sexta-feira, 30 de setembro de 2022

The Devil And The Almighty Blues - II (2017)






Essa banda norueguesa faz uma amálgama mágica de stoner rock e blues rock. Apesar de ter o blues na alma, o som é agressivo, é denso. As músicas são longas para o estilo e os riffs se repetem, mas tudo é feito com bom gosto e foco.




Arnt O. Andersen - vocal
Torgeir Waldemar - guitarra
Petter Svee - guitarra
Kim Skaug - baixo
Kenneth Simonsen - bateria




1 These Are Old Hands 
2 North Road 
3 When The Light Dies  
4 Low  
5 How Strange The Silence  
6 Neptune Brothers  


 

terça-feira, 27 de setembro de 2022

Simon McBride - Since Then (2010)






O irlandês Simon McBride é o novo guitarrista da Deep Purple. Novo mas temporário, ao que tudo indica. A trajetória dele o qualifica tanto quanto seu virtuosismo na guitarra: começou no heavy metal da Sweet Savage, passou pelo hard rock da Snakecharmer e na carreira solo tem quatro discos de estúdio e um ao vivo baseados no blues rock.
Since Then é o segundo álbum solo e foi indicado ao British Blues Awards. São composições próprias que revelam mais esse talento, além de também ser bom vocalista. A Deep Purple não poderia querer mais.




Simon McBride - guitarra, vocal
Carl Harvey - baixo
Paul Hamilton - bateria (2~4, 6~14)
Adrian Mcilduff - bateria (1, 5) 




1   Take My Hand
2   Hell Waters Rising
3   Save Me
4   Down To The Wire
5   Be My Baby
6   From The Other Side
7   The Promise
8   Tear Down Your Soul
9   Dead Man Walking
10 Dancing On The Sidewalk
11 Sweet Angel
12 Coming Home
13 Devils Road
14 The Truth


 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Possession - Incarnation. The Songs of Robert Johnson (2008)






Esse é um CD bem legal que está à venda no site da brasileira Paranoid Records por um preço mais que justo. E vale o investimento para se curtir Robert Johnson de uma maneira inédita e não tão purista, porém reverente ao mito.
Não encontrei muita informação sobre essa banda, além de que seus membros são músicos tarimbados de Nova York. Tucker Smallwood é um estudioso da obra de Johnson e essas músicas teriam sido gravadas em 1990.




Tucker Smallwood - vocal
Arlen Roth (Rick Wakeman, Paul Simon) - guitarra
Pat Conte - violão
T.C. James - teclados
Jerry Jemmott (Gregg e Duane Allman, Aretha Franklin, Freddie King, BB King) - baixo
Herb Lovelle (Art Farmer, Lightnin' Hopkins) - bateria




1   Walking Blues
2   Stones In My Passway
3   Terraplane Riverside Blues
4   Traveling Riverside Blues
5   If I Had APossession Over Judgement Day
6   Sweet Home Chicago
7   Mean Black Spider
8   32-20 Blues
9   Phonograph Blues
10 From Fur Until Late
11 Little Boy Blue
12 When You Got A Good Friend
13 Me And The Devil Blues
14 Crossroads Blues
15 Love In Vain


 

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Solomon Burke - Don't Give Up On Me (2002)







Solomon Burke não é tão lembrado como James Brown ou Aretha Franklin mas ele foi um dos primeiros caras a ser chamado de "músico soul", ou seja, foi um pioneiro do gênero, senão o pioneiro. Isso se deu pela sua maneira de misturar música gospel e country ao R&B em melodias complexas. 
Apesar de não ter liderado as paradas de sucessos, ele foi um dos músicos mais influentes do século XX, inclusive sobre o rock. Aí falamos de Rolling Stones, The Animals, Sly & the Family Stone, Small Faces e muito mais gente.
Burke se dividia entre a carreira e a atividade pastoral na igreja que sua família fundou. O apego às raízes e às tradições acabaram por restringir seu público aos puristas mas no novo milênio ele decidiu sacudir a poeira e trazer aquele pessoal do rock para junto de si.
Com Don't Give Up On Me ele ganhou o Grammy de melhor disco de blues, apresentando músicas inéditas de grandes compositores aos quais ele influenciou — algumas foram compostas especialmente para o disco, outras nunca tinham sido gravadas.




Solomon Burke - vocal
Rudy Copeland - órgão
Dave Palmer - teclados
Chris Bruce - guitarra
Daniel Lanois - guitarra (8)
Bennie Wallace - sax tenor
The Blind Boys Of Alabama - vocal (10)
Jean McClain - backing vocal
Niki Haris - backing vocal
David Piltch (Blood, Sweat And Tears) - baixo 
Jay Bellerose - bateria, percussão




1   Don't Give Up On Me [Carson Whitsett, Dan Penn, Hoy Lindsey]
2   Fast Train [Van Morrison]
3   Diamond In Your Mind [Kathleen Brennan, Tom Waits]
4   Flesh And Blood [Joe Henry]
5   Soul Searchin' [Andy Paley, Brian Wilson]
6   Only A Dream [Van Morrison]
7   The Judgement [Cait O'Riordan, Elvis Costello]
8   Stepchild [Bob Dylan]
9   The Other Side Of The Coin [Nick Lowe]
10 None Of Us Are Free [Brenda Russell, Mann And Weil]
11 Sit This One Out [Pick Purnell]


 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Coma - Financial Tycoon (1977)






As bandas dinamarquesas tem tido seus trabalhos relançados em CD com muito atraso em relação às de outros países. Uma pena. Este, por exemplo, só foi relançado em 2019. Ele é o primeiro trabalho da banda Coma formada em 1971, a partir de outra chamada Ramasjang.
Financial Tycoon mistura prog e jazz de maneira dinâmica como a conterrânea Dr. Dopo Jam e não se preocupa em camuflar a influência de Frank Zappa no seu trabalho. Essa influência está na música com o uso do vibrafone, nas pausas instrumentais para a entrada dos vocais, nas letras politicamente incorretas e no humor.




Flemming Friberg - vocal, guitarra
Viggo Bertelsen - guitarra solo
Jakob Mygind - sax tenor, sax alto, sax soprano
Leif (Guru) Christensen - baixo
Klaus Thrane - bateria
com
Skak Snitker - trompete (4, 5)
Bent Klausen - vibrafone (4, 8, 10)
Ernst Thomsen - violino (9)




1   Up From The Sump
2   Financial Tycoon 1
3   Peer Grynt
4   One Of Them Crazy Gurues In Love
5   Fulton
6   Financial Tycoon 2
7   A Hard Banana
8   Frank Fedling
9   ...Down From The Trees
10 Tumbling' Shadows


 

sábado, 10 de setembro de 2022

Karfagen - Solitary Sandpiper Journey (2010)







Karfagen é um dos três projetos com o compositor e tecladista ucraniano Antony Kalugin — Sunchild e Hoggwash são os outros. 
Solitary Sandpiper Journey é o terceiro álbum da Karfagen, que difere das outras duas bandas pela abordagem sinfônica, porém eclética. Há nele jazz-rock, jazz mainstream e folk também, tendo predominância da forma instrumental.São composições complexas sem serem claustrofóbicas e esse detalhe leve e bem humorado lembra a Camel. 




Antony Kalugin / keyboards, percussion, vocals
Marina Zakharova - vocal (2, 3, 9)
Alexandr Pavlov - guitarra, violão, backing vocal
Roman Gorielov - violão (2, 7)
Artem Vasilchenko - sax tenor, sax soprano (2, 4, 5)
Lesya Kofanova - flauta (3-5, 9)
Helen Bour - oboé (4, 5, 9)
Alexandr Pastuchov - fagote (3-5, 9)
Sergey Kovalev - bayan (1, 3, 4-6, 9)
Oksana Podmaryova - cello (3-5, 9)
Max Morozov - viola (4, 9)
Daria Maiourova - violino (9)
Kostya Ionenko - baixo elétrico e acústico (1, 3-7, 9)
Alexandr Tyunyakin - baixo (2)
Sergey Balalaev - bateria (1)
Kostya Shepelenko - bateria (2-6, 8)
Vanya Rubanchyuk - bateria (6)
Vadik Samosyuk - bateria (9)




1 Spirit Of Revelation
2 Magic Moment
3 Silent Anger (Part 2)
4 Solitary Sandpiper King
5 Searching For Love
6 Carpathians
7 Ode To A New Life
8 Kingfisher & Dragonflies (Part 2)
9 Mystery:
  a) Solid Ground
  b) Rising Sun
  c) Destruction
  d) Redemption
  e) Spirit of Revelation (reprise)


 

sábado, 3 de setembro de 2022

Witchfinder General - Death Penalty (1982)






Witchfinder General é uma banda da New Wave of British Heavy Metal e foi formada em 1979 pelos primos Phil Cope e Steve Kinsell, o primeiro baterista que saiu antes desse primeiro álbum. Seu nome foi copiado de um filme de horror de Vincent Price, de 1968.
A banda se tornou cult e é considerada uma pioneira do Doom Metal. Ela é inevitavelmente comparada à Black Sabbath, tanto pelo som da guitarra e pela abundância de bons riffs, como pela voz de Zeeb Parkes. As letras nem de longe tem a qualidade das de Geezer Butler e são até meio tolas, mas os riffs valem essa aura cult.
Phil Cope toca guitarra e baixo, e talvez para não dizer que a banda não tinha baixista, ele inventou um Woolfy Trope.
Ela gravou mais um álbum e logo depois se separou.
As capas e contra-capas são um marco na história da arte.




Zeeb Parkes - vocal
Phil Cope - guitarra
Woolfy Trope (Phil Cope) - baixo
Graham Ditchfield - bateria




1 Invisible Hate
2 Free Country
3 Death Penalty
4 No Stayer
5 Witchfinder General
6 Burning A Sinner
7 R.I.P.

 

sábado, 20 de agosto de 2022

Thelonious Monk Quartet - Misterioso (1958)






Misterioso é um dos discos de jazz mais celebrados, se não for o mais celebrado. Por quê? Porque é ao vivo no Five Spot Cafe de Nova York, porque Monk está no seu auge e porque marcou a volta dele aos palcos após perder seu "cabaret card" por causa de uma acusação de uso de drogas. O cabaret card era uma permissão dada a qualquer trabalhador da noite e ela foi exigida até 1967. Há o burburinho, há o improviso, a paixão e a delicadeza que transformam esse álbum num documento de como era o jazz no final dos anos 50, escrito por um dos seus maiores gênios e um dos principais arquitetos do movimento bebop.




Thelonious Monk - piano
Johnny Griffin - sax tenor
Ahmed Abdul Malik - baixo
Roy Haynes - bateria




1 Nutty
2 Blues Five Spot
3 Let's Cool One
4 In Walked Bud
5 Just A Gigolo
6 Misterioso
7 'Round Midnight
8 Evidence


 

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Gualberto - Vericuetos (1976)







Gualberto Garcia Perez se destacou como integrante do lendário grupo espanhol de hard-rock Smash, que teve dois álbuns lançados em 1970 e 1971. No segundo, Gualberto fez poucas contribuições pois estava ocupado gravando seu primeiro álbum solo. Ele permaneceu inédito na época, mas foi finalmente lançado em 1978 como El Nacimento del Rock en Andalucia.
Vericuetos é, portanto, seu terceiro trabalho solo. É um disco instrumental complexo, porém, menos rígido, animado e eclético. Em 1976, poucos haviam pensado em rock de câmara dessa forma.




Gualberto - guitarra, violão, sitar
Marcos Mantero - teclados
Arthur Wohl - violino, viola
Antonio Diaz - baixo
Tico Balanza - bateria




1 Luz De Invierno 
2 Continuando El Dialogo 
3 ¡Corre, Vuela, Que Te Pillo!  
4 Noche De Rota 
5 La Mañana Siguiente