terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Paul Rodgers - Muddy Water Blues (1993)







Esse álbum levantou a carreira de Paul Rodgers e fez todos lembrarem o porquê dele ser um dos maiores vocalistas do Rock. A receita foi bastante simples mas aí também é preciso ter talento para escolher os ingredientes. Fazer um álbum com covers de um dos maiores compositores de todos os tempos — Rodgers nunca foi bom letrista mesmo. Uma cozinha dos sonhos de qualquer líder de banda e, para finalizar, uma lista de convidados especiais. E que lista!
"Muddy Water Blues - A Tribute to Muddy Waters" é o melhor disco da carreira pós-Free do Rodgers.





Paul Rodgers - vocal, violão, piano Fender Rhodes
Pino Palladino - baixo
Ian Hatton - guitarra rítimica
Billy Sherwood - percussão





1   Muddy Water Blues (Acoustic Version)
Buddy Guy - guitarra
Alexandra Brown, Carmen Carter, Jean McClain - backing vocal
Mark T. Williams - bumbo

2   Louisiana Blues
Trevor Rabin - guitarra
Jimmie Wood - harmônica


3   I Can't Be Satisfied
Brian Setzer - guitarra

4   Rollin' Stone
Jeff Beck - guitarra

5   Good Morning Little School Girl (Part I)
Jeff Beck - guitarra
Mark T. Williams - bumbo, percussão com escovas

6   I'm Your Hoochie Coochie Man
Steve Miller - guitarra
Jimmie Wood - harmônica

7   She's Alright
Trevor Rabin - guitarra
Ronnie Foster - órgão Hammond
Harmonica – Jimmie Wood - harmônica


8   Standing Around Crying
David Gilmour - guitarra
Paul Shaffer - órgão Hammond

9   The Hunter
Slash - guitarra

10 She Moves Me
Gary Moore - guitarra

11 I'm Ready
Brian May - guitarra
Jimmie Wood - harmônica

12 I Just Want To Make Love To You
Jeff Beck - guitarra

13 Born Under A Bad Sign
Neal Schon - guitarra
David Paich - piano, órgão Hammond

14 Good Morning Little School Girl (Part 2)
Richie Sambora - guitarra

15 Muddy Water Blues (Electric Version)
Neal Schon - guitarra
Ronnie Foster - órgão Hammond
David Paich - piano
Alexandra Brown, Carmen Carter, Jean McClain - backing vocal


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Pacific Gas & Electric - Get It On (1968)







A PG&E foi uma excelente banda de blues-rock formada na Califórnia lá por 1967. Inicialmente ela se chamava Bluesberry Jam, tinha o guitarrista autodidata Tom Marshall, o baixista Brent Block, e seu baterista era Charlie Allen. Como Allen cantava melhor do que tocava, foi para o microfone. Em seu lugar entrou brevemente o Fito de La Parra que logo sairia para integrar a Canned Heat. O curioso é que para o seu lugar veio o Frank Cook recém saído da Canned Heat. Aí a banda passou a se chamar Pacific Gas and Electric Blues Band. Acrescentaram o guitarrista Glenn Schwartz, ex- James Gang, e antes de lançar esse disco eles encurtaram o nome. 
Essa é uma versão de luxo do álbum Get It On repleta de bônus. Essas gravações adicionais foram descobertas quando a gravadora Ace comprou a gravadora original e auditou os arquivos. Tudo foi cuidadosamente remasterizado mas não remixado.





Charlie Allen - vocal
Glenn Schwartz - guitarra
Tom Marshall - guitarra rítmica
Brent Block - baixo
Frank Cook - bateria
com
Joe Sample (The Cruzaders) - piano (6), órgão (3)





1   Wade In The Water
2   Cry, Cry, Cry
3   The Motor City Is Burning
4   The Hunter
5   Long Handled Shovel
6   Jelly, Jelly
7   Stormy Times
8   Live Love
Bonus Tracks
9   My Sweet Baby (Take 6)
10 Dirty Mistreater (Take 2)
11 Wade In The Water ((Undubbed Version)
12 Cry, Cry, Cry (Take 2)
13 Stormy Times (Take 9)
14 Long Handled Shovel (Take 8)
15 Jelly, Jelly (Take 1)
16 The Hunter (Take 1)
17 Blues Chant (Take 2)






sábado, 12 de janeiro de 2019

Gasolin' - Gasolin' (1971)







De meados dos anos 70 até 1978 a Gasolin' foi a banda mais popular da Dinamarca. Ela foi formada em 1969 por Larsen, Beckerlee e Jønsson. Enquanto a seção rítmica era muito inspirada nos Beatles, a guitarra era influenciada por Hendrix e o vocal e as letras por Dylan. Mas isso no início, como nesse primeiro álbum. Aqui não há muito do boogie-rock ou do pop cativante pelos quais alcançariam maior sucesso, e sim um clima bluesy e até mal-humorado.





Kim Larsen - vocal, guitarra rítmica
Franz Beckerlee - guitarra, sax alto, harmônica, vocal
Wili Jønsson - baixo, piano, vocal
Søren Berlev - bateria, vocal, violão (8)
com
Mogens Mogensen – vocal (5)





1   Langebro
2   Hey Christoffer
3   Fra dag til dag
4   Lille Henry
5   Tremastet beton
6   Solfangen
7   Laphophora Williamsii
8   Jeg kan høre dig kalde
9   Strengt fortroligt
10 Lilli-Lilli

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Gasolin - Live Sådan (1976)






Live sådan foi gravado durante a turnê de inverno da Gasolin' na Dinamarca em 1976 e contém músicas do álbum Gas 5 e do anterior Stakkels Jim. Ele foi o primeiro a usar a unidade móvel do estúdio Sweet Silence, hoje um dos melhores da Europa, e foi mixado em Londres. O disco é o melhor ao vivo da banda mas tá aí outra capa que não ajuda.





Kim Larsen - vocal, guitarra rítmica
Franz Beckerlee - guitarra, vocal
Wili Jønsson - baixo, piano, vocal
Søren Berlev - bateria





1  Good Time Charlie
2  Kap Farvel Til Umanarssuaq 
3  Legenden Om Josha Og Ming
4  Masser Af Succes 
5  Kvinde Min 
6  Jeg Er Splittergal
7  Sjagge
8  Sort Sort Sort
9  Alla-Tin-Gala
10 Last Jim
11 Medley: Fi-Fi Dong / Det var Inga, Katinka og smukke Charlie på sin Harley
12 Rabalderstræde
13 Keep on Knocking
14 Refrainet Er Frit 
15 Hva' gør vi nu, lille du? [Hidden Studio Track]


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Gasolin' - Gas' 5 (1975)







Gas 5 é o quinto disco da banda dinamarquesa Gasolin' e é considerado o ponto alto dela. Não por coincidência, ele é o primeiro a incluir letras em inglês — aí não levando em conta versões traduzidas de outros discos que eles lançaram. Mas o idioma não é o único motivo para o sucesso: A produção melhorou muito em comparação com a humildade do primeiro álbum e o som da própria banda havia se transformado em "arena rock".





Kim Larsen - vocal, guitarra rítmica
Franz Beckerlee - guitarra, Moog
Wili Jønsson - baixo, teclados, vocal
Søren Berlev - bateria, percussão
com
Hugo Rasmussen - baixo acústico (3)
Anne Linnet, Lis Sørensen - vocal (3, 10)
Etta Cameron, Rosita Thomas - vocal (10)





1   Rabalderstræde
2   Fatherless Hill
3   Lonesome Avenue
4   Sjagge
5   Masser Af Succes
6   Refrainet Er Frit
7   Kvinde Min
8   1975
9   Sct. Emetri
10 Good Time Charlie


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Pesky Gee! - Exclamation Mark (1969)







A Pesky Gee! deu origem à Black Widow — todos os músicos que tocam aqui tocaram no álbum de estréia da Black Widow, Sacrifice. A vocalista Kay Garret é que saiu logo depois do álbum concluído. Por sua vez, a Pesky Gee! teve seu nome inspirado numa música de uma banda instrumental da qual veio Jim Gannon que, aliás, havia composto essa música.
Exclamation Mark é o único disco que ela lançou. Seu título deveria ser apenas "!" mas alguém da gravadora escreveu por extenso. Seu som flutua entre o blues-rock e o jazz-rock. Todas as músicas são covers arranjadas nesse espectro e mostram uma banda ainda a procura do seu caminho. Sem levar em conta a faixa 3, acho que ninguém diria que ela iria no caminho de Satan.





Jim Gannon - guitarra
Jess "Zoot" Taylor - órgão
Clive Jones - sax
Kay Garret - vocal
Kip Trevor - vocal
Bob Bond - baixo
Clive Box - bateria, percussão





1 Another Country 
2 Pigs Foots 
3 Season of the Witch [Donovan]
4 A Place of Heartbreak
5 Where is My Mind [Vanilla Fudge]
6 Piece of My Heart 
7 Dharma For One [Jethro Tull]
8 Peace of Mind
9 Born To Be Wild [Steppenwolf]


domingo, 6 de janeiro de 2019

Black Widow - Black Widow (1970)







Alguns catálogos colocam este disco como tendo sido lançado em 1971 e outros em 1970. O "print" impresso nessa edição é de 1970. Mas isso não importa muito porque ele é mesmo segundo disco da Black Widow, segundo uma entrevista de Clive Jones. Ainda segundo ele, a banda recebeu uma certa pressão para pegar mais leve nas letras satânicas e assim fez. Então Black Widow é mais convencional nesse aspecto e um pouco melhor que o anterior (Sacrifice) na parte musical. Ele foi mais para o lado do blues-rock mas manteve aquela tendência ao prog, com o som dominado pelo órgão e pela flauta. O que não ajudou foi a capa.





Jim Gannon - violão 12 cordas, guitarra, vocal
Clive Jones - sax, flauta
Kip Trevor - vocal, maracas, pandeiro
Zoot Taylor - órgão, piano
Geoff Griffith - baixo, vocal
Romeo Challenger - bateria, percussão





1   Tears And Wine 
2   The Gypsy 
3   Bridge Passage 
4   When My Mind Was Young 
5   The Journey
6   Poser 
7   Mary Clark 
8   Wait Until Tomorrow 
9   An Afterthought 
10 Legend Of Creation 



sábado, 5 de janeiro de 2019

Black Widow - Sleeping With Demons (2011)







Este álbum marcou o retorno da Black Widow quase quarenta anos depois. Apenas dois membros originais estão à frente, mais o primeiro vocalista Kay Garret como convidado numa faixa. Não que fosse de se esperar tanto tempo depois, mas os satanistas saudosistas não ouviram aquelas influências do folk e do jazz no estilo proggy que a banda tocou nos anos 70, e sim uma maior variedade de estilos do rock. Há o sax e obrigatória flauta, mas bem menos que nos antigos álbuns. 





Clive Jones - vocal, sax, flautas, teclados 
Geoff Griffith - vocal, guitarras, teclados, harmônica
com:
Kay Garret - vocal (4)
Tony Martin (Black Sabbath) - vocal (1)
Paolo "Apollo" Negri - teclados
Stefan Bender - guitarra (15)





1   Hail Satan
2   That's When Evil Touched Me
3   Partytime For Demons
4   Even The Devil Gets The Blues
5   Artefact
6   Eastward
7   The Portal To Hell
8   Prelude To The Nightmare
9   Sleeping With Demons
10 Taken
11 Radio Hades
12 Run For Your Life
13 Into The Light
14 The Birth
15 Evil Clock


sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Corky Laing's Pompeii - The Secret Sessions (1999)







Corky Laing foi o baterista da Mountain e da West, Bruce & Laing, uma reedição da própria Mountain e da Cream. Em 1978 a gravadora Elektra/Asylum propôs a ele a formação de um supergrupo (Pompeii) e o incumbiu de convidar quem quisesse. O primeiro foi Ian Hunter, ex-Mott The Hoople, que estava fazendo sucesso em carreira solo. Hunter levou seu guitarrista, o extraordinário Mick Ronson que colaborou nos melhores álbuns de David Bowie. Depois recorreu ao ex-parceiro Felix Pappalardi (produtor da Cream) e à uma penca de convidados muito especiais. 
Parecia bom demais pra ser verdade até que uma nova diretoria assumiu a Elektra e decidiu engavetar o projeto. Apenas a faixa com Clapton e Betts apareceu num disco solo do Laing. As gravações foram resgatadas só em 1999 por um selo alemão chamado Pet Rock Records. Seguiram-se mais algumas edições por selos independentes e esta aqui, a mais recente, com três regravações e uma faixa inédita feitas pela banda atual do Corky Laing, outro power trio.





Corky Laing (Mountian) - bateria, vocal
Ian Hunter (Mott The Hoople) - teclados, vocal
Mick Ronson (David Bowie) - guitarra
Felix Pappalardi (Mountain) - baixo, vocal

com:
Eric Clapton - guitarra (8)
Dickey Betts (Allman Brothers) - guitarra (8)
Leslie West (Mountain) - guitarra (2, 5, 10)
Todd Rundgren - órgão Hammond (2, 5)
John Sebastian (The Lovin' Spoonful) - harmônica (6)
Pete Carr - guitarra (7)
Tommy Talton - guitarra (7)
Calvin Arline - baixo (7, 8)
Neil Larsen (Larsen-Feiten Band, Gregg Allman) - teclados (7, 8)
Muscle Shoals Horns - metais (7, 8)
Chris Shutters - guitarra, vocal (11~14)
Mark Mikel - baixo, vocal (11~14)





1   Easy Money    
2   The Best Thing   
3   I Ain't No Angel   
4   I Hate Dancin'   
5   The Outsider    
6   Silent Movie  
7   Growing Old With Rock'n'Roll   
8   On My Way To Georgia   
9   Just When I Needed You Most   
10 Lowdown Freedom 
11 Easy Money (2017 re-record)
12 Silent Movie  (2017 re-record)
13 Growing Old With Rock'n'Roll (2017 re-record) 
14 Knock Me Over (new track)   


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

George Harrison - All Things Must Pass (1970)






É uma ironia que quem até hoje é chamado de "Quiet One" seja justamente aquele que mais tinha a dizer. Ele tinha uma visão muito mais ampla que a de seus companheiros e soube pintar quadros bem melhores — luz e sombras, assim é a vida. 
George Harrison falou das suas crenças sem ser um chato de galochas, manteve suas raízes no rockabilly e exerceu seu louvor pelos grandes guitarristas. Foi sensível, místico, infantil e cínico. Cultivou a integridade e as amizades, acima de tudo.
Esse disco é um pacote com isso tudo; e é também notável por ser o ponto de partida para a banda Derek and The Dominos.





George Harrison - guitarra, vocal
Eric Clapton - guitarra
Dave Mason (Traffic) - guitarra
Badfinger: Pete Ham - guitarra
                Joey Molland - guitarra
                Tom Evans - baixo
                Mike Gibbins - bateria
Sam (Samantha) Brown - vocal
Dhani Harrison - piano Fender Rhodes, violão 
Billy Preston - teclados
Bobby Whitlock (Derek & The Dominos) - teclados, 
Gary Brooker (Procol Harum) - teclados
Gary Wright (Spooky Tooth) - teclados
Carl Radle (Derek & The Dominos) - baixo
Klaus Voormann (Manfred Mann) - baixo
Alan White (Yes) - bateria, percussão
Jim Gordon (Derek & The Dominos) - bateria, percussão
Ringo Starr - bateria, percussão
Pete Drake - pedal steel
Ray Cooper - percussão
Mal Evans - percussão
Bobby Keys (Delaney & Bonnie) - sax tenor
Jim Price (Delaney & Bonnie) - trompete
The George O'Hara-Smith Singers - vocais





CD 1
1   I'd Have You Anytime
2   My Sweet Lord
3   Wah-Wah
4   Isn't It A Pity
5   What Is Life
6   If Not For You
7   Behind That Locked Door
8   Let It Down
9   Run Of The Mill
10 I Live For You
11 Beware Of Darkness
12 Let It Down
13 What Is Life
14 My Sweet Lord (2000)


CD 2
1   Beware Of Darkness
2   Apple Scruffs
3   Ballad Of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)
4   Awaiting On You All
5   All Things Must Pass
6   I Dig Love
7   Art Of Dying
8   Isn't It A Pity (Version Two)
9   Hear Me Lord
10 It's Johnny's Birthday
11 Plug Me In
12 I Remember Jeep
13 Thanks For The Pepperoni
14 Out Of The Blue




"All things must pass
All things must pass away

Sunset doesn't last all evening
A mind can blow those clouds away"