terça-feira, 22 de agosto de 2017

Genesis - Selling England by the Pound (1973)








Não importava o gênero musical de uma banda, no início dos anos 70 as gravadoras exigiam que um álbum por ano fosse lançado. Nessa mesma época começaram a surgir os álbuns gravados ao vivo que acabavam por cobrir um eventual "branco" criativo, e ao mesmo tempo davam a chance dos músicos respirarem e dedicarem-se a compor com calma. Foi o que aconteceu com a Genesis.
Foxtrot, o álbum de estúdio anterior, havia sido um grande sucesso e proporcionou à Genesis sua primeira turnê pelos Estados Unidos, além da Europa. Tudo exaustivo. O lançamento de "Genesis Live", além de documentar as performances históricas da banda, permitiu à gravadora faturar (o disco chegou ao 9º lugar) e deu chance à oxigenação do processo criativo.
Selling England by the Pound representou um salto para a banda, tanto em maturidade, como em precisão. As músicas deste álbum tornaram-se obrigatórias no repertório dos concertos em todas as fazes posteriores da banda e na carreira solo de Hackett também.
A banda afastou-se um pouco do folk inglês enquanto aproximou-se mais da América. A primeira frase do disco parece antever alguma crítica por causa disso quando pergunta: Can you tell me where my country lies? O fato é que o estilo jazzístico de Phil Collins estava movendo a banda — menos nostalgia pastoral e mais energia.
Selling England by the Pound foi um sucesso enorme, equiparou a Genesis à Yes e à King Crimson, e é um dos álbuns memoráveis do Rock Progressivo.





Peter Gabriel - vocal, flauta, oboé, percussão
Steve Hackett - guitarra, violão
Tony Banks - órgão Hammond T102, piano, piano elétrico RMI 368X, ARP Pro Soloist, Mellotron M400, violão 12 cordas
Michael Rutherford - baixo, pedais de baixo, violão 12 cordas, sitar elétrico, guitarra rítmica, vocal
Phil Collins - bateria, percussão, vocal





1 Dancing With The Moonlight Knight
2 I Know What I Like (In Your Wardrobe)
3 Firth Of Fifth
4 More Fool Me
5 The Battle Of Epping Forest
6 After The Ordeal
7 The Cinema Show
8 Aisle Of Plenty


domingo, 20 de agosto de 2017

Jethro Tull - Thick As A Brick (1972)








Nesses 50 anos de existência do Rock Progressivo as discussões sobre o que é Prog e o que não é são tantas que sites como Progarchives muitas vezes tem que justificar o porquê de um disco estar lá. Tem gente que elabora tutoriais e há outros que fazem umas tabelinhas como se fossem um exame de urina. Diz-se que tem que ter virtuosismo instrumental, logo, as músicas devem ser longas para que haja espaço. Álbuns conceituais são um consenso, ou quase, ou nem sempre. Progressões harmônicas, mudanças no tempo, letras com métrica poética, base erudita, complexidade... 

A definição mais legal que eu li foi dada pelo David Gilmour: É o equilíbrio entre sons e silêncio numa música. Bacana, né? Pois é. Só que tem "pesquisador" que diz que Pink Floyd não é uma banda de Rock Progressivo.

Seja como for, Thick As A Brick parece encaixar-se em todos os quesitos acima.
Aqualung, o álbum anterior da Jethro Tull, foi um tremendo sucesso e a crítica foi logo rotulando-o como um álbum conceitual. Sugeriram que Aqualung era Ian Anderson. Ian protestou, disse que não era nada disso e que entenderam tudo errado. Então ele debruçou-se sobre um verdadeiro trabalho conceitual que acabaria por ser a mãe de todos os álbuns conceituais. 
Ele criou um personagem fictício chamado Gerald Bostock. Gerald seria um garoto prodígio que escreveu um poema épico e esse poema é que foi musicado neste álbum. Portanto, Gerald aparece nos créditos musicais e, portanto, Gerald seria Ian. O jornal que ilustra o disco também é fictício e essa capa é uma das melhores já feitas. 
É apenas uma música que então tomava os dois lados do LP e em algumas edições em CD essa distinção é mantida. Contudo, a continuidade é considerável e a consistência é a mesma do início ao fim. O talento de Ian Anderson para criar ótimas melodias já era reconhecido e foi um trabalho ainda mais inspirado fazer isso para uma composição tão longa. Toda a banda participou dos arranjos, incluindo o novo baterista Barriemore Barlow. Barlow era conterrâneo de Anderson e havia sido seu colega na banda The Blades, a primeira da qual participou. Apesar da mudança, a banda está sólida como um tijolo. John Evan brilha no órgão, que nem é um instrumento dominante na história da JT, mas nenhum outro diz "Prog" tão alto como ele. Só que o senhor Ian Anderson sempre diz que a Jethro Tull não é uma banda de Rock Progressivo.
Thick As A Brick chegou ao primeiro lugar nas paradas. Imagine uma música com mais de 40 minutos entre as mais tocadas, mesmo naquela época.





Ian Anderson - vocal, flauta, violão, violino, sax, trompete
Martin Barre - guitarra, alaúde
John Evan - órgão, piano, cravo
Jeffrey Hammond-Hammond - baixo, voz
Barriemore Barlow - bateria, tímpanos, percussão





1 Thick As A Brick
2 Thick As A Brick


sábado, 19 de agosto de 2017

Chris Squire - Fish Out Of Water (1975)








Antes da internet, dos fóruns, sites e comunidades, as poucas publicações que chegavam ao Brasil falando sobre Rock Progressivo já traziam a fatídica pergunta: "Mas , afinal, o que é Rock Progressivo?". Então é provável que a pergunta tenha os mesmos 50 anos que o gênero está completando e a minha resposta pessoal é que Rock Progressivo é esse álbum.

Fish era o apelido do Chris Squire e o "fora d'água" deduz-se fácil. O porquê dele e dos colegas terem lançado discos solo tem respostas variadas. A mais comum é que eles tinham lançado oito discos em cinco anos, estavam cansados e para relaxar... foram lançar discos. 

Na minha opinião, Fish Out Of Water é uma obra monumental e eterna. Ele é um álbum atemporal. Mesmo o Patrick Moraz, que era useiro e vezeiro dos sintetizadores ARP que acabaram com o som datado, aqui usa os Moogs e parece-se como nunca com Rick Wakeman. Da King Crimson vieram Bill Bruford e Mel Collins. Da Caravan veio Jimmy Hastings com seu acento Canterbury. Andrew Jackman era companheiro de Squire na banda The Syn, pré-Yes. 

Fish Out Of Water deveria estar no topo daquelas listas dos álbuns que você deve ouvir antes de morrer. Não está, lamentavelmente.





Chris Squire - baixos: Rickenbacker 4001, Rickenbacker 8 cordas, Fender Jazz Bass, Fender Telecaster, Gibson Thunderbird, Gibson SG double-neck 4 & 6 cordas, guitarra elétrica 12 cordas, vocal
Andrew Pryce Jackman - piano, piano elétrico, regência
Barry Rose - órgão tubular
Patrick Moraz - órgão, sintetizadores, sintetizador baixo
Jimmy Hastings - flauta
Mel Collins - sax
John Wilbraham - lider da seção de metais
Jim Buck - lider da seção de trompas
Julian Gaillard - líder da seção de cordas
Adrian Brett - líder da seção de sopros de madeira
Nikki Squire - backing vocal
Bill Bruford - bateria e percussão





1 Hold Out Your Hand
2 You By My Side
3 Silently Falling
4 Lucky Seven
5 Safe (Canon Song)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Syd Barrett - The Madcap Laughs (1970)








Neste mês de agosto o Rock Progressivo está completando 50 anos. Na minha modesta opinião, Syd Barrett é o pai da coisa. A história dele é bem conhecida e fontes cheias de detalhes não faltam. Então, dou só uma pincelada: Syd foi o genial líder da Pink Floyd, na qual compôs quase tudo para o primeiro disco, tocou guitarra, experimentou e cantou. Mas o seu apreço pela química o levou a sérios distúrbios psíquicos e sua imprevisibilidade começou a prejudicar a banda. Ele não conseguia ficar no palco (uma turnê americana foi cancelada por conta disso), Gilmour entrou para ajudar, mas a gota d'água foi quando ele quis colocar uma banda marcial nas gravações do segundo disco. 
Esse é o primeiro dos dois discos solo que ele lançou em 1970. Roger Waters veio dar uma mão na produção e David Gilmour também, além de tocar. Gilmour trouxe seu ex-companheiro na banda Jokers Wild, Willie Wilson. O som em quase nada lembra o da PF — são músicas despojadas, quase todas ao violão e com um vocal torturante. Anti-PF, aliás. A produção é simples, a foto da capa é no apartamento dele e a garota nua na contra-capa era namorada dele. Aí ele nem tava tão mal, né?
Ah, e tem a Soft Machine, a Soft Machine do Volume Two, em duas faixas! O cara juntou a Soft Machine com meia Pink Floyd! Ainda que que não fosse o resultado sonhado, foi um delírio pra qualquer proghead.





Syd Barrett - violão, guitarra, vocal
David Gilmour - baixo, violão 12 cordas, bateria (7)
Jerry Shirley (Humble Pie) - bateria (4, 6)
Willie Wilson - baixo (4, 6)
Robert Wyatt - bateria (2, 3)
Hugh Hopper - baixo (2, 3)
Mike Ratledge - teclados (2, 3)
Vic Seywell - tuba, corneta





1   Terrapin
2   No Good Trying
3   Love You 
4   No Man's Land
5   Dark Globe 
6   Here I Go
7   Octopus
8   Golden Hair (um poema de James Joyce)
9   Long Gone
10 She Took A Long Cold Look
11 Feel 
12 If It's In You 
13 Late Night 
14 Octopus [Takes 1 & 2] 
15 It's No Good Trying [Take 5] 
16 Love You [Take 1] 
17 Love You [Take 3] 
18 She Took A Long Cold Look At Me [Take 4] 
19 Golden Hair [Take 5]






Golden Hair

‘Lean out of the window,
Goldenhair,
I hear you singing
A merry air.

My book was closed,
I read no more,
Watching the fire dance
On the floor.

I have left my book,
I have left my room,
For I heard you singing
Through the gloom.

Singing and singing
A merry air,
Lean out of the window,
Goldenhair.‘


Golden Hair é parte de uma coleção de 36 poemas que James Joyce escreveu como se fossem letras de música, ao invés de poesia formal.

domingo, 13 de agosto de 2017

Tibet - Tibet (1978)








A Tibet teve origem na região de Dortmund e esse é o único que disco que lançou. Desde 1972 ela atuava ao vivo, abrindo shows da Out Of Focus e da Embryo, e nesse início seu som estava mais para Yes e Pink Floyd do que para essas bandas. Antes desse disco ela lançou um single que tendia ao pop. Aí, para o LP, eles repensaram todo o trabalho e o resultado foi um prog complexo e sofisticado, com teclados clássicos e com elementos do space-rock. Contudo, sua característica mais marcante está no vocal que, antes de ler-se os créditos, pode-se jurar ser feminino.





Kalus Werthmann - vocal
Deff Ballin - teclados, percussão
Jürgen Grutzsch - guitarra, percussão
Dieter Kumpakischkis - teclados
Karl Heinz Hamann - baixo, percussão
Fred Teske - bateria, guitarra, vocal





1 Fight Back 
2 City By The Sea
3 White Ships And Icebergs 
4 Seaside Evening  
5 Take What's Yours  
6 Eagles
7 No More Time 


sábado, 12 de agosto de 2017

Octopus - The Boat of Thoughts (1976)








A Octopus era de Frankfurt e foi fundada por Pit Hensel e Claus Kniemeyer. Seu som tinha um pé firmemente apoiado no início dos anos 70, enquanto aproveitava as novas tecnologias para criar seu prog pesado e refinado. As letras são em inglês e o vocal feminino a aproxima da Curved Air, porém sem o lado clássico. Eles mesmos financiaram esse primeiro disco e rodaram com ele como demo, até que a gravadora Sky os contratasse e o lançasse no ano seguinte. Ele tem boas estruturas rítmicas e arranjos para os sintetizadores. 





Pit Hensel - guitarras
Werner Littau - teclados
Jennifer Hensel  - vocal
Claus D. Kniemeyer - baixo
Frank Eule - bateria





1 The First Flight Of The Owl
2 Kill Your Murderer
3 If You Ask Me
4 The Delayable Rise Of Glib
5 We're Losing Touch 
6 The Boat Of Thoughts

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Blinddog Smokin' - Up From The Tracks (2010)








A Blinddog Smokin' foi formada em 1993 por Carl Gustafson e Chuck Gullens, e desde então foi indicada ao Grammy e ganhou outros dez prêmios. Ela faz uma mistura bem legal de blues, soul e funk e parece ser mais um coletivo do uma banda. Há uns oito membros mais ou menos estáveis e os demais são convidados. Entre eles destacam-se Bobby Rush e Billy Branch, assíduos nas indicações para o Grammy.





Carl Gustafson - vocal, harmônica
Bobby Rush - harmônica
Billy Branch - harmônica 
Gino Matteo - guitarra
Chalo Ortiz - guitarra
Carl Weathersby - guitarra
Sherman Robertson - guitarra
Donald Markowitz - guitarra, violão
Mo Beeks - teclados, vocal
Alan Steinberger - piano, Wurlitzer, Fender Rhodes
Chicago   (Mr. Look so good) - bateria, vocal
Roland “Junior Bacon” Pritzker - baixo, vocal
Ronnie Gutierrez - percussão
Chuck Findley - trompete
Barry Kim - trompete
Nick Lane - trombone
Tom Saviano - sax
Rev. Dave Bonuff - sax
Mindi Abair - sax
Linda McCrary - vocal
Angela Michael - vocal
Robbyn Kirmssé - vocal
Kayla Balch - vocal





1  Money
2  Angels At The Crossroads 
3  Bobby Rush's Bus
4  Lace & Leather
5  Just Come Home To Die 
6  Miss Peggy's 
7  Funky Old Man
8  Church Of Fools 
9  Cognac And Chocolate 


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Onesko Bogert Ceo Project - Big Electric Cream Jam (2009)








Esse disco é um tributo ao Cream mas não é só isso. Esses caras acabaram por fazer aquilo que a gente esperava que a "Cream Reunion" de 2005 tivesse sido e não foi. Ou seja, eles pegaram dez músicas emblemáticas com aqueles riffs de matar e aplicaram todas as transformações que o blues-rock sofreu em trinta anos. O resultado tem mais musculatura e energia mas cada um segue respeitosamente fiel ao seu correspondente original, especialmente Tim Bogert em relação a Jack Bruce. E Bogert é tão lendário quanto Bruce; certamente dois dos maiores baixistas do rock. Onesko é um veterano virtuoso e em algumas faixas sua guitarra parece encaixar-se melhor que a de Clapton (é heresia minha, eu sei). Emery Ceo é um cara que veio do heavy-metal mas aqui também mantem-se reverente ao estilo jazzy de Ginger Baker. Enfim, o disco foi gravado ao vivo e é pra lá de bom.





Mike Onesko (Blindside Blues Band) - guitarra, vocal
Tim Bogert (Vanilla Fudge, Cactus, Beck, Bogert & Appice) - baixo
Emery Ceo (Blindside Blues Band) - bateria, vocal
Chris Boras - baixo (Sweet Wine)





1   Crossroads [Robert Johnson]
2   Politician
3   Sitting On Top Of The World [Howlin' Wolf]
4   Outside Woman Blues
5   Tales Of Brave Ulysses
6   I'm So Glad [Skyp James]
7   Spoonful [Willie Dixon]
8   Toad
9   We're Going Wrong
10 Sunshine Of Your Love + Hidden Jam : Sweet Wine

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Otis Spann - Otis Spann's Chicago Blues (1966)








Otis Spann definiu o papel do piano no blues ao lado de outros grandes como Memphis Slim ou Big Maceo Merryweather. Durante a maior parte da sua carreira ele foi o fiel escudeiro de Muddy Waters. Sua carreira solo começou tarde e sua vida terminou muito cedo, aos quarenta anos. Seu primeiro disco solo chamou-se "Otis Spann Is The Blues" e nem de longe foi um exagero, muito menos presunção. Este álbum reúne gravações de 1665/1966 divididas entre apresentações solo e com acompanhamento. E é uma outra dimensão de acompanhamento, pois aí está a banda de Muddy Waters. Originalmente ele foi lançado como "Nobody Knows My Troubles", meio que um lamento premonitório. Daí por diante a saúde dele degenerou-se rapidamente, até sua morte em 1970. Mas ele não parou de fazer obras-primas. Neste disco há algumas das poucas músicas em que ele aventurou-se no órgão.





Otis Spann - piano, vocal, órgão
James Cotton - harmônica (1, 3, 6, 9, 12)
Big Walter Horton - harmônica (15)
Johnny Shines - guitarra (15)
Johnny Young - guitarra (1, 3, 6, 9, 12)
Jimmy Lee Morris - baixo (1, 3, 6, 9, 12)
Lee Jackson - baixo (15)
Fred Below - bateria (15)
Robert Whitehead - bateria (8) 
S.P. Leary - bateria (1, 3, 6, 9, 12)





1   Get Your Hands Out Of My Pocket
2   Nobody Knows My Troubles
3   Sarah Street
4   Worried Life Blues
5   You Can't Hide
6   Jack-Knife
7   What's On Your Worried Mind?
8   Vicksburg Blues
9   Who's Out There?
10 Spann's Boogie Woogie
11 See See Rider
12 Lovin' You
13 One-Room Country Shack
14 Mr. Jelly-Roll Baker
15 G.B. Blues (Instrumental)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Chris Farlowe With The Hill - From Here To Mama Rosa (1970)








Chris Farlowe é uma das vozes mais distintas da Inglaterra. Sua carreira começou nos anos 50 e até este álbum ela foi relacionada ao Rhythm & Blues e ao Blues. Antes, ele atuava numa banda chamada Thunderbirds que tinha Dave Greenslade nos teclados e Carl Palmer na bateria. Aqui ele juntou-se à banda The Hill e aproximou-se do folk e do prog. Se a voz de Farlowe era especial, os membros da The Hill eram instrumentistas de primeira, todos treinados por Chris Barber, o mestre do jazz e do blues britânicos. A associação deles ficou só neste disco e Farlowe foi rever Dave Greenslade na extraordinária Colosseum. Depois ainda deu uma passada na Atomic Rooster mas Carl Palmer não estava mais lá.





Chris Farlowe - vocal
Peter Robinson (Quatermass) - teclados
Steve Hammond (Fat Mattress) - guitarra
Bruce Waddell - baixo
Colin Davy (Ronnie Lane) - bateria
Paul Buckmaster (Quatermass, Bowie) - cello





1   Traveling Into Make Believe 
2   Fifty Years
3   Where Do We Go From Here 
4   Questions 
5   Head In the Clouds 
6   Are You Sleeping 
7   Black Sheep
8   Winter In My Life 
9   Mama Rosa
10 Put Out The Lights (A-Side 1970)
11 Sylvie (US-Only A-Side 1969)
12 The Fourth Annual Convention Of The Battery Hen Farmers' Association Part        II (US-Only B-Side 1969)
13 Dawn (A-Side 1968)
14 April Was The Month (B-Side 1968) 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

The Blues Project - Projections (1966)








A Blues Project foi uma banda do Greenwich Village de Nova York notável por fazer seu rock psicodélico profundamente enraizado no blues. Ela também ganhou fama por priorizar os palcos, tanto é que que seu disco de estréia foi gravado ao vivo. Esse é o segundo álbum dela e o primeiro gravado em estúdio. Mais adiante Al Kooper e Steve Katz formariam a Blood, Sweat & Tears, mas aí som foi mais o lado do jazz e não teve nada a ver com o que a Blues Project fez. Al Kooper, aliás, teve uma ótima parceria com Michael Bloomfield e foi produtor de grandes álbuns, tanto de jazz, como de blues.





Danny Kalb - guitarra, vocal
Al Kooper - teclados, vocal
Steve Katz - guitarra, harmônica, vocal
Andy Kulberg - baixo, flauta
Roy Blumenfeld - bateria





CD 1, Stereo
1   I Can't Keep From Cryin' Sometimes [Blind Willie Johnson]
2   Steve's Song
3   You Can't Catch Me [Chuck Berry]
4   Two Trains Running [Muddy Waters]
5   Wake Me, Shake Me
6   Cheryl's Going Home
7   Flute Thing
8   Caress Me Baby [Jimmy Reed]
9   Fly Away
10 Love Will Endure


CD 2, Mono
1   I Can't Keep From Cryin' Sometimes
2   Steve's Song
3   You Can't Catch Me
4   Two Trains Running
5   Wake Me, Shake Me
6   Cheryl's Going Home
7   Flute Thing
8   Caress Me Baby
9   Fly Away
10 When There's Smoke, There's Fire
11 No Time Like The Right Time