terça-feira, 19 de março de 2013

Humble Pie - Humble Pie (1970)





O novo Papa recebeu as presidentes de duas repúblicas bananeiras e bem que poderia ter-lhes dito em bom inglês: Eat some humble pie! Boçais como só, as duas iriam de mãos dadas até uma doceria ou coisa que o valha. 
Enfim, esse é o terceiro disco da banda Humble Pie e eles já foram mudando o som. Os violões, o traço folk e os teclados dos dois primeiros permaneceram, mas o som ficou mais pesado e deprê, num bom balanço entre os dois principais compositores: Marriott era pelo hard, e Frampton, mais melódico. 
Evidentemente, o álbum não tem qualquer relação com as duas chefes bananeiras, até mesmo porque sua capa foi criada por um ilustrador famoso, especializado em desenhar eroticamente mulheres bonitas.


Steve Marriott -guitarra,teclados,vocal
Peter Frampton -guitarra,violão,teclados,vocal
B.J. Cole -violão de aço
Greg Ridley -baixo,vocal
Jerry Shirley -bateria,guitarra,vocal
John Wilson -bateria (2)


1 Live With Me
2 Only a Roach
3 One Eyed Trouser-Snake Rhumba
4 Earth and Water Song
5 I'm Ready
6 Theme from Skint (See You Later Liquidator)
7 Red Light Mama, Red Hot!
8 Sucking on the Sweet Vine





sábado, 16 de março de 2013

King Crimson - Starless and Bible Black (1974)






Estonteante e poderoso foram alguns dos adjetivos usados pela imprensa quando Starless foi lançado. Realmente, com seus riffs e as chocantes mudanças de tempo, o álbum impacta desde o primeiro acorde, ao passo em que faz um contraste usando a delicadeza do violino e do Mellotron. O tom é de sátira ao materialismo e a fragilidade humana, apontando o dedo para o demônio que nos habita. 
Essa é a edição especial de 30 anos que teve a qualidade do som sensivelmente melhorada, com dinâmicas até superiores às de edições posteriores. Quem ouviu em vinil com uma boa cápsula, sempre sentiu falta de algumas sutilezas que o cd não trazia até então, e sutilezas estão no preâmbulo do "Pequeno Manual Fripp Para Um Mundo Melhor". Às vêzes a sutileza está até no não fazer algo, como em "Trio" onde Bruford não quis tocar bateria e foi creditado como autor porque deu a melhor idéia para a faixa. O título Starless and Bible Black foi retirado de um texto do poeta Dylan Thomas.


Robert Fripp -guitarras
Bill Bruford -bateria
David Cross -violino,viola,kbds
John Wetton -baixo e vocal

1 The Great Deceiver 
2 Lament 
3 We'll Let You Know 
4 The Night Watch 
5 Trio 
6 The Mincer 
7 Starless And Bible Black 
8 Fracture 



sexta-feira, 15 de março de 2013

John Cale & Terry Riley - Church Of Anthrax (1971)






Terry Riley é um compositor de vanguarda e Cale é ex-membro da Velvet Underground, que também se aventurava nesse terreno. Riley sempre foi bem mais radical. Minimalista, ele trabalhava sobre a repetição dos sons. Essa única colaboração entre os dois é, no entanto, mais versada no free-jazz.



John Cale -órgão,baixo,harpsichord,piano,guitarra,viola
Terry Riley -piano,órgão,sax soprano
Bobby Columby -bateria
Bobby Gregg -bateria
Adam Miller -vocal


1 Church of Anthrax
2 The Hall of Mirrors in the Palace of Versailles 
3 The Soul of Patrick Lee 
4 Ides of March
5 The Protege


quinta-feira, 14 de março de 2013

David Peel & The Lower East Side - The Pope Smokes Dope (1972)





David Peel é um poeta de Nova York, ativista político e um corruptor da juventude. Transgressor ao extremo, suas letras abordam desde uma reflexão social até a liberação da maconha e a corrupção policial. Sua música é tão básica que John Lennon, produtor desse disco, cometeu uma sandice ao comparar Peel à Picasso. Aí já foi dose. E por falar em dose, ou overdose, esse álbum foi banido de todo lugar, exceto dos EUA, Canadá, Japão e Vulcano. Também pudera, que coisa mais feia falar essas coisas do Papa, né? Coisa quase tão feia quanto a Yoko Ono que co-produziu esse disco. Quase.
Esse Papa novo ma non troppo parece ser um cara legal, né não?


David Peel -guitarra,vocal
Eddie Ryan -piano
Eddie Mottau -guitarra,violão
Chris Osborne -violão,guitarra
Harold Fisher -bateria


1  I'm A Runway
2  Everybody's Smoking Marijuana
3  The Hippie From New York City
4  The Ballad Of New York City / John Lennon - Yoko Ono
5  The Ballad Of Bob Dylan
6  The Chicago Conspiracy
7  I'm Gonna Start Another Riot
8  McDonalds Farm
9  F Is Not A Dirty Word
10 The Birth Control Blues
11 The Hip Generation
12 The Pope Smokes Dope
13 Amerika (Edit) (With Yoko Ono)
14 How Did You Meet David Peel? (Interview With John Lennon)
15 Everybody's Smokin' - Remix

quarta-feira, 13 de março de 2013

Amon Düül II - Yeti (1970)







Yeti é o segundo álbum da AD II e outra obra-prima repleta de inovações musicais. Muitas faixas são consideradas como o início do space-rock e outras, mais estruturadas, lembram o King Crimson pela maneira que mudam de passagens tranquilas para momentos de violência, torcendo as coisas pra lá e pra cá.


Peter Leopold -bateria
Chris Karrer -violino,guitarras,vocal
John Weinzierl -guitarras,vocal
Falk Rogner -órgão
Renate Knaup -percussão,vocal
Dave Anderson -baixo
Shrat -bongôs,vocal
Rainer Bauers -guitarra,vocal (10)
Ulrich Leopold -baixo (10)
Thomas Keyserling -flauta (10) 


1 Soap Shop Rock
2 She Came through the Chimney 
3 Archangels Thunderbird
4 Cerberus 
5 The Return of Ruebezahl 
6 Eye-Shaking King 
7 Pale Gallery
8 Yeti (Improvisation)
9 Yeti Talks to Yogi (Improvisation)
10 Sandoz in the Rain (Improvisation)
11 Rattlesnakeplumcake
12 Between The Eyes 






terça-feira, 12 de março de 2013

Nappy Brown with The Heartfixers - Tore Up (1984)






Antes de lançar-se em carreira solo, Tinsley Ellis liderou a banda The Heartfixers que aqui acompanha Napoleon Brown no seu retorno à música, depois de muitos anos afastado. Nappy foi um grande cantor de blues e r&b que até se aventurou no rock, tanto que Elvis Presley não perdia um show dele se estivesse na mesma cidade. Ele aprendeu a cantar na igreja e botava um sotaque de gospel em todo o seu trabalho, sempre bastante passional. Sua ascensão se deu ao mesmo tempo que a de Chuck Berry e Little Richard, e a contribuição que deu ao rock não foi menor. Infelizmente ele era do tempo em que as pessoas achavam chique segurar um cigarro entre os dedos, coitado. Morreu.


Nappy Brown -vocal
Tinsley Ellis -guitarra
Oliver Wells -órgão
Scott Alexander -piano
Wayne Burdette -baixo
Michael McCauley -bateria
Albey Scholl -harmônica
Andy Hagan -trompete
George Rollins -trompete
Skip Lane -sax barítono
Bill McPherson -sax tenôr
Yonrico Scott -percussão


1 Who
2 Lemon Squeezin' Daddy
3 Heartbreak
4 Losing Hand
5 Tore Up Over You
6 Hard Luck Blues
7 Hidden Charms
8 It Ain't My Cross To Bear
9 Tonight I'll Be Staying Here With You
10 Jack The Rabbit
11 You Can Make It If You Try






domingo, 10 de março de 2013

Tinsley Ellis - Speak No Evil (2009)




Tinsley Ellis é um excelente guitarrista nascido na Georgia e criado na Flórida. Seu primeiro contato com o blues foi com bandas inglêsas como a Bluesbreakers de John Mayall, Peter Green, Yardbirds e a Derek and the Dominos do Clapton. Talvêz por isso ele tenda a ultrapassar as fronteiras do blues, mas não perde a coerência nem a integridade, como acontece com nove entre dez dos moderninhos. Ellis tem um fraseado que frequentemente é comparado a Stevie Ray Vaughan, porém, nesse disco em particular ele parece muito influenciado por Robin Trower.


Tinsley Ellis -guitarra,vocal
Kevin Mckendree -órgão Hammond,piano
Pete Orenstein -Hammond,piano Wurlitzer
The Evil One -baixo
Jeff Burch -bateria,percussão


1  Sunlight of Love
2  Slip and Fall
3  Speak No Evil
4  It Takes What It Takes
5  Other Side
6  Night Is Easy
7  Left of Your Mind
8  Cold Love, Hot Night
9  Amanda
10 Loving for Today
11 Grow a Pair
12 Rockslide




sábado, 9 de março de 2013

Wayne Shorter - Speak No Evil (1964)





Segundo Herbie Hancock, Wayne Shorter não fazia música e sim remédio para ouvido. É um jeito bem bacana de dizer que ele revolucionou o jazz nos anos 60, introduzindo o elemento surpresa nas suas belas composições, que poderia ser um súbito intervalo, por exemplo. Ele conseguia — e consegue, já que está ativo e acaba de lançar disco — aliar a precisão à liberdade para todos os músicos interpretarem. Ainda segundo Hancock, Shorter era o único que levava músicas para Miles Davis nas quais ele não mudava nada. Aliás, todos menos Freddie Hubbard nesse quinteto foram pupilos de Miles. 
Esse disco é de uma sequência de sete lançados em quatro anos, e todos estão entre os mais importantes do gênero. Contudo, Shorter ainda é mais lembrado pelo grande público como membro da Weather Report.


Wayne Shorter -sax tenôr
Freddie Hubbard -trompete
Herbie Hancock -piano
Ron Carter -baixo acústico
Elvin Jones -bateria


1 Witch Hunt 
2 Fee-Fi-Fo-Fum 
3 Dance Cadaverous
4 Speak No Evil
5 Infant Eyes 
6 Wild Flower
7 Dance Cadaverous (alternate take)




sexta-feira, 8 de março de 2013




Skip James - Devil Got My Woman (1968)





Skip James não era um músico profissional, e sim um pastor batista. Ele tornou-se proeminente quando gravou 17 canções para a Paramount em 1931 e depois ficou levando a vida meio de escanteio até o blues revival dos anos 60, quando muitas outras figuras geniais foram resgatadas. Habilidoso tanto no violão como no piano, James interpretava canções auto-biográficas onde a mulher é quase sempre a figura central, e fazia isso de maneira fluida, como um contador de histórias. As faixas nesse álbum são novos arranjos dessas canções, gravadas no Newport Folk Festival de 1964, quatro anos anos antes de seu falecimento.


Skip James – vocal,violão,piano


1  Good Road Camp Blues
2  Little Cow and Calf Is Gonna Die Blues
3  Devil Got My Woman
4  Look at the People Standing at the Judgement
5  Worried Blues
6  22-20 Blues
7  Mistreating Child Blues
8  Sickbed Blues
9  Catfish Blues
10 Lorenzo Blues
11 Careless Love
12 Illinois Blues