terça-feira, 18 de setembro de 2018

Ako Doma - Ako Doma (1999)







Ako Doma é uma banda da Eslováquia que faz um prog-jazz-rock instrumental com uns toques de rock-sinfônico. Há também elementos da música clássica e do folclore da Europa Central. As composições são muito boas, especialmente as faixas longas, e existe espaço nelas para todos solarem. A guitarra se sobressai em todas e apesar do sax ter bastante espaço, este disco não tende ao fusion, visto que uma influência evidente é a King Crimson da época do Red, ou mesmo Frank Zappa do período Make a Jazz Noise Here.
Este é o disco de estréia e a Ako Doma merece ser mais conhecida.





Jozef Štefanatný - guitarra
Miroslav Fedor - baixo
Ivan Gešo - bateria
Roman Harvan - cello
Ľuboš Tomaščík - teclados
Tatiana Siládiová - sax
Alexander Čupka - percussão





1 Vôňa dázďoviek (Smell Of The Earthworms)
2 Už (Now)
3 Jesenná (Autumn Song)
4 Caravan (Caravan)
5 Kapucín (The Hoodman)
6 Hrdzavenie (Corrosion)

domingo, 16 de setembro de 2018

The Kinks - Arthur (Or the Decline and Fall of the British Empire) 1969







Nos anos 60 a The Kinks disputava os primeiros lugares nas paradas com a The Rolling Stones e The Beatles. Eles eram geniais mas também eram considerados uns hooligans bêbados que não suportavam a si próprios. Brigavam entre si no palco; voavam garrafas e até os pratos da bateria. Numa dessas, um prato atingiu Dave Davies e ele foi pro hospital — Mick Avory foi preso. Eles também brigavam com os promotores dos seus concertos e boicotavam os próprios shows quando discordavam das coisas — tocaram uma versão com 45 minutos de "You Really Got Me" porque exigiram que tocassem só os sucessos. Eventos assim, durante uma turnê americana, acabaram por provocar uma queixa de um promotor ao sindicato dos músicos dos Estados Unidos em 1965, que baniu a banda por quatro anos. 
Foi nesse período que a The Kinks lançou seus melhores discos, tomando um rumo mais elaborado. Mesmo assim, ela foi uma das maiores influências para o Punk e o Heavy Metal. É aquela tal atitude. Enquanto os hippies estavam deitados na grama, chapados, acreditando que mudavam o mundo, a The Kinks tinha os pés na realidade dos anos 60, que não era de paz e amor, mas de frustração. Eles retratavam um mundo onde um homem comum tinha seus sonhos destruídos e o único consolo oferecido eram bens materiais numa ilusão de felicidade. Esse é o tema de "Arthur".
Esse álbum é uma ópera-rock comparada à Tommy da The Who, lançada um pouco antes. Ela foi composta para ser um roteiro de uma produção para a TV que acabou não sendo filmada. É uma história baseada na vida do cunhado dos irmãos Davies, um instalador de carpetes que emigrou para a Austrália como uma saída de risco para a falta de oportunidades na Inglaterra do pós-guerra, e retrata o vazio de uma vida que se torna superficialmente confortável.
O álbum foi aclamado pela crítica e marcou o retorno da banda ao rock'n'roll, bem como aos palcos norte-americanos. O baixista original, Peter Quaife, saiu antes das gravações e foi substituído a altura por John Dalton. O tecladista John Gosling tornou-se membro permanente depois das turnês.





Ray Davies - vocal, guitarra, teclados
Dave Davies - guitarra, vocal
John Dalton - baixo, vocal
Mick Avory - bateria
com
John Gosling - teclados
Lew Warburton - regente dos metais e cordas





1   Victoria
2   Yes Sir, No Sir
3   Some Mother's Son
4   Drivin'
5   Brain Washed
6   Australia
7   Shangri-La
8   Mr. Churchill Says
9   She's Bought A Hat Like Princess Marina
10 Young And Innocent Days
11 Nothing To Say
12 Arthur

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Elf - Elf (1972)







Digamos que tudo começou com uma banda chamada "Ronnie Dio & The Prophets", em 1961. Ela tocava doo wop pop e gravou um disco ao vivo bem ruinzão. Mais adiante, em 1967, formou-se a "The Electric Elves", com Dio, Feinstein e Driscoll, mais um tecladista chamado David Thaler. Essa banda gravou um single e dois anos depois encurtou o nome para "The Elves" — aí gravou dois singles. Em 1970 eles adotaram o nome "Elf" e continuaram tocando pelo circuito de clubes do estado de Nova Iorque. Eventualmente eles foram descobertos por Ian Paice e Roger Glover e as coisas começaram a acontecer. Abriram shows para a Deep Purple e conseguiram gravar o primeiro álbum, este aqui, produzido por Paice e Glover. É um boogie blues-rock legalzinho, meio sem sal nem açúcar, com uma boa guitarra e a voz única de Ronnie James Dio, que aqui usa seu nome verdadeiro e toca baixo. 
Depois desse disco Feinstein saiu e acabou construindo uma boa carreira no heavy-metal. Com uma nova formação a Elf gravou outros dois discos, mais consistentes até, e que foram lançados no Brasil no ano passado. 





Ronald Padavona - baixo, vocal
David Rock Feinstein - guitarra
Mickey Lee Soule - piano
Gary Driscoll - bateria





1 Hoochie Koochie Lady
2 First Avenue
3 Never More
4 I'm Coming Back For You
5 Sit Down Honey (Everything Will Be Alright)
6 Dixie Lee Junction
7 Love Me Like A Woman
8 Gambler, Gambler

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Ocean - God's Clown (1976)







A Ocean foi formada em 1974, em Paris. Seu nome foi inspirado pelo álbum Tales From Topographic Oceans da Yes e, naturalmente, seu som também tem essa influência. E não apenas essa, mas também da ELP, Rush, KC e Led Zeppelin e Budgie. Sim, o som é uma aproximação do prog e do hard-rock, e eles foram bem sucedidos nisso. Aparte o registro vocal de Robert Belmonte, as comparações com a Led Zeppelin valem quando se lembra daquelas composições mais complexas, como Battle of Evermore ou No Quarter. O trabalho da guitarra também é cativante.
No entanto, apesar da qualidade desse trabalho, a Ocean ficou famosa nos anos 80 quando adotou o hard-rock por inteiro.





Georges Bodossian - guitarra, teclados, vocal
Robert Belmonte - vocal
Noël Alberola - baixo, vocal
Bernard Leroy - bateria





1 Sunny Day
2 Strange Rain
3 Love Is Blind
4 The Loneliness of the Long Distance
5 From Death to Life
6 Fields of Pain
7 The Juggler
8 With the Sound I Can Escape

domingo, 9 de setembro de 2018

Aardvark - Aardvark (1970)







Aardvark foi uma banda prog britânica surgida no final dos anos 70 que não tinha um guitarrista. Muitas bandas do período não tinham guitarrista mas algumas publicações atribuíram o desinteresse do público a esse fato. Eles gravaram apenas esse disco e fizeram poucas apresentações. O som é eclético, lembrando em alguns momentos a Moody Blues e a Cressida. Entre as influências estão a Pink Floyd e a Soft Machine dos primeiros dias e a The Doors. As composições não primam pela originalidade mas são boas, e a instrumentação também é. Parece que a saída do tecladista Steve Milliner para juntar-se à Black Cat Bones precipitou o fim da banda. Eles tentaram outros para o lugar dele mas não rolou.





Steve Milliner - órgão, piano, celeste, vibrafone, marimba, gravador
Dave Skillin - vocal
Stan Aldous - baixo
Frank Clark - bateria





1 Copper Sunset 
2 Very Nice Of You To Call 
3 Many Things To Do 
4 The Greencap 
5 I Can´t Stop 
6 The Outing-Yes 
7 Once Upon A Hill 
8 Put That In Your Pipe And Smoke It 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Thors Hammer - Thors Hammer (1971)







A Thors Hammer surgiu em Copenhague entre 1969 e 1970 e se separou logo em 1972, depois de lançar esse ótimo disco. Ela fez um rock progressivo com maiores doses de jazz e bons arranjos instrumentais destacando os teclados e a guitarra. É um pouco parecido com a Traffic e o andamento da faixa 1 até lembra a Living In The Past da Jethro Tull, que saíra quase dois anos antes. 
É um disco bem legal que teve algumas edições não oficiais em CD até esta definitiva pelo selo Thors Hammer — que não tem nada a ver com a banda e é uma subsidiária do prestigiado selo alemão Garden of Delights.
Depois que essa banda acabou, Michael Bruun e Henrik Bødtcher formaram uma outra chamada Tyggegummibanden, totalmente diferente — ela tocava covers de sucessos do rock e do pop com letras em dinamarquês, fez sucesso e lançou vários discos. No meio disso, retornaram ao jazz-rock formando a Heavy Joker.





Peter Nielsen - vocal
Michael Bruun - guitarra, piano 
Jesper Neehammer - sax alto, tenor e soprano
Henrik Langkilde - órgão, piano 
Henrik Bødtcher - baixo
Simon Koppel - bateria





1  Mexico  
2  Not Worth Saying  
3  Blind Gypsy Woman  
4  Believe in What You Want 
5  Evasive Dreams Beyond 

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Heavy Joker - Heavy Joker (1976)







A dinamarquesa Heavy Joker foi formada por Michael Bruun e Henrik Bødtcher, dois ex-membros da banda Thors Hammer. Enquanto a antecessora era prog com elementos do jazz, a Heavy Joker é jazz-rock com elementos prog. Seu som é instrumental e sofisticado, ficando entre as cenas Krautrock e Canterbury; entre Soft Machine e Missus Beastly. 





Michael Bruun - guitarra, cordas
Max Leth Jun - piano, piano elétrico, órgão, marimba, vibrafone
Henrik Bødtcher - baixo
Jan Sivertsen - bateria, percussão
com
Klaus Nordsø - percussão (7)
Kasper Winding - teclados (2)
Jesper Nehammer (Thors Hammer) - sax soprano (9)
Palle Mikkelborg - cordas (3)
Anders Gårdmand - sax tenor (4)
Jesper Nehammer - sax tenor (8)





1 Ace Of Spades
2 That's It!
3 Heavy Joke
4 Canasta Funk
5 Ambrosia
   Symphonia:
6 Highway Habits
7 Leaving For Cala Bassa
8 Suburban Heaven
9 Transylvania Chase

domingo, 2 de setembro de 2018

After Crying - Overground Music (1990)







Os húngaros da After Crying criaram algumas das melhores obras de rock sinfônico dos anos 90. A banda surgiu em 1986 como um grupo totalmente acústico pela falta de acesso aos instrumentos eletrônicos; foi se transformando, e estreou em disco com Overground Music.
Sua maior influência é a King Crimson dos primeiros discos, Frank Zappa e a ELP — se bem que a After Crying sempre procura transpor todas as fronteiras que seus ídolos estabeleceram. O folclore húngaro está sempre presente, bem como a forte raiz erudita evidenciada pelo uso de instrumentos característicos da música clássica. A ausência da bateria deixa a banda ainda mais com cara de grupo de câmara. Muito criativa, respeitada, After Crying é um nome distinto e importante no cenário Prog.





Csaba Vedres - piano, sintetizadores, vocal (1,3,5,6), backing vocals
Péter Pejtsik - cello, vocal (2,4), backing vocals
Kristóf Fogolyán - flauta
Zsolt Maroevich - viola
com
Judit Andrejszki - vocal (8), backing vocal
Pál Makovecz - trombone (2,5,6,8)
Ottó Rácz - oboé (1,5,8)
Aladár Tüske - fagote (1,5,6,8)
Balázs Winkler - trompete (1,2,5,6,8)





1 European Things (Hommage À Frank Zappa) 
2 Don't Betray Me 
3 Confess Your Beauty
4 Madrigal Love Part One
5 ...To Black...
6 Madrigal Love Part Two (Over Every Sea) 
7 Madigral Love Part Free
8 Shining (...To The Powers Of Fairyland) 

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Damnation - The Damnation Of Adam Blessing & The Second Damnation (1969-71)







Damnation Of Adam Blessing, ou Damnation apenas, surgiu em Cleveland no ano de 1968 pela reunião de duas bandas de garagem, uma delas liderada pelo vocalista Bill Constable, ou Adam Blessing. Eles tocaram sem parar por meses, muitas vezes abrindo shows para a conterrânea James Gang, até conseguirem um contrato com a United Artists. O primeiro e autointitulado disco saiu em 1969. Logo depois eles caíram novamente na estrada abrindo shows para a Faces. O segundo disco saiu pouco mais de um ano depois e chamou-se The Second Damnation.
A música deles diferenciou-se do Hard-rock dos seus contemporâneos por ser mais aventurosa, ter melhores arranjos e explorar harmonias. Adam Blessing também não era muito chegado na gritaria da maioria dos vocalistas do gênero.
Em 1973 eles lançaram o álbum Which Is Justice, Which Is the Thief e logo depois rebatizaram a banda como "Glory". Não deu certo e se separaram, voltando 28 anos depois para uma apresentação no Rock and Roll Hall of Fame & Museum.





Adam Blessing (Bill Constable) - vocal
Bob Kalamasz - guitarra, vocal
Jim Quinn - guitarra, percussão, vocal
Ray Benich - baixo
Bill Schwark - bateria





The Damnation of Adam Blessing
1 Cookbook 
2 Morning Dew 
3 Le' voyage 
4 You Don't Love Me 
5 Strings and Things
6 Last Train to Clarksville
7 Dreams
8 Hold On
9 Lonely 

The Second Damnation
10 No Way 
11 Death of a Virgin
12 Driver 
13 Everyone
14 Back to the River 
15 Money Tree 
16 Ba-Dup
17 New York City Woman 
18 In the Morning
19 Smile

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Josefus - Josefus...Plus (1970)







A Josefus foi formada no Texas em 1968 por Doug Tull e meses depois eles atraíram a atenção de um produtor que os convidou para gravar um disco, mas insistiu que o nome da banda deveria mudar para Come. A coisa não deu certo e os caras voltaram ao antigo nome. Assim, um pouco adiante gravaram o primeiro disco chamado Dead Man, por outro selo. Esse disco fez um razoável sucesso e despertou o interesse da gravadora Mainstream Records, que os contratou para a gravação desse disco aqui, Josefus. Ele vai na mesma linha Hard-rock do primeiro com evoluções. As músicas são melhores e os riffs também. Sempre comparada (nas devidas proporções) com a Led Zeppelin, o vocalista não soa tanto à la Plant como no primeiro. Infelizmente a Josefus se separou no mesmo ano quando Bailey e Turner foram tocar na Stone Axe. Em 1978 Mitchell e Bailey a reformaram, mas não durou. 





Dave Mitchell - guitarra
Pete Bailey -vocal, harmônica
Ray Turner - baixo
Doug Tull - percussão





1  Bald Peach 
2  B.S. Creek 
3  America 
4  I'm Gettin' On 
5  Sefus Blues 
6  Jimmy, Jimmy 
7  Feelin' Good 
8  Condition 
9  I Saw a Killin' 
10 Such Is Life 
11 Country Boy (Single)
12 Crazy Man (Single)
13 I Love You (Bonus)
14 Get Of My Case (Live)
15 Louisiana Blues (Live)
16 Light In Heaven (Live)