sábado, 14 de maio de 2022

Thork - Urdoxa (2000)






Thork foi formada em 1998 por Sébastien Fillion e Antoine Aureche. Eles agregaram outros três membros, se puseram a compor e tocaram por toda a França. Dois anos depois lançaram este que é o primeiro álbum.
Urdoxa é um álbum prog complexo e soturno, com influência folk celta e medieval, sobretudo no violino de Claire Northey. Mas metal, clássico e até jazz tem seus elementos incluídos nas composições.
Eram jovens e inexperientes mas mesmo assim conseguiram compor um trabalho muito original.




Sébastien Fillion - teclados
Antoine Aureche - guitarra
Claire Northey - violino
Samuel Maurin - baixo
Michel Lebeau - bateria

com:
Audrey Casella - vocal
David Maurin - guitarra




1 Tædium Vitæ
2 Arche D'Ebène
3 Goupilette
4 L'enlèvement De Psyché
5 Danse De La Lune
6 Exil
7 Danse Du Soleil
8 Requiem


 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

James Moody - Moody's Mood for Love (1957)






James Moody é um flautista e saxofonista mais conhecido por seu trabalho na big band do Dizzy Gillespie, mas ele tem uma extensa discografia solo. 
Ele também ficou famoso por uma música que fez muito sucesso, intitulada "Moody's Mood for Love" e que surgiu a partir de um solo seu, improvisado. 
Este álbum, que é seu décimo trabalho solo, recebeu o título dessa música e a  música recebeu nesta versão o título "I'm In The Mood For Love". Está na faixa 3 e foi gravada por Amy Winehouse.




James Moody - flauta, sax tenor (3, 8)
Benny Golson - piano (1)
Jimmy Boyd - piano
Tate Houston - sax barítono
Jimmy Boyd - trompa alto
Donald Cole - trombone (3 - 6)
Johnny Coles - trompete
Eddie Jefferson - vocal (3, 6)
Johnny Lathem - baixo
Clarence Johnston - bateria




1 Foolin' The Blues
2 Plus Eight
3 I'm In The Mood For Love
4 Phil Up
5 You Go To My Head
6 Billies Bounce
7 Stardust
8 Mean To Me


 

domingo, 10 de abril de 2022

Mahogany Rush - Child of the Novelty; Maxoom; Strange Universe (1995)







Esse CD duplo reúne os três primeiros discos da banda canadense Mahogany Rush, fora da ordem cronológica.
Ela foi formada por Francesco Antonio Marino em 1970. Segundo o próprio Marino o nome da banda surgiu durante uma viajem lisérgica, evento praticamente diário na sua adolescência que o levou a uma hospitalização.
Como seu estilo era muito semelhante ao de Jimi Hendrix e Hendrix havia falecido havia pouco tempo, alguns sensacionalistas inventaram a história de que Marino recebera a visita de Hendrix no hospital e ele lhe passara o dom. Uma outra história contava que ele teria morrido num acidente de carro mas voltara à vida com Hendrix ocupando seu corpo. Tudo negado desde o primeiro momento.

O primeiro disco foi Maxoom e Marino tinha apenas 16 anos então. Ele não foi notado no Canadá mas fez sucesso nas FMs americanas. Child of the Novelty seguiu na mesma linha incendiária e Strange Universe se manteve nela, mas com maior maturidade instrumental. 

Marino e sua banda nunca alcançaram grande sucesso comercial mas arrebanharam uma legião de fãs e colecionaram elogios da crítica. Apesar disso, ele abandonou a música em 1993 e passou a se dedicar à construção de computadores. Eventualmente ele voltou a tocar e o negócio passou a ser comandado por sua esposa. 




Frank Marino - guitarras, vocal
Paul Harwood - baixo
Jim Ayoub - bateria




CD1:
Child Of The Novelty, 1974
1 Look Outside        
2 Thru The Milky Way        
3 Talkin' 'Bout A Feelin'        
4 Child Of The Novelty        
5 Makin' My Wave        
6 A New Rock And Roll        
7 Changing        
8 Plastic Man        
9 Guit War        
10 Chains Of (S)pace    

Maxoom, 1973    
11. Maxoom        
12. Buddy        
13. Magic Man        
14. Funky Woman        
15. Madness     

CD2:
Maxoom   
1 All In Your Mind        
2 Blues {Phil Bech - piano]     
3 Boardwalk Lady        
4 Back On Home        
5 The New Beginning [Johnny McDiarmid - órgão]     

Strange Universe, 1975   
6 Tales Of The Spanish Warrior        
7 The King Who Stole (The Universe)        
8 Satisfy Your Soul        
9 Land Of 1000 Nights        
10 Moonlight Lady        
11 Dancing Lady        
12 Once Again        
13 Tryin' Anyway        
14 Dear Music        
15 Strange Universe  

 

domingo, 3 de abril de 2022

Slychosis - Slychosis (2006)






Slychosis surgiu em 2004 no Mississippi mas, ao invés das tradições locais, dedicou-se ao rock progressivo com o olhar voltado aos anos 70.
Os mentores são Johns e Walker, dois músicos que colaboraram entre si em diversos projetos e que eventualmente tiveram que abandonar a música por empregos fixos.
Este é o primeiro disco da banda e foi a busca de um sonho, ou um trabalho de amor à música. Ele foi produzido e distribuídos por eles próprios e a qualidade da estréia lhes rendeu mais três álbuns.
Slychosis, o álbum, tem uma evidente influência da Genesis e da Yes, e outra um pouco mais subjetiva que é o space-rock pesado da Hawkwind. Muitas vezes eles mudam de estilo dentro de uma mesma música, o que lhes confere certa autenticidade.




Gregg Johns - vocal, guitarras, bandolim, teclados
James Walker - baixos de 4, 5 e 8 cordas, vocal
Todd Sears - bateria, percussão, Roland SPD20, vocal




1 Samuel 
2 Innerspace 
3 Dreamscapes 
4 Galactic Wormhole
5 Wild Night In Calcutta
6 Cyber-Evil 
7 Frosted Mini Suite 
8 Glass 1/2 Full
9 Meltdown 
10 Space Bass 
11 Until Then 
12 EVP 


 

domingo, 27 de março de 2022

Trespass - Morning Lights (2006)






Trespass é um trio israelense de rock progressivo que faz sua música com um pé — ou até os dois — nos anos 70. É o prog raiz que penetra na música clássica, muito semelhante ao que fizeram bandas como The Nice, Trace, ELP, Rare Bird ou Metamorfosi. 
O som é dominado por um mix de teclados analógicos e digitais e não é excessivamente complexo, sendo acessível, divertido e, principalmente, bonito.




Gil Stein - teclados, vocal, guitarra, gravadores
Roy Bar-Tour - baixo
Gabriel Weissman - bateria




1 Song Of Winds
2 Morning Lights
3 Ripples
4 Vivaldish
5 Forest Birds' Fantasy


 

quarta-feira, 9 de março de 2022

Happy The Man - 3rd - Better Late... (1979)








A história conta que a gravadora Arista não ficou muito contente com o desempenho comercial do segundo disco da banda, o Crafty Hands, e propôs um encerramento de contrato amigável. Eles concordaram mas insistiram num acordo para financiar um terceiro disco que já estava composto. A gravadora condicionou o acordo a poder ouvir as fitas antes. Feito isso, a Arista não gostou do resultado; achou que era mais do mesmo e arquivou o projeto. O pano de fundo é que as gravadoras estavam todas dedicadas à disco-music e ao pop e uma música inteligente realmente não tinha espaço.
Kit Watkins aceitou um convite de Andy Latimer e foi tocar com a Camel por um tempo. Quando retornou, fundou uma pequena gravadora chamada Azimuth e recuperou os direitos sobre as fitas do terceiro álbum da Happy The Man, lançando-o. Apesar de serem praticamente fitas demo, elas tinham mais qualidade que as anteriores até, devido a maior experiência deles em estúdio.
Para os fãs da banda foi ótimo ser mais do mesmo, ou seja, um prog elaborado e ligeiramente sinfônico.
O francês Coco Roussel substituiu Ron Riddle na bateria, que já havia substituído Mike Beck. Better Late...




Kit Watkins - teclados, flauta
Frank Wyatt - piano elétrico, sax alto, flauta
Stanley Whitaker - guitarra, violão, vocal
Rick Kennell - baixo
Coco Roussel - bateria, percussão




1   Eye of the Storm 
2   The Falcon
3   At the Edge of This Thought
4   While Chrome Yellow Shine 
5   Who's In Charge Here? 
6   Shadow Shaping
7   Run Into the Ground
8   Footwork
9   Labyrinth 
10 Such A Warm Breeze

 

quinta-feira, 3 de março de 2022

Krobak - Little Victories (2013)







Krobak é uma banda ucraniana formada em Kiev, em 2007. Ela foi idealizada por Igor Sidorenko como uma "one man band" e assim permaneceu até 2012. Antes desse álbum ela havia lançado outro em 2008 e alguns arquivos digitais.
Sua música é o post-rock, que se distancia das estruturas do rock tradicional abraçando diferentes estilos e dando ênfase ao timbre, à textura e à atmosfera. A guitarra combina tons frágeis com riffs tristes e solos de violino igualmente tristes.
A gravadora russa Mals obviamente não pensa que os ucranianos são um bando neo-nazistas como está a dizer Vladimir, o filho de uma Putin. Quem ouve esse disco também não crê nessa mentira.




Igor Sidorenko - guitarra
Marko Nikolyuk - violino
Asya Makarova - baixo
Natasha Pirogova - bateria




1 And There By The River I Lost My Glasses
2 Last Days Of Summer
3 Broken (Are Little Victories By The Ship Of Life)
4 It's Snowing Like It's The End Of The World
5 Amnesia (2013 Version)


 

terça-feira, 1 de março de 2022

Karfagen - Lost Symphony (2011)







Karfagen é uma banda ucraniana de prog sinfônico formada em 1997 na cidade de Kharkiv, a mesma que tem sofrido ataques monstruosos do exército de Vladimir, o filho de uma Putin.
Seu nome significa Cartago, o berço da civilização púnica. Ela é um dos três projetos que o tecladista Antony Kalugin toca simultaneamente — os demais são Sunchild e Hoggwash. 
A música da Karfagen pode lembrar as bandas Camel e Flower Kings com mais ecletismo. Ela inclui o jazz-rock e há sequências de jazz puro-sangue também.
Este é o quarto disco de treze já lançados e Kalugin poderia ser uma versão ucraniana de Steven Wilson pela vastidão do seu portfólio.
Grande música, grande povo.




Antony Kalugin - teclados, vocal, programação, percussão
Alexandr Pavlov - guitarras, violões, vocal, percussão
Sergii Kovalov - acordeão, vocal
Oleg Prokhorov - baixo
Vanya Rubanchyuk - bateria

com
Roberto Diaz - guitarras (1,9)
Roman Gorielov - violões, percussion (7)
Oleg Polyanskiy - teclados (10)
Oksana Podmaryova - cello (2,4,9)
Max Morozov - viola (2,4,9,10)
Daria Maiourova - violino (2,4,9,10)
Vasya Ivanov o flauta (9)
Helen Bour - oboé (2,4,9)
Alexandr Pastukhov - fagote (2,4,9)
Kostya Shepelenko -  bateria (10)
Mark Kalugin - voz (11)




1 Entering The Space Gates 
2 Salvatore & His Leather Jackets 
3 Orgaria (scene 1) 
4 The Cosmic Frog & The Beast
5 The China Wizard 
6 Sylph
7 Daydream 
8 Orgaria (scene 2) 
9 Journey Through The Looking Glass
10 Symphony Of Sound 
11 Afterwords


 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Esperanto - Danse Macabre & Last Tango (1974, 1975)







Esperanto surgiu na Bélgica em 1971 pelo encontro do violinista Raymond Vincent com o tecladista Bruno Libert. Eles adicionaram os irmãos italianos Malisan, gravaram uma demo e foram para a Inglaterra buscar um contrato. Conseguiram com o selo A&M e o produtor os ajudou a expandir o line-up Para um combo multinacional apto ao rock de câmara.
O primeiro disco saiu em 73 e chamou-se Rock Orchestra. Depois dele a formação sofreu uma grande mudança.
A Esperanto excursionou com a Strawbs e seguiu para um castelo no País de Gales gravar o segundo álbum.
Danse Macabre foi uma evolução significativa em relação ao anterior e é considerado o melhor da banda. Ele traz elementos de rock sinfônico e psicodélico além das influência eruditas, e em algum momento lembra várias das grandes bandas no gênero.
Last Tango tem a mesma orientação e qualidade, mais uma versão muito legal de Eleanor Rigby.
A crise do petróleo de 73 e 74 provocou uma retração no mercado de discos e por causa dos custos da matéria prima muitas gravadoras tiveram que reduzir seus contratados. Então, a A&M simplesmente abandonou a Esperanto.




Danse Macabre, 1974

Bruno Libert - piano, órgão, sintetizador, vibrafone, Harpsichord, vocal
Brian Holloway - guitarra (3, 4, 5)
Keith Christmas - vocal
Brigette Du Doit - vocal (3)
Tim Kraemer - cello
Tony Harris - viola
Raymond Vincent - violino
Godfrey Salmon - violino, vocal tenor
Gino Malisan - baixo
Tony Malisan - bateria

1 The Journey
2 The Castle
3 The Duel
4 The Cloister
5 The Decision
6 The Prisoner
7 Danse Macabre

Last Tango, 1975

Bruno Libert - teclados
Tim Kraemer - cello
Raymond Vincent - violino
Godfrey Salmon - violino
Kim Moore - vocal 
Roger Meakin - vocal
Gino Malisan - baixo
Tony Malisan - bateria

8 Eleanor Rigby [Lennon-McCartney]
9 Still Life
10 Painted Lady
11 Obsession
12 The Rape
13 Last Tango