domingo, 24 de maio de 2020

Kraftwerk - Kraftwerk (1970)








No início deste mês de maio faleceu Florian Schneider, um fundador da Kraftwerk junto com Ralf Hütter e Andreas Hohmann.
Este é o primeiro disco da "Estação de Força", indicando uma afinidade sonora com o ambiente industrial de Düsseldorf. A música é experimental e, portanto, inovadora. São quatro faixas bem diferentes entre si, cada uma como uma excursão a um novo tipo de música. 
Depois desse lançamento Ralf Hütter voltou aos seus estudos de música e Andreas Hohmann foi para a Ibliss. Schneider tocou o barco com diferentes músicos, entre eles Klaus Dinger e o guitarrista Michael Rother que formariam a Neu! Hütter voltou no final de 1971.
Há um erro de impressão nesta edição e Klaus Dinger aparece com o nome do engenheiro-assistente Klaus Löhmer. O principal engenheiro é o lendário Conny Plank. 




Ralf Hütter - órgão, sintetizador Tubon
Florian Schneider - Esleben - flauta, violino, percussão eletrônica
Andreas Hohmann - bateria
Klaus Dinger - bateria




1 Ruckzuck
2 Stratovarius
3 Megaherz
4 Von Himmel Hoch

sábado, 23 de maio de 2020

Neu! - Neu! (1972)








Michael Rother e Klaus Dinger deixaram a Kraftwerk em 1971 para formar a Neu!, lançando três álbuns antes de se separarem, e nos dando uma das batidas mais originais e reconhecíveis do rock, batizada de "motorik beat".
Não há nenhuma gravação de Rother e Dinger juntos na Karftwerk a não ser um vídeo capturado no Beat Club em 1971.
Este é o primeiro dos três discos que a Neu! lançou e apresentou a invenção de um som totalmente novo, metronômico e cativante.
Hallogallo já abre deixando isso claro, num 4/4 simples com guitarras invertidas, lamuriosas ou gritantes.
O disco fez imediato sucesso e conquistou fãs famosos como Dave Brock da Hawkwind. A influência que exerceu depois é imensurável.
Poucas bandas fizeram tanto jus ao nome.




Klaus Dinger - bateria, guitarra, banjo japonês, vocal
Michael Rother - guitarra, baixo, baixo com arco




1  Hallogallo 
2  Sonderangebot 
3  Weissensee 
Jahresübersicht:
4  Im Glück 
5  Negativland 
6  Lieber Honig 

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Michael Rother - Sterntaler (1977)








Michael Rother nasceu em Hamburgo mas foi criado em Munique, Londres e no Paquistão. Quando retornou à Alemanha ele estabeleceu-se em Düsseldorf e entrou para uma banda chamada Spirit of Sound. Mais adiante ele foi membro da Kraftwerk e depois ele montou o dinâmico duo Neu! com Klaus Dinger, também da Karaftwerk.
Como guitarrista ele provou ser um talentoso inovador e um explorador de sons.
Este é o segundo álbum solo dele e parece-se com uma versão um pouco diluída das experiências anteriores. Mas ele tem melodias muito legais e um trabalho notável do Jaki Liebezeit que foi membro da Can e um dos bateristas mais requisitados do krautrock.




Michael Rother - guitarra, piano, baixo, vibrafone, guitarra havaiana, sintetizador, cordas.
Jaki Liebezeit - bateria
Rolf T. Schulte - programação (9)




1 Sonnenrad
2 Blauer Regen 
3 Stromlinien
4 Sterntaler 
5 Fontana Di Luna 
6 Orchestrion
7 Lichter von Kairo [1993]
8 Patagonia Horizont [1993] 
9 Suedseewellen - Extended Dance Remix [1993]

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Gòtic - Escenes (1977)








A Gòtic surgiu na Catalunha em 1975 e esse único álbum que lançou é um dos exemplos mais imaculados do Prog instrumental espanhol. Suas composições são refinadas e complexas, e ao mesmo tempo são suaves e fáceis aos ouvidos. Ainda que nos lembre a Gentle Giant e a Focus pelo uso dos teclados com flautas, seu som é pessoal e com referências ao folclore espanhol. No campo do rock progressivo instrumental, esse álbum é de primeira classe.




Jordi Vilaprinyó - piano, Fender Rhodes, clavinet, Mini-Moog, violino, órgão Hammond
Jep Nuix - flautas
Rafael Escoté - baixo, gongo
Jordi Martí - bateria, percussão
com
Jordi Codina - violão clássico (7)
Josep Albert Cubero - guitarra e violão (2 ,6 ,7)
Jordi Vidal - efeitos




1 Escenes de La Terra en Festa I de La Mar en Calma
2 Imprompt I 
3 Jocs d'Ocells 
4 La Revolucio 
5 Danca d'Estiu 
6 I Tu Que Ho Veies Tot Tan Facil 
7 Historia d'una Gota d'Aigua 

domingo, 17 de maio de 2020

Shylock - Gialorgues (1976)








A Shylock foi formada em Nice e foi uma das melhores bandas da França na segunda metade da década de setenta. Eles tocavam um rock sinfônico poderoso numa mistura instrumental de Genesis, pela guitarra e sintetizadores, da Yes pela estrutura longa das músicas e da King Crimson pela percussão e por algumas passagens de guitarra — na faixa 3 há uma citação literal de Larks' Tongues in Aspic, Part Two que deve ser uma homenagem. Estes são elementos que nos remetem ao trabalho dessas bandas mas a Shylock tinha personalidade e idéias próprias, com gosto por melodias elegantes e uma habilidade técnica que os colocava acima da maioria dos seus contemporâneos. 
Antes de gravar Gialorgues eles se refugiaram numa igreja para compor e ensaiar, e o título do disco é uma homenagem a um vale próximo. Ele foi lançado de maneira independente com uma tiragem de 1000 cópias. No ano seguinte a CBS os contratou e relançou o álbum.




Frédéric L'Épée - guitarra, baixo
Didier Lustig - teclados, piano, sintetizadores
André Fisichella - bateria, percussão




1 Le Quatrième
2 Le Sixième
3 Le Cinquième
4 Pendule
5 Sous Une Arche De Pierre
6 Prélude À L'Éclipse
7 La Robe Et Le Chat
8 Pour Le Bal Des Pauvres

sábado, 16 de maio de 2020

Le Orme - Felona E Sorona (1973)








Felona E Sorona é o quarto álbum da Le Orme e pode ser considerado o quinto se contar o L'Aurora de 1969, que teve lançamento promocional e limitado. 
Le Orme foi uma das primeiras bandas prog italianas mas no seu início, em 1967, seu som não era assim. Ela nasceu em Milão como uma banda beat-pop e foi mudando. No seu primeiro ano ela incorporou elementos do rock psicodélico e em 1971 ela mudou drasticamente para um prog melódico com ênfase no órgão Hammond. Antonio Pagliuca foi muito influenciado por caras como Keith Emerson, Jon Lord e Vincent Crane.
Felona E Sorona é o álbum mais celebrado e o projeto mais ambicioso dela. É um álbum conceitual de ficção científica cujo tema gira em torno de dois planetas e sua eventual destruição. O órgão ainda é dominante e aquela influência dos britânicos já não é tão evidente quanto antes. 
O álbum teve uma versão traduzida para o inglês por ninguém menos que Peter Hammill, mas manteve a mixagem original.




Aldo Tagliapietra - vocal, violão, baixo, guitarra
Antonio Pagliuca - teclados
Michi Dei Rossi - bateria, percussão




1 Sospesi Nell'Incredibile
2 Felona
3 La Solitudine Di Chi Protegge Il Mondo
4 L'Equilibrio
5 Sorona
6 Attesa Inerte
7 Ritratto Di Un Mattino
8 All'Infuori Del Tempo
9 Ritorno Al Nulla

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Jeff Healey - As The Years Go Passing By (2013)








Essa é uma coletânea que foi lançada por ocasião do 5º aniversário da morte de Jeff Healey. Ela reúne três concertos na Alemanha apresentados num período de 11 anos e é uma boa maneira de se conhecer a evolução desse extraordinário guitarrista ao longo de três diferentes fases da carreira. No primeiro momento tem-se o trio original e depois adição de dois diferentes segundos guitarristas (que não são apenas dois segundos guitarristas)





Jeff Healey - guitarra, vocal
Joe Rockman - baixo, vocal
Tom Stephen - bateria
com
Philip Sayce - guitarra, vocal (3-1 à 3-10)
Pat Rush (Johnny Winter) - guitarra (2-1 à 2-12)




CD 1: Ohne FIlter Extra (May 10, 1989)
1 I'm Torn Down
2 My Little Girl [John Hiatt]
3 Confidence Man
4 I Need To Be Loved
5 When The Night Comes Falling From The Sky [Bob Dylan]
6 River Of No Return [Keith Reid]
7 Angel Eyes [John Hiatt]
8 Roadhouse Blues [The Doors]
9 See The Light



CD 2: Extraspät In Concert (April 02, 1995)
1   Got A Line On You [Randy California]
2   Stop Breaking Down [Sonny Boy Williamson]
3   As The Years Go Passing By [Deadric Malone]
4   Confidence Man [John Hiatt]
5   Stuck In The Middle
6   Angel [Jimi Hendrix]
7   Yer Blues [John Lennon, Paul McCartney]
8   Me And My Crazy Self
9   Angel Eyes
10 Roadhouse Blues
11 See The Light
12 While My Guitar Gently Weeps [George Harrison]



CD 3: Ohne Filter Extra (October 31, 2000)
1   My Little Girl
2   Which One
3   Love Is The Answer
4   How Blue Can You Get
5   Confidence Man
6   Put The Shoe On The Other Foot
7   Feel Better
8   Angel Eyes
9   Roadhouse Blues
10 See The Light


terça-feira, 12 de maio de 2020

T. Rex - Electric Warrior (1971)







No final dos anos 60 Marc Bolan formou um duo chamado Tyrannosaurus Rex com Steve Peregrine Took, depois substituído por Mickey Finn. Os dois primeiros discos dela foram predominantemente acústicos misturando rock psicodélico, boogie-rock e folk. Ela fez sucesso na cena underground londrina e lançou quatro discos. 
Em outubro de 1970 o produtor Tony Visconti os convenceu a encurtar o nome para T. Rex e eles passaram a tocar uns rocks cativantes, simples e baseados no boogie. Eles também decidiram aumentar para um quarteto e convidaram Currie e Legend. O primeiro single chegou ao segundo lugar nas paradas e eles acabaram por inventar o glam-rock.
Electric Warrior é o segundo álbum da T. Rex e o primeiro como um quarteto completo de rock. Há alguns vestígios dos dias acústicos mas tudo mais é o resgate da simplicidade original do rock — e aquela sexualidade, antes submersa e sugerida pelo ritmo, veio à superfície.
Quem curte o rock dos anos 70 precisa ter Electric Warrior na coleção, também porque ele tem uma das capas mais legais do gênero.




Marc Bolan - guitarra,vocal
Steve Currie - baixo
Will Legend - bateria
Mickey Finn - percussão, vocal
com:
Ian McDonald (King Crimson) - sax
Burt Collins - Flugelhorn
Howard Kaylan (Mothers of Invention, Flo and Eddie) - backing vocals
Mark Volman (Mothers of Invention, Flo and Eddie) - backing vocals




CD 1: The Original Album
1   Mambo Sun
2   Cosmic Dancer
3   Jeepster
4   Monolith
5   Lean Woman Blues
6   Get It On
7   Planet Queen
8   Girl
9   The Motivator
10 Life's A Gas
11 Rip Off
Singles 'A' & 'B' Sides
12 There Was A Time / Raw Ramp (B-Side)
13 Hot Love (A Side)
14 Woodland Rock (B-Side)
15 The King Of The Mountain Cometh (B-Side)

CD 2: Demos & Out-takes: Previously Unreleased
1   Electric Warrior Poem (US Radio Promo)
2   Mambo Sun (Instrumental Edit)
3   Cosmic Dancer (Single Vocal Mix)
4   Jeepster (Single Vocal Mix)
5   Monolith (Working Version)
6   Lean Woman Blues (Working Version)
7   Get It On (Full Length Version)
8   Planet Queen (Working Version)
9   Girl (Alternate Master)
10 The Motivator (Working Version)
11 Life's A Gas (Working Version)
12 Rip Off (Instrumental)
13 Raw Ramp (Working Version)
14 Electric Boogie (Working Version)
15 Untitled Instrumental Aka A Lot Of Rubbish (Studio Out-Take)
16 Honey Don't (Studio Out-Take)
17 Planet Queen (Electric Home Demo)
18 Girl (Acoustic Home Demo)
19 Jeepster (Electric Home Demo)
20 Get It On (Acoustic Home Demo)
21 Electric Warrior Poem And Radio Advert (US Radio Promo)

domingo, 10 de maio de 2020

Colosseum - Valentyne Suite (1969)







A Colosseum esteve na vanguarda da fusão do rock, do blues e do jazz no final dos anos 60 e sob muitos aspectos foi a banda mais ambiciosa da era.
O núcleo dela apareceu junto pela primeira vez no álbum Bare Wires da John Mayall's Bluesbreakers, num line-up que durou pouco. Depois que Mayall o desmanchou, Heckstall-Smith, Hiseman e Reeves convidaram o amigo Greenslade e pesquisaram até encontrar o guitarrista Litherland. Montada a Colosseum, ela foi uma das primeira e melhores híbridas de jazz e rock de Londres.

Valentyne Suite é o seu segundo álbum e foi lançado apenas quatro meses após o debut, pela nova gravadora Vertigo. Ele é o ponto alto da banda e se aproxima mais do prog. A faixa título tem 16 minutos e ocupava todo o lado 2 do LP, enquanto as faixas 2, 3 e 4 do lado 1 são o que a banda já fez de melhor.

Logo após o lançamento, James Litherland trocou a Colosseum pela Mogul Thrash, banda muito semelhante. Em seu lugar entrou Dave Clempson vindo da Bakerloo. A banda então regravou algumas faixas e incluiu novas para lançar The Grass Is Greener só nos Estados Unidos, com uma capa praticamente igual, alguns meses mais tarde em 1970.




Dave Greenslade - órgão, piano, percussão
Dick Heckstall-Smith - sax
James Litherland - guitarra, vocal (CD1)
Dave "Clem" Clempson - guitarra (CD2)
Tony Reeves - baixo
Jon Hiseman - bateria




CD1: The Valentyne Suite:
1 The Kettle 
2 Elegy
3 Butty's Blues 
4 The Machine Demands A Sacrifice
5 The Valentyne Suite:
    Theme One: January's Search
    Theme Two: February's Valentyne 
    Theme Three: The Grass Is Always Greener...
6 Arthur's Moustache (Live on John Peel's BBC show)
7 Lost Angeles (Live on John Peel's BBC show)


CD2: The Grass Is Greener
1 Jumping Off The Sun
2 Lost Angeles
3 Elegy
4 Butty's Blues
5 Rope Ladder To The Moon
6 Bolero
7 The Machine Demands A Sacrifice
8 The Grass Is Greener

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Taste - I'll Remember (2015)








A Taste foi a primeira banda formada por Rory Gallagher e parece ter sido a primeira banda de rock da Irlanda, ou blues-rock. Ela foi logo reconhecida por um empresário que conseguiu uma residência num hotel de Belfast. Ali era frequente ter músicos ingleses tocando, portanto, a Taste abriu shows para Fleetwood Mac, Chris Farlowe e a Cream, entre outros. Consta que Eric Clapton ficou bastante impressionado e ofereceu seus Marshalls para Gallagher experimentar, mas ele preferiu voltar para seu amp Vox. Mais adiante a Taste abriria os concertos de despedida da Cream e também abriria os concertos da Blind Faith na turnê dos Estados Unidos.
Essa admiração mútua e a proximidade com Eric Clapton levou a Taste até o clube Marquee de Londres. Lá iam todos os promotores de shows que buscavam novos talentos. Um dia apareceu um que os convidou para tocar com Captain Beefheart. Beefheart causou impacto em Rory pois ele tinha influências não só de blues, como de jazz.
Em julho de 1968 a Taste foi convidada para o Wooburn Abbey Festival, um dos primeiros da Inglaterra. Tocou junto com Jimi Hendrix e Donovan e sua performance foi tão boa que o DJ John Peel os convidou para tocar na BBC mesmo sem terem um contrato ainda.
De elogio em elogio veio o de John Lennon e o interesse da gravadora Polydor. O empresário quis que o baixista e o baterista fossem trocados e mentiu que essa seria uma imposição da gravadora. Rory, ainda muito jovem concordou. Saíram Kitteringham e Damery e entraram McCracken e Wilson.
Como todos eram menores de 21 anos, quem assinou com a Polydor foi o empresário e eles ficaram como seus empregados.
A Taste tocava com agenda sempre cheia. Seus shows eram pura energia e Rory não tocava para a platéia, e sim com ela. O sucesso era crescente e num dado momento Rory foi sondado para juntar-se a Jack Bruce e Ginger Baker numa nova versão da Cream. Apesar de ter-se tornado amigo de Jack Bruce, Rory não aceitou.
Apesar de todo o sucesso, o empresário lhes repassava um salário de fome. Eram os mesmos amps e a mesma Ford Transit velha, que foi arrombada e da qual foram furtados pedais de bateria.
Depois de uma apresentação no festival da Ilha de Wight, Rory e seu irmão Donal tiveram certeza que o empresário os roubava, mas McCracken e Wilson ficaram do lado dele. A Taste teria terminado naquele momento se não fosse um contrato previamente firmado pela Polydor para uma excursão européia. Rory, contudo, insistiu em ser pago diretamente pela Polydor. Ao final da turnê foi agendado um último show de despedida em Belfast, onde tudo começou.
Rory Gallagher guardou uma mágoa muito grande disso tudo; tanto que nunca incluiu músicas da Taste nos concertos da sua carreira solo, mesmo sendo o autor de todas elas.

I'll Remember reúne os dois álbuns da Taste com vários bonus. Também traz gravações ao vivo e material da primeira formação da banda.
O primeiro álbum é rústico e potente. Abrange diferentes estilos de blues num único formato que pode ser chamado de hard-blues-rock.
On The Boards é mais diverso em estilo e incorpora elementos do jazz e do rock psicodélico. Ele foi um grande sucesso e é um álbum essencial.




Rory Gallagher - guitarra, vocal, sax alto, harmônica
Richard McCracken - baixo
Eric Kitteringham - baixo (4-1 à 4-13), 
John "Wilsie" Wilson - bateria
Norman Damery - bateria (4-1 à 4-13)




CD 1: Taste (1969)
1   Blister On The Moon
2   Leavin' Blues [Leadbelly]
3   Sugar Mama
4   Hail
5   Born On The Wrong Side Of Time
6   Dual Carriageway Pain
7   Same Old Story
8   Catfish
9   I'm Moving On [Hank Snow]
10 Blister On The Moon (Alternate Version)
11 Leavin' Blues (Alternate Version)
12 Hail (Alternate Version)
13 Dual Carriageway Pain (Alternate Version)
14 Same Old Story (Alternate Version - No Vocals)
15 Catfish (Alternate Version)



CD 2: On The Boards (1970)
1   What's Going On
2   Railway And Gun
3   It's Happened Before, It'll Happen Again
4   If The Day Was Any Longer
5   Morning Sun
6   Eat My Words
7   On The Boards
8   If I Don't Sing I'll Cry
9   See Here
10 I'll Remember
11 Railway And Gun (Take 2)
12 See Here (Take 1 - Alternate Version)
13 It's Happened Before, It'll Happen Again (Take 2)
14 If The Day Was Any Longer
15 Morning Sun
16 It's Happened Before, It'll Happen Again



CD 3: Live In Konserthuset (1970)
1   What's Going On
2   Sugar Mama [Sonny Boy Williamson]
3   Gamblin' Blues [Melvin Jackson]
4   Sinner Boy
5   At The Bottom
6   She's Nineteen Years Old [Muddy Waters]
7   Morning Sun
8   Catfish

          BBC Live In Concert (1970)
9   I'll Remember
10 Railway And Gun
11 Sugar Mama
12 Eat My Words
13 Catfish



CD 4: The Belfast (Early) Sessions
1   Wee Wee Baby [Joe Turner]
2   How Many More Years [Howlin' Wolf]
3   Take It Easy Baby
4   Pardon Me Mister
5   You've Got To Pay
6   Norman Invasion
7   Worried Man
8   Blister On The Moon
9   Born On The Wrong Side Of Time
           Live At Woburn Abbey
10 Summertime [George Gershwin, Ira Gershwin]
11 Blister On The Moon
12 I Got My Brand On You [Willie Dixon]
14 Medley:
      a. Rock Me Baby [Melvin Jackson]
      b. Bye Bye Bird [Sonny Boy Williamson, Willie Dixon]
      c. Baby Please Don't Go [Joe Williams]
      d. You Shook Me Baby [Willie Dixon]