sexta-feira, 2 de março de 2018

Magma - Magma Live (1975)







Didier Lockwood participou da Magma em três ocasiões mas registro em disco, só neste aqui. Longe de ser um item menor na discografia, como a maioria dos álbuns ao vivo são, "Live" (ou Magma Hhaï, em kobaian) é indispensável. Ele marcou a estréia de uma nova formação, que incluiu o próprio Lockwood, e uma virada no som da banda. Aquela histeria vocal ficou meio de lado e o virtuosismo dos músicos emergiu, especialmente o de Lockwood.
Essa edição da Charly/Snapper é mais simples, outras mais recentes contém dois CDs e a música Köhntark é apresentada em duas partes como no LP duplo original. Essas outras edições também tem encartes mais ricos. Contudo, essa versão dá uma continuidade à Köhntark que o LP não permitiu e ela tem uma melhor definição dos graves que realça a grande performance do novo baixista Bernard Paganotti.





Christian Vander - bateria
Didier Lockwood - violino
Gabrid Federow -guitarra
Benoit Widemann - teclados
Jean-Pol Asseline - teclados
Bernard Paganotti - baixo
Klaus Blasquiz - vocal
Stella Vander - vocal





1 Köhntark
2 Kobah
3 Lïhns
4 Hhaï
5 Mëkanïk Zaïn

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Lockwood, Top, Vander, Widemann ‎- Fusion (1981)







Por três vezes Didier Lockwood participou da banda zeuhl Magma: em 75-76, 79-81 e em 1991. Então nesse álbum estão quatro membros da Magma, incluindo seu líder supremo. As semelhanças entre as bandas são inquestionáveis mas as diferenças se impõe. A Magma tem no vocal um fundamento e o jazz é um elemento. Aqui o jazz é o fio condutor e a música é totalmente instrumental.





Didier Lockwood - violino
Benoît Widemann - piano Fender Rhodes, Minimoog, Prophet 5, Kobol
Jannick Top - baixo
Christian Vander - bateria





1 GHK Go to Miles
2 Overdrive
3 767 ZX
4 Reliefs


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Didier Lockwood - Storyboard (1996)







Didier Lockwood faleceu no último dia 18/02, de um ataque cardíaco. Ele tinha 62 anos. 
Lockwood foi um dos músicos que tiraram o violino do universo da música clássica e o colocaram no frescor da música moderna com a fusão de gêneros. Ele foi aluno de Stephane Grappelli e admirador de Jean-Luc Ponty, e o seu reconhecimento veio com a participação na banda Magma em 1975. Daí seguiu numa enorme lista de colaborações que vão do jazz ao prog, bem como sua carreira solo.
Storyboard é um dos seus álbuns mais elogiados. Ele tem aquele clima descontraído de quando músicos talentosos e cheios de afinidades se encontram para tocar o que gostam. 





Didier Lockwood - violino, sax alto
Joey DeFrancesco - órgão Hammond B3, trompete
James Genus - baixo
Steve Gadd - bateria
Steve Wilson - sax alto e soprano
Denis Benarrosch - percussão





1 Thought of a First Spring Day 
2 Back to the Big Apple 
3 En Quittant Kidonk 
4 Mathilde 
5 Tableau d'Une Exposition 
6 "Series B" 
7 Storyboard 
8 Irremediablement 
9 Spirits of the Forest 


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Irish Coffee - When The Owl Cries (2015)







A Irish Coffee retornou em 2004 com William Souffreau e dois novos membros. Ela lançou um novo disco, também chamado Irish Coffee, por um selo próprio. Esse disco teve uma tiragem pequena e esgotou apenas com as vendas nos shows da banda. Ela também lançou um disco gravado ao vivo no programa de TV Rockpalast.
Em 2015 eles incluíram um tecladista e lançaram When The Owl Cries. O álbum é cheio de blues-rocks rústicos e a vitalidade da banda parece inalterada, mesmo após 45 anos. Não há como não sentir a falta do guitarrista Jean Van Der Schueren, mas Souffreau se sai bem.





William Souffreau - guitarra, vocal
Stany Van Veer - órgão
Franky Cooreman - baixo
Kris Van Der Cammen - bateria
com
Jan Oelbrandt - lap steel
Luc Crabbe - backing vocal, produtor





1    Rock On
2    Decent Life
3   Gotta Keep On Running
4   Gotta Move [Ray Davies]
5   When The Owl Cries
6   Here We Come
7   Guitars And Beer
8   Sick And Tired
9   Playhouse
10 I'm Alive
11 I Hate War
12 Ain't No Time For Dying






quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Irish Coffee - Irish Coffee (1971)









A Irish Coffee foi uma banda belga, formada na cidade de Aalst a oeste de Bruxelas. Nesse ponto o nome dela era The Voodoos mas quando arrumaram um empresário ele descobriu que já havia uma banda com esse nome e ele mesmo mudou para Irish Coffee sem sequer consultar a banda. Por outro lado, ele montou um estande da banda na feira Midem em Cannes e lá deixou um gravador tocando algumas demos. Isso bastou para que representantes do selo Triangle os contratassem, solicitando um LP. E esse LP é lendário, um marco no hard-rock. É comum que álbuns tenham apenas três ou quatro músicas boas, mas este é bom da primeira à última. O que chama a atenção em primeiro lugar é a voz de William Souffreau, muito parecida com a de Bernd Noske da Birth Control e com a do vocalista da banda Scorpions. Depois percebe-se a excelência do guitarrista Van Der Schueren que é tão veloz com a palheta que parece estar dedilhando.
Entre 1971 e 1974 a banda lançou este disco e quatro singles. O problema era que ela não era conhecida fora da Bélgica e seus membros completavam o orçamento acompanhando outros músicos. Numa dessas ocasiões a van que os transportava sofreu um acidente e o tecladista Paul Lambert morreu. A banda não conseguiu superar a perda e desistiu. Souffreau saiu em carreira solo,  Van der Schueren tornou-se professor de música e os demais deixaram a música.





William Souffreau - vocal, guitarra
Jean van der Schueren - guitarra
Willy De Bisschop - baixo
Paul Lambert - teclados
Hugo Verhoye - bateria





1   Can't Take It
2   The Beginning Of The End
3   When Winter Comes
4   The Show (Part 1)
5   The Show (Part 2)
6   Hear Me
7   A Day Like Today
8   I'm Lost
9   Masterpiece
10 Carry On
11 Child
12 Down Down Down
13 I'm Alive
14 Witchy Lady
15 I'm Hers

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Gamalon - Aerial View (1990)








A Gamalon foi fundada pelos irmãos Reinhardt e o som dela sempre foi o jazz-rock com influências progressivas. Esse viés prog veio lá dos anos 70 quando uma banda anterior deles, chamada Rodan, abriu shows para a Genesis e para a Gentle Giant. Esse aspecto foi mais forte no primeiro álbum, uma obra-prima. Em Aerial View a coisa é um pouco diferente e o álbum parece-se mais com aqueles "guitar-oriented", o que não é ruim. É mais fusion e Ernie Watts retribui uma colaboração que a Gamalon deu num álbum seu do ano anterior, chamado Project: Earth Activation.





Bruce Brucato - guitarra, teclados (5)
George Puleo - guitarra
Geoffrey Fitzhugh Perry - violino
Tom Reinhardt - baixo
Ted Reinhardt - bateria, percussão
com:
Ernie Watts - sax (10)
Tom Schuman (Spyro Gyra) - Mini Moog (3)





1   Beat The Heat
2   Lena
3   The Lost Ghost
4   The Rift
5   1969
6   Bleecker St.
7   Large March
8   U.F.O.
9   Aerial View
10 Relapse

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Blue Cheer - Vincebus Eruptum (1968)








Vincebus Eruptum é o disco de estréia da Blue Cheer e representou uma mudança nas normas de conduta com uma guitarra. O infrator foi Leigh Stephens, um britânico perdido em Boston que usava seu tempo livre desenvolvendo novas técnicas para tocar guitarra e controlar o volume da sua pilha de Marshalls. De fato, durante as sessões de gravação vários microfones e uma mesa de som pifaram porque os ponteiros do VU ficaram muito tempo no vermelho. Dizem que Stephens queria emular o som de uma motocicleta dos Hell Angels. O agente deles era um ex-Hell Angel, então, pode até ser verdade.
O hit do disco — e o único grande sucesso da banda — foi sua versão de Summertime Blues. Essa música já tinha feito bastante sucesso com a The Who nos festivais de Monterrey e Woodstock mas a da Blue Cheer é de longe a mais agressiva. Dessa forma a Blue Cheer ajudou a definir a noção de "power trio" suprindo a falta de membros com muita agressividade e potência sonora. É um blues-rock fermentado no ambiente psicodélico, e a abordagem agressiva dada a ele acabou sendo seminal para o que hoje é conhecido como heavy metal.
Mesmo sendo reconhecida por sua ampla influência, a Blue Cheer nunca teve um bom sucesso comercial.





Dickie Peterson - baixo, vocal
Leigh Stephens - guitarra
Paul Whaley - bateria





1 Summertime Blues [Eddie Cochran]
2 Rock Me Baby [B.B. King]
3 Doctor Please
4 Out of Focus
5 Parchment Farm [Mose Allison]
6 Second Time Around

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Blue Cheer - What Doesn`t Kill You... (2007)








A Blue Cheer foi formada em 1966 em São Francisco e, segundo dizem, seu nome vem de uma potente marca de LSD — na Inglaterra blue cheer também pode ser um pum. Nesse ponto o som dela era bem convencional, um rock psicodélico típico da California. Porém tudo mudou depois que os caras viram Jimi Hendrix no Festival de Monterrey. Aí a coisa virou blues-rock tocado muito, muito alto, a ponto de estourar os monitores do estúdio. 

Na  sua história de 41 anos ela passou por diversas mudanças na formação. Em 1971 iniciou-se uma pausa de 13 anos, e depois uma 6 e outra de 16 anos.
What Doesn`t Kill You... é o último álbum, o reencontro de dois membros fundadores mais o guitarrista Macdonald que entrara na banda em 1989. É blues-rock com um acento de stoner rock. E é alto, muito alto. Eu gosto muito da versão pesadona que ele fizeram de Born Under A Bad Sign. Albert King me disse que também curtiu.
Dickie Peterson faleceu em 2009.





Andrew "Duck" Macdonald - guitarra, vocal
Dickie Peterson - baixo, vocal
Paul Whaley - bateria (3, 6, 7, 8, 9), backing vocal
com:
Joe Hasselvander - bateria (1, 2, 4, 5, 10), 
Maria Merriman; Michelle Metz - backing vocal (5)





1   Rollin' Dem Bones
2   Piece O' The Pie
3   Born Under A Bad Sign [Booker T. Jones]
4   Gypsy Rider
5   Young Lions In Paradise
6   I Don't Know About You
7   I'm Gonna Get To You
8   Maladjusted Child
9   Just A Little Bit (Redux)
10 No Relief

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Buddy Miles Express - Hell and Back (1994)








Buddy Miles é mais lembrado como o parceiro de Jimi Hendrix no seu último trabalho, a Band of Gypsys, mas suas parcerias com gente boa começaram bem antes, como com o Mike Bloomfield na Electric Flag. A Buddy Miles Express veio logo em seguida e foi o que atraiu a atenção de Hendrix. Hendrix estava cada vez mais funky e daí a querer montar o primeiro super-trio negro foi um pulo. Pena que só tocaram no Fillmore Festival. 
Hell and Back veio com uma remontagem da Express logo depois de Miles passar um período tocando com Santana. Como nos outros álbuns, há uma mistura de blues, soul, rock e funk. E nessa linha tem uma versão inusitada de Born Under a Bad Sign e outra de All Along the Watchtower. 





Buddy Miles - bateria, percussão, baixo, guitarra, vocal
Nicky Skopelitis (Ginger Baker) - guitarra
Jeff Levine -- órgão, piano, Clavinet 
Kevon Smith - guitarra
Joe Thomas - baixo
Crispin Cioe - sax alto e barítono
Laurence Etkin - trompete
Bob Funk - trombone  
Arno Hecht - sax tenor





1  Born Under a Bad Sign  [Booker t. Jones]
2  The Change 
3  All Along the Watchtower  [Bob Dylan]  
4  Let It Be Me 
5  Come Back Home  
6  Be Kind to Your Girlfriend  
7  The Decision  
8  Nothing Left to Lose  

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Fear Itself - Fear Itself (1969)








Este é o único disco da banda Fear Itself que era liderada por Ellen McIlwaine. O som é psicodélico mas firmemente fundado no blues. É ótimo e pode ter deixado o pessoal da Jefferson Airplane com inveja. A banda parou por aqui porque a Ellen quis ter uma carreira solo. Ela não se saiu mal mas nunca foi como na Fear Itself que, aliás, tem um nome bem legal. A versão de Born Under A Bad Sign é das melhores e a de Letter também.





Ellen McIlwaine - gaita, órgão, guitarra rítmica, violão, vocal
Chris Zaloom - guitarra
Paul Album - baixo
Bill McCord - bateria





1  Crawling King Snake (J.L. Hooker)
2  Underground River
3  Bow'd Up
4  For Suki
5  In My Time Of Dying
6  Letter
7  Lazarus
8  Mossy Dream
9  Billy Gene
10 Born Under A Bad Sign (Booker T. Jones)