sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ozone Quartet - Fresh Blood (1998)



De fato, o Ozone Quartet surgiu em 92 quando o baterista Steve Smith formou uma banda chamada Cloud Nine. Smith foi eleito Melhor Baterista por cico anos seguidos e tocou com todo mundo na nata do jazz e fusion. Quando ele saiu em 95, os 3 membros remanescentes convidaram outro baterista mas não puderam manter o nome da banda por razões contratuais.
O som deles foi uma inovação muito bem vinda, misturando prog e fusion e com a ótima combinação do violino e do Chapman Stick.

Hollis Brown-violino
Graham Fry(G-man)-guitarra
Wayne Leechford -Chapman stick
Francis Dyer-bateria

1 One Surge
2 Stash
3 Their
4 Blue Screen
5 Missing Link
6 World of Difference
7 Spy Shadow
8 Dragonfly
9 Hypnosis
10 Fresh Blood

Climax Blues Band - A Lot of Bottle (1970)



Esse disco é bem legau. É mais pesado e lembra às vêzes o contemporâneo Mountain. O slide do Haycock é extraordinário e Derek Holt segura bem no baixo enquanto o Cooper detona na harmônica.

Colin Cooper - vocal,apito de bambú,sax alto e tenor
Peter Haycock - vocal,guitarra
Derek Holt - Mellotron,baixo
Arthur Wood - teclados
George Newsome - bateria

1 Country Hat
2 Everyday
3 Reap What I've Sowed
4 Brief Case
5 Alright Blue?
6 Seventh Son
7 Please Don't Help Me
8 Morning Noon and Night
9 Long Lovin' Man
10 Louisiana Blues
11 Cut You Loose

Traffic - Last Exit (1969)



O disco anterior tinha sido concebido como um álbum duplo, então restou material não lançado. Aí em 69 o Winwood anunciou o rompimento da banda e como a gravadora ainda tinha sob o contrato mais um disco, ela mesma decidiu lançar esse com material "novo" mais faixas gravadas no Fillmore West.

Jim Capaldi -bateria,perc,teclados e vocal
Steve Winwood -órgão,baixo,piano,vocal,Harpsichord,guitarra
Dave Mason -guitarra,baixo,Harmônica
Chris Wood -flautas,saxes,órgão,vocal

01-Just For You
02-Shanghai Noodle Factory
03-Something's Got A Hold Of My Toe
04-Withering Tree
05-Medicated Goo
06-Feelin' Good
07-Blind Man

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pavlov's Dog - Pampered Menial (1974)






O estiloso grupo Pavlov's Dog balanceou seu som com doses iguais de hard e prog, mais ou menos do mesmo jeito que o Rush nos seus primeiros dias. Outra comparação impossível de não ser feita é quanto aos vocalistas dessas bandas: David Surkamp soa como se Geddy Lee tivesse aspirado gás hélio e ainda por cima tivesse surtos de Edith Piaf. Por esse único motivo muita gente diz que não gosta logo de cara e não se dispõe a ouvir melhor, o que é uma pena pois os dois primeiros discos são muito bons.
Pavlov's é uma banda formada em St Louis em 1972 sobre as cinzas de outra banda local chamada High On A Small Hill que tinha um toque de folk. Dela veio o vocalista e guitarrista David Surkamp e o guitarrista Steve Scorfina. Juntaram-se à eles o tecladista David Hamilton, Doug Rayburn na flauta e Mellotron, Rick Stockton no baixo, Mike Safron na bateria e o violinista e especialista em cordas Siegfried Carver. O Siegfried, além dos instrumentos de cordas convencionais, desenvolveu um híbrido chamado Vitar que foi fundamental no som deles, e que poderia ser comparado também ao período do David Cross no King Crimson.
Eles foram ganhando enorme popularidade no circuito de clubes em todo meio-oeste americano, tanto que em 75 receberam o maior adiantamento por um disco até então pago, e por muito tempo depois: 650 mil dólares oferecidos pela Dunhill. Assim, em 74, saiu Pampered Menial, um álbum que funde o hard à la Led ou Purple, porém com menos dependência dos riffs; com passagens sinfônicas cheias de arranjos complexos para piano, flauta, violino e Mellotron. A voz do Surkamp é melancólica e nostálgica e, novamente, é preciso dizer que depende da disposição de ouvir para adorar ou odiar.










David Surkamp -vocal,guitarra
David Hamilton -teclados
Doug Rayburn -mellotron,flauta
Mike Safron -bateria,perc
Rick Stockton -baixo
Siegfried Carver -violino,viola,vitar(híbrido de violino e guitarra)
Steve Scorfina -guitarra




1. Julia
2. Late november
3. Song dance
4. Fast gun
5. Natchez trace
6. Theme from subway Sue
7. Episode
8. Preludin
9. Of once and future kings

Kraan - Andy Nogger (1974)



Kraan foi formada em 1970 na Alemanha por músicos extremamente habilidosos. O som deles flutuava entre o rock e o jazz mas sem parecer em nada com o fusion feito na época. Uma outra característica dos álbuns deles é serem temáticos com interligação entre as músicas; esse, em particular, é uma estória sobre um pervertido.

Jan Fride -bateria
Helmut Hattler -baixo,vocal
Johannes Pappert -sax alto
Peter Wolbrandt -guitarra,vocal

1 Stars
2 Andy Nogger
3 Nam Nam
4 Son Of The Sun
5 Holiday Am Marterhorn
6 Home
7 Yellow Bamboo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pat Metheny Group - American Garage (1980)



Pat-guitarras
Lyle Mays-teclados
Mark Egan-baixo
Danny gottlieb-bateria

1 (Cross the) Heartland
2 Airstream
3 The Search
4 American Garage
5 The Epic

Peter Green - In The Skies (1979)


Peter Green é um mito, um guitarrista imensamente talentoso que teve sua carreira atrapalhada pelas drogas.
Aos 15 anos Peter Greenbaum foi convidado para tocar com o tecladista Peter Bardens e encurtou o sobrenome judeu.
Aos 19, quando Eric Clapton tirou férias da Bluesbreakers, Peter pediu uma chance ao John Mayall e conseguiu. Clapton voltaria para o lugar mas 6 meses depois sairia de vêz e Peter reassumiu.
Na Bluesbreakers ele conheceu Mick Fleetwood e John McVie e os chamou para formar a Fleetwood Mac junto com o Jeremy Spencer e o Danny Kirwan. Sob seu comando a Fleetwood era uma consistente e respeitada banda de blues com um som levado por 3 guitarras. Contudo, o uso abusivo de LSD começou a mostrar seus efeitos e Peter tornou-se extremamente religioso, passou a subir ao palco vestindo túnicas e ostentando vários crucifixos e ainda tentava convencer os demais a doarem os cachês para caridade. Profundamente atormentado, ele abandonou a banda no início de 70 e lançou um disco solo: The End of The Game. Muito embora as passagens de guitarra desse disco sejam magistrais, ele é disconexo e incoerente, reflexo da própria condição mental.
Após esse disco Peter abandonou tudo. Trabalhou como coveiro, em bar, em hospital e morou numa comunidade israelita. Em 77 o empresário da Fleetwood lhe enviou um polpudo cheque referente aos direitos sobre a execução de suas músicas; ele ficou furioso e foi mandar o cara prá aquele lugar de espingarda na mão, que não estava carregada, graças à Deus. Foi prêso e transferido para uma instituição mental.
Em 79, com o estímulo de velhos amigos, ele voltou. Gravou o ótimo álbum In The Skies na companhia de Peter Bardens, do baterista do Robin Trower, Reg Isidore e de um grande admirador e imitador, o guitarrista da Thin Lizzy, Snowy White. Algumas más línguas espalharam que o Snowy é quem tinha feito todos os solos, que Peter estaria muito debilitado para tocar mas não é verdade, Snowy sola apenas na faixa 1.
Nos anos 90 o Peter sumiu de novo. Fez tramento com medicação pesada e voltou no final da década com uma nova banda, a Splinter Group. Eles têm lançado discos de estúdio e ao vivo com um certo intervalo e todos têm recebido ótimas críticas.
Como história pouca é bobagem, a guitarra dele também tem. Um dia Peter levou sua Gibson Les Paul para uma manutenção de rotina e os caras montaram o captador da ponte ao contrário. O resulatado foi um timbre único que casava direitinho com sua voz suave. Ele adorou e nunca mais mudou. Quando decidiu largar tudo, ofereceu a guitarra à um grande fã, o Gary Moore. Gary disse que não podia pagar por ela e Peter a deu de graça dizendo: cuide bem dela prá mim. Não consta que tenha devolvido.



Peter Green - vocal (1, 3, 5, 7),guitarra(1, 2, 5, 8), guitarra solo (3, 4, 5, 6, 7, 8, 9)
Snowy White - guitarra (3, 4, 6, 7, 9), guitarra solo (1)
Peter Bardens - teclados, Hammond(1, 2), piano elétrico (4, 6)
Kuma Harada - baixo(1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)
Reg Isadore - bateria (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7)
Lennox Langton - percussão (1), congas(1, 4, 7, 8), bongôs (2), timbales (6)
Godfrey Maclean - bateria (8)


1 In The Skies
2 Slabo Day
3 A Fool No More
4 Tribal Dance
5 Seven Stars
6 Funky Chunk
7 Just For You
8 Proud Pinto
9 Apostle

Karthago - Karthago (1971)



Essa foi uma banda alemã formada em 70 que foi influenciada muito mais pela música americana do que pelo que se produzia na Europa. O som deles tinha uma mistura simples de funk e jazz sobre uma base de rock, levado pelo órgão e sustentado por excelente trabalho de bateria. Se se pode compará-los com alguém, seria com Steppenwolf e Procol Harum.

Joey Albrecht -guitarra,vocal
Ingo Bischof -Hammond,vocal
Wolfgang Brock -perc,bateria,vocal
Tommy Goldschmidt -bateria
Gerald Luciano Hartwig -baixo,perc,vocal

1 String Rambler
2 I Don't Live Tomorrow
3 But I Know
4 Morning Surprise
5 I Give You Everything You Want
6 I Know What You Can Do My Babe
7 Why Don'y You Stop Buggin' Me
8 Black Fire
9. Nos Vamos

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vanilla Fudge - The Return (2001)



Carmine Appice - bateria, vocal
Tim Bogert - baixo, vocal
Vince Martell - guitarra, vocal
Bill Pascali - vocal, teclados
T.M. Stevens - baixo ( Do Ya Think I'm Sexy )

1 Ain't That Peculiar
2 You Keep Me Hangin' On
3 Tearin' Up My Heart
4 Shotgun
5 People Get Ready
6 Take Me for a Little While
7 Good Good Livin'
8 I Want It That Way
9 Need Love
10 She's Not There
11 Season of the Witch
12 Do Ya Think I'm Sexy

Atomic Rooster - Atomic Roooster (1970)



Atomic Rooster foi uma banda fundada pelo excelente organista Vincent Crane e pelo baterista Carl Palmer das cinzas de outra banda, a Crazy World of Arthur Brown. O Palmer foi pro ELP logo depois do 1º disco e levou essa experiência de tocar dirigido pelo órgão. A Atomic Rooster seguiu com várias mudanças de formação. O som deles é uma mistura bem feita de prog e hard - o Death Walks é até considerado um precursor do heavy metal - e à partir do 3º disco a coisa foi ficando meio funky pois o Crane curtia muito a música negra. Apesar das frequentes referências ao demônio nas músicas, elas não tinham inspiração satanista como o Black Sabbath mas o Crane era maníaco depressivo e vivia em tratamento, acabando por falecer de uma overdose de analgésicos.

Vincent Crane -Hammond,piano
Carl Palmer -bateria
Nicky Graham -baixo,guitarra,flauta,vocal

1 Friday the 13th
2 And So to Bed
3 Broken Wings
4 Before Tomorrow
5 Banstead
6 S.L.Y.
7 Winter
8 Decline and Fall
9 Play the Game [Bonus]