Noel Redding (Experience) - baixo
Nick Simper - baixo
Keith Moon (The Who) - bateria
Carlo Little (Savages) - bateria






1 Gotta Keep A-Rocking 
2 Roll Over Beethoven 
3 Country Club 
4 Hands Of Jack The Ripper
5 Good Golly Miss Molly 
6 Great Balls Of Fire 
7 Bye bye Johnny/Johnny B. Goode
8 Tutti Futti Medlley: 
   a. Long Tall Sally 
   b. Jenny Jenny 
   c. Keep A-Knockin
   d. Jenny Jenny
   e. Tutti Frutti

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Green Bullfrog - The Green Bullfrog Sessions (1972)








No comecinho de 1970, a Deep Purple estava na sua segunda formação e tinha o histórico álbum In Rock praticamente pronto quando a gravadora Tetragrammaton quebrou. Os caras ficaram no mato sem cachorro pois ainda tinham contrato com ela, tinham ações dela e não veriam um tostão. O jeito seria ela ser comprada por outra, e foi o que começaram a negociar. Por causa disso, o lançamento do álbum foi comprometido e a turnê, que já estava agendada, foi adiada. Então, Derek Lawrence, o antigo produtor da banda, teve a ideia de reunir músicos com os quais já tinha trabalhado numa super sessão e aproveitou a ociosidade de Blackmore e Paice. Um disco foi acertado com a gravadora Decca e todos os músicos usaram apelidos, tanto para evitar algum eventual problema de contrato, quanto para aumentar o mistério e fazer uma autopromoção. Dessa forma, Big Jim Sullivan, que foi tutor de Blackmore, ficou como "Boss"; Tony Ashton que era chegado numa birita é o Bevy (de beverage); e por aí vai. Tudo ficou envolto em mistério e rumores até 1976, quando Blackmore esclareceu tudo para a revista Guitar Player. 
As músicas são versões infectadas pelo blues-rock de clássicos do rock, mais duas originais de Lawrence, e tudo foi gravado em dois dias no estúdio Kingsway em Londres. 





Ritchie Blackmore (Boots) - guitarra
Tony Ashton (Bevy) (Chicken Shack, Family) - teclados
Ian Paice (Speedy) - bateria
Big Jim Sullivan (Boss) - guitarra 
Earl Jordan (Jordan) (Jodo) - vocal 
Albert Lee (Pinta) (Heads Hands & Feet) - guitarra 
Chas Hodges (Sleepy) (Heads Hands & Feet) - baixo
Matthew Fisher (Sorry) (Procol Harum) - teclados
Rod Alexander (Vicar) (Blackwater Junction, Jodo) - teclados





1 Ain't Nobody Home 
2 Bullfrog 
3 Walk A Mile In My Shoes 
4 My Baby Left Me 
5 Makin' Time 
6 Lawdy Miss Clawdy 
7 I'm A Free Man 
8 Lovin' You Is Good For Me Baby 
9 I Want You 
10 Louisiana Man 
11 Who Yo You Love 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Captain Beyond - Sufficiently Breathless (1973)







E o Rod Evans? Depois de chutado da Deep Purple ele foi para a Califórnia e fundou a Captain Beyond com ex-membros da Iron Butterfly mais o ex-baterista de Johnny Winter, Bobby Caldwell. O primeiro disco é memorável e este segundo álbum também é muito bom, mas diferente. Bobby Caldwell saiu e o som não é tão pesado nem psicodélico. É mais acústico e um pouco influenciado por música latina e pelo rock progressivo. Depois dele, a banda se separou e Rod Evans mudou tudo na vida: ele tornou-se paramédico num hospital. Um belo dia uns empresários mau-caráter chegaram para ele e propuseram montar uma banda com o nome de... New Deep Purple. Esses mesmos caras já haviam sido processados por John Kay por também terem criado uma Steppenwolf falsa e, mesmo assim, Rod Evans topou. Pior que isso, os caras fizeram a coisa de um jeito que apenas Evans poderia ser responsabilizado. E foi. Ritchie Blackmore e seus empresários foram com tudo e condenaram Evans a pagar uma indenização de mais de 700 mil dólares; dinheiro que Evans não tinha e nunca terá. 





Rod Evans - vocal
Rhino (Larry Reinhardt) - guitarra, slide, violão
Reese Wynans (Stevie Ray Vaughan & Double Trouble) - piano elétrico e acústico
Paul Hornsby - órgão (5)
Lee Dorman - baixo
Marty Rodriguez - bateria, vocal
Guille Garcia - percussão





1 Sufficiently Breathless
2 Bright, Blue Tango
3 Drifting In Space
4 Evil Men
5 Starglow Energy
6 Distant Sun
7 Voyages Of Past Travellers
8 Everything's A Circle

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Nick Simper's Fandango - Slipstreaming & Future Times (1979 - 1980)







A banda Warhorse lançou dois discos: aquele autointitulado de 1970 e Red Sea em 1972, com um novo guitarrista chamado Pete Parks. Depois ela se separou. Nick Simper, então, formou outra banda chamada Nick Simper's Dynamite — também com Pete Parks na guitarra — que lançou apenas um single. Em 1978 ele e Parks formaram a Fandango, ou Nick Simper's Fandango. Ela durou dois anos e gravou os dois álbuns que estão reunidos aqui. Enquanto nas suas bandas anteriores havia um destaque para o tecladista, na Fandango o som é orientado pela guitarra e há bons solos dela. O ponto alto é a faixa Time Will Tell que fala do tempo de Simper na Deep Purple. O segundo disco já não é tão bom, e talvez por isso a banda tenha acabado.





CD1 - Slipstreaming


Pete Parks - guitarra
Jim Proops - vocal
Neil McArthur - órgão, piano
Nick Simper - baixo
Ron Penney - bateria


Candice Larene
Rocky Road Blues
Independent Man (Hey Mama)
Slipstreaming
Schoolhouse Party
Sister
Mississsippi Lady
Time Will Tell


CD2 - Future Times


Pete Parks - guitarra
Jim Proops - vocal
Nick Simper - baixo
Mac Poole - bateria



Pull Out & Start Again
Get Down, Lay Down
She Was My Friend
Future Times
Undercover Man
Something's Burning
Hard Drink & Easy Woman


domingo, 8 de janeiro de 2017

Warhorse - Warhorse (1970)







Nick Simper tornou-se amigo de Jon Lord quando ambos tocaram numa banda chamada The Flower Pot Men, daí o convite para Simper participar da Roundabout e, consequentemente, da Deep Purple. Contudo, isso não evitou que ele fosse demitido junto com Rod Evans quando o terceiro disco da Deep Purple não alcançou o sucesso esperado — Ritchie Blackmore alegou que o estilo dele não estava à sua altura. Ok. Rod Evans formou a Captain Beyond e lançou aquele disco que é um clássico do hard rock. Por sua vez, Nick Simper formou a Warhorse que lançou este outro clássico. E ambos são mais legais do que os anteriores da DP. Chupa Blackmore!. 
Uma curiosidade: o primeiro tecladista da Warhorse chamava-se Rick Wakeman.




Nick Simper - baixo
Ashley Holt - vocal
Frank Wilson (Velvett Fogg) - órgão, piano
Ged Peck - guitarra
Mac Poole (Gong) - bateria





1   Vulture Blood
2   No Chance
3   Burning
4   St. Louis     
5   Ritual
6   Solitude
7   Woman Of The Devil
8   Miss Jane
9   Ritual -Live Version-
10 Solitude -Live Version
11 Woman Of The Devil -Live Version
12 Burning -Live Version

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Jon Lord - Concerto For Group And Orchestra (2012)







Esse álbum era um desejo antigo de John Lord: Ele havia executado inúmeras vezes esse histórico concerto, originalmente de 1969, sempre ao vivo. Uma dessas apresentações aconteceu em São Paulo na Virada Cultural de 2009, em plena Avenida São João. Acontece que ele sentia que faltava uma versão de estúdio, mais detalhada e renovada. As gravações começaram em junho de 2011, em Liverpool, e continuaram em Londres, no Abbey Road. Em agosto e outubro foram acrescentados os vocais e a guitarra de Joe Bonamassa. No início de maio de 2012, Steve Morse fez uma pausa na Deep Purple para gravar sua parte e assim também foi com a de Darin Vasilev. A mixagem final tomou mais alguns dias. Infelizmente, Jon Lord faleceu poucos dias depois e essa versão definitiva da sua obra, seminal para o rock sinfônico e o rock progressivo, foi o canto do cisne de um grande músico e um grande homem.





Jon Lord - órgão Hammond
Darin Vasilev - guitarra (1)
Joe Bonamassa - guitarra (2)
Steve Morse - guitarra (3)
Bruce Dickinson - vocal
Kaskia Laska - vocal
Steve Balsamo - vocal
Ian Gillan - letra (2)
Guy Pratt (Pink Floyd) - baixo
Brett Morgan (Jon Anderson, Greg Lake) - bateria
com:
Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Paul Mann - regente





1 Moderato - Allegro
2 Andante
3 Vivace - Presto

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

The Artwoods - Jazz in Jeans (1966)







The Artwoods foi uma banda inglesa de R&B que experimentou um breve sucesso no meio dos anos 60. Seu líder era Arthur Wood, o irmão mais velho do guitarrista da Rolling Stones, Ronnie. A banda era bastante competente, com destaque para Jon Lord e o baterista Keef Hartley, tecnicamente brilhante. Lord tocava inspirado em Booker T e em Jimmy Smith também, e já desenvolvia aquele estilo que seria marca registrada da Deep Purple. Ele também era o principal compositor, muito embora a Artwoods se dedicasse mais aos covers. A banda lançou um único LP chamado Art Galery, que quando foi relançado em CD recebeu um monte de bônus que eram os vários singles. Jazz in Jeans foi um EP e nessa edição japonesa recebeu como bônus os mesmos singles. A palavra Jazz ali vale só se considerarmos a levada do órgão e, mesmo assim, é quase nada.
The Artwoods se separou em 1967. Keef Hartley foi tocar com John Mayall mas não teve muito espaço na Bluesbreakers e saiu para formar a própria banda. Derek Griffiths tocou em ao menos duas outras boas bandas mas acabou tornando-se apresentador de programas infantis para a TV. Art Wood participou de diversos combos e faleceu em 2006. Jon Lord tornou-se um dos músicos mais importantes da história.





Art Wood - vocal
Jon Lord - órgão Hammond, piano
Derek Griffiths (Satisfaction, Dog Soldier) - guitarra
Malcolm Pool (Accolade) - baixo
Keef Hartley - bateria





1   Sweet Mary [Leadbelly]
2   If I Ever Get My Hands On You
3   Oh My Love
4   Big City
5   Goodbye Sisters
6   She Knows What To Do [Dr. John]
7   I Take What I Want [Isaac Hayes]
8   I'm Looking For A Saxophonist Doubling French Horn Wearing Size 37 Boots
9   I Feel Good
10 Molly Anderson's Cookery Book
11 What Shall I Do
12 In The Deep End
13 Brother Can You Spare A Dime
14 Al's Party
15 These Boots Are Made For Walking
16 A Taste Of Honey
17 Our Man Flint
18 Routine

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Deep Purple - Shades Of Deep Purple (1968)








A Deep Purple pertence à Santíssima Trindade do rock e tudo começou com o baterista da banda The Searchers, chamado Chris Curtis. Ele procurou o produtor Tony Edwards com o projeto de uma banda a ser chamada Roundabout. Esse nome significaria que seus membros entrariam e sairiam constantemente. Curiosamente, foi o próprio Curtis quem primeiro saiu, logo nos primeiros dias. Antes disso vieram Jon Lord e Nick Simper. Lord era um tecladista com sólida formação erudita que estava na banda The Artwoods, do irmão do Ron Wood, guitarrista da Rolling Stones. Lord sugeriu seu amigo Nick Simper para o baixo, e Simper estava na Johnny Kidd & The Pirates e esteve no acidente de carro que matou Johnny Kidd. Ritchie Blackmore também foi contratado. Ele tocara em diversos combos e um deles chamava-se Roman Empire, cujos membros apresentavam-se vestidos — acredite se quiser — de gladiadores.
Com a saída de Chris Curtis foi testado um baterista chamado Bobby Woodman, que não agradou. Aí, eles contrataram de uma vez dois membros da banda The Maze: Ian Paice e Rod Evans.
A Roundabaut partiu para uma excursão na Escandinávia e, no final, mudou seu nome para Deep Purple, que era a música favorita da avó de Blackmore.
A banda começou a preparar este primeiro álbum mas ainda era ignorada em seu país. Então, a gravadora, que pertencia ao comediante americano Bill Cosby, arranjou uma turnê nos Estados Unidos e lá é que Shades Of Deep Purple foi lançado primeiro. O trabalho da banda foi muito influenciado pelo da Vanilla Fudge e este disco contém rearranjos matadores de sucessos como Hey Joe e Hush, esta última alcançando a quinta posição nas paradas. O sucesso na Europa veio depois que foram escolhidos para se apresentarem da turnê de despedida da Cream.






Jon Lord - órgão Hammond, backing vocal
Ritchie Blackmore - guitarra
Rod Evans - vocal
Nick Simper - baixo, backing vocal
Ian Paice - bateria






1   And The Address
2   Hush
3   One More Rainy Day
4   Prelude: a - Happiness; b - I'm So Glad [Skip James]
5   Mandrake Root
6   Help [Lennon/McCartney]
7   Love Help Me
8   Hey Joe [Billy Roberts]
9   Shadows (Album Out Take)
10 Love Help Me (Instrumental Vsn.)
11 Help (Alternate Take)
12 Hey Joe (BBC Top Gear Session)
13 Hush (Live US TV 1968)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Béla Fleck - Tales From The Acoustic Planet (1995)







Béla Fleck elevou o banjo a vários patamares acima e cita Chick Corea como uma das suas maiores influências. Eu acho que esse é o primeiro disco em que colaboraram. O que a gente ouve aqui é meio difícil de rotular mas, a grosso modo, pode-se dizer que é a mistura progressiva do bluegrass com o jazz. Quando está plugado, o trabalho de Fleck aproxima-se da Return to Forever e da banda Oregon — os líderes de ambas estão aqui. Assim, acústico, o clima é outro, menos cerebral e mais emocional. A musicalidade é incrível, mas com esses convidados não poderia ser diferente. Também estão aí os irmãos Wooten da Flecktones, bem como os músicos da banda regular de Béla Fleck.
Tá aí a minha sugestão para preparar o espírito para o próximo exercício fiscal.





Béla Fleck - banjo
Chick Corea - piano (8, 9, 12)
Bruce Hornsby - piano (3)
Branford Marsalis - sax soprano e tenôr (14, 8)
Paul McCandless (Oregon) - clarinete, trompa inglêsa, oboé, sax soprano (1,2, 5, 13)
Victor Wooten - baixo com e sem trastes, baixo elétrico vertical (1, 3, 4, 5, 8, 11)
Edgar Meyer - baixo acústico, vertical (2, 4, 6, 7, 9, 10, 13, 14), piano (4)
Jerry Douglas - ressonador (2, 3, 11)
Roy "Futureman" Wooten - percussão, efeitos vocais (1, 3, 4, 5, 6, 8, 13)
Tony Rice - violão (1, 3, 5, 6)
Sam Bush - bandolim (10, 11)
Matt Mundy - bandolim (1, 6, 13)
Mary Kathryn Vanasdale - violino (13)
Kristin Wilkinson - viola (13)
Grace Bahng - cello (13)
Stuart Duncan - violino (3, 6, 10, 11)
Connie Heard - violino (13)
Robert Barry Green - trombone (4)
Dennis Solee - clarinete (4)
George Tidwell - trompete (4)
Kenny Malone - bateria, percussão (tracks 7, 10, 11)





1   Up and Running
2   First Light
3   The Great Circle Route
4   Circus of Regrets
5   Three Bridges Home
6   The Landing
7   Arkansas Traveller (trad.)
8   Backwoods Galaxy
9   In Your Eyes
10 System Seven
11 Cheeseballs in Cowtown
12 Bicyclops
13 Jayme Lynn
14 For Sascha