quarta-feira, 27 de julho de 2016

Hellborg ► Lane ► Selvaganesh - GOOD PEOPLE In Times of Evil (2000)







O virtuoso baixista sueco Jonas Hellborg tirou o título desse álbum e algumas idéias para sua concepção de um livro escrito pela neta do Marechal Tito, o líder que unificou a Iugoslávia com mão de ferro. Após sua morte a nação se desmantelou e essa sua neta presenciou atos praticados por sérvios para salvar bósnios do extermínio, cidadãos comuns pondo a própria vida em risco. Esse é um álbum difícil de classificar e facílimo de se elogiar, da sonoridade à performance. Hellborg foi apresentado aos músicos indianos por John McLaughlin, cujo álbum Mahavishnu o lançou para os holofotes. Desde então ele nutriu uma admiração crescente pela música indiana e o desejo de fundir as coisas, mas de um jeito diferente. E que grande guitarrista foi Shawn Lane! A parceria dele com Hellborg começou em 1994, trabalhando quase sempre em trio com grandes percussionistas como Kofi Baker e Jeff Sipe. Quando faleceu, Lane preparava um álbum com Hellborg e Ginger Baker.
Três músicos de três continentes diferentes e com culturas diferentes. Se me juntarem todas as escrituras, ainda preferirei uma partitura.




Jonas Hellborg - baixo
Shawn Lane - guitarra, violão
Vinayakram Selvaganesh - kanjira, udu, voz
Ustad Sultan Khan - sarangi (4)




1 Aga Of The Ladies
2 Savitri
3 Leal Souvenir
4 Bhakti Ras
5 Who Would You Like To Be?
6 Uma Haimawati

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Van Der Graaf Generator - The Least We Can Do Is Wave To Each Other (1970)







"We're all awash in a sea of blood, and the least we can do is wave to each other." - John Milton





Peter Hammill - vocal, violão, piano (2)
Hugh Banton - órgão, piano
David Jackson - sax, flauta, vocal
Nic Potter - baixo, guitarra
Guy Evans - bateria, percussão
Mike Hurwitz - cello (2)
Gerry Salisbury - corneta (3)




1 Darkness (11/11)
2 Refugees
3 White Hammer
4 Whatever Would Robert Have Said ?
5 Out Of My Book
6 After The Flood
7 Boat Of Millions Of Years
8 Refugees (Single Version)





"Don't listen when you're hustling, because it won't get in your head. Don't listen when you're angry, because you'll smash something. Don't listen when you're depressed, because you'll get more so. Don't listen with any preoccupations, because you'll blow it. And if you're a perpetually angry, depressed hustler with set ideas, don't bother, it wasn't meant for you in the first place." - Peter Hammill

domingo, 24 de julho de 2016

Mahjun - Happy French Band (1977)






Essa banda foi formada em 1970 como Maajun e ela se colocou como um um grupo político radical cujas letras visavam a agitação. Como influências eles tinham a alemã Floh de Cologne, que foi uma das fundadoras do krautrock, e a britânica Henry Cow. E até que o som dela parece um cruzamento dessas duas, quando não fazem uma recriação de canções tradicionais. Como Maajun ela lançou um disco em 1971 e depois que mudou o nome lançou três — este é o último. Com a mudança do nome ela também ficou menos radical e mais acessível, acrescentando um humor que a aproxima de Frank Zappa. É um som muito legal.



Jean-Louis Lefebvre - violino, bandolim, vocal
Daniel Happel - guitarra, vocal
Jean-Pierre Thirault - sax, vocal
Jo Paganini - baixo, vocal
Jean-Pierre Arnoux - bateria, percussão



1 Sec Beurre Cornichon
2 L'Un Dans L'Autre
3 Casse-Moi C'Rock
4 L'Abeille Gratte-Ciel
5 Tango Panache
6 D'Abord D'Ailleurs
7 Glandos

sábado, 23 de julho de 2016

Triangle - Triangle (1970)






A Triangle surgiu em 1967, em Paris, e foi uma das primeiras bandas de rock da França. Ela obteve sucesso comercial com seus singles e sofreu mudanças na sua formação antes de lançar esse primeiro álbum. Dos fundadores, ficaram Fournier e Prevotat. Eles fizeram um bom trabalho instrumental na direção do rock progressivo e o uso do sax e da flauta, mais algumas letras em inglês, permite uma comparação com a Traffic, Spooky Tooth ou com a Procol Harum. Infelizmente, depois desse álbum a banda parece ter cedido às pressões da gravadora para compor músicas mais comerciais e os dois discos que se seguiram a este perderam a consistência.



Gérard Fournier (Papillon) - baixo 
Jean-Pierre Prevotat - bateria
François Jeanneau - sax, flauta, teclados
Marius "Mimi" Lorenzini - guitarra



1   Peut-être demain
2   Left With My Sorrow
3   Blow Your Cool
4   Guerre et Paix
5   M.L. - G.G.
6   Cameron's Complaint
7   Listen People
8   Please
9   Elégie à Gabrielle
10 Golden Screen
11 Blow Your Cool (Short version)
12 Ruido de botas (Spanish version of "Peut-être demain")
13 Peut-être demain (English version)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

L' Oeil du Sourd - Un? (2009)






L' Oeil du Sourd formou-se em Nantes, no oeste francês, em 2004. Ela faz uma bela bagunça com o Zeuhl e o Rock In Opposition, ou seja, rock, jazz, rock psicodélico, progressivo e aquele jeito teatral de criar. Alternam-se momentos tensos e complexos com outros de um humor demente à la Monty Phyton. Nesses momentos a vocalista é insana. A banda lançou só esse disco até agora e ele é muito legal. Esse pessoal deu uma boa oxigenada num estilo que a cada dia carece de originalidade.




Hervé Launay - sax, teclados, vocal
Youenn Migaud - guitarra, baixo, vocal
Antoine Tharreau - teclados 
Charlotte Mérand - violino elétrico, vocal
Mathilde Clavier - vocal, flauta, clarinete
Cédric Lucas - bateria, vocal




1 Ods 
2 A C. 
3 Kudjat (tronc) 
4 Deux trains valent mieux qu'un "tu l'auras" 
5 We are the knights who say ni! 
6 Here i am j (h) 
7 Kudjat (cime) 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Space Art - Trip In The Center Head (1977)






O duo Space Art fez uma música eletrônica instrumental que, não se pode negar, é bem parecida com o trabalho de Jean Michel Jarre. Eles lançaram seus dois primeiros discos no ano seguinte ao laçamento do disco "Oxigene" de Jarre". Além disso, o engenheiro desse segundo disco deles, René Ameline, trabalhou bastante com Jarre nos anos 80. O próprio Dominique Perrier trabalhou com Jarre nos anos 80. Eu gosto desse disco, até mais que do Oxigene, porque há uma bateria real. Quase esqueço: a banda é francêsa.




Dominique Perrier - piano, piano Fender Rhodes, órgão Hammond, Polymoog, Minimoog, Clavinet, Mellotron, ARP Odissey, Korg
Roger Rizzitelli - bateria, percussão




1 Speedway
2 Odissey
3 Eyes Shade
4 Watch It
5 L'Obsession D'Archibald
6 Hollywood Flanger
7 Psychosomatique
8 Nous Savons Tout
9 Mélodie Moderne

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Ange - Au-delà du Délire (1974)






Au-delà du Délire é um clássico do rock progressivo. Se no primeiro disco — e um pouco menos no segundo — a Ange poderia ser comparada à Genesis ou à VDGG, nesse terceiro isso já é discutível diante da evolução musical dela. E a evolução aconteceu também na produção e na clareza do som. As melodias são memoráveis, permeadas pelo Mellotron e pelo violino. A Ange é o mais influente grupo sinfônico da França e esse é provavelmente seu melhor momento.



Christian Décamps - vocal, órgão Hammond, piano, hapsichord
Jean-Michel Brézovar - guitarra, violão 12 cordas, bandolim, vocal, flauta
Francis Décamps - órgão Viscount, Mellotron, vocal
Daniel Haas - baixo, violão
Gérard Jelsch - bateria, percussão
com
Henry Loustau - violino (1)
Michel Lefloch - voz (8)
Eric Bibonne - voz (6)



1 Godevin Le Vilain
2 Les Longues Nuits D'Isaac
3 Si J'étais Le Messie 
4 Balade Pour Une Orgie 
5 Exode
6 La Bataille Du Sucre (Inclus: La Colère Des Dieux) 
7 Fils De Lumiere 
8 Au Delà Du Délire 


terça-feira, 19 de julho de 2016

Eider Stellaire - Eider Stellaire 1 (1981)







Esse é um dos melhores discos do movimento Zeuhl, aquele que combina o rock com a música clássica e com o jazz. A Eider Stellaire foi formada em 1980, na França, pelo ótimo baterista Michel Le Bars. É grande a influência da Magma sobre sua música, mesmo porque as duas bandas costumavam se apresentar juntas. O ritmo é frenético e os instrumentos dominantes são o baixo e os teclados, deixando os improvisos para a guitarra. Aliás, o espaço maior dado à guitarra é o diferencial dessa banda, dentro do movimento. Os vocais femininos são muito legais mas não há letras, o que é mais legal ainda. Mais adiante, Michel Le Bars iria se juntar ao Christian Vander, da Magma, na banda Offering.





Jean-Claude Delachat - guitarra
Pierre Gerard-Hirne - piano, piano elétrico, órgão
Véronique Perrault - voz
Patrick Singery - baixo
Michel Le Bars - bateria
com
Marie-Anne Boda - flauta, voz
Michel Moindron - sax



1 Onde
2 Arctis 6e Éphéméride
3 Légende
4 Tetra
5 Nihil
6 Nihil (Version Alternative)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Abus Dangereux - Le Quatrième Mouvement (1980)






Essa é uma banda francesa que vai agradar aqueles que curtem um prog mais orientado pelo jazz e pelo improviso. Ela foi formada em 1977 pelo guitarrista Pierrejean Gaucher e além das influências da cena Canterbury, percebe-se um cruzamento com o movimento Zeuhl, mais precisamente da Magma. As músicas são elaboradas e elegantes, e, diferentemente da maioria das bandas Zeuhl, elas são bem humoradas. 




Pierrejean Gaucher - guitarras
Eric Bono - piano, teclados
Laurent Kzrewina - sax
Sylvie VoiseE - vocal
Caitriona Walsia - vocal
Dan Ken - vibrafone
Nigel Warren Green - cello 
Pascal Gaillard - baixo
 Alain Mourey - bateria
Arnaud Jarlan - percussão




1 Le roy est mort, vive le roy 
2 Le Quatrieme Mouvement
3 Interlude 
4 Funk au Chateau 
5 Theme D'Hiver 
6 Ballade Courte
7 Danse du Paques

domingo, 17 de julho de 2016

Alice - Alice (1970)






Sim, o nome dessa banda foi inspirado no livro de Lewis Caroll, e ela foi uma das melhores da França, apesar de seu som ser incomum, mais parecido com o de bandas britânicas. Uma das razões pode ser o retrospecto de blues-rock que a maioria dos membros tinha. Esse é o primeiro disco dela e foi gravado no estúdio Marquee em Londres. A grande força da banda estava no seu talento para compor e o resultado pode bem ser comparado à Jethro Tull ou Traffic, por seu viés rural. Em 1970 esse álbum disputou a atenção com o primeiro da Magma.




Jean-Pierre Auffredo - oboé, flauta, sax, violino, violão, piano, percussão, vocal
Alain Suzan - órgão, piano, baixo, percussão, vocal
Bruno Besse - guitarra, vibrafone, percussão
Sylvain Duplant - baixo, guitarra, percussão,vocal
Alain "Doudou" Weiss - bateria, percussão, sinos tubulares, vocal




1   Axis
2   Onurb
3   Le Nouveau Monde
4   L'Arbre
5   Valse
6   L'Enfant
7   Extrait Du Cercle :a) Final; b) Theme
8   Venez Jouer I
9   Mexican Song
10 Venez Jouer II
11 Tournez La Page...
12 Fumée Grise Et Marrons Chauds
13 De L'Autre Côté Du Miroir
14 Viens
15 Le Nouveau Monde (Version Single)
16 Que Pouvons-Nous Faire Ensemble?
17 Je Voudrais Habiter Le Soleil
18 II Viendra