quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Mundial sem Fumo


Hoje, 31 de maio, foi o dia mundial da luta contra o tabaco e eu não sei dizer se isso acaba tendo algum efeito prático mas, vá lá, tá valendo. A ação deveria ser diária, o governo tem o dever pagar por inserções duras, cruéis até, na televisão e em revistas, afinal arrecada uma baba com impostos sobre o cigarro. Faça a conta: cada fumante médio gasta cerca de mil reais por ano com o vício; deu prá sacar quanta grana entra? Por outro lado, a conta que não aparece é a que mostra que esse mesmo governo — é, isso que tá aí é governo, governo é governo, tem que chamar de governo mesmo não sendo — gasta 3 vêzes mais com doenças decorrentes do fumo do que o total arrecadado com impostos sobre o fumo.
O Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo e um dos países onde o cigarro é mais barato. Um estudo demonstrou que o aumento de 10% apenas no preço do maço já induz o fumante a uma redução de um maço no primeiro trimestre e mais de quatro maços no médio prazo. E ainda tem gente que tem a cara de pau de alegar que não é bom vender menos cigarro, causa desemprego. Pois outro estudo na Inglaterra provou que o emprego aumenta pois os carinhas lá passam a gastar em outras coisas.
Então meu camarada, dia 31 de maio ou não, faça alguma coisa contra o fumo. Inventa alguma coisa aí, dê um murro na cara do seu fumante mais chegado, não custa nada nem mata devagarinho.


Joe Walsh - The Smoker You Drink, the Player You Get (1973)


Joe Walsh despontou quando substituiu Glen Schwartz na James Gang em 68, antes mesmo do primeiro álbum. Sorte da James Gang que teve um grande guitarrista que entre outras qualidades que eu admiro, usa a talk-box muito bem. Curioso é que ele estudou clarinete e oboé antes de querer ser guitarrista. Despretencioso e bem humorado, ele até concorreu a presidente dos EUA em 1980, só prá zuar. Esse é o seu segundo álbum solo, um ótimo álbum.


Joe Walsh -guitarra,vocal
Kenny Passarelli -baixo,vocal
Rocke Grace -teclados,vocal
Joe Vitale -bateria,flauta,teclados,vocal


1 Rocky Mountain Way
2 Book Ends
3 Wolf
4 Midnight Moodies
5 Happy Ways
6 Meadows
7 Dreams
8 Days Gone By
9 Day Dream (Prayer)


Lightnin' Hopkins - Smokes Like Lightning (1962)



Esse disco foi gravado em três sessões em 1962 e na maior parte tem Sam Hopkins sózinho ao violão; apenas em 3 faixas a banda entra. Hopkins morreu de câncer no esôfago em 1969. Uma das principais causas desse mal é o fumo e em quase todas as fotos e ilustrações de Hopkins ele está com um cigarro.


Lightnin' Hopkins -violão,vocal
Billy Bizor -harmônica
Buster Pickens -piano
Donald Cooks -baixo
Spider Kilpatrick -bateria


1 T Model Blues
2 Jackstropper Blues
3 You Cook All Right
4 My Black Name
5 You Never Miss Your Water
6 Let's Do The Susie-Q
7 Ida Mae
8 Smokes Like Lightning
9 Prison Farm Blues


Sweet Smoke - Just a Poke/Darkness to Light (1970/73)


Sweet Smoke foi formada em Nova York mas mudou-se de mala e cuia para a Alemanha, estabelecendo-se ao noroeste próximo da Holanda. Seus membros tinham sólida formação instrumental e suas músicas eram bem sofisticadas, partindo do rock psicodélico e influenciadas pelo krautrock. Eles fizeram bastante sucesso e quem os viu ao vivo relata que eram incríveis no palco, improvisando como uma jam band. Na verdade, o trabalho de estúdio já é quase isso. Esse cd reúne os dois discos de estúdio: Just A Poke é bem experimental e tem só duas longas faixas, as primeiras. Darkness to Light é influenciado pela música oriental, resultado deuma excurssão anterior pela India.


Andrew Dershin (bass, percussion),
Jay Dorfman Drums, Percussion
Marvin Kaminowitz Guitar, Vocals
Michael Paris Percussion, Sax (Tenor), Vocals
Jeffrey Dershin (piano, percussion, vocals, 1973
Steve Rosenstein (rhythm guitar
Rochus Kuhn (violin, cello


1 Baby Night
2 Silly Sally
3 Just Another Empty Dream
4 I'd Rather Burn Than Disappear
5 Kundalini
6 Believe Me My Friends
7 Show Me the Way to the War
8 Darkness to Light

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Robin Trower - 20th Century Blues (1994)


Depois de alguns discos fraquinhos, o pessoal do Bar do Pedro ameaçou tomar a carteirinha de membro do Clube de Sinuca do Trower e dar-lhe uma do Clube de Boccia. Pois funcionou e o cara voltou com esse excelente álbum. É o blues-rock dos bons tempos, pesado e rifeiro. O timbre da guitarra ficou mais encorpado e o som é até mais rude, no bom sentido. Ele foi gravado ao vivo em estúdio, tudo direto e com escassos overdubs. Ainda sobre a rudeza, o vocal contribui em boa medida; Livingston Brown definitivamente não é nem de longe comparável a James Dewar e muito menos a Gary Broker. Mas, porém, todavia, contudo, aqui até que ornou. Então, resumindo: sonzeira, um solo mais matador que outro, wah-wah e um upgrade como sócio remido do Clube de Sinuca.

Robin Trower -guitarra
Livingston Brown -vocal e baixo
Clive Mayuyu -bateria

1 20th Century Blues
2 Prisoner of Love
3 Precious Gift
4 Whisper Up a Storm
5 Extermination Blues
6 Step Into the Dark
7 Rise Up Like the Sun
8 Secret Place
9 Chase the Bone
10 Promise You the Stars
11 Don't Lose Faith in Tomorrow
12 Reconsider Baby

terça-feira, 29 de maio de 2012

King Crimson - Absent Lovers: Live in Montreal, 1984 (1998)


Esse álbum registra uma grande apresentação dessa formação da KC, impecável na captação do som e quanto às performances; e é isso o que interessa num disco ao vivo de uma banda, como direi...ultra-prog do caramba! Não há espaço para improvisações como seria de se esperar em músicos de blues ou jazz, a estrutura das músicas não deixa. Então o negócio é curtir o show que os caras dão, especialmente o Bruford. Sobre essa formação que é muito subestimada, eu devo pedir que se reflita sobre quantas bandas na extensa história dessa galáxia reuniram músicos tão especiais. Alguns dizem que as músicas que eles produziram na trilogia dos anos 80 não tinham nada a ver com a KC, que parecia pop...Pop é o cacete! A diferença para as composições anteriores reside apenas no fato de Matte Kudasai, Heartbeat, Neal and Jack and Me e umas outras serem mais "song oriented", só isso. Queria ver alguém fazer cover de Thela Hun Gingeet.


Adrian Belew -vocal,guitarra,bateria
Bill Bruford -bateria e percussão
Robert Fripp -guitarra
Tony Levin -Chapman stick,baixo,sintetizador,vocal

CD1
1 Entry of the Crims
2 Larks' Tongues in Aspic (Part III)
3 Thela Hun Gingeet
4 Red
5 Matte Kudasai
6 Industry
7 Dig Me
8 Three of a Perfect Pair
9 Indiscipline

CD2
1 Sartori in Tangier
2 Frame by Frame
3 Man with an Open Heart
4 Waiting Man
5 Sleepless
6 Larks' Tongues in Aspic (Part II)
7 Discipline
8 Heartbeat
9 Elephant Talk

sábado, 26 de maio de 2012

Mississippi Fred McDowell - I Do Not Play No Rock 'N' Roll (1969)


McDowell levou 25 anos a mais que seus contemporâneos para tocar numa guitarra elétrica. Para ele isso era um processo natural mas os puristas já foram saindo com aquele nhên-nhên-nhên de fim dos tempos. Aí justifica-se o título desse álbum. Logo na primeira faixa ele faz questão de deixar bem claro: "And I do not play no rock 'n' roll, y'all, I just play the straight, natcha blues. And whenever you get somebody, you know, wants to plow for ya, you just call for Fred McDowell. I was raised on the farm, you understand. Now, the only way you can rock Fred you just put him in a rocking chair, just lay me down, you understand. That's my type of rockin'. And my type of blues, I play with a bottleneck. I first got this style from a beef bone, you understand. The rib would come out of a steak". Ele como eu, se é prá balançar, que seja numa cadeira de balanço.

Fred McDowell -guitarra,vocal
Jerry Puckett -baixo
Dulin Lancaster -bateria

CD 1
1 Baby Please Don't Go
2 Good Morning Little School Girl
3 Kokomo Me Baby
4 That's All Right Baby
5 Red Cross Store
6 Everybody's Down On Me
7 61 Highway
8 Glory Hallelujah
9 Jesus Is On The Mainline
10 Someday


CD 2
1 Write Me A Few Of Your Lines
2 Mortgage On My Soul
3 Baby Let Me Lay Down (In Your Cool Iron Bed)
4 Drop Down Mama
5 Rap/Louise
6 Somebody Keeps Callin' Me
7 Eyes Like An Eagle
8 My Baby She Gonna Jump And Shout
9 Long Line Skinner
10 Baby Please Don't Go (Alternate)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Opossum - Bear's Banquet (1974)


Opossum foi a origem da Morpheus, todos os integrantes dela integram essa. Esse disco é feito de ensaios no estúdio então o clima é bem descontraído, passeando hora pelo jazzy à la Zappa ou Colosseum, hora um pouco mais ao blues da coisa, tudo levado pelo sax eletrificado e pela guitarra.

Peter Blömeke -flauta,sintetizadores,bateria
Heinrich Holtgreve -sax,clarineta
Robert Binnewies -teclados,harmônica
Gerold Adler -guitarra
Karl-Heinz Cornelius -baixo
Alfred Franke -bateria

1 The Sun And Moon Have Come Together
2 Mittelstreifen
3 Amina
4 Opossum Novum
5 Bear's Banquet

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Morpheus - Rabenteuer (1976)


Morpheus foi — ou é — uma banda de prog-fusion muito criativa, formada na Alemanha no início dos anos 70, a partir de outra banda chamada Opossum. Influenciada por várias outras bandas kraut e pela cena Canterbury, eles lançaram esse disco com produção própria e logo depois debandaram.
Contudo, depois do relançamento de Rabenteuer em 98 pelo sêlo Garden of Delights, tres membros originais decidiram voltar a tocar. A primeira apresentação foi em 2002 no festival de Burg Herzberg — que este ano terá Jethro Tull, Wishbone Ash e Caravan, entre outros — e seguiu-se um novo disco chamado For a Second e que é bem mais fusion.


Peter Blömeke -baixo,flauta,percussão
Gerold Adler -guitarra,efeitos
Heinrich Holtgreve -sax,percussão
Alfred Franke -bateria,percussão

1 Rabenteuer
2 Brandung
3 Breitmanlfrosch
4 Oktober 74
5 Tanz Der Morphine
6 Abflug
7 Morpheus Jam

terça-feira, 22 de maio de 2012

Cannabis India - SWF Session 1973



O Oliver Petry, que lidera essa banda alemã, foi um garoto prodígio do piano e era fiel devoto de Keith Emerson quando mudou para o órgão. Então é de se esperar que o som dela seja quase um disco perdido da ELP, ainda mais pelo formato da banda. Eles gravaram só algumas sessões nos estúdios da rádio Sudwestfunk de Dusseldorf que são a base desse disco com mais duas faixas de um projeto posterior do Petry chamado Universe.


Oliver Petry -órgão
Dirk Fleck -baixo
Rudiger Braune -bateria


Universe:
Oliver Petry -órgão,Moog,vocal
Detlev Krause -guitarra
Detlev Dalitz -baixo
Bernd Frielingsdorf -bateria

1 Hand of the King
2 Lapis
3 Revolver
4 Beethoven's 9th

Universe:
5 Mirror
6 The Hunt