quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Magna Carta - Seasons (1970)








A primeira participação do Rick Wakeman em disco foi no álbum de estréia do David Bowie e foi seguida por  esta com a Magna Carta.
A Magna Carta foi formada em 1969 pelo trio Simpson, Tranter e Stuart, Suas raízes estão no folk e uma das maiores influências é a dupla Simon & Garfunkel. Daí já deduz-se que o foco está em belas e suaves melodias, nos arpejos de violão e na harmonia vocal. Ela surgiu junto com um monte de bandas progressivas, se apresentava com elas, mas nunca realmente se atirou no rock progressivo, incluindo alguns elementos apenas. É o caso deste disco, que é o segundo dela e que foi lançado pelo novo contrato com o selo Vertigo. Nesse novo ambiente a banda convivia com a Caravan, Affinity e Colosseum, bem como com a Uriah Heep e a Black Sabbath. Esse convívio pode tê-los movido para um trabalho bem mais ambicioso e elaborado que o do disco anterior, e isto está evidenciado na suite Seasons que ocupava todo o lado A do LP. 





Chris Simpson - violão Martin, vocal
Lyell Tranter - violão
Glen Stuart - backing vocal, narrador

com:
Rick Wakeman - órgão, piano
Peter Willison - cello 
Spike Heatley (Alexis Korner) - baixo acústico
Barry Morgan - bateria
Tony Carr - bateria (4)
Davy "Shaggis" Johnstone (Elton John) - guitarra, sitar
Derek Grossmith - flauta
Tony Visconti - baixo, regência
London Symphony Orchestra





1 Seasons
  a) Prologue 
  b) Winter Song
  c) Spring Poem 
  d) Spring Song
  e) Summer Poem
  f) Summer Song
  g) Autumn Song 
  h) Epilogue
  i) Winter Song (reprise) 
2 Going my Way 
3 Elizabethan  
4 Give me no Goodbye 
5 Ring of Stones 
6 Scarecrow 
7 Airport Song 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tomorrow - Tomorrow (1968)








A Tomorrow evoluiu de uma banda chamada The In Crowd, com basicamente os mesmos membros. Enquanto esta última era uma banda de soul-music, a Tomorrow mergulhou no rock psicodélico. Ela ganhou prestígio pelas suas apresentações ao vivo e lançou alguns singles sem muito barulho. Ela foi a primeira banda a tocar no programa do DJ John Peel da BBC e quase foi escolhida para participar do filme cult Blow UP, papel que coube a Yardbirds no final. 
Muito da originalidade da banda, e consequentemente seu sucesso, veio do estilo de Steve Howe. Ao contrário da maioria dos guitarristas que se inspiravam no blues, Howe tinha influências reverentes de Chet Atkins.
Keith West mantinha uma carreira solo ao mesmo tempo, assim como John Wood e John Alder com o projeto Aquarian Age, e isso causou o fim da Tomorrow em dezembro de 1967.
Esse disco foi gravado no início de 1967 mas a relação deles com a gravadora era meio tensa também e acabou que o disco foi lançado postumamente.
Alder entrou para a The Pretty Things e Howe foi para a Bodast.





Keith West - vocal (1 à 16, 20 à 23)
Steve Howe - guitarra (1 à 16, 20 à 23)
Mark Wirtz - teclados
John "Junior" Wood - baixo
Ron Wood (Stones) - baixo 
Aynsley Dunbar - bateria (20 à 23)
John Charles Alder (Twink) - bateria





1   My White Bicycle   
2   Colonel Brown    
3   Real Life Permanent Dream   
4   Shy Boy    
5   Revolution   
6   The Incredible Journey Of Timothy Chase   
7   Auntie Mary's Dress Shop   
8   Strawberry Fields Forever   
9   Three Jolly Little Dwarfs    
10 Now Your Time Has Come    
11 Hallucinations   

bonus tracks:

12 Claramount Lake   
13 Real Life Permanent Dream (Alternative Early Mono Version)   
14 Why   
15 Revolution (Phased Mono Version)    
16 Now Your Time Has Come    


The Aquarian Age:

17 10,000 Words In A Cardboard Box       
18 Good Wizzard Meets Naughty Wizzard 
19 Me

Keith West solo:

20 On A Saturday
21 The Kid Was A Killer 
22 She 
23 The Visit 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Steve Howe - Mothballs (1994)








Mothballs é uma coletânea com as bandas nas quais Steve Howe fez parte antes de entrar na Yes. É bacana porque mostra a sua trajetória desde o Rythm & Blues da Syndicats até o proto-prog da Bodast, passando pela soul music da The In Crowd. Algumas dessas músicas foram posteriormente recicladas e incluídas em álbuns da Yes, solo e da Asia, em trechos ou integralmente.
A obscura banda Canto tinha o mesmo pessoal da Bodast, e como a primeira deu origem à outra é ainda mais obscuro. 
O melhor momento é com a Tomorrow, uma banda psicodélica que lançou um único álbum em 1968, cujas seis melhores faixas estão aqui. 
A compilação foi do próprio Howe.





Syndicats

Steve Howe - guitarra
Kevin Driscoll - baixo, vocal
Tom Ladd - vocal 
Johnny Melton - bateria

1 Maybellene [Chuck Berry]
2 True To Me
3 Howlin' For My Baby [Willie Dixon]
4 What To Do
5 Leave My Kitten Alone
6 Don't Know What To Do
7 On The Horizon [Leiber & Stoller]


The In Crowd:

Keith West - vocal
Steve Howe - guitarra
John "Junior" Wood - guitarra rítmica
Simon "Boots" Alcot - baixo
Ken Lawrence - bateria

8  Stop Wait A Minute
9  You're On Your Own
10 Why Must They Criticise
11 I Don't Mind [James Brown]
12 Finger Poppin'  [Ike Turner]


Steve Howe:

13 So Bad
14 You Never Can Stay In One Place

Tomorrow:
Steve Howe - guitarra
Keith West - vocal 
John "Junior" Wood - baixo 
Twink (John Alder) - bateria

15 Real Life Permanent Dream
16 Am I Glad To See You
17 Blow Up
18 Three Jolly Little Dwarfs
19 Revolution
20 My White Bicycle


Keith West:

21 The Kid Was A Killer

Canto:

22 Come Over Stranger

Bodast:

Steve Howe - guitarra
Clive Skinner - guitarra, vocal
Dave Curtis - baixo, vocal 
Bobby Clarke - bateria

23 Beyond Winter
24 Nothing To Cry For
25 Nether Street


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Yes - Beyond And Before - The BBC Recordings 1969-1970








No Reino Unido essa coletânea foi lançada com o título "Something's Coming...", nos EUA como "Beyond And Before..." e ela também existe como "The BBC Recordings 1969-1970" simplesmente. Não importando qual edição seja, ela é o único registro ao vivo da primeira formação da Yes. Todas as faixas foram gravadas pela BBC com exceção das últimas de cada CD. 

Beyond And Before mostra uma banda ainda em formação e exibe algumas das suas raízes. O som é irregular mas mesmo assim é um documento importante.  Foi produzida pelo próprio Peter Banks e são dele também as notas do encarte.

Note que Bruford já roubava a cena. Ele que na época atendeu à um anúncio publicado na Melody Maker, recentemente publicou um anúncio semelhante na NME procurando por um estagiário. Vem mais um grande baterista por aí.





Peter Banks - guitarra
Tony Kaye - teclados
Jon Anderson - vocal
Chris Squire - baixo, vocal
Bill Bruford - bateria





CD 1
1 Something's Coming [Leonard Bernstein]
2 Everydays [Stephen Stills]
3 Sweetness
4 Dear Father
5 Every Little Thing [Lennon-McCartney]
6 Looking Around
7 Sweet Dreams
8 Then
9 No Opportunity Necessary, No Experience Required [Richie Havens] [German radio]


CD 2
1 Astral Traveller
2 Then
3 Every Little Thing
4 Everydays
5 For Everyone
6 (Intro) Sweetness
7 Something's Coming
8 Sweet Dreams
9 Beyond And Before [French radio]

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Ian Gillan Band - Child In Time (1976)








Depois de deixar a Deep Purple, Ian Gillan quis ser um homem de negócios; ele comprou os estúdios De Lane Lea e mudou o nome para Kingsway. Não era um lugar qualquer — por lá passaram Pink Floyd, Beatles, The Who, Soft Machine, Stones e muitos outros. Só que as coisas não foram muito bem e Gillan viu-se em sérios apuros financeiros. O jeito era voltar a cantar. Ele procurou Ray Fenwick, ex-After Tea e Spencer Davis. Fenwick convidou o ex-Quatermass John Gustafson, que recentemente havia estado com ele na banda Fancy e na Roxy Music. Mark Nauseef era da banda Elf e tocou com Jon Lord. Mike Moran tinha uma carreira solo, era músico de estúdio e também tocou com Lord, bem como com Roger Glover no Butterfly Ball. 

Coube a Roger Glover produzir esse disco que soa muito mais como os últimos trabalhos de Fenwick e Gustafson. De fato, Gillan desejava um som mais comercial. Nesse sentido seria muito fácil para ele reeditar o passado, porém concluiu que a pior coisa seria criar uma nova Deep Purple. Então criou-se a "Shand Granade". O som dela misturou o hard-rock com o jazz-rock-fusion-funk. O fã da Deep Purple certamente disse: Oh, não... de novo não! Mas em 1975, se queria ganhar dinheiro, tinha que ir ao funk. E ainda por cima eles decidiram abandonar o nome Shand Granade em favor de "Ian Gillan Band", por razões óbvias.

Child In Time é um bom disco, um disco subestimado que tem bons momentos e bem pesados. A banda é mais do que competente e Gillan está à vontade para gritar mais alto que a guitarra, como Blackmore jamais aceitaria.





Ian Gillan - vocal
Ray Fenwick - guitarra, slide, vocal
Mike Moran - FenderRhodes, Clavinet, Hammond, piano, ARP solina string ensemble
John Gustafson - baixo, vocal
Mark Nauseef - bateria, percussão
com
Roger Glover - produção, sintetizador, kalimba, vocal





1 Lay Me Down 
2 You Make Me Feel so Good 
3 Shame 
4 My Baby Loves Me 
5 Down the Road 
6 Child in Time 
7 Let it Slide 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Roger Glover And Guests - The Butterfly Ball And The Grasshopper's Feast (1974)








Este é o primeiro disco solo do grande baixista da Deep Purple. The Butterfly Ball And The Grasshopper's Feast é um poema escrito por William Roscoe em 1802 contando a história de uma festa para insetos e pequenos animais. Em 1973 o ilustrador Alan Aldridge e o novelista William Plomer editaram um livro infantil sobre o mesmo poema, com a história ampliada. E foi essa história e suas ilustrações que serviram de base para o álbum.

The Butterfly Ball era para ser outro álbum solo do Jon Lord, mas com a bagunça que reinava na Deep Purple na época, Glover assumiu o projeto. Ele havia deixado a banda e estabelecia-se como produtor. Ian Gillan também saíra e comprara o estúdio De Lane Lea, rebatizado de Kingsway, onde esse álbum foi gravado. Jon Lord estava pensando em seguir carreira solo e blackmore considerava um trio com Paice e Phil Lynott. No final, os produtores que não queriam perder a galinha dos ovos de ouro conseguiram convencer Lord, Paice e Blackmore a permanecer, e escolheram Glenn Hughes e Coverdale para completar.

Apesar de ser um álbum conceitual, este não é um trabalho progressivo. Havia planos para usá-lo como trilha num filme ou animação que não vingaram. The Butterfly Ball foi apresentado algumas vezes como uma ópera-rock com outros músicos.

Glover nega, mas dizem que a participação de Hughes e Coverdale foi imposta pela gravadora Purple.





Roger Glover - órgão, baixo, guitarra,sintetizadoress, teclados, percussão
Tony Ashton (Paice, Ashton & Lord) - vocal 
Ronnie James Dio - vocal 
Mickey Lee Soule (Elf, Rainbow) - vocal 
Ray Fenwick (The Syndicats,Fancy) - guitarra 
Mike Moran - piano 
Ann Odell - piano 
John Lawton (Uriah Heep,Lucifer's Friend) - vocal 
John Gustafson (Roxy Music,Ian Gillan Band) - vocal 
Eddie Hardin (The Spencer Davis Group) - órgão, piano, sintetizador, vocal 
Eddie Jobson (Jethro Tull, Curved Air, Roxy Music, U.K.) - violino 
Jack Emblow - acordeon 
Robin Thompson - fagote 
Nigel Watson(Peter Green Splinter Group) - sax 
Judi Kuhl - vocal 
Neil Lancaster - vocal
Barry St. John - vocal 
Liza Strike - vocal 
Helen Chappelle - vocal 
Joanne Williams - vocal 
Kay Garner - vocal
Glenn Hughes - vocal
Jimmy Helms - vocal 
John Goodison - vocal 
Mo Foster(Fancy) - baixo, baixo acústico 
Michael Giles (King Crimson,Giles, Giles & Fripp) - bateria 
Les Binks(Judas Priest) - bateria 
Chris Karan - tabla
The Mountain Fjord Orchestra liderada por David Woodcock e regida por Martin Ford, John Bell e Del Newman.
David Coverdale - vocal 





1  Dawn
2  Get Ready
3  Saffron Dormouse & Lizzy Bee
4  Harlequin Hare 
5  Old Blind Mole
6  Magician Moth
7  No Solution
8  Behind The Smile
9  Fly Away
10 Aranea
11 Sitting In A Dream 
12 Waiting
13 Sir Maximus Mouse
14 Dreams Of Sir Bedivere
15 Together Again
16 Watch Out For The Bat
17 Little Chalk Blue
18 The Feast
19 Love Is All 
20 Homeward 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Deep Purple - Gemini Suite Live (1970)








A célebre segunda formação da Deep Purple estreou em disco no Concerto for Group and Orchestra, gravado em 1969. Os novatos estavam tocando músicas da formação anterior e acharam bacana a ideia de tocar com uma orquestra, afinal, era novidade. Mas aí veio o álbum "In Rock" e o sertão virou mar. Dois meses depois Jon Lord veio com novo projeto nessa mesma linha grupo/orquestra. O pessoal ficou meio assim, mas o selo Tetragrammaton estava mal das pernas e não estava repassando os royalties para a banda e a BBC propôs mais um grande concerto, então, tocaram. 

Gemini Suite, ou Gemini Suite Live, registra essa única apresentação da MKII em 17 de setembro de 1970 no Royall Festival Hall. Esse álbum é uma audição até mais interessante que o "Concerto" pois o material é mais conciso e melhor arranjado, e também porque a banda está bem mais entrosada. 

As gravações permaneceram no arquivo até 1993. É que o pessoal torceu o nariz quando disseram que lançariam um álbum, principalmente o Ritchie Blackmore. Ele contemporizou que não era esse o tipo de música que queria tocar e duvidava que o público quisesse ouvir. Também acreditava que haveria confusão por parte de quem os quisesse contratar, do tipo: O quê esses caras tocam afinal?  Ele se baseava no sucesso da Led Zeppelin e da Uriah Heep, com a qual a DP dividia um local de ensaio, para dizer que o público queria ir à uma festa e não à uma sala de concerto. 

Alguns meses adiante Lord quis gravar sua peça em estúdio como álbum solo. Blackmore declinou, Gillan também. Lord gravou com Paice e Glover, mais o guitarrista Albert Lee e o vocalista Tony Ashton.






Jon Lord - órgão, piano
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria, percussão
Malcolm Arnold - regente
Orchestra Of The Light Music Society





1 First Movement: Guitar, Voice
2 Second Movement: Organ, Bass
3 Third Movement: Drums, Finale

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Dragonfly - Almost Abandoned (1974)








Esta outra Dragonfly é britânica e foi formada por alguns dos mais requisitados músicos de estúdio da época. Liderada pela dupla Neville/Williams ela fez um rock sem grandes pretensões, mas competente e gostoso de ouvir — também sem grandes pretensões. O som é suingado e pode ser influência da disco music. Parece que a gravadora Retreat tinha maiores planos para ela, afinal, encomendou a arte para o estúdio Hipgnosis, o mesmo de muitas capas da Pink Floyd. Contudo, esse foi o único disco dessa banda.





Gordon Neville (Beggars Opera, Alan Bown Set) - vocal
Phil Palmer - guitarra
Dave Williams - guitarra, piano
Dave Lathwell - guitarra rítmica
Andy Brown - baixo
Jim Toomey (Titus Groan) - bateria
Ray Duffy (Southern Comfort) - bateria 





1 Gondola
2 Friend Of Mine
3 Almost Abandoned
4 Feeling The Green Eyes
5 My Lady's Answer
6 Holy Mountain King
7 Marseilles Queen
8 Since I Left Home
9 Driving Around The World

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dragonfly - Dragonfly (1982)








Esta Dragonfly é suíça e lançou apenas esse disco em 1982, numa produção independente gravada no final do ano anterior. É um álbum prog excepcionalmente bom, muito bom. Digo excepcionalmente por causa da época em que foi lançado, quando o prog já parecia extinto. No entanto, a Dragonfly traz consigo todas as boas lembranças da Yes, da ELP e da Genesis. Grandioso e épico, este pode ter sido uma faísca para o neo-prog.





Markus Husi - teclados
Marcel Ege - guitarra
René Bühler  vocal, percussão
Klaus Moennig - baixo, pedal Taurus, vocal
Patrick Baumgartner - baixo (6)
Beat Bösiger - bateria





1 Behind The Spider's Web
2 Shellycoat
3 You Know My Ways (I Belong To You)
4 Willing And Ready To Face It All
5 Dragonfly
6 Humdinger
7 The Riddle Princess

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Louisiana Red - Driftin' (1999)







Louisiana Red ou Iverson Minter, seu nome de batismo é um bluesman expatriado — em 1981 ele radicou-se na Alemanha, onde faleceu em 2012. Diz-se que ele não toca o blues, ele vive o blues. É certo que a sua alma e a alma do blues são gêmeas. Sua mãe morreu logo após seu nascimento em 1932, e aos cinco anos de idade ele viu seu pai ser linchado pela Klu Klux Klan. Sua carreira começou oficialmente em 1949 e ele viajou com músicos do prestígio de um John Lee Hooker e um Lightnin' Hopkins. Quando ele toca, seja elétrico ou acústico, ele entra em transe e nos oferece algumas das melhores performances do blues do Delta. 





Louisiana Red - guitarra, violão, vocal
Willie ' Big Eyes' Smith - harmônica
Allen Batts - piano
Michael Frank - harmônica (10)
Brian Bisesi - guitarra, violão
Willie Kent - baixo





1   Driftin'
2   Hard Hard Time
3   Bring Me Some Water [Lightnin' Hopkins]
4   Leaving Grandma
5   In The Garden
6   The Day I Met B.B. King
7   Keep Your Hands On The Plow
8   Teddy Bear / Cootie In The Gump Stump
9   Getting Weaker Day By Day
10 I Met Lightnin' Hopkins
11 Chankity Chank Chank
12 Baby, You Gonna Miss Me
13 Powder Room Blues
14 Train Station Blues
15 He Will See You Through

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Johnny Shines - Too Wet To Plow (1975)







Johnny Shines viajou com o lendário Robert Johnson nos anos trinta e, sendo parte da lenda, lendário também foi. Mesmo assim, ele foi esquecido e chegou a desistir da música por um tempo. Redescoberto nos anos 60, ele voltou à estrada e gravou grandes álbuns até que um AVC lhe tirou a destreza ao violão.
Esse disco é um dos melhores. Ele é muito bonito e vai fundo nas raízes do Mississippi para demonstrar sua compaixão para com seus irmãos. Sem a raiva e sem a revolta dominantes nos anos 60, apenas um grande abraço fraterno. 
Apesar da sua voz distinta, Shines dá o destaque a Louisiana Red, um outro grande bluesman cujo trabalho mereceria maior destaque.




Johnny Shines - violão, vocal (5)
Louisiana Red - vocal, violão, harmônica
Ron Rault - baixo
Sugar Blue - harmônica





1  Too Wet To Plow
2  Travelling Back Home
3  Hot Tomale [Robert Johnson]
4  Moanin' The Blues
5  Red Sun
6  Winding Mind
7  You Better Turn Around
8  The Wind Is Blowin'
9  Trouble's All I See
10 30 Days In Jail
11 Pay Day Woman
12 Epilog

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Edgar Winter's White Trash - Edgar Winter's White Trash (1971)








Hoje comemoramos o "Dia da Consciência Negra", não foi? Aos visitantes estrangeiros que estão traduzindo, eu devo esclarecer que isso não tem nada a ver com nossos políticos, afinal, não me consta que ratos e baratas tenham consciência. Voltando então ao tema do dia, toda discriminação é repulsiva e incompreensível, ainda mais num país com maioria de cidadãos negros. Quando nos damos conta de que toda cultura mundial do século XX em diante foi baseada na criação dos afro-descendentes, a coisa fica ainda pior no campo da lógica. Aí eu me lembrei desse álbum do Edgar Winter. Quem melhor que o texano albino para ilustrar meu ponto? E que título ele tem, né? E ele é gospel, é blues, é soul, é funk, R&B e rock. Atente para o poema de Patti Smith no folder.





Edgar Winter - vocal, piano, órgão, sax alto, Celeste 
Rick Derringer - guitarra solo (8, 10)
Floyd Redford - guitarra
Jerry LaCroix - vocal, sax tenor, gaita
Jon Smith - sax tenor, vocal
Mike McLellan - trompete, vocal
George Sheck - baixo
Bobby Ramirez - bateria
Ray Beretta - congas
Alfred V. Brown, Arnold Eidus, Emanuel Green, Gene Orloff, George Ricci, Max Pollikoff, Russel A. Savakus, Selwart Richard Clark - cordas





1  Give It Everything You Got
2  Fly Away
3  Where Would I Be
4  Let's Get It On
5  I've Got News For You
6  Save The Planet
7  Dying To Live
8  Keep Playin' That Rock 'N' Roll
9  You Were My Light
10 Good Morning Music

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dragonfly - Dragonfly (1968)








Essa banda não é aquela que deu origem à Machine. Essa é americana do Colorado e seu nome nem seria Dragonfly, mas sim The Legend — ao menos é assim que se apresentavam. A confusão pode ter começado com a saída de um tecladista pouco antes da gravação desse disco, que é o único da banda. Dragonfly seria apenas o título dele e por algum motivo a coisa ficou assim.
O som aqui é rock psicodélico bem pesado, cheio de fuzz, eco e loops reversos. É muito precoce para ser chamado de hard-rock, mas estava no bom caminho. E é um ótimo disco. Pegue um bom fone de ouvido e uma bebida mais-ou-menos e seja feliz!





Gerry Jimerfield - vocal, guitarra
Randy Russell - guitarra, vocal
Jack Duncan - baixo
Barry Davis - bateria, vocal





1  Blue Monday        
2  Enjoy Yourself        
3  Hootchie Kootchie Man        
4  I Feel It        
5  Trombodo        
6  Portrait of Youth        
7  Crazy Woman        
8  She Don't Care        
9  Time Has Slipped Away        
10 To Be Free        
11 Darlin'        
12 Miles Away  

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Machine - Machine (1970)








A Machine é holandesa de Rotterdam, existiu por dois anos apenas e lançou só este disco. Ela nasceu das cinzas da lendária banda psicodélica Dragonfly, primeiramente chamando-se Swinging Soul Machine. Ela desenvolveu um som baseado no rock psicodélico, só que mais pesado e com a introdução de metais. Há quem veja um proto-prog aí, mas é um bom hard-rock na minha opinião.





Paul Vink - teclados
Hans Sel - guitarra
John Caljouw - vocal
Maarten Beckers - sax, flauta, clarinete
Wim Warby - sax tenôr
Francois Content - trompete
Jan Warby - baixo
Jan Bliek - bateria





1 Rainmaker
2 Virgin
3 Say Goodbye To Your Friends
4 God's Children
5 Old Black Magic
6 Spanish Roads
7 Lonesome Tree
8 Sunset Eye

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Andromeda - Andromeda (1969)








John Cann foi um dos maiores e mais criativos guitarristas do hard-rock e é muito injusto que seja tão pouco lembrado. Ele começou numa banda chamada The Attack e depois integrou a The Five Day Week Straw People. Esta última era uma banda psicodélica que fazia muito sucesso no circuito universitário britânico e chegou a gravar um disco pelo selo Saga. O som dela começou a mudar para o blues-rock pesado por influência da Cream. O baterista original, Jack McCulloch, saiu e Ian McLane assumiu seu lugar. O sucesso foi aumentando e atraiu o interesse do produtor da The Who e do próprio Pete Tonshend. Com a ajuda deles, um contrato com a RCA foi assinado. A banda então mudou seu nome para Andromeda — consta que John Cann tinha grande interesse por astronomia e ficção científica. Cann também mudou seu nome para DuCann, por indicação do agente. 
O álbum Andromeda é um dos meus favoritos. Ele mantém a base psicodélica, as harmonias vocais, mas adiciona peso e estruturas mais complexas, usando elementos eruditos. A faixa "Return to Sanity", por exemplo, é baseada no trecho "Mars" da The Planet Suite do compositor Gustav Holst. Não é o caso de dizer-se "prog" mas as melodias são muito boas, mas muito boas mesmo. E aí vem algumas das melhores sacadas de guitarra, das mais criativas no gênero. Jimmy Page declarou que foi muito impactado por esse disco. Tony Iommy também. Um exercício legal é ouvir Andromeda e depois ouvir algum disco clássico da Black Sabbath. Jeff Beck também se rendeu no Beck-Ola.
Em tempo, Mick Hawksworth também fez um grande trabalho no baixo.
Logo depois do lançamento desse disco, John Cann foi se juntar à Atomic Rooster, que até então não tinha um guitarrista. Com ela Cann gravou o clássico "Death Walks Behind You", dividindo as composições com Vincent Crane.





John Cann - guitarra, vocal
Mick Hawksworth - baixo, vocal
Ian McLane - bateria





1  Too Old   
2  Day of the Charge   
3  And Now the Sun Shines  
4  Turns to Dust  
5  Return to Sanity  
6  The Reason   
7  I Can Stop the Sun  
8  When to Stop  
9  Go Your Way   
10 Keep Out 'cos I'm Dying  
11 Garden of Happiness 
12 Exodus 
13 Journey's End 
14 Let's All Watch the Sky Fall Down 
15 Darkness of Her Room    
16 See Into the Stars