terça-feira, 12 de junho de 2012

Chet Baker - My Funny Valentine (1994)



Todas as músicas que estão nessa coletânea foram gravadas em 1954, quando Baker estava no melhor de sua voz, bochechas e criatividade. O título do disco é uma ironia, já que a moça aí na foto o havia feito vender a camisa para comprar-lhe um presente de Dia dos Namorados, mas insatisfeita, queria que ele também vendesse o trompete — veja como se agarra à ele o pobre. Coisas assim levaram Chet ao vício e talvez essa seja a mesma janela da qual tenha saltado anos depois.


Chet Baker -trompete,vocal
Herb Geller -sax tenôr
Jack Montrose -sax tenôr
Bud Shank -sax barítono,flauta
Bob Gordon -sax barítono
Bob Brookmeyer -trombone de válvulas
Corky Hale -gaita
Pete Jolly -gaita
Russ Freeman -piano
Jimmy Bond -piano
Red Mitchell -piano
Joe Mondragon -piano
Leroy Vinnegar -piano
Bob Whitlock -piano
Carson Smith -baixo
Lawrence Marable -baixo
Bobby White -baixo
Larry Bunker -baixo
Peter Littman -bateria
Stan Levey -bateria
Shelly Manne -bateria
Bob Neel -bateria


1 My Funny Valentine
2 Someone to Watch over Me
3 Moonlight Becomes You
4 This Is Always
5 I'm Glad There Is You
6 Time After Time
7 Sweet Lorraine
8 It's Always You
9 Let's Get Lost
10 Moon Love
11 Like Someone in Love
12 I've Never Been in Love Before
13 Isn't It Romantic?
14 I Fall in Love Too Easily

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pete Haycock - Guitar and Son (1987)



Nos anos 80 o sêlo I.R.S. teve a idéia de lançar discos instrumentais com músicos realmente especiais que fizeram sucesso na década anterior, era a série "No Speak". O fundamento era resgatar a qualidade dos instrumentistas e provar que o rock era sustentado por eles e não pelo vocalista. Pete Haycock foi um dos escolhidos; Steve Hunter, Stewart Copeland e Leslie West também. Haycock foi membro original da britânica Climax Blues Band e é um guitarrista muito refinado. Esse disco decepcionou os fãs da CBB pois não há nenhuma música nos 12 compassos nele, por outro não há como decepcionar quem gosta de guitarra, pois tecnicamente ele é brilhante.


Pete Haycock -guitarra,sintetizador
Livingston Brown -baixo,sintetizador
Chris Bucknall -teclados
Pete Thompson -bateria
Chris North -bateria
Mike Stevens -sax


1 Liberty
2 Lucienne
3 Spikes
4 Terry Anne
5 Dr. Brown I Presume

6 The Claymore
7 Down to Bay Six
8 Rebecca
9 The New York Stakes
10 Follow That Frog

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pink Floyd - Smoking Blues (1970)


A capa desse bootleg tem o Syd Barrett mas não tem nada a ver. Esse concerto foi gravado — da mesa de som — em Montreux em dois dias de setembro em 1970. A qualidade é muito boa e comenta-se que eles tiveram vontade de lançar oficialmente mas não lançaram por causa de uns ataques de riso do Mason, do blackout de um preamp e de umas outras besteirinhas. Mesmo assim, toda a galáxia nos inveja por tê-los.


David Gimour -guitarra,vocal
Roger waters -baixo,vocal
Richard Wright -teclados,vocal
Dave Mason -bateria,percussão

CD 1
1 Astronomy Domine
2 Fat Old Sun
3 Atom Heart Mother

CD 2
1 Cymbaline
2 The Embryo
3 Just Another 12 Bar
4 More Blues

Wes Montgomery & Wynton Kelly - Smokin' at the Half Note (1965)


Wes Montgomery foi um dos maiores guitarrstas do jazz, considerado o fundador do smooth-jazz, estilo que há tempos está totalmente desvirtuado. Ele não viveu para ver isso, faleceu em 1968 aos 45 anos de ataque cardíaco.
Wynton Kelly foi o pianista preferido de Miles Davis e Cannonball Aderley mas também construiu uma respeitada carreira solo liderando esse incrível trio com baterista de Miles Davis que é único participante vivo do mítico Kind of Blue e o baixista que trabalhou em todos os clássicos de Davis e também com muitos outros monstros sagrados.
Esse disco é fundamental para todos os amantes de guitarra, sendo que Pat Metheny, por exemplo, o considera o melhor álbum de guitarra já feito, com os melhores solos já gravados até hoje. O volume 2 aí não faz muito sentido já que esse é o álbum original com faixas bônus.


Wes Montgomery -guitarra
Wynton Kelly -piano
Paul Chambers -baixo
Jimmy Cobb -bateria

1 No Blues
2 If You Could See Me Now
3 Willow Weep for Me
4 Impressions
8 Four on Six
5 Portrait of Jennie
6 Surrey With the Fringe on Top
7 Oh, You Crazy Moon
8 Four on Six
9 Misty

Liquid Smoke - Liquid Smoke (1970)



Liquid Smoke foi formada por colegas de universidade em 1969 em Nova York. Eles gravaram só esse disco e sumiram. O som tem um pé no blues rock e outro no rock psicodélico e é levado por um bom trabalho no baixo e no órgão. Em alguns momentos dá prá perceber uma influência do Deep Purple e também tem a Hard to Handle do Otis Redding que viria a fazer muito sucesso com a Black Crowes muito depois.


Sandy Pantaleo -vocal
Vince Fersak -guitarra
Ben Ninnman -teclados
Mike Archuleta -baixo
Chas Kimbrell -bateria

1 I Who Have Nothing
2 Lookin' for Tomorrow
3 Hard to Handle
4 Reflection
5 Warm Touch
6 Shelter of Your Arms
7 Set Me Free
8 It's a Man's World
9 Let Me Down Easy


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Mundial sem Fumo


Hoje, 31 de maio, foi o dia mundial da luta contra o tabaco e eu não sei dizer se isso acaba tendo algum efeito prático mas, vá lá, tá valendo. A ação deveria ser diária, o governo tem o dever pagar por inserções duras, cruéis até, na televisão e em revistas, afinal arrecada uma baba com impostos sobre o cigarro. Faça a conta: cada fumante médio gasta cerca de mil reais por ano com o vício; deu prá sacar quanta grana entra? Por outro lado, a conta que não aparece é a que mostra que esse mesmo governo — é, isso que tá aí é governo, governo é governo, tem que chamar de governo mesmo não sendo — gasta 3 vêzes mais com doenças decorrentes do fumo do que o total arrecadado com impostos sobre o fumo.
O Brasil é o maior exportador de tabaco do mundo e um dos países onde o cigarro é mais barato. Um estudo demonstrou que o aumento de 10% apenas no preço do maço já induz o fumante a uma redução de um maço no primeiro trimestre e mais de quatro maços no médio prazo. E ainda tem gente que tem a cara de pau de alegar que não é bom vender menos cigarro, causa desemprego. Pois outro estudo na Inglaterra provou que o emprego aumenta pois os carinhas lá passam a gastar em outras coisas.
Então meu camarada, dia 31 de maio ou não, faça alguma coisa contra o fumo. Inventa alguma coisa aí, dê um murro na cara do seu fumante mais chegado, não custa nada nem mata devagarinho.


Joe Walsh - The Smoker You Drink, the Player You Get (1973)


Joe Walsh despontou quando substituiu Glen Schwartz na James Gang em 68, antes mesmo do primeiro álbum. Sorte da James Gang que teve um grande guitarrista que entre outras qualidades que eu admiro, usa a talk-box muito bem. Curioso é que ele estudou clarinete e oboé antes de querer ser guitarrista. Despretencioso e bem humorado, ele até concorreu a presidente dos EUA em 1980, só prá zuar. Esse é o seu segundo álbum solo, um ótimo álbum.


Joe Walsh -guitarra,vocal
Kenny Passarelli -baixo,vocal
Rocke Grace -teclados,vocal
Joe Vitale -bateria,flauta,teclados,vocal


1 Rocky Mountain Way
2 Book Ends
3 Wolf
4 Midnight Moodies
5 Happy Ways
6 Meadows
7 Dreams
8 Days Gone By
9 Day Dream (Prayer)


Lightnin' Hopkins - Smokes Like Lightning (1962)



Esse disco foi gravado em três sessões em 1962 e na maior parte tem Sam Hopkins sózinho ao violão; apenas em 3 faixas a banda entra. Hopkins morreu de câncer no esôfago em 1969. Uma das principais causas desse mal é o fumo e em quase todas as fotos e ilustrações de Hopkins ele está com um cigarro.


Lightnin' Hopkins -violão,vocal
Billy Bizor -harmônica
Buster Pickens -piano
Donald Cooks -baixo
Spider Kilpatrick -bateria


1 T Model Blues
2 Jackstropper Blues
3 You Cook All Right
4 My Black Name
5 You Never Miss Your Water
6 Let's Do The Susie-Q
7 Ida Mae
8 Smokes Like Lightning
9 Prison Farm Blues


Sweet Smoke - Just a Poke/Darkness to Light (1970/73)


Sweet Smoke foi formada em Nova York mas mudou-se de mala e cuia para a Alemanha, estabelecendo-se ao noroeste próximo da Holanda. Seus membros tinham sólida formação instrumental e suas músicas eram bem sofisticadas, partindo do rock psicodélico e influenciadas pelo krautrock. Eles fizeram bastante sucesso e quem os viu ao vivo relata que eram incríveis no palco, improvisando como uma jam band. Na verdade, o trabalho de estúdio já é quase isso. Esse cd reúne os dois discos de estúdio: Just A Poke é bem experimental e tem só duas longas faixas, as primeiras. Darkness to Light é influenciado pela música oriental, resultado deuma excurssão anterior pela India.


Andrew Dershin (bass, percussion),
Jay Dorfman Drums, Percussion
Marvin Kaminowitz Guitar, Vocals
Michael Paris Percussion, Sax (Tenor), Vocals
Jeffrey Dershin (piano, percussion, vocals, 1973
Steve Rosenstein (rhythm guitar
Rochus Kuhn (violin, cello


1 Baby Night
2 Silly Sally
3 Just Another Empty Dream
4 I'd Rather Burn Than Disappear
5 Kundalini
6 Believe Me My Friends
7 Show Me the Way to the War
8 Darkness to Light

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Robin Trower - 20th Century Blues (1994)


Depois de alguns discos fraquinhos, o pessoal do Bar do Pedro ameaçou tomar a carteirinha de membro do Clube de Sinuca do Trower e dar-lhe uma do Clube de Boccia. Pois funcionou e o cara voltou com esse excelente álbum. É o blues-rock dos bons tempos, pesado e rifeiro. O timbre da guitarra ficou mais encorpado e o som é até mais rude, no bom sentido. Ele foi gravado ao vivo em estúdio, tudo direto e com escassos overdubs. Ainda sobre a rudeza, o vocal contribui em boa medida; Livingston Brown definitivamente não é nem de longe comparável a James Dewar e muito menos a Gary Broker. Mas, porém, todavia, contudo, aqui até que ornou. Então, resumindo: sonzeira, um solo mais matador que outro, wah-wah e um upgrade como sócio remido do Clube de Sinuca.

Robin Trower -guitarra
Livingston Brown -vocal e baixo
Clive Mayuyu -bateria

1 20th Century Blues
2 Prisoner of Love
3 Precious Gift
4 Whisper Up a Storm
5 Extermination Blues
6 Step Into the Dark
7 Rise Up Like the Sun
8 Secret Place
9 Chase the Bone
10 Promise You the Stars
11 Don't Lose Faith in Tomorrow
12 Reconsider Baby