sexta-feira, 21 de junho de 2013

Soft Machine - Virtually (1971)






Agora com Elton Dean no line-up, esse concerto abrange o material dos albuns Third e Fourth. Ele foi gravado em 23 de março de 71 para a Radio Bremmen alemã, no palco do Gondel Filmkunsttheater. A qualidade do som é excelente e as performances também, se bem que Robert Wyatt quase se abstém dos vocais. Virtually também é um bom documento da mudança do rock com um teco de jazz  para o jazz-rock propriamente dito.


Elton Dean -sax alto,saxello,piano elétrico
Mike Ratledge -piano elétrico,órgão
Hugh Hopper -baixo
Robert Wyatt -bateria


1 Facelift
2 Virtually
3 Slightly all the Time
4 Fletchers Blemish
5 Neo-Caliban Grides
6 Out Bloody Rageous
7 Eamonn Andrews
8 All White
9 Kings and Queens
10 Teeth
11 Pigling Bland

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Soft Machine - Live At The Paradiso 1969 (1995)






A sessão desse álbum aconteceu no dia 29 de março de 1969 em Amsterdã. Inicialmente ele foi lançado como um bootleg, porém a qualidade do som é muito boa, tanto para um bootleg como para a época, daí a sua oficialização até por selos diferentes. O concerto serviu como uma prévia do álbum Volume Two, que já estava pronto mas ainda não tinha ido para as lojas. Kevin Ayers havia deixado a banda, então Hugh Hopper também toca guitarra em algumas faixas. No entanto o destaque vai para a performance de Robert Wyatt. A foto da contracapa inclui o Elton Dean e é a mesma foto que serviu de capa para o BBC in Concert — Elton Dean só entraria no ano seguinte para gravar o álbum Third.


Mike Ratledge -órgão,teclados
Hugh Hopper -baixo,guitarra,vocal
Robert Wyatt -bateria,percussão,vocal

1 Hulloder
2 Dada Was Here
3 Thank You Pierrot Lunaire
4 Have You Ever Bean Green?
5 Pataphysical Introduction Pt. II
6 As Long as He Lies Perfectly Still
7 Fire Engine Passing With Bells Clanging
8 Hibou, Anemone and Bear
9 Fire Engine Passing With Bells Clanging (Reprise)  
10 Pig
11 Orange Skin Food  
12 A Door Opens and Closes
13 10:30 Returns to the Bedroom

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aera - Humanum Est / Hand Und Fuß (1974/1976)






Eu não me sinto muito confortável quando lido com o rótulo "krautrock". Primeiro, porque a expressão foi cunhada pela imprensa britânica no sentido jocoso, de desdém. Depois, porque o krautrock é muito amplo. Tem a cena eletrônica, o prog, a experimental... E tem uma parte grande que fundiu o jazz ao rock, em boa medida influenciada pela cena Canterbury. É exatamente o caso da banda Aera. Ela vai na mesma linha da Embryo, Missus Beastly, Munju, Moira, etc., e foi formada pelo saxonista Klaus Kreuzeder, que era cadeirante. Outro líder era o guitarrista Muck Groh, ex-Ihre Kinder, e juntos eles esbanjaram solos espaciais sobre uma boa base de percussão. Esse cd reúne seus dois primeiros discos. Depois deles, a banda foi perdendo membros para outras e o terceiro disco, chamado Türkis,  saiu com uma mudança substancial também no som, que se tornou mais sinfônico com um montão de teclados — econômicos até aqui. Embora algumas frases sejam insistentemente repetidas, a Aera foi uma das bandas mais inventivas da cena alemã, carregando uma forte influência da Soft Machine.


Muck Groh -guitarra
Klaus Kreuzeder -sax,flauta
Jonas Porst -teclados
Dieter Bauer -baixo
Peter Malinowski -baixo 
Wolfgang Teske -bateria
Lucky Schmidt -bateria
Christoph Krieger -violino
Onkel Latzi -sax barítono,oboé


1 Papa Doing
2 Demmerawäng
3 Hodibbel
4 Sechs Achtel
5 Jonas Shläft
6 Alois' Flötending
7 Mechelwind
8 Alabaster Keaton
9 Wrdlbrmfd (Fürn Karl Valentin)
10 Elephen Elephants
11 Herbszeitlos
12 Ad Absurdum
13 Kamele On

sexta-feira, 14 de junho de 2013

The Wilde Flowers - The Wilde Flowers (1994)







Bem, e foi aqui que tudo começou. Se a Wilde Flowers não tivesse existido, talvez o próprio estilo Canterbury não existisse. Talvez a fusão do rock pscodélico com o jazz fosse feita de outra forma, ou noutra época. Talvez outros estilos que beberam dessa fonte, como o krautrock, por exemplo, teriam um outro jeito. Quem sabe?
A Wilde Flowers nunca lançou um disco, nem um single sequer. Tudo que deixaram foram algumas gravações feitas em datas e locais diferentes que, a julgar pela pouca qualidade do som, mais parecem demos que não entusiasmaram a ponto de merecerem uma produção melhor. São boas canções, contudo. Tem um pouco de blues, um pouco de folk, beatpop e psicodélico, que já iam levando o tempero jazístico. Esse cd é um documento de tudo que foi encontrado da Wilde e de uma banda paralela, a Zobe, que compartilharam membros da formação que variou bastante entre 1964 e 1969.


Robert Wyatt -bateria,percussão,vocal
Richard Sinclair -guitarra,vocal
Hugh Hopper -baixo,sax alto
Brian Hopper -guitarra,sax alto e tenôr
Kevin Ayers -vocal
Graham Flight -vocal,harmônica
Pye Hastings -guitarra,vocal
Dave Sinclair -baixo,teclados
Dave Lawrence -baixo,vocal
Richard Coughlan -bateria


1  Impotence
2  Those Words They Say
3  Memories
4  Don't Try to Change Me
5  Parchman Farm
6  Almost Grown
7  She's Gone
8  Slow Walkin' Talk
9  He's Bad for You
10 It's What I Feel (A Certain Kind)
11 Memories (Instrumental)
12 Never Leave Me
13 Time After Time
14 Just Where I Want
15 No Game When You Lose
16 Impotence
17 Why Do You Care (Zobe)
18 The Pieman Cometh (Zobe)
19 Summer Spirit (Zobe)
20 She Loves to Hurt
21 The Big Show
22 Memories

terça-feira, 11 de junho de 2013

Gilgamesh - Gilgamesh (1975)





Gilgamesh surgiu dois anos antes da National Health na cena Canterbury, mas já um pouco tarde no cenário musical geral, uma vêz que a disco music soltava suas penas, o punk já começava a exalar seus odores,  e a indústria da música já não tinha o mesmo cuidado pela música de qualidade — hoje já nem sabe mais o que é música. Eles tinham se inspirado no som da Hatfield and the North e tiveram até a mesma vocalista. O líder era o tecladista Alan Gowen e ele procurou equilibrar as composições bem estruturadas do prog com o improviso inerente ao jazz. Esse é o primeiro disco da banda e depois dele ela se separou. Gowen entrou para a National Health em 78 e depois reuniu a Gilgamesh com a colaboração de Hugh Hopper da Soft Machine. Um segundo álbum foi lançado e ficou por aí. Gowen e Hopper continuaram a parceria em outros projetos até que Gowen faleceu prematuramente em 1980, vítima de leucemia.


Alan Gowen -Clavinet,Mellotron,piano,piano elétrico,sintetizadores
Phil Lee -guitarra
Amanda Parsons -vocal
Jeff Clyne -baixo elétrico e acústico
Mike Travis -bateria


1 One and More/Phil's Little Dance (For Phil Miller's Trousers)/Worlds ...
2 Lady and Friend
3 Notwithstanding
4 Arriving Twice
5 Island of Rhodes/Paper Boat/As If Your Eyes Were Open
6 For Absent Friends
7 We Are All/Someone Else's Food/Jamo and Other Boating ...
8 Just C

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Henry Cow - Leg End (1973)






A Henry Cow foi formada em 1968 por Fred Frith e Tim Hodgkinnson que eram colegas na faculdade de música em Cambridge. No início era um duo de dois mesmo e eles tinham como uma influência em comum o estilo Canterbury, especialmente a música da Soft Machine. Mas não só essa. Eles também curtiam Zappa e vários compositores eruditos e concretos. No mesmo ano eles adicionaram um baterista, um guitarrista e o baixista Andrew Powell — que viria a ser um renomado regente e que colaborou com Alan Parsons. Logo esse quinteto de cinco estava abrindo shows do Pink Floyd no circuito universitário. 
Nos seus dez anos e pouco de funcionamento a Henry Cow mudou várias vêzes de formação, sempre em torno do duo inicial, mas John Greaves e Chris Cutler foram mais ou menos constantes. A música deles foi muito além do estilo Canterbury, do jazz-rock e do próprio prog. Eles puseram em prática idéias de vanguarda e uma postura totalmente anti-comercial, fundando um novo gênero: o Rock in Opposition ou RIO (não me caia na tentação de fazer trocadilho com aquela merda de Rock in Rio, pelamordedeus, hein!).
Esse é o primeiro disco deles, também conhecido como Legend.


John Greaves -baixo,piano,vocal
Chris Cutler -piano,trompete,bateria,vocals,instrumentos de brinquedo
Fred Frith -guitarra,piano,violino,teclados,viola,vocal
Tim Hodgkinson -órgan,clarineta,piano,teclados,sax,vocal
Geoff Leigh -clarineta,flauta,sax,vocal,tapes


1 Nirvana for Mice 
2 Amygdala 
3 Teenbeat Introduction 
4 Teenbeat 
5 Nirvana Reprise 
6 Extract from with the Yellow...
7 Teenbeat Reprise 
8 Tenth Chaffinch 
9 Nine Funerals of the Citizen King 

quinta-feira, 6 de junho de 2013


National Health - National Health (1977)





A National Health foi uma deliciosa banda que emergiu tardiamente no movimento Canterbury e, talvez por isso mesmo, reuniu o quem é quem da coisa. O som dela é mais prog que o das demais, mas ainda infectado por jazz. É bem verdade que a gente precisa tomar cuidado com esses rótulos todos. A maioria dos caras relacionados com o movimento Canterbury o rejeita. Robert Wyatt dizia que não tinha nada a ver com o lugar, apenas coincidiu de ir finalizar os estudos lá. Dave Stewart então, disse que só se apresentou por alí e mais nada. O único cara natural do lugar era Hugh Hopper. O fato é que a Wilde Flowers formou-se ali, chamou a atenção, e a imprensa é que criou o rótulo. Bem, mas voltando à National, ela formou-se da reunião de membros das bandas Hatfield and the North, Gilgamesh e Henry Cow e seu nome foi inspirado num prosaico par de óculos que Dave Stewart recebeu do sistema de saúde nacional britânico. Que inveja, não é mesmo? Aqui no Brasil o sistema nacional de saúde não está dando nem atendimento, ultimamente. Ah...mas o Ministério da Saúde ia gastando alguns milhões na confecção de cartazes em homenagem ao Dia das Prostitutas


Dave Stewart -piano elétrico e acústico,órgão
Phil Miller -guitarra
Neil Murray -baixo
Pip Pyle -bateria e percussão
Alan Gowen -Moog,piano (1,2,3)
Jimmy Hastings -flauta e clarineta
John Mitchell -percussão
Amanda Parsons -vocal


1. Tenemos Roads 
2. Brujo 
3. Borogoves (Excerpt from part two) 
4. Borogoves (Part one)
5. Elephants 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Delivery - Fools Meeting (1970)





A Delivery surgiu lá pelo meio dos anos 60 como uma banda de R&B e tinha como fundadores os irmãos Miller e Pip Pyle, três expoentes da cena Canterbury. Ao passo em que alguns membros saíram e outros entraram, eles foram misturando o rock ao jazz. Roy Babbington, futuro membro da Nucleus e da Soft Machine, teve um papel importante nisso. Em 69 eles fizeram uma parceria com a cantora e poetisa Carol Grimes para lançarem juntos esse álbum aqui. Por razões contratuais ela não pôde figurar como membro da banda, então o disco saiu na época como Carol Grimes & Delivery. Aí a gravadora insistiu que a garota deveria seguir carreira solo, que ela poderia ser a Janis Joplin britânica (tinham falado a mesma merda para Maggie Bell) e ela caiu. Depois do lançamento de Fools Meeting a banda deu um tempo e foi reformulada dois anos depois com a entrada do ex-Caravan Richard Sinclair no baixo. Logo adiante Steve Miller deu lugar a Dave Stewart nos teclados e banda passou a se chamar Hatfield and the North.


Steve Miller -piano 
Phil Miller -guitarra 
Roy Babbington -baixo 
Pip Pyle -bateria
Carol Grimes -vocal,percussão
Lol Coxhill -sax soprano e tenôr
Roddy Skeaping -violino (Miserable Man)
Richard Sinclair -baixo (One for You)

1 Blind To Your Light 
2 Miserable Man
3 Home Made Ruin 
4 Is It Really The Same 
5 We Were Satisfied 
6 The Wrong Time
7 Fighting It Out 
8 Fools Meeting 
9 Harry Lucky
10 Home Made Ruin (alternate take) 
11 Is It Really The Same (live) 
12 Blind To Your Light (live) 
13 One For You 


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Caravan - Caravan (1968)





Richard Sinclair, seu primo David, Pye Hastings e Richard Coughlan, todos tinham tocado na Wilde Flowers e a Caravan foi fundada depois que Kevin Ayers e Robert Wyatt saíram para fundarem a Soft Machine. O som da Wilde Flowers era baseado no R&B com toques de jazz e o pessoal da Caravan mudou um pouco a direção para o rock pscodélico, mantendo o jazz na balança. Só que a sofisticação e o virtuosismo que os caras empregaram os colocam como fundadores do rock progressivo, ao lado da The Nice e de Giles, Giles & Fripp. Nesse primeiro disco eles ainda estavam tateando no gênero e procurando um público que estava a se formar, por isso o disco não vendeu muito e, para piorar, sumiu das lojas quando a gravadora MGM fechou na Inglaterra. Por sorte, um contrato com a Decca não demorou; bastou que um produtor os visse no palco. Dentre toda a constelação de grandes bandas prog que estava surgindo, a Caravan foi a mais sutil.


Richard Sinclair -baixo,guitarra,vocal
David Sinclair -órgão,piano,vocal
Jimmy Hastings -flauta (4,12)
Pye Hastings -guitarra,baixo,vocal
Richard Coughlan -bateria

Mono:
1 Place Of My Own
2 Ride
3 Policeman
4 Love Song With Flute
5 Cecil Rons
6 Magic Man
7 Grandma's Lawn
8 Where But For Caravan Would I?

Stereo:
9 Place Of My Own
10 Ride
11 Policeman
12 Love Song With Flute
13 Cecil Rons
14 Magic Man
15 Grandma's Lawn
16 Where But For Caravan Would I?
17 Hello Hello (Single Version)