segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Jimmy Witherspoon - Live at the 1972 Monterey Jazz Festival

 
 
Jimmy Witherspoon foi um dos maiores cantores de blues do pós-guerra e era bastante versátil para também transitar pelo jazz. Ele dividiu palco com todas as grandes estrelas de ambos os gêneros lançou um monte de sucessos. No final dos anos 50 ele começou a sentir o ostracismo que ia tomando conta do blues e chegou a abandonar a coisa, trabalhando como disc jockey em Los Angeles. Mas no início dos 70 voltou com tudo e com uma banda de jovens talentos, que é justamente essa com Robben Ford. Jimmy está na melhor forma, rola descontraído seus grandes hits e o tempo todo cita Robben, incentivando a platéia. A faixa 11 é um exemplo daquela versatilidade; ela não foi gravada nessa edição do festival mas na de 59, e com ele está o Olimpo do jazz.


Jimmy Witherspoon -vocal
Robben Ford -guitarra,sax alto
Paul Nagel -Fender Rhodes piano
Stanley Poplin -baixo
Jim Baum -bateria

faixa 11:
Ben Webster -sax tenôr
Earl "Fatha" Hines -piano
Coleman Hawkins -sax tenôr
Woody Herman -clarinete
Roy Eldridge -trompete
Vernon Alley -baixo
Mel Lewis -bateria

1   I'm Gonna Move to the Outskirts of Town
2  S.K. Blues
3   Kansas City
4   Goin' Down Slow
5  Walkin' by Myself
6   Ain't Nobody's Business What I Do
7  I Want a Little Girl
8   I Don't Know
9   Early One Morning
10 Reds and Whiskey
11 When I Been Drinkin'

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Charlie Musselwhite - Where Have All The Good Times Gone? (1984)



Pra falar desse disco a gente tem que entrar no túnel do tempo. Foi no longínquo ano de 1968 que os irmãos Patrick, Mark e Robben Ford chegaram em São Francisco e fundaram a Charles Ford Band em homenagem ao pai. Um pouco mais adiante, o Patrick caiu na estrada acompanhando o grande gaitista Charlie Musselwhite. E não foi só com ele que tocou, acompanhou Muddy Waters, Lightning Hopkins e Jimmy Witherspoon. No começo dos anos 80 Patrick Ford fundou seu próprio sêlo e produziu ótimos discos como os de Brownie McGhee, Chris Cain e do próprio Musselwhite. Este aqui é um deles. Patrick trouxe Robben que fazia já um tempo que estava afastado do blues, tocando com Tom Scott, Joni Mitchell e na banda própria que viraria a Yellowjackets. Acho que ele precisava mesmo desse refresco porque depois iria encarar Miles Davis. Enfim, Charlie Musselwhite compôs grandes músicas para esse álbum, seu pianista está em grande forma e tudo mais rola perfeito.


Charlie Musselwhite -harmônica,violão,vocal
Robben Ford -guitarra
Clay Cotton -piano
Steve Ehrmann -baixo
Patrick Ford -bateria


 1  Hello Stranger
 2  Seemed Like the Whole World Was Crying
 3  Baby-O
 4  Still a Stranger
 5  Kid Man Blues [Big Maceo Merriweather]
 6  I'll Get a Break Someday
 7  Stretching Out
 8  Where Have All the Good Times Gone?
 9  Goin' Away Baby [Jimmy Rogers]
10 Exodus

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Joni Mitchell - The Hissing Of Summer Lawns (1975)




Esse disco marcou uma virada na carreira da Joni Mitchell e acabou sendo um dos seus trabalhos mais elogiados. Ela que antes fazia um jazz suave, introduziu uma série de instrumentos novos nos seus arranjos e acrescentou elementos multiculturais, bem antes de caras como Paul Simon e Peter Gabriel irem nessa direção. Antes desse álbum Joni vinha se apresentando com a banda L.A. Express liderada pelo saxofonista Tom Scott e que tinha Robben Ford, Max Benett e John Guerin. Ela os manteve ao seu lado e convidou alguns músicos realmente geniais para ir ao estúdio: Larry Carlton tinha sido membro da L.A. Express e Joe Sample também, mas ele e Wilton Felder são mais conhecidos pela banda The Cruzaders.


Joni Mitchell -violão,piano,vocal
Robben Ford -guitarra,Dobro
Jeff Baxter (Doobie Brothers,Steely Dan) -guitarra
Larry Carlton -guitarra
James Taylor -violão,guitarra
David Crosby -vocal
Graham Nash -vocal,harmônica
Wilton Felder -baixo
Max Bennett -baixo
Victor Feldman -piano elétrico,vibrafone,percussão
Joe Sample -piano elétrico
John Guerin -bateria,Moog
Bud Shank -sax e flautas
Chuck Findley -flugelhorn,trompete


1 In France They Kiss on Main Street
2 The Jungle Line
3 Edith and the Kingpin
4 Don't Interrupt the Sorrow
5 Shades of Scarlett Conquering
6 The Hissing of Summer Lawns
7 The Boho Dance
8 Harry's House / Centerpiece
9 Sweet Bird
10 Shadows and Light

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Robben Ford - Discovering The Blues (1978)



Esse álbum reúne performances de dois concertos realizados em 1972, quando Robben tinha 20 ou 21 anos. E mesmo tão jovem, ele mostra aí a técnica impecável e o fraseado fluido e controlado que fazem dele o grande expoente dessa geração.


Robben Ford -guitarra,sax(4),vocal
Paul Nagle -teclados
Stan Poplin -baixo
Jim Baum -bateria


1 Sweet Sixteen [BB King]
2 You Drive a Hard Bargain
3 It's My Own Fault [John Lee Hooker]
4 You Don't Know What Love Is
5 My Time After Awhile
6 Raining in My Heart
7 Blue and Lonesome [Little Walter]

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Wigwam - Being (1974)



Wigwam foi a primeira banda finlandesa a fazer sucesso internacional — sucesso esse que pode ter sido facilitado por possuírem um vocalista inglês — e é uma das pioneiras do Rock Progressivo. Seu som era dominado pelos teclados e incluía elementos folclóricos escandinavos e um pouco de jazz. Esse é seu quinto álbum, um trabalho conceitual com temas políticos e religiosos. O aspecto mais elogiado da Wigwam era sua habilidade de fazer uma música muito complexa e acessível ao mesmo tempo; pelo menos até esse disco. Sim, porque depois dele tanto o Pekka Pohjola como o Jukka Gustavson deixaram a banda e daí em diante a coisa mudou radicalmente.
Being é uma obra prima indispensável.


Pekka Pohjola -baixo,piano,violino,Mini Moog
Jim Pembroke -vocal,piano
Jukka Gustavson -órgão,piano,Mini Moog,vocal
Ronnie Osterberg -bateria,percussão,vocal
com
Seppo Paakkunainen -flauta
Pekka Poyry -flauta,sax soprano
 Ilmari Varila -oboé
Aale Lingren -oboé
Juhani Aaltonen -flauta
Unto Haapa-aho -clarinete
Paavo Honkanen -clarinete
Juhani Aaltonen -flauta solo
Pentti Lahti -flauta
Pentti Lasanen -flauta,clarinete
Juhani Tapaninen -fagote
Kai Veisterä -flauta
Taisto Wesslin -violão


1 Proletrarian
2 InspiRed Machine
3 Petty-Bourgeois
4 Pride of the Biosphere
5 Pedagogue
6 Crisader
7 Planetist
8 Maestro Mercy
9 Prophet
10 Marvelry Skimmer


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mike Oldfield - Ommadawn (1975)

 
 
 
 
Esse é o terceiro álbum do Mike Oldfield e provavelmente seu melhor. Ele pegou os melhores ingredientes dos dois anteriores e amadureceu bastante. As composições incluiram elementos africanos e irlandêses, os arranjos são complexos e as melodias tem grandes passagens de teclados e vocais realmente belíssimos. Essa versão de luxo aqui, além de vários singles, traz o trabalho original que acreditava-se perdido. A história é a seguinte: Oldfield estava finalizando e constantemente retornava a fita para mixar overdubs ou modificar algo. Até aí,tudo bem. Só que aquele carretel em particular estava com uma má formulação química e quando ele foi apresentar o trabalho, a fita estava inaudível. O jeito foi refazer tudo às pressas e do melhor jeito que lembrou. O que ninguém soube até pouco tempo, é que um técnico tinha duplicado a master num carretel perfeito que ficou arquivado lá nas catacumbas da Virgin — ainda que alguns digam que tais não existam.
Oldfield é um predestinado que aprendeu a tocar guitarra aos sete anos e aos dez já compunha suas peças. Ele formou a primeira banda com sua irmã Sally e depois foi tocar com Kevin Ayers. Antes de lançar seu primeiro disco solo Oldfield passou um tempo como músico de dos estúdios Abbey Road, onde teve a chance de pegar intimidade com um monte de outros instrumentos, e, pelo que aprendeu lá, montou seu próprio estúdio em casa. Experimentando muito, tocando de tudo, acabou criando Tubular Bells. Sua carreira tem momentos notáveis como este e como Incantations e Amarok também, mas alterna com trabalhos superficiais que podem ser ouvidos no consultório do seu dentista ou com reciclagens, principalmente sobre o Tubular. Eu creio que pela sua mistura de elementos da música celta — ainda que alguns digam que tal não existe — e pelo trabalho com instrumentos ancestrais, Oldfield é apontado como uma grande influência na formação da tal new age music, que já é old.

Mike Oldfield -violões,guitarras,baixos elétricos e acústicos,bandolim,harpa,bouzouki,banjo,piano,espineta,órgão,sints,bodhran,percussão,glockenspiel Don Blakeson -trompete
Herbie -gaitas de fole
Pierre Moerlen -tímpanos
William Murray -percussão
Terry Oldfield -flautas
Leslie Penning -tapes
David Strange -cello
Julian Bahula, Ernest Mothle, Lucky Ranku, Eddie Tatane -percussão
Sally Oldfield, Bridget St. Johns, Clodagh Simonds, The Penrhos Kids, The Hereford City Band
-vocal

CD 1
1 Ommadawn (Part One) (2010 Stereo Mix by Mike Oldfield Previously Unreleased)
2 Ommadawn (Part Two) / On Horseback (2010 Stereo Mix by Mike Oldfield Previously Unreleased)
3 In Dulci Jubilo
4 First Excursion
5 Argiers
6 Portsmouth


CD 2
1 Ommadawn (Part One) (Original 1975 Stereo Mix)
2 Ommadawn (Part Two) / On Horseback (Original 1975 Stereo Mix)
3 Ommadawn (Lost Version) (1975 Demo - Previously Unreleased)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pekka Pohjola - The Mathematician's Air Display (1977)

 
 
Pekka Pohjola é um grande baixista e multi-instrumentista finlandês que ganhou renome como membro da banda prog Wigwam entre 1970 e 74. Ainda na Wigwam ele lançou seu primeiro disco solo e depois de sair formou a banda The Group mas seu nome acabou sendo mais usado que o nome da banda, que acabou dispensado. Seu primeiro estudo musical foi sobre o violino clássico e além disso Pekka domina o piano e o órgão, teclados, vários sopros e mais. Como baixista ele conquistou a admiração de Mike Oldfield. Mike, que já tinha lançado três discos de grande sucesso, acertou com a gravadora Virgin sua participação nesse disco. A grande sacanagem é que em alguns mercados o álbum foi lançado como sendo do Oldfield sob o título "The Consequences of Indecisions" ou como "Mike & Sally Oldfield, Pekka Pohjola", casos de Holanda e Alemanha, um total absurdo. A bagunça foi ainda maior pois "The Mathematician's Air Display" também saiu como "Skuggornas Tjuvstart" na Suécia e "Keesojen lehto" (queijo e leite?!) na terra natal. De definitivo temos que Mathematician's é uma orgia prog perpetrada por um músico genial, acompanhado pela nata multinacional do jazz e do prog da época.


Pekka Pohjola -baixo,piano,teclados
Mike Oldfield -guitarra,violão
Georg "Jojje" Wadenius -guitarra,percussão
Wlodek Gulgowski -teclados
Pierre Moerlen -bateria,percussão
Sally Oldfield -vocal
Vesa Aaltonen -bateria


1 Percieved Journey Latern
2 Hands Straighten the Water
3 Mathematician's Air Display
4 Consequences of Head Bending Part One: The Pain Left Melting
5 Consequences of Head Bending Part Two: The Plot Thickens
6 False Start of the Shadows


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Phil Manzanera - Diamond Head (1975)



Ainda enquanto guitarrista da Roxy music e depois de colaborar com John Cale e Brian Eno, Phil Manzanera sentiu-se encorajado a trabalhar em algo que lhe permitisse expressar-se melhor, sem a limitação que o formato bocó e comercial da Roxy impunha. O disco reúne um punhado de músicas sem ligação entre elas e o som tem de tudo: rock, jazz, funk...Mesmo sendo a primeira aventura solo, é um disco muito bom e a fantástica lista de convidados dá uma forcinha.

Phil Manzanera -guitarras,teclados,baixo,baixo fuzz,sint.
Robert Wyatt -voz,címbalos,cabasa,backing vocal
Brian Eno -guitarras,guitarra rítimo,piano,backing vocal
John Wetton -baixo,voz, mellotron
Brian Turrington (Winkies) -baixo
Paul Thompson (Concrete Blonde,Roxi) -bateria
Eddie Jobson (Roxi,UK,Zappa,Tull) -cordas,fender piano,clavinet,sints
Andy MacKay (Roxi) -soprano sax,alto sax,oboé
Bill MacCormick (Matching Mole) -baixo fuzz,vocal
Charles Hayward (Quiet Sun,Gong,This Heat) -percussão
Dave Jarrett -teclados
Ian McDonald (Crimson,Foreigner) -gaita de fole
Sonny Akpan (African Head Charge) -congas
Doreen Chanter -voz
Chyke Hainu -bateria
Danny Heibs -baixo
Mongezi Feza -trompete

1 Frontera
2 Diamond Head
3 Big Day
4 The Flex
5 Same Next Week
6 Miss Shapiro
7 East of Echo
8 Lagrima
9 Alma
10 Carhumba

David Bedford - Rime of the Ancient Mariner (1975)



Mesmo enquanto colhia os louros de seu álbum de estréia, Tubular Bells — aliás, uma das estréias mais retumbantes que eu conheço — Mike Oldfield colaborou bastante tanto com Kevin Ayers, como com o David Bedford. Bedford não é um músico de rock, muito embora ele tenha muitas incursões no gênero. Ele é um compositor e arranjador especializado em orquestrações, muito mais enraizado na música erudita, já que formou-se na Real Academia de Música. Esse álbum começou a ser trabalhado como uma ópera infantil baseada no longo poema de mesmo nome escrito por Samuel Taylor Coleridge em 1797, sobre um marinheiro que retorna de uma longa viagem e suas histórias contadas ao primeiro coitado que viu. No entanto, a ópera não rolou e a obra saiu assim, digamos em dois movimentos pois o disco tinha dois lados, com Bedford tocando tudo e mais um pouco, acompanhado por Oldfield na guitarra, um coral e um narrador à la Viagem ao Centro da Terra. Não é tão intrincado como outros discos dele, nem é tão acessível quanto muitos nos quais trabalhou, mas faz Tubular Bells parecer meio amador.

David Bedford -piano,órgão,órgão tubular,flauta,violino,gongo,percussão
Mike Oldfield -guitarra
Robert Powell -narrador
Queens College Choir -Vocal

1 Rime of the Ancient Mariner
 2 Rime of the Ancient Mariner [Continued]