quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Leslie West - Guitarded (2004)







Muitos e muitos músicos nos deixaram em 2020: Peter Green, Ken Hensley, Lyle Mays, McCoy Tyner, Keith Tippett, Alex Harvey, Gordon Haskell, Spencer Davis, Little Richard, Gary Peacock, Neil Peart, Eddie Van Halen... O último talvez tenha sido o grande Leslie West. Sua saúde não vinha bem desde 2000 e em 2014 precisou amputar uma perna. Não resistiu a um ataque do coração.

Eu tive o privilégio de vê-lo tocar com o projeto Night Of The Guitar. Estavam lá Steve Howe, Alvin Lee, Randy California e outros, mas Leslie West era o cara. Como dizem por aí, seus acordes poderiam derrubar um rinoceronte.

Guitarded é um dos seus melhores álbuns solo. Não sei por qual motivo ele simplesmente copiou o título e a capa de um outro álbum da banda punk californiana Limp — o disco era de 1999 e a Limp acabou em 2002.
A maioria das faixas são covers e essa é uma constante da carreira solo do West. Longe de ser por falta de material, West fazia esses covers com muita sinceridade para imprimir uma leitura pessoal em músicas que o marcaram e que ele julgava importantes para todos.

Leslie West é descrito como uma pessoa gentil e alegre e, mesmo com aquela avalanche de riffs e licks, essa é a impressão que se tinha dele no palco também. Até um rinoceronte viraria fã.




Leslie West - guitarra, slide, vocal
Gregg Allman - teclados, vocal
Brian Mitchell - teclados 
Joe Bonamassa - guitarra, vocal
Popa Chubby - guitarra
Mark Hitt - guitarra
Ian Gillan - vocal
Joe Lynn Turner - vocal
Leo Lyons (Ten Years After) - baixo
Mark Clarke (Mountain, Tempest, Colosseum, Uriah Heep) - baixo
Randy Coven (Ark) - baixo
Phil Kennmore - baixo
Ritchie Scarlett - baixo, vocal
Aynsley Dunbar - bateria
Corky Laing (Mountain) - bateria
Steve Luongo - bateria 
Paul Beretta - bateria
Leonard Haze (Y&T) - bateria




1   Allergic
2   Cross Cut Saw Blues [Tony Hollins]
3   Stormy Monday [T-Bone Walker]
4   Honky Tonk Women [Rolling Stones]
5   Hang Me Out To Dry
6   If Heartaches Were Nickels
7   The Cell [Mountain, unreleased]
8   Dragon Lady
9   Goin' Down [Don Nix]
10 Third Degree [Eddie Boyd / Willie Dixon]
11 Born To Be Wild [Mars Bonfire / Steppenwolf]
12 Old Brown Shoe [George Harrison]
13 Theme For An Imaginary Western (Live at Night of The Guitar) [Pete Brown / Jack Bruce]







 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Blindside Blues Band - Smokehouse Sessions (2009)







Mike Onesko é um guitarrista que consegue a proeza de ser uma lenda mesmo sendo relativamente pouco conhecido. Talvez seja porque ele passe a impressão de que é preciso porte de arma para tocar nos seus projetos. Ele foi descoberto pelo também guitarrista Mike Varney. Varney é mais conhecido como um produtor que lançou dezenas de artistas e como o dono dos selos Shrapnel Records, Tone Center e Blues Bureau. Juntos eles fundaram a Blindside BB em 1993. Varney pouco tocou com ela, mesmo porque sua praia é o fusion, e a formação da banda mudou bastante ao longo dos anos, tendo contado até com Aynsley Dumbar, outra lenda.
Nesses anos todos a Blindside BB se firmou como uma das melhores bandas de blues-rock ou blues'n'boogie. Seus discos são gravados ao vivo no estúdio para não molhar a pólvora.
Este não é diferente e é um dos melhores na discografia. Ele resgata sete clássicos dos blues e dá a eles um tratamento de hard-rock que faz imaginar Willie Dixon com os cabelos nos ombros.




Mike Onesko - guitarra, vocal
Bill Gressock - guitarra, teclados
Kier Staeheli - baixo
Emery Ceo - bateria
com
John Leanord - guitarra rítmica (3)




1 Little Red Rooster [Willie Dixon]
2 Rock Me Baby [BB King]
3 Dirty Double Dealer 
4 Sweet Little Angel
5 Ramblin' On My Mind [Robert Johnson]
6 Hoochie Coochie Man [Willie Dixon]
7 Same Old Situation 
8 Who Knows Jam [Jimi Hendrix]
9 Crossroads 69 [Robert Johnson]
10 Albatross [Peter Green]


 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Tipton, Entwistle & Powell - Edge of the World (2006)






As músicas para este disco começaram a ser escritas em 1994 e ele deveria ter sido o primeiro álbum solo do guitarrista da Judas Priest, Glenn Tipton. Tipton apresentou várias faixas gravadas com os mitológicos John Entwistle e Cozy Powell mas a gravadora Atlantic acabou por convencê-lo a usar músicos mais jovens. Sem ter outra opção ele usou Robert Trujillo, Billy Sheehan, Brooks Wackerman e Shannon Larkin na maioria das faixas e lançou Baptizm of Fire em 1997.
Ele pretendia excurssionar com Powell e Entwistle tocando as faixas remanescentes mas Cozy Powell faleceu em 1998. Entwistle nos deixou em 2002.
Em 2006 a gravadora Rhino achou que as faixas mereciam ser lançadas. 
Acabou que Edge of the World é bem melhor que Baptizm of Fire.




Glenn Tipton (Judas Priest) - guitarra, vocal 
John Entwistle (The Who) - baixo
Cozy Powell (Black Sabbath, Rainbow) - bateria
Don Airey (Deep Purple, Colosseum) - teclados
Neil Murray (Black Sabbath, Whitesnaske...) - baixo (11)




1  Unknown Soldier  
2  Friendly Fire  
3  The Holy Man  
4  Never Say Die  
5  Resolution  
6  Searching  
7  Give Blood  
8  Crime of Passion  
9  Walls Cave In  
10 Edge of the World  
11 Stronger Than the Drug  



 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Spock's Beard - Snow (2002)







A Spock's Beard surgiu em 1992, quando o grunge ia dominando a cena alternativa, e ofereceu uma alternativa à alternativa: rock progressivo nostálgico, épico e dramático, na melhor tradição das grandes bandas dos anos 70. Ela foi liderada por Neal Morse, um multi-instrumentista e excelente letrista.
Snow é o sexto álbum da banda e pode ser comparado ao The Lamb Lies Down on Broadway da Genesis. É um álbum conceitual sobre um jovem albino chamado Joe, mas apelidado de "Snow", que tem o poder de curar e ler as almas e que se muda para Nova Iorque numa jornada cheia de esperanças. 
A banda preparava-se para gravar um disco totalmente diferente mas Neal estava insatisfeito e pediu um adiamento. Nesse meio tempo aconteceram os atentados de 11 de setembro e, por atribulações pessoais, Neal mergulhou fundo na fé cristã. Portanto, "Snow" foi concebido em meio a forte emoção. É sincero e bonito.
Neal Morse não quis apresentar o álbum ao vivo e acabou por deixar a banda logo depois para seguir carreira solo como um músico cristão. A história até pode ser entendida como uma parábola sobre o desejo que Neal vinha acalentando de deixar a banda. 
Eu não sei por qual motivo, mas este álbum foi lançado primeiro na Rússia e em outros países do leste europeu.
Em 2016 Neal Morse reuniu-se com a atual formação da Spock's Beard, mais Nick D'Virgilio, para finalmente fazer uma apresentação de "Snow". O concerto foi na sua igreja.




Neal Morse - vocal, piano, sintetizador, violão
Ryo Okumoto - órgão Hammond, Mellotron, MiniMoog, Jupiter 8, Vocoder
Alan Morse - guitarra, vocal, cello
Dave Meros - baixo, trompa francesa
Nick D'Virgilio - bateria, percussão, vocal

com
Molly Pasutti - backing vocal
Neil Rosengarden - flugelhorn, trompete
Jim Hoke - sax, clarinete, autoharp
Chris Carmichael - violino, viola, cello




CD1
1   Made Alive / Overture
2   Stranger In A Strange Land
3   Long Time Suffering
4   Welcome To NYC
5   Love Beyond Words
6   The 39th Street Blues (I'm Sick)
7   Devil's Got My Throat
8   Open Wide The Flood Gates
9   Open The Gates Part 2
10 Solitary Soul
11 Wind At My Back


CD2
1   Second Overture
2   4th Of July
3   I'm The Guy
4   Reflection
5   Carie
6   Looking For Answers
7   Freak Boy
8   All Is Vanity
9   I'm Dying
10 Freak Boy Part 2
11 Devil's Got My Throat Revisited
12 Snow's Night Out
13 Ladies And Gentlemen, Mister Ryo Okumoto On The Keyboards
14 I Will Go
15 Made Alive Again / Wind At My Back


 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Focus - Moving Waves (1972)







O título da primeira edição desse álbum foi "Focus II" e dele pode ser dito que foi o primeiro álbum do verdadeiro som da Focus, onde Van Leer e Akkerman fundiram seus talentos. Curiosamente a banda tinha se separado antes. Em 1971, Akkerman convidou seu companheiro na banda Brainbox, Pierre Van Der Linden, mais o baixista Cyriel Havermans. Convidou, então, Van Leer a se juntar novamente e o nome Focus foi resgatado. 
Já estava se tornando tradição na Holanda as bandas transformarem temas da música clássica em rock, mas a Focus foi um pouco mais atrás e buscou na renascença e no barroco suas influências, temperando-as com jazz.
Moving Waves foi um enorme sucesso dos dois lados do Atlântico por causa de Hocus Pocus. Não são poucos os que acham bobagem o yodeling do Van Leer mas esse é um detalhe na música. O que conta mesmo é o riff histórico do Akkerman, inconfundível e incomparável. Já a suíte Eruption deu para a Focus a credencial do clube prog e é uma peça fundamental no gênero.




Thijs van Leer - órgão, piano, Harmonium, Mellotron, flauta soprano, flauta alto, voz
Jan Akkerman - guitarra, violão, baixo
Cyriel Havermans - baixo, voz
Pierre Van Der Linden - bateria




1 Hocus Pocus
2 Le Clochard
3 Janis
4 Moving Waves
5 Focus II
6 Eruption
  a. Orfeus
  b. Answer
  c. Orfeus
  d. Answer
  e. Pupilla
  f. Tommy
  g. Pupilla
  h. Answer
  i. The Bridge
  j. Break
  k. Euridice
  l. Dayglow
  m. Endless Road
  n. Answer
  o. Orfeus
  p. Euridice


 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Gong - Magick Brother (1970)






Daevid Allen é um australiano que mudou-se para a Inglaterra em 1961. Lá ele fundou o Daevid Allen Trio com Robert Wyatt e Hugh Hopper, que mais tarde se transformaria na Soft Machine. Em 1967 a Soft Machine fez uma turnê pelo continente e no retorno Allen foi impedido de entrar porque seu visto tinha expirado — ficou detido uns dias e foi para Paris. Lá ele fundou a Gong; tinha uma guitarra e um amp Binson. Nesse momento ele desenvolveu a técnica de glissando que se tornou sua marca registrada e nas primeiras gravações seu som lembrava bastante a Pink Floyd do Syd Barrett.
Em 1968, com o aumento dos protestos dos movimentos estudantis, ele e sua companheira Gilly Smyth mudaram-se para Majorca para evitar problemas com as autoridades. Voltou para Paris atraído pela proposta de um contrato para gravar três discos.
Didier Malherbe e Rachid Houari formaram a primeira versão da Gong junto com convidados que vieram e se foram. 
Magick Brother, Mystic Sister (título original) revelou o talento de Allen para melodias cativantes, ainda que caóticas, bem como para as letras anti-establishment. 
É um disco bacana para se ouvir nesse período de conjunção de planetas, estrela de Belém, invasão Klingon e não sei mais o quê. O lema ético da Gong era "leve as coisas mais sérias da vida com o mínimo de seriedade".




Daevid Allen - guitarra, baixo, vocal
Didier Malherbe - flauta, sax soprano
Burton Green - piano
Gilly Smyth - vozes
Rachid Houari - bateria, tabla
com
Dieter Gewissler - contrabaixo (1, 7)
Barre Phillips - contrabaixo (3, 8)
Earl Freeman - contrabaixo (6), piano (7)
Tasmin Smyth - voz (1, 8)




             Early Morning
1   Mystic Sister, Magick Brother
2   Rational Anthem
3   Glad To Sad To Say
4   Chainstore Chant & Pretty Miss Titty
5   Fable Of A Fredfish & Hope You Feel O.K.
               Late Night
6   Ego
7   Gong Song
8   Princess Dreaming
9   Five & Twenty Schoolgirls
10 Cos You Got Green Hair


 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Gentle Giant - Acquiring The Taste (1971)







Este é o segundo disco da GG e seu título é expressivo. Uma declaração no encarte é ainda mais franca: usaram todo o conhecimento musical e técnico para expandir as fronteiras da música, correndo o risco de tornarem-se muito impopulares. Não foi exatamente o que aconteceu.
A GG tornou-se uma das maiores bandas do rock progressivo e seu trabalho é exemplar, inteligente, complexo e virtuosamente interpretado, mas nunca deixando de ser rock. Por outro lado, ela nunca foi uma grande vendedora de discos.




Gary Green - guitarras 6 e 12 cordas, violão 12 cordas , bandolim, baixo, percussão, assobio, voz
Kerry Minnear - piano, piano elétrico, órgão Hammond, Mellotron, vibrafone, xilofone, MiniMoog, celeste, clavichord, harpsichord, percussão, cello, vocal & backing vocal
Derek Shulman - sax alto, clavichord, percussão, vocal & backing vocal
Phil Shulman - sax alto, sax tenor, clarinete, trompete, piano, teclados, maracas, vocal & backing vocal
Ray Shulman - baixo, violino, violino elétrico, viola, violão flamenco, violão 12 cordas, pedais, percussão, backing vocal
Martin Smith - bateria, percussão

com:
Tony Visconti - flautas barrocas (3,5), percussão, produção
Paul Cosh - trompete, órgão (3)
Chris Thomas - programção do Moog (1-5)




1 Pantagruel's Nativity 
2 Edge of Twilight 
3 The House, the Street, the Room 
4 Acquiring the Taste
5 Wreck
6 The Moon Is Down
7 Black Cat
8 Plain Truth


 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Caravan - If I Could Do It All Over Again, I'd Do It All Over You (1970)







No meio de 1979 a Caravan contratou o empresário Terry King que lhes conseguiu um longo contrato com a gravadora Decca. Este foi o primeiro lançamento pelo novo selo, é o segundo na discografia e é o álbum que marca o início do período clássico da banda.
O humor característico da cena Canterbury está por toda parte, a começar pelo título. O som é levado pelo órgão mas há solos memoráveis de guitarra. As melodias são ótimas e a interpretação delas é complexa, embora pareça uma jam psicodélica em algumas faixas.




Richard Sinclair - baixo, percussão, vocal
David Sinclair - órgão, piano, Harpsichord
Jimmy Hastings - sax, flauta
Pye Hastings - guitarras, violão, teclados, voz
Richard Coughlan - bateria, percussão




1   If I Could Do It All Over Again, I'd Do It All Over You
2a And I Wish I Were Stoned
2b Don't Worry
3   As I Feel I Die
4a With An Ear To The Ground You Can Make It
4b Martinian
4c Only Cox
4d Reprise
5   Hello Hello
6   Asforteri
7a Can't Be Long Now
7b Francoise
7c For Richard
7d Warlock
8   Limits
Bonus 
9   A Day In The Life Of Maurice Haylett
10 Why? (And I Wish I Were Stoned) (Demo Version)
11 Clipping The 8th (Hello Hello) (Demo Version)
12 As I Feel I Die (Demo Version)


 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Curved Air - Airconditioning (1970)







A Curved Air nasceu pelas mãos de Darryl Way e Francis Monkman. Way havia se formado no Royal College of Music enquanto Monkman saiu da Royall Academy of Music. Com Bobby Martin e Florian Pilkington-Miksa eles formaram a banda Sisyphus que mudou seu nome com a entrada de Sonja Kristina. Ela havia atuado na TV, teve um papel na peça Hair e se apresentava na cena folk londrina.
Este é o disco de estréia e tem muita influência da música da Costa Oeste norte-americana. No entanto, a partir da terceira faixa a bagagem erudita de Way e Monkman vai ganhando espaço.

O nome da banda foi tirado disco "A Rainbow in Curved Air" do compositor americano Terry Riley lançado no ano anterior e no qual Monkman estava mergulhado na época. Curved Air foi o primeiro LP a ter uma imagem impressa em todo o vinil, uma aposta e tanto da Warner.




Sonja Kristina - vocal, lira
Francis Monkman - guitarra, Harpsichord, Mellotron, órgão, piano, sintetizador VCS3, efeitos
Darryl Way - violino, violino elétrico, teclados, vocal
Bobby Martin - baixo
Florian Pilkington-Miksa  - bateria




1  It Happened Today 
2  Stretch  
3  Screw 
4  Blind Man  
5  Vivaldi 
6  Hide and Seek  
7  Propositions 
8  Rob One
9  Situations 
10 Vivaldi With Cannons 


 

domingo, 6 de dezembro de 2020

Renaissance - Prologue (1972)







Com o fim da Yardbirds, Keith Relf e Jim McCarty seguiram uma direção diferente daquele blues-rock: uma combinação de clássico, jazz e folk com Jane Relf no vocal, Louis Cennamo no baixo e o pianista John Hawken. Lançaram um bom disco mas antes mesmo de lançarem o segundo, Relf e MacCarty saíram. John Hawken, então, convidou sua antiga banda The Nashville Teens para levar a Renaissance adiante. Só que Hawken também saiu e quem ficou no comando foi o guitarrista Michael Dunford. Dunford reformulou a banda e entregou os vocais para Annie Haslam, cuja voz definiu a nova Renaissance.
Prologue é o disco de re-estréia, digamos assim. Dunford participou dele apenas como compositor e produtor, e a guitarra tornou-se uma voz rara no som da banda. Eles também incluíram a poetisa Betty Thatcher como letrista. O resultado segue a linha musical da formação original com maior romantismo. 
O álbum fez muito mais sucesso nos Estados Unidos e por alguns anos a banda estabeleceu-se por lá.
A arte da capa é do estúdio Hipgnosis.




Annie Haslam - vocal, percussão
Rob Hendry - guitarra, bandolim, vocal
John Tout - teclados, vocal
John Camp - baixo, percussão, vocal
Terence Sullivan - bateria, percussão
com
Francis Monkman (801, Curved Air) - sintetizador (7)




1 Prologue
2 Kiev
3 Sounds Of The Sea
4 Spare Some Love
5 Bound For Infinity
6 Rajah Khan


 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Deep Purple - Fireball (1971)







Quando perguntaram aos caras da Deep Purple qual era o melhor disco da banda, eles ficaram divididos entre In Rock e Fireball. Se perguntassem às massas, diriam que é In Rock ou Machine Head.
Fireball padece da mesma coisa que Obscured By Clouds da Pink Floyd: ficou na sombra de dois estrondosos sucessos. In Rock foi o álbum que colocou a Deep Purple no Olimpo e Machine Head a colocou na Santíssima Trindade.
Mas Fireball é melhor que os dois, na minha humilde opinião. No LP o lado A era matador, já abria arrebentando com um solo frenético do Jon Lord. O lado B era mais ousado, experimental e o solo de Blackmore em The Mule está entre os melhores que fez, e os sons que saíram da sua guitarra estão entre os mais consistentes da carreira. 
No Brasil o LP foi lançado primeiro com Demon's Eye e mais tarde uma outra edição trouxe Strange Kind Of Woman no lugar dela. Talvez tenha sido uma jogada para que comprássemos as duas edições. Funcionou.
Eu considero que as letras em Fireball são melhores que em Machine Head e as composições tem uma harmonia sólida. 
Esta é a edição de aniversário dos 25 anos de Fireball. Ela traz três músicas legais que poderiam ter ajudado a fazer um álbum duplo.




Jon Lord - órgão Hammond
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria




1   Fireball
2   No No No
3   Demon's Eye
4   Anyone's Daughter
5   The Mule
6   Fools
7   No One Came
8   Strange Kind Of Woman (A-Side Remix 96)
9   I'm Alone (B-Side)
10 Freedom (Album Out-take)
11 Slow Train (Album Out-take)
12 Demon's Eye (Remix 96)
13 The Noise Abatement Society Tapes
     a.Midnight In Moscow
     b.Robin Hood
     c.William Tell
14 Fireball (Take 1) (Instrumental)
15 Backwards Piano
16 No One Came (Remix 96)






 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Pink Floyd - Obscured By Clouds (1972)







Obscured By Clouds é um álbum cruelmente subestimado. Ele foi concebido como uma trilha sonora para o Filme La Vallée do diretor Barbet Schroeder. 
A Pink Floyd já havia colaborado antes com Schroeder na trilha do filme More, de 1969. O método de composição usado foi o mesmo em ambos os trabalhos: com um cronômetro. No entanto, Obscured By Clouds parece-se muito mais com um álbum do que com uma trilha sonora porque é uma boa coleção de canções, sem aqueles interlúdios ambientais e a música incidental.
Talvez as pessoas não deem muita importância a ele por não ser um álbum conceitual — e nem poderia ser. Ou talvez porque ele foi lançado entre dois marcos do rock progressivo e psicodélico: Meddle e The Dark Side Of The Moon. E aí está uma injustiça porque ele traz muitos elementos de Meddle, como a cadência dada pela guitarra e o baixo em Echoes que se repete em Childhood's End. Ele também antecipa algumas coisas que se ouviria no TDSOTM.
A propósito, Childhood's End é uma das melhores composições do Gilmour e "Wot's... Uh The Deal" é uma favorita pessoal dele.
Então, eu creio que uma audição atenta pode revelar um belo trabalho de composição.




David Gilmour - guitarra, slide, VCS3, vocal
Richard Wright - teclados, vocal
Roger Waters - baixo, vocal
Nick Mason - bateria, vocal




1   Obscured By Clouds
2   When You're In
3   Burning Bridges
4   The Gold It's In The ...
5   Wot's... Uh The Deal
6   Mudmen
7   Childhood's End
8   Free Four
9   Stay
10 Absolutely Curtains