domingo, 30 de setembro de 2012

PSP - Live (2009)




Com uma carreira bastante eclética, o Simon Phillips, como muitos dos grandes bateristas, procura sempre os desafios do jazz. Seus álbuns solo tem sempre algum ingrediente de bandas com as quais tocou mas a base de tudo e o fio condutor é o jazz ou fusion. E é isso que se encontra nesse bom disco aqui, em parceria com Philippe Saisse e Pino Palladino. Saisse é francês, tecladista de jazz e também eclético, tendo tocado com Al di Meola e David Bowie. O Palladino, então, é quem tem a ficha mais comprida: tocou com David Gilmour, com Eric Clapton, com Townshend e o The Who, Phil Collins e um monte de popstars como a Tias Fofinhas, por exemplo.

Philippe Saisse -teclados,piano
Simon Phillips -bateria
Pino Palladino -baixo


1. Mancala
2. What's wrong with you
3. Monday afternoon
4. Blue Rondo ala Turk
5. Keyboard Improv #1
6. Masques
7. Drumesque
8. Roppongi blues


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eno, Moebius, Roedelius - After The Heat (1978)



Esse álbum é a segunda colaboração entre Eno e a banda Cluster. O som continua exploratório das possibilidades da ambient music, algo que começou lá atrás na parceria com Robert Fripp, passando pelos discos solo Another Green World e Before and After Science. Uma curiosidade: a faixa 10, na verdade é uma música de Eno de 1977 chamada King's Lead Hat que aqui é tocada ao contrário. Aliás, essa é a música que originou o nome da banda Talking Heads através de um anagrama.

  
Brian Eno -sintetizadores,teclados,tapes,baixo
Dieter Moebius -sintetizadores,teclados
Hans-Joachim Roedelius -sintetizadores,teclados
Holger Czukay -baixo

1   Oil
2   Foreign Affairs
3   Luftschloß
4  The Shade
5  Old Land
6   Base and Apex
7   Light Arms
8   Broken Head
9   The Belldog
10 Tzima N'Arki

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Phil Manzanera & Sérgio Dias - Mato Grosso (1990)





Sergio Dias é membro dos Mutantes. Mas eu acho que ele deveria ser reconhecido em primeiro lugar como o ótimo guitarrista que é. Além disso, ele tem um trabalho extenso com produtor e compositor. Ele foi o autor da trilha sonora do filme Las Amorosas que faturou Cannes; isso não é pra qualquer um. Sergio também compôs e tocou muito com Eumir Deodato, com o baterista Tony Smith, com L. Shankar e muitos outros. Nos Mutantes a guitarra dele ficava meio embaçada pela espuma do banho de lança-perfume que não era nem luxo nem lixo mas baila comigo depois de um tititi da Rita Lee, saca? Nesse disco ele e Manzanera trabalham sobre as preocupações com a floresta amazônica e, na falta de um termo mais adequado, digamos que o som vai pela world music. É um belo dum disco do começo ao fim.


 Phil Manzanera -guitarra,violão,teclados,baixo,percussão
Sergio Dias -guitarra,violão,teclados,baixo,percussão com
Bosco de Oliveira -percussão
David Kingsley -baixo,teclados,percussão
Keith Bessey -programação de percussão


 1. Mato Grosso
 2. The Mission
 3. Pink Dolphin
 4. Brazillia
 5. Floresta
 6. Espiritu

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Camel - Rain Dances (1977)

 
 
Logo depois de participar do álbum 801 Live e um pouco antes da gravação do 801 Listen Now, Brian Eno colaborou neste álbum da Camel. Ele é um disco subestimado pelo fanzão prog mas é um dos mais consistentes da banda. Rain Dances é um álbum transicional; entraram para a banda o Richard Sinclair que estivera na Caravan e o Mel Collins, ex King Crimson. Então quem esperava um álbum sinfônico estranhou. Mas a adição do lado Canterbury da coisa fêz muito bem a Camel e ela se renovou com um pouco de jazz. Ademais, aquele progão de outrora já estava nos extertores e eles tentaram mudar a estrutura das músicas, das intermináveis suítes para algo mais leve e breve. E o mérito está em fazê-lo sem abdicar dos seus princípios. Brian Eno, aliás, tem isso muito claro e colabora na faixa mais bacana, a 7.



Andrew Latimer -guitarras,Violão 12 cordas,flauta,vocal,piano,baixo sem trastes
Peter Bardens -Mini Moog,piano,piano elétrico,Clavinet,órgão,sintetizador de cordas
Andy Ward -bateria,percussão
Richard Sinclair -baixo,vocal
Mel Collins -sax

com
Brian Eno -pianos,Mini Moog
Martin Drover -trompete,flugelhorn
Malcolm Griffiths -trombone
Fionna Hibbert -harpa


1 First Light
2 Metrognome
3 Tell Me
4 Highways to the Sun
5 Unevensong
6 One of These Days I'll Get an Early Night
7 Elke
8 Skylines
9 Rain Dances
10 Highways to the Sun (Single Version)

BBC "Sight and Sound" in Concert 1977:

11 First Light
12 Metrognome
13 Unevensong
14 Skylines
15 Highways to the Sun
 16 One of These Days I'll Get an Early Night

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quiet Sun - Mainstream (1975)

 
 
Quiet Sun foi uma banda que Phil Manzanera teve antes de entrar para a Roxy Music em 1971. O som dela era prog no estilo Canterbury, mas feito de um jeito bem original e todo instrumental, onde se destaca a grande guitarra do Manza. Eles compuseram, excursionaram, mas não gravaram. Aí o Hayward entrou para a Gong, o McCormick entrou para a Matching Mole do Robert Wyatt e fim. Um ano antes de formar a 801 o Manzanera reuniu os ex-companheiros e finalmente gravou este ótimo álbum, super recomendado.


Phil Manzanera -guitarra
Dave Jarrett -teclados
Bill MacCormick -baixo
Charles Hayward -bateria

1 Sol Caliente
 2 Trumpets
3 Bargain Classics
4 R.F.D.
5 Mummy Was an Asteroid, Daddy Was a Small Non-stick Kitchen Utensil
6 Trot
7 Rongwrong

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dave Greenslade - Cactus Choir (1976)

 
 
Um pouco antes de integrar a 801, o baterista Simon Phillips atuou nesse disco solo do Dave Greenslade. Greenslade tinha ganho projeção como tecladista com seu trabalho na Colosseum. Depois dela ele formou uma banda que levou seu sobrenome e então partiu para a carreira solo. Na verdade, o som desse primeiro solo não difere muito do da banda anterior e até mesmo a arte das capas segue a mesma linha, sempre elaborada por Roger Dean. Aqui temos um álbum conceitual sobre a conquista do oeste americano e nele também atua o Tony Reeves que acompanhava o Greenslade desde a Colosseum e que também tocou na Curved Air. O guitarrista Mick Grabham foi quem substituiu Robin Trower na Procol Harum e o baixista John G. Perry também foi membro da Curved Air. Depois de tocar com a 801, Simon Phillips foi o baterista do primeiro disco da Whitesnake.


Dave Greenslade -teclados
Steve Gould -vocal
Mick Grabham -guitarra
Bill Jackman -flauta,clarinete
John G. Perry -baixo
Tony Reeves -baixo
Dave Markee -baixo
Simon Phillips -bateria
Martin Ford -regente


1 Pedro's Party
2 Gettysburg
3 Swings and Roundabouts
4 Time Takes My Time
5 Forever and Ever
6 Cactus Choir a) The Rider,b) Greeley and the rest,c) March at Sunset
7 Country Dance
8 Finale

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curved Air - Second Album (1971)


Francis Monkman, que participou do disco 801 Live, é um tecladista classicamente educado em dois dos mais renomados conservatórios inglêses. E ele foi um dos fundadores da Curved Air, uma banda das mais autênticas e importantes do rock progressivo. Ela foi a terceira banda de rock a usar o violino e foi uma das primeiras a trabalhar o rock com o folk e a música erudita. Sua vocalista, Sonja Kristina Linwood, tem uma das mais belas vozes da coisa toda. Esse é o segundo disco (dãããããã), ainda com a formação original, e o mais legau, na minha opinião. Deois do terceiro disco, chamado Phantasmagoria, Monkman deixou a Curved Air e dedicou-se a compor para a TV e a acompanhar outros músicos. 


Francis Monkman -órgão,sintetizadores,VCS3,guitarra
Sonja Kristina -vocal
Darryl Way -violinos,vocal
Ian Eyre -baixo
Florian Pilkington-Miksa -bateria


1 Young Mother
2 Back Street Luv
3 Jumbo
4 You Know
5 Puppets
6 Everdance
7 Bright Summer's Day '68
8 Piece Of Mind

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Harmonia & Brian Eno - Tracks and Traces (1976)


Brian Eno é um dos mais inventivos e incansáveis músicos que existem. Nesses seus 40 anos de carreira é difícil listar tudo de que ele já participou e todos os que ele influenciou. Ele é certamente o pai da Ambient Music e esse rótulo definitivamente não espelha sua qualidade.
Eno começou em 72 na Roxy Music, misturando uma parte glam à outra experimental, usando fitas e sintetizadores para criar os climas e a fluidez sensual da banda. No ano seguinte ele foi fundo na experimentação e se uniu a Robert Fripp para criar os Frippertronics no álbum No Pussyfooting. Daí por diante, Eno — que já combatia valorosamente a azia e o mal-estar — virou sinônimo de vanguarda. No mesmo período em que manejava uma carreira solo, colaborava com Fripp e Phil Manzanera na 801 e dava uma significativa renovada na carreira de David Bowie, ele se uniu aos membros da banda alemã de música experimental "Cluster" e a Michael Rother, da igualmente experimental e alemã "NEU!". Os quatro fundaram a banda "Harmonia" que existiu por uns três anos mas produziu alguns dos mais influentes e inovadores trabalhos de todo o krautrock.
Esse disco aqui levou trinta anos para ser lançado. Pelo que Michael Rother explicou, os músicos estavam ocupados em outros projetos e essas gravações foram feitas em etapas e finalizadas dois anos após o fim da banda. E só em 97 é que Roedelius disse: Olha o que achei! Enfim, o disco é a trilha perfeita para os sonhos de qualquer um. O som vai te levando por climas e atmosferas inusitadas ao limite da imaginação e sem acidez no estômago.

Brian Eno –sintetizadores,baixo,voz
Michael Rother –guitarra,teclados,drum machine
Dieter Moebius –sintetizadores,mini harpa
Hans-Joachim Roedelius –teclados


1 Welcome
2 Atmosphere
3 Vamos Companeros
4 By the Riverside
5 Luneburg Heath
6 Sometimes in Autumn
7 Weird Dream
8 Almost
9 Les demoiselles
10 When Shade Was Born
11 Trace
12 Aubade