terça-feira, 13 de agosto de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Manfred Mann Chapter Three - Manfred Mann Chapter Three (1969)
Com o sucesso comercial da banda Manfred Mann, Mike Hugg e o próprio Mann acabaram sendo bem sucedidos em outra seara que dava uma boa grana: compondo jingles para a TV. Então eles decidiram por uma empreitada mais séria com a influência de músicos como Miles Davis e John Coltrane. Inicialmente o projeto se chamou Emanon e as composições evitavam as guitarras e eram levadas pelos teclados e livremente pelos metais. A parte dos metais, aliás, é algo parecido com o que a Nucleus e a King Crimson (Lizard) fariam no ano seguinte. Eles tocaram em clubes pequenos e se inseriram no circuito prog mas como seu antigo público não os entendeu nem acompanhou, eles bancaram os custos de um segundo álbum (Volume 2) e partiram para outra. Esse Volume 1 reuniu o primeiro time do jazz britânico na época e foi um dos álbuns que inauguraram o selo Vertigo, junto com o Valentine Suite da Colosseum e o Juicy Lucy da própria.
Mike Hugg -piano,vocal, bateria
Bernie Living -flauta, sax alto
Steve York -baixo, gaita
Craig Collinge -bateria
Derek Wadsworth -arranjos para os metais
Clive Stevens -sax tenôr
Carl Griffiths -sax tenôr
Dave Coxhill -sax barítono
Gerald Drewett -trombone
Sonny Corbett -trompete
1 Travelling Lady
2 Snakeskin Garter
3 Konekuf
4 Sometimes
5 Devil Woman
6 Time
7 One Way Glass
8 Mister You're a Better Man Than I
9 Ain't It Sad
10 A Study in Inaccuracy
11 Where Am I Going
12 Sometimes (Mono)
13 Mother (aka Travelling Lady - Mono)
14 Devil Woman (Single)
15 A Study in Inaccuracy (Alternative Version)
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Manfred Mann's Earth Band - Nightingales & Bombers (1975)
Manfred Mann é outro exemplo de longevidade. Nascido na África do Sul em 1940, ele está no ramo desde o final dos anos 50. A primeira banda, ou capítulo um, foi formada por ele e pelo multi-instrumentista Mike Hugg no início dos anos 60 e tinha Paul Jones nos vocais. Mais adiante o line-up mudou, saiu Jones e entrou Mike D'Abo, tornando-se o capítulo dois da banda Manfred Mann. Até aí o som era pop, com o padrão comercial dos três minutos, e até Jack Bruce tocou nela. Em 69 Mike Hugg decidiu que estava cheio daquilo e quis montar uma banda de jazz-rock. Manfred foi na dele e surgiu a Manfred Mann Chapter Three. Foi uma surpresa pois nada que eles tinham feito antes tinha um pingo de jazz mas a competência instrumental deles rendeu elogios e dois discos. Entre o primeiro e o segundo disco eles moveram-se mais ao prog e em 71 sugiu a Manfred Mann's Earth Band — sem o Mike Hugg.
Esse é o sétimo disco da banda e mostra mais um movimento, dessa vêz para trás. Enquanto os álbuns anteriores foram progressivos no sentido mais formal, Nightingales optou por músicas mais curtas e diretas, muito embora os músicos fossem os mesmos e sua competência bem demonstrada. O trabalho é inspirado pela segunda grande guerra e o título saiu de um episódio em que um ornitólogo gravava o som dos rouxinóis quando repentinamente começou um bombardeio aéreo; a gravação está no final da faixa 8.
Mick Rogers -guitarra, vocal
Colin Pattenden -baixo
Chris Slade -bateria, percussão
David Millman -viola
Chris Warren-Green -violino
Nigel Warren-Green -cello
Graham Elliott -cello
David Boswell-Brown -cello
Ruby James -backing vocal
Doreen Chanter -backing vocal
Martha Smith -backing vocal
1 Spirits in the Night
2 Countdown
3 Time Is Right
4 Crossfade
5 Visionary Mountains
6 Nightingales and Bombers
7 Fat Nelly
8 As Above So Below (Recorded Live)
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Man - Rhinos, Winos & Lunatics (1974)
A galesa Man está na estrada desde 1968 e durante os anos 70 ela foi uma das bandas mais originais do reino da Bete, pela sua maneira de fundir o rock 'n' roll ao blues e ao rock psicodélico da costa oeste americana. Estruturando mais a coisa, em alguns dos primeiros discos eles chegaram ao space rock parecido com o da Hawkwind, sua companheira de gravadora. Os caras eram meio doidos-varridos, não se encabulavam de fazer apologia às drogas, porém, de uma forma irônica: Deke Leonard questionava o que seria da indústria da música num mundo sem drogados. Toda banda tem ao menos um e usualmente é o baterista, dizia ele. Já o mundo, bem que poderia passar sem bêbados e lunáticos; rinocerontes já não sei.
Rhinos, Winos & Lunatics é o sétimo disco dos caras e está entre os três melhores.
Micky Jones -guitarra, vocal
Deke Leonard -guitarras, piano, vocal
Malcolm Morley -teclados, guitarra, vocal
Ken Whaley -baixo
Terry Williams -bateria, percussão, vocal
Jim Horn -sax (live)
CD 1
1. Taking the Easy Way Out Again
2. The Thunder and The Lightning Kid
3. California Silks and Satins
4. Four Day Louise
5. Intro
6. Kerosene
7. Scotch Corner
8. Exit
9. Taking the Easy Way Out Again [Single Version]
CD 2 - Whiskey A Go Go, Los Angeles, 12 de março de 74
1. American Mother
2. 7171 551
3. A Hard Way to Live
4. Romain
5. Bananas
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Steppenwolf - Monster (1969)
Existe uma certa confusão sobre a nacionalidade da banda que uns dizem é canadense e outros americana. Então vamos começar pelo seu fundador, John Kay.
Ele nasceu Joachim Fritz Krauledat, em 12 de abril de 1944 numa região da Alemanha então conhecida como Prússia oriental e cresceu ouvindo o rock'n roll das rádios das forças armadas americanas durante a ocupação. Em 1958 Kay mudou-se para o Canadá onde envolveu-se mais e mais com o rock até a formação de uma banda chamada John Kay and The Sparrow, aí pelo meio dos anos 60. Essa banda excursionou bastante, tanto pelo Canadá como pelos EUA, sem chamar muita atenção até 67, quando se separou. Kay, que tinha aprimorado um tipo de rock influenciado pelo blues e que seguia a sonoridade do Cream e do Hendrix, mudou-se para a costa oeste americana e fundou a Steppenwolf em Los Angeles poucos meses depois.
O nome foi retirado do romance Der Steppenwolf do escritor alemão Hermann Hesse e significa Lobo das Estepes. Esse é o apelido não declarado do personagem principal, um escritor chamado Harry Haller, e o romance fala sobre o conflito entre as necessidades da carne e do espírito e do quão solitária pode ser a nossa existência no meio dessa confusão. Essa temática existencialista era muito presente naquela época de profundas transformações sociais e forte contestação de valores, sobretudo da nação americana envolvida com a guerra do Vietnam e com a guerra fria. Em cima disso a banda desenvolveu um trabalho bastante politizado. Monster, aliás, é seu trabalho mais politizado, tratando da guerra do Vietnam, da resistência à convocação pelas forças armadas (os Easy Riders) e a decadência do sistema.
Michael Monarch -guitarra,vocal
Goldy McJohn -teclados
John Russell Morgan -baixo
Jerry Edmonton -bateria
1 Monster/Suicide/America
2 Draft Resister
3 Power Play
4 Move Over
5 Fag
6 What Would You Do (If I Did That To You)
7 From Here to There Eventually
8 Move Over (Mono Single Version)
9 Power Play (Mono Single Version)
10 Monster (Mono Single Version)
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Howlin' Wolf - Evil (2002)
Evil é uma ótima coletânea das músicas dele lançadas pelas gravadoras Sun e Chess nos anos cinquenta.
CD 1
01. Smokestack Lightnin'
02. Moanin' At Midnight
03. How Many More Years?
04. Baby How Long?
05. I Asked For Water (She Gave Me Gasoline)
06. Who Will Be Next?
07. Crying At Daybreak
08. Forty Four
09. Riding In The Moonlight
10. Saddle My Pony (Gonna Find My Baby Out In The World)
11. Evil (Is Going On)
12. Oh Red!
13. The Wolf Is At Your Door (Howlin' For My Baby)
14. My Last Affair
15. I Love My Baby
16. All Night Boogie (All Night Long)
CD 2
01. Goin' Back Home
02. My Life
03. Somebody In My Home
04. Sitting On Top Of The World
05. Poor Boy
06. I'm Leavin' You
07. So Glad
08. Getting Old And Grey
09. Worried All The Time
10. No Place To Go
11. I'll Be Around
12. I Want Your Picture
13. I Have A Little Girl
14. My Baby Stole Off
15. Passing By Blues
16. Mr. Highway Man
17. Don't Mess With My Baby
domingo, 4 de agosto de 2013
No-Man - Flowermouth (1994)

No-Man é citada como um projeto do Steven Wilson paralelo ao Porcupine Tree mas seria mais adequado dizer-se ao contrário, já que foi na No-Man que ele começou em 1987, ao lado do Tim Bowness. Foi esse duo que fez as primeiras experências com fitas e efeitos que iriam compor a atmosfera dos primeiros discos do Porcupine, começando pelo Tarquin's Seaweed Farm. E a No-Man segue como um laboratório, juntando ambient, prog, jazz, trip-hop, tecno e tal.
Esse disco é o mais ambicioso e tem convidados muito especiais.
Steven Wilson (Porcupine Tree,Blackfield) -guitarras, baixo, teclados, programação e voz
Tim Bowness (Henry Fool) -voz
Ben Coleman -violino
Robert Fripp -guitarra
Richard Barbieri (Japan,Porcupine) -teclados.
Ian Carr (Nucleous) -trompete
Steve Jansen (Japan) -bateria, percussão
Lisa Gerrard (Dead Can Dance) -backing vocal
1 Angel Gets Caught in the Beauty Trap
2 You Grow More Beautiful
3 Animal Ghost
4 Soft Shoulders
5 Shell of a Fighter
6 Teardrop Fall
7 Watching Over Me
8 Simple
9 Things Change
10 Angeldust
11 Born Simple
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