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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Dexter Gordon - Go! (1962)



Dexter Gordon, falecido em 1990, foi um dos grandes do sax tenôr. Grande musicalmente e em estatura, tinha quase dois metros. Muito criativo dentro do bebop e do hard bop, ele acrescentava elementos de blues e swing ao seu estilo. No início dos anos 60 ele teve problemas com drogas e chegou a ser prêso duas vêzes antes de decidir mudar-se para a França. Um pouco antes disso ele gravou dois discos extraordinários para o sêlo Blue Note, Go! e A Swingin' Affair, mas Go! é reverenciado como um dos mais importantes trabalhos do gênero. Nele, parece que tudo se encaixa perfeitamente; é um quarteto realmente brilhante.
A despeito do talento, Gordon acabou sendo melhor conhecido depois que foi indicado para o Oscar por sua atuação no filme Round Midnight, do diretor francês Bertrand Tavernier. Eu recomendo enfaticamente esse filme até para quem não curte jazz, ou acha que não.
Tavernier quis fazer uma homenagem a Bud Powell e Lester Young mas acabou fazendo-o a toda uma geração de grandes jazistas negros que se mudaram para a Europa. Lá eles encontraram mais reconhecimento e não enfrentaram tanto racismo como na terra natal. O personagem de Dexter tanto poderia ser auto-biográfico, como retratar muitos outros, até mesmo Charlie Parker. E o mais bacana é que o elenco é composto por músicos — Herbie Hancock, Ron Carter, Wayne Shorter, John McLaughlin, Freddie Hubbard — e metade dos diálogos é música.

Dexter Gordon -sax tenor
Sonny Clark -piano
Butch Warren -baixo
Billy Higgins -bateria

1 Cheese Cake
2 I Guess I'll Hang My Tears Out to Dry
3 Second Balcony Jump
4 Love for Sale
5 Where Are You?
6 Three O'Clock in the Morning

sábado, 26 de março de 2011

Ron Carter - Third Plane (1977)



Esse álbum é mais comumente creditado ao Carter pois a maioria das composições é dele. Porém, todavia, entretanto, contudo, ele é a reunião da mágica cozinha do Miles Davis nos anos 60, três dos maiores músicos do Jazz em todos os tempos.

Ron Carter -baixo
Herbie Hancock -piano
Tony Williams -bateria

1 Third Plane [Carter]
2 Quiet Times [Carter]
3 Lawra [Williams]
4 Stella by Starlight [Victor Young]
5 United Blues [Carter]
6 Dolphin Dance [Hancock]

sábado, 19 de março de 2011

Airto Moreira & The Gods of Jazz - Killer Bees (1993)





Airto é brasileiro de Santa Catarina e é um dos mais importantes percursionistas do jazz e do fusion. Ele estudou violão e piano antes de se interessar pela percussão, e no início dos anos 60 fez parte do grupo Sambalanço, junto com César Camargo Mariano. Mais adiante foi membro do Quarteto Novo com Heraldo do Monte, Theo de Barros e Hermeto Pascoal. Em 68 mudou-se com a espôsa Flora Purim para os States e lá ficou. Foi membro da banda de Miles Davis e com ela gravou uma porção de discos, sendo mais notáveis o Live Evil e o Bitches Brew. Foi membro original da Weather Report e em 72 participou do disco Return to Forever do Chick Corea, que seria o embrião da banda de mesmo nome.
Como ele mesmo escreve no encarte, depois de muita água ter passado sob a ponte (se fosse em São Paulo seria sobre a ponte) ele sentiu uma coceira de voltar ao free jazz e às jams, então reuniu esse bando de amadores aí num disco altamente recomendado.



Hiram Bullock -guitarra
Stanley Clarke -baixo acústico e elétrico
Chick Corea -piano,Clavinet,D-50,Fairlight,Korg M1
Mark Egan -baixo fretless
Herbie Hancock -teclados e piano
Gary Meek -sax
Airto Moreira -bateria,percussão,vocal
Flora Purim -vocal



1 Banana Jam
2 Be There
3 Killer Bees
4 City Sushi Man
5 See Ya Later
6 Never Mind
7 Communion
8 Nasty Moves
9 Chicken in the Mind

quinta-feira, 10 de março de 2011

Kenny Wheeler - What Now? (2004)



Quem precisa de baterista?

Esses quatro gigantes do post-bop não precisam, mesmo abusando da poliritmia. A conversa entre o baixista Dave Holland e o pianista Taylor não deixa a peteca cair. Chris Potter é um grande instrumentista e o setentão Wheeler é genial no trompete e no flügel, que tem um som bem mais suave por causa do menor diâmetro interno dos tubos e maior curvatura.

Kenny Wheeler -trompete,flügelhorn
Chris Potter -sax tenôr
Dave Holland -baixo acústico
John Taylor -piano

1 Iowa City
2 One Two Three
3 March Mist
4 The Lover Mourns
5 The Sweet Yakity Waltz
6 What Now?
7 For Tracy
8 Verona

domingo, 6 de março de 2011

Stan Getz - ...with Guest Artist Laurindo Almeida (1963)



Se você foi na onda da mídia e da "crítica especializada" e acredita que o pai da Bossa Nova é o psicobunda-mole do João Gilberto, então eu digo que seria legau ouvir Laurindo de Almeida e esse é um bom disco prá começar. Ele foi um violonista paulista que fêz carreira no Rio, tocando ao lado de Villa-Lobos e Pixinguinha. Depois foi pros EUA acompanhando Carmem Miranda e por lá ficou, tocando com a nata do jazz. Foi até membro do Modern Jazz Quartet com Milt Jackson e Ray Brown, todos saídos da orquestra de Dizzy Gillespie. Laurindo teve uma participação destacada em trilhas sonoras também, trabalhou em 800 delas. É ele quem toca bandolim na trilha de O Poderoso Chefão, por exemplo.
No início dos anos 50 ele começou a desenhar a Bossa Nova em discos como "Jazz Origin: Brazilliance" e "Laurindo Almeida Quartet Volumes 1 e 2", em parceria com o saxonista Bud Shank e bem antes de Chet Baker ou outro qualquer. Laurindo de Almeida faleceu em 1995 e foi amplamente homenageado...lá.
Ops! Eu ia esquecendo do Stan Getz. Ele é um grande sax tenôr.

Stan Getz -sax tenor
Laurindo Almeida -violão
Dave Bailey -baixo
Jose Boorez -bateria
George Duvivier -baixo
Steve Kuhn -piano
Edison Machado -bateria
Luis Parga -percussão
Jose Paulo -percussão
Jose Soorez -percussão

1 Minina Moça [Young Lady] (Luiz Antonio)
2 Once Again [Outra Vez](Tom Jobim)
3 Winter Moon (Almeida,Portia Nelson)
4 Do What You Do, Do (Almeida,Jeane Taylor)
5 Samba Da Sahra [Sahra's Samba] (Almeida)
6 Maracatu-Too (Almeida,Getz)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Miles Davis - Bitches Brew (1969)


40th Anniversary Legacy Edition

Miles Davis se reinventava a cada novo disco mas nesse aqui ele é comumente acusado de inventar um novo gênero. Bitches Brew é um álbum seminal do Fusion e fácilmente pode ser considerado o mais influente, tendo em conta que das 3 bandas mais importantes do gênero, Weather Report, Return To Forever e Mahavishnu Orchestra, todas foram fundadas por músicos que tocam aqui. E que músicos, não é?

Miles Davis -trompete
Wayne Shorter - sax soprano
Bennie Maupin -clarineta
Chick Corea -piano elétrico (Miles Runs The Voodoo Down)
John McLaughlin -guitarra
Dave Holland -baixo acústico
Harvey Brooks -baixo elétrico
Lenny White -bateria
Jack DeJohnette -bateria
Billy Cobham -bateria
Don Alias - congas,bateria
Airto Moreira -percussão
Juma Santos(Jim Riley) -congas
Larry Young -piano elétrico (Miles Runs the Voodoo Down, John McLaughlin, Spanish Key, Pharaoh's Dance)
Joe Zawinul -piano elétrico (Bitches Brew,Sanctuary, Spanish Key,Pharaoh's Dance)


CD 1
1 Pharaoh's Dance
2 Bitches Brew
3 Spanish Key
4 John Mclaughlin

CD 2
1 Miles Runs the Voodoo Down
2 Sanctuary
3 Spanish Key (alternate take)
4 John Mclaughlin (alternate take)
5 Miles Runs the Voodoo Down (single edit)
6 Spanish Key (single edit)
7 Great Expectations (single edit)
8 Little Blue Frog (single edit)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Jean-Luc Ponty - Jazz Long Playing (1964)



O primeiro disco do Ponty como band-leader tem influência do be-bop.

Daniel Humair -Bateria
Eddy Louiss -Órgão,Piano
Guy Pedersen -Baixo acústico
Jean-Luc Ponty -Violino
Michel Portal -Flauta
Gilbert Rovere -Baixo

01 - Une nuit au violon
02 - Modo azul
03 - Spanish castels
04 - Sniffin' the blues
05 - Postlude in C
06 - Au Privave(Charlie Parker)
07 - Мanoir de mes rêves(Django Reinhardt)
08 - YTNOP blues
09 - I want to talk about you
10 - A Night in Tunisia
11 - Satin doll

terça-feira, 30 de novembro de 2010

John Coltrane - A Love Supreme (1965)


John Coltrane é uma das figuras mais importantes e controversas do Jazz. Durante sua breve carreira ele mudou várias vêzes de estilo e integrou várias bandas, algumas simultaneamente. A carreira solo, propriamente dita, só foi lançada em 1960 e sua marca era uma técnica pela qual ele tocava várias notas de uma vêz.
Coltrane nasceu em 26, filho de um alfaiate e músico amador. Ainda garoto, foi tocar clarineta numa banda comunitária e quando estava no ginásio passou para o sax, na banda do colégio.
Em 45, quando ele estava começando a tocar em clubes, veio a convocação para a Marinha. Quando saiu, foi tocando de banda em banda até gravar seu primeiro solo ao sax tenôr num disco de Dizzy Gillespie, em 51:

Em algum ponto por aí, ele se tornou viciado em heroína e isso dificultou muito seu trabalho. Quando contratado em alguma banda, logo era demitido por causa da droga. Foi assim até 55, quando Miles Davis o contratou. Miles mesmo tinha sido viciado e conseguiu largar, talvez por isso tenha dado essa chance. Só que ele também o demitiu duas vêzes. Nesse vai e vem ele participou de uma série de discos do Miles e ao mesmo tempo integrou o quarteto de Thelonious Monk. Em 59 ele participou do seminal Kind of Blue de Davis.
Na carreira solo ele só colheu ótimas críticas e o sucesso lhe proporcionava trabalhar como convidado para um monte de gente.
Em julho de 67 ele foi internado às pressas num hospital e faleceu um dia depois de um câncer no fígado que nem sabia ter.
Sua discografia não era muito extensa, pelo pouco tempo que teve. Mas ele deixou muito material gravado que foi lançado postumamente e até mesmo discos em que participou como acompanhante foram relançados como sendo dele. Gravadoras...



John Coltrane -sax tenor
Jimmy Garrison -baixo
Elvin Jones -bateria
McCoy Tyner -piano

1 Part 1: Acknowledgment
2 Part 2: Resolution
3 Part 3: Pursuance
4 Part 4: Psalm

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pat Metheny - Watercolors (1977)


Início de uma parceria de 30 anos com o tecladista Lyle Mays e efetivamente o primeiro álbum do Pat Metheny Group, muito embora o baixista fosse um músico de estúdio da ECM.

Pat-guitarras
Lyle Mays-teclados
Danny Gottlieb-bateria
Eberhard Weber-baixo

1 Watercolors
2 Icefire
3 Oasis
4 Lakes
5 River Quay
6 Suite: I. Florida Greeting Song
7 II. Legend of the Fountain
8 Sea Song

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Keith Jarrett - Paris / London: Testament (2009)



Um músico extraordinário num supremo exercício de entrega da alma.
Jarrett começou no piano aos 3 anos de idade e aos 7 já havia executado um recital. Estudou na Berklee e tocou na Jazz Messengers do Art Blackey e na banda fusion do Miles Davis, ao mesmo tempo em o Chick Corea esteve lá; é possível ouvir os dois duelando no álbum Davis' Live at the Fillmore.
Na carreira solo ele esteve à frente de trios, quartetos e quintetos, além de tocar música clássica. Mas o trabalho mais significativo é quando improvisa sózinho como aqui:

CD 1 - Salle Pleyel, Paris

1. Part I
2. Part II
3. Part III
4. Part IV
5. Part V
6. Part VI
7. Part VII
8. Part VIII

CD 2 - Royal Festival Hall, London

1. Part I
2. Part II
3. Part III
4. Part IV
5. Part V
6. Part VI

CD 3 - Royal Festival Hall, London

1. Part VII
2. Part VIII
3. Part IX
4. Part X
5. Part XI
6. Part XII

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Fahir Atakoglu - Istanbul In Blue (2007)



O Fahir é turco da Turquia mesmo e é um grande pianista e tecladista de jazz. Esse disco é uma lembrança do estilo da Brecker Brothers e da Steps Ahead. Em adição, os músicos aí recomendam esse disco tanto quanto eu, especialmente o Wayne Krantz.

Fahir Atakoglu -piano,sints,Fender Rhodes
Bob Franceschini -clarineta,flauta,saxes
Horacio "El Negro" Hernández -bateria,perc
Anthony Jackson -baixo acústico
Wayne Krantz -guitarra
Mike Stern -guitarra

1 Fuse On
2 Sync Op
3 Black Sea
4 Aheste
5 Connection
6 Ess
7 Gypsy in Me
8 Four Corners
9 Trapped
10 Istanbul in Blue

domingo, 21 de novembro de 2010

Pat Metheny - Bright Size Life (1975)

Patrick Bruce Metheny nasceu no dia 12 de agosto de 1954 na pequena cidade de Lee’s Summit no Missouri(3500 hab.). Lá desde sempre ele foi famoso uma vez que seu bisavô foi o fundador do lugar. Não havia ali sequer uma TV durante sua infância e aos 8 anos, para se ocupar, ele começou a tocar trompete com seu irmão mais velho Mike e sua principal influência nessa época foi John Coltrane. Mas foram os Beatles e os Beach Boys que o levaram à primeira guitarra: um violão Trivia. Uma curiosidade é que sua música predileta para o aprendizado era Garota de Ipanema.
Um belo dia seu irmão trouxe prá casa o LP Four And More de Miles Davis e segundo ele próprio: "...as pessoas dizem sempre que leva tempo prá se gostar de jazz mas prá mim demorou uns 5 segundos".
Logo ele conseguiu comprar uma Gibson ES 140 e mergulhou tão profundamente no jazz que escola e vida social não importavam mais. Pat passou a tocar com músicos de jazz em Kansas City e numa dessas ocasiões Herbie Hancock apareceu; muito impressionado, ele insistiu em tocarem juntos.
Em 73 Pat chegou a cursar a Universidade de Miami porém desistiu para assumir o cargo de professor de guitarra ali mesmo e de onde partiria em 74 para lecionar na prestigiada Berklee em Boston, com então apenas 18 anos. Dali, Pat foi convidado para integrar a banda do vibrafonista Gary Burton com quem fez sua primeira gravação: o álbum Ring.
Em dezembro de 75 Pat Metheny assinou com o selo alemão ECM - que agora pertence à Touchstone - e gravou seu primeiro solo, Bright Size Life, com ninguém menos que Jaco Pastorius, mas continuou integrando a Gary Burton Band até 77 quando ele conheceu o tecladista Lyle Mays e formou o Pat Metheny Group com Mark Egan no baixo e Danny Gottlieb na bateria.
Seu som é único, baseado no timbre delicado da Gibson Es 175
com cordas .11 D'Addario, e extremamente difícil de classificar: folk-jazz, jazz-rock, smooth-jazz... Sem dúvida o ambiente rural e bucólico onde cresceu
foi um forte componente na criação do seu estilo.




Os títulos de algumas músicas já sugerem q o clima do álbum é o das paisagens do meio-oeste americano. Além de Jaco Pastorius, conta também com Bob Moses, seu companheiro de Gary Burton's Band.

Pat Metheny-guitarras
Jaco Pastorious-baixo
Bob Moses-bateria

1. Bright Size Life
2. Sirabhorn
3. Unity Village
4. Missouri Uncompromised
5. Midwestern Nights Dream
6. Unquity Road
7. Omaha Celebration
8. Round Trip / Broadway Blues

Jaco Pastorius - Jaco (1974)







Primeiro álbum do grande baixista, tragicamente morto após uma confusão na entrada de um bar. Estrear ao lado de caras assim não é para qualquer um.


Pat Metheny - guitarras
Jaco Pastorius - baixo
Bruce Ditmas - bateria
Paul Bley - piano e produção
Carla Bley - composição e arranjo


1 Vashkar
2 Poconos
3 Donkey
4 Vampira
5 Overtoned
6 Jaco
7 Batterie
8 King Korn
9 Blood

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Andy Summers - The Last Dance Of Mr. X (1997)



Esse é um ótimo exemplar do lado B do guitarrista do Police. Certamente é a base musical deixada pelo seu tempo no Soft Machine, jazz. Muito embora ele não lote estádios e não provoque gritinhos das meninas, seu trabalho é de longe o mais consistente e pessoal, comparando ao dos companheiros.
Ele tem também um lado C com o Fripp.

Andy Summers -guitarra
Tony Levin -baixos
Gregg Bissonette -bateria
Jerry Watts -baixo (1)
Bernie Dresel -bateria (1)

1 Big Thing
2 The Three Marias [Wayne Shorter]
3 Strange Earth
4 Afro Blue
5 The Last Dance Of Mr. X
6 Lonely Woman
7 We See [Thelonious Monk]
8 Rumplestiltskin
9 The Somnambulist
10 Footprints [Shorter]
11 Goodbye Pork Pie Hat [Mingus]

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Miles Davis - Kind of Blue (1959)



A partir da primeira faixa, So What, com suas belas linhas de baixo e os acordes suaves no piano, esse álbum entrou para a história da música. Por muitos é considerado o álbum definitivo do Jazz e por mais que você ouça, sempre dá vontade de ouvir de novo. E é uma bandaça aqui, cujo único sobrevivente é o baterista Jimmy Cobb que esteve recentemente no Brasil, numa turnê de comemoração dos 50 anos desse disco.

Miles Davis -trompete
Julian ‘Cannonball’ Adderley -sax alto
John Coltrane -sax tenor
Wynton Kelly -piano
Bill Evans -piano
Paul Chambers -baixo
Jimmy Cobb -bateria

1. So What
2. Freddie Freeloader
3. Blue in Green
4. All Blues
5. Flamenco Sketches
6. Flamenco Sketches (alternativo)