terça-feira, 27 de agosto de 2013
Dr. Lonnie Smith Trio - Purple Haze - Tribute to Jimi Hendrix (1995)
Foxy Lady, o tributo anterior, fez tanto sucesso que o mesmo trio gravou este Purple Haze no ano seguinte.
Esses álbuns não saíram da cartola de nenhum deles, Lonnie Smith tinha uma grande admiração por Hendrix e desde os anos 70 ele fazia fusões com as músicas de Jimi.
Dr. Lonnie Smith -órgão Hammond
John Abercrombie -guitarra
Marvin "Smitty" Smith -bateria
1. Voodoo Chile
2. Up From The Skies
3. Gypsy Eyes
4. Purple Haze - Star Spangled Banner
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Buddy Miles - Tribute to Jimi Hendrix (1997)
Uma coisa boa nesse Tribute to Jimi é que ele não é um tributo ao Jimi — a menos uma única música dele dentre as seis (Red House) possa ser considerada como tal. Outra coisa muito boa é que o disco é pesado, muito pesado. E nem se poderia esperar outra coisa do ex-baterista de Hendrix, que além de ser ótimo ainda é capaz de cantar bem enquanto toca.
Esse álbum foi gravado em 1995 no Arthur's Club de Genebra num evento chamado "New Morning Rock Heroes Festival", e essa banda foi apresentada como MST. Quer outra coisa muito boa? O guitarrista.
Kevon Smith -guitarra
Joe Thomas -baixo
1 Bad Bad Misses
2 Knock on Wood
3 Red House
4 Come Together
5 Medley: a. Peter Gunn; b. Take Higher; c. Superstition
6 Life Is What You Make I
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Lonnie Smith Trio - Foxy Lady: Tribute to Jimi Hendrix (1994)
Aqui estão três mestres em seus instrumentos fazendo uma releitura de Hendrix. Digamos que a ideia geral é dada pela última faixa, um encontro imaginário entre Jimi e Miles Davis, coisa que, de fato, esteve perto de acontecer. Lonnie Smith é um organista de jazz/soul que sempre usa um turbante. Ele nasceu numa família de músicos e começou a tocar num Hammond B3 aí pelos anos 50 em diversos grupos. A primeira parceria veio com o guitarrista George Benson em 66 e produziu dois dos melhores discos do Benson Quartet. Daí em diante Smith perseguiu a carreira solo mas entre 79 e 93 ele deu um tempo, retornando com este mesmo trio num tributo a John Coltrane. Foxy Lady veio em seguida e um ano depois eles lançaram Purple Haze, outra versão jazzística para Hendrix.
Dr. Lonnie Smith -órgão Hammond
John Abercrombie -guitarra
Marvin "Smitty" Smith -bateria
1. Foxy Lady
2. Castles Made Of Sand - Star Spangled Banner
3. Third Stone From The Sun
4. Jimi Meets Miles [Lonnie Smith]
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Jean-Paul Bourelly - Tribute To Jimi (1995)
Existe uma indústria desses tributos; é só o caixa baixar e lá vem um dedicado a alguém que não está mais aqui pra xingar. Hendrix é uma vítima frequente. Via de regra, eles não acrescentam nada e são descartáveis. A menos que o carinha procure inovar na forma e colocar suas próprias idéias ao invés de simplesmente mimetizar. Esse é o caso deste do Bourelly, bem como foi o do Jimi Project do Phil Brown.
Bourelly é um guitarrista de ascendência haitiana nascido em Chicago que iniciou seus estudos no piano e na bateria, mas que aos 14 anos descobriu Hendrix. Ele acabou se debruçando sobre o jazz e tocou com grandes nomes como Miles Davis, McCoy Tyner, Cassandra Wilson e Roy Haynes. No rock ele também acompanhou Jack Bruce, Robin Trower e Buddy Miles (o ex-baterista de Hendrix), além de integrar a Black Rock Coalition fundada pelo Vernon Reid da Living Colour.
De cara, Bourelly já vai detonando em Machine Gun, uma das músicas mais emblemáticas e comprometidas de Jimi, para então ir expondo seu estilo. Mais que um tributo, é uma extensão.
Jean-Paul Bourelly -guitarra, vocal
T.M. Stevens -baixo
Alfredo Alias -bateria
Kevin (K-Dog) Johnson -bateria (6)
Irene Datcher -backing vocal
1 Machine Gun Suite: Machine Gun/Tearin' America Apart
2 Star Spangled Banner
3 Power Of Soul
4 Message Of Love
5 Electric Ladyland
6 Cherokee Mist
7 Straight Ahead
8 Are You Experienced
9 Who Knows / Talkin' Bout My Baby
10 Bombs And Rainbows
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Uriah Heep - Salisbury (1971)
Salisbury é uma cidade inglesa em cujas proximidades o exército costumava fazer exercícios — exército, exercícios... ah, deixa pra lá. Nessa cidade a Uriah Heep certa vez fez um concerto num momento em que estava meio mal de grana e a presença maciça de público salvou a pátria. Então, esse segundo disco da banda foi um agradecimento. Ele vai um pouco mais na direção do prog que o anterior. O vinil tinha o lado A com 5 faixas e a derradeira faixa título tomava todo o lado B. Ela tem o formato épico típico do prog, quase única nessa estrutura na vasta carreira da UH. Contudo, é mais segmentada, como uma jam estanque, contendo três excelentes solos de guitarra de Mick Box. Depois do lançamento de Salisbury, a banda excursionou extensivamente, o que provocou a saída de Keith Baker. Ele foi substituído brevemente por Ian Clarke que deu o lugar para Lee Kerslake que havia tocado com Ken Hensley na The Gods.
Ken Hensley -orgão, piano, violão, guitarra slide, harpshicord, vocal
Mick Box -guitarra, violão,vocal
Paul Newton -baixo, vocal
Keith Baker -bateria
John Fiddy -sopros de metal e madeira (6)
1 Bird Of Prey
2 The Park
3 Time To Live
4 Lady In Black
5 High Priestess
6 Salisbury
7 Simon The Bullet Freak (US Album Version)
8 Here I Am (Previously Unreleased)
9 Lady In Black (Previously Unreleased Version)
10 High Priestess (Single Edit)
11 Salisbury (Previously Unreleased Single Edit)
12 The Park (Previously Unreleased Version)
13 Time To Live (Previously Unreleased Version)
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
The Gods - Genesis (1968)
The Gods foi uma banda precursora da Uriah Heep, no line-up dos seus dois discos estavam Ken Hensley e Lee Kerslake. Mas não foi só a carreira deles dois que ela marcou; quando foi formada, ainda 1965, Mick Taylor era seu guitarrista e saiu para integrar a Bluesbreakers do John Mayall. Greg Lake também foi membro dela antes de ir para a King Crimson. Em termos de importância, musicalmente a Gods é um bom exemplo da transição do rock psicodélico pra o progressivo. Esse é o primeiro disco e seu som é centrado no órgão, porém bem mais leve que o primeiro da UH. O segundo disco foi lançado dois anos depois, quando a banda já havia se desmanchado.
Joe Konas (Toe Fat) -guitarra, vocal
John Glascock (Jethro Tull) -baixo, vocal
Lee Kerslake -bateria, vocal
1 Towards The Skies
2 Candles Getting Shorter
3 You're My Life
4 Looking Glass
5 Misleading Colours
6 Radio Show
7 Plastic Horizon
8 Farthing Man
9 I Never Know
10 Love And Eternity
11 Baby's Rich
12 Somewhere In The Street
13 Hey Bulldog (Beatles)
14 Real Love Guaranteed
terça-feira, 13 de agosto de 2013
King Crimson - Red (1974)
Quando Red começou a ser trabalhado a King Crimson estava no meio de uma tormenta. David Cross saiu logo nas primeiras sessões e a banda seguiu como um trio, ajudado aqui e ali por ex-membros e colaboradores e pelo uso inédito de overdubs de guitarra. Considerando o clima, é ainda mais admirável o que esses caras conseguiram fazer. O que sai do disco não parece ser desse mundo e Red foi eleito um dos 50 álbuns mais pesados de todos os tempos. Ainda que essas eleições sejam de um babaquismo quase petista, no caso de Red foi na mosca. Quem é do tempo em que amp tinha VU, adora ver aquelas agulhinhas pularem. Como uma obra de arte verdadeira, ela reflete o espírito e o momento, então, nem poderia ser diferente. Até mesmo o sax soprano é agressivo. Mas Bill Bruford é que foi "O Cara" — é como se ele dissesse: "Olha aqui ó! É assim que se toca esta coisa, é assim que se encara essas mudanças de 7/8 pra 4/4!"
Fripp acabou dissolvendo a banda logo depois das gravações e Red nunca foi apresentado ao público por esse line-up. E não foi coisa passageira, não. A KC só voltaria em 1981, e nem era pra ser KC. Aliás, Fripp declarou que a KC acabou num momento em que todas a bandas prog deveriam ter acabado. Sei lá, entende... Se fosse 1978...
Robert Fripp -guitarra, pouco violão e Mellotron
John Wetton -baixo e vocal
William Bruford -Bateria e percussão
com
David Cross -violino
Mel Collins -sax soprano
Ian McDonald -sax alto
Robin Miller -oboé
Marc Charig -corneta, cello
1 Red
2 Fallen Angel
3 One More Red Nightmare
4 Providence
5 Starless
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