quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Volker Kriegel - Spectrum (1971)






Taí um disco muito recomendado pra quem curte jazz-rock, porque é do pai da coisa na Europa. Volker Kriegel começou a tocar em Frankfurt enquanto estudava sociologia. Inclusive, foi aluno de Adorno, o filósofo e musicólogo. Nessa época ele ganhou vários prêmios de melhor guitarrista e já tocava com grandes nomes do jazz europeu, como o Albert Mangelsdorf. Enfim, ele acabou largando a sociologia em favor da música. Spectrum é o seu segundo disco solo e tem um título emblemático para o fusion, só que veio antes de Cobham. O conceito de fusão dele é relativamente eclético e inclui algo de folk, desenvolvido em compassos alternados e em momentos bem relaxados também, trazendo delicadeza a um gênero normalmente meio frenético. Volker faleceu em 2003 de ataque cardíaco, aos 59 anos.


Volker Kriegel -guitarras, sítara
John Taylor -piano elétrico Hohner
Peter Trunk -baixo, cello
Peter Baumeister -bateria , percussão
Cees See -percussão

1 Zoom
2 So Long, For Now 
3 More About D
4 Suspicious Child, Growing Up 
5 Instant Judgement
6 Ach Kina
7 Strings Revisited





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Rahmann - Rahmann (1980)






Essa banda é francesa, formada por alguns músicos de origem argelina, e esse é o único disco que lançaram — mas que disco! Aqui o fusion é levado noutra direção. Sim, tem muita influência africana e do oriente médio, mas isso muita gente fez. A diferença é que eles se aproximaram do Zeuhl. A história é que os pais de um ex-membro e amigo de infância do líder Hadi, alugavam o porão para bandas ensaiarem e uma delas era a Magma. Hadi teria até colaborado em turnês da Magma. Então fica assim: é um som único, poderoso e misterioso, influenciado tanto pela Mahavishnu, quanto pela Magma que lhe emprestou seu violinista Didier Lockwood.



Mahamad Hadi -guitarra com e sem trastes, guitarra Roland, percussão étnica
Amar Mecharaf -bateria, percussão
Michel Rutigliano -grand piano, ARP Odyssey
Gérard Prevost -baixo acústico, baixo sem trastes, cello
Louis-César Ewande -percussão
com:
Nadia Yamina Hadi -vocal
Didier Lockwood -violino
Sylvain Marc -baixo sem trastes
Gérard Kurdjian -percussão étnica
Abdelmadjid Guemguem -percussão étnica
Richard Spindokter-Ries -percussão étnica
Liza Deluxe -vocal
Joël Loviconi -piano elétrico
Ali Shaigan -violino


1  Atlanta
2  Nadiamina
3  Ab
4  Danse Sacree
5  Leila
6  Marche Funebre
7  Marche Funebre
8  Danse Sacree
9  Nadiamina
10 Atlanta

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Brand X - Moroccan Roll (1977)






O segundo disco da Brand X veio bem diferente. A banda tornou-se um quinteto com a entrada do Morris Pert, líder da banda Sun Trader que tinha o Peter Robinson, futuro membro da Brand X. O som também mudou, ficou mais experimental e aproximou-se do prog com composições mais elaboradas. Elementos musicais indianos e do oriente médio foram explorados. Não se assuste ao ler "vocal" ali no Phil Collins; ele faz só um fundo e não chora as pitangas, não. De chorar mesmo é ver uma banda dessas ser maltratada pela Virgin: as edições em cd são tão relaxadas que o título aparece escrito de modos diferentes. O som é normal, mas não é porque é "compact price" que pode descambar. O vinil da Charisma, lançado no Brasil, é muito bem cuidado e tem uma porção de gracinhas nos créditos que foram suprimidas aqui. Por exemplo: eles contam que mixaram no estúdio Morgan, onde as cortinas eram apenas desenhos mas o resto dos móveis era real. Que gravaram em "Panavision" e agradecem a uns caras por limitarem o caos. Agradecem a uma moça que, segundo eles, sem ela, vários carros teriam sido guinchados. Também agradecem ao Bill Bruford, sei lá porque. O humor faz parte da obra, oras. Recentemente a Toshiba relançou todos os discos, quem sabe tá melhor.


John Goodsall  -guitarra, violão, sítara, baixo, eco, vocal
Percy Jones  -baixo Fender, Autoharp, harpa, marimbas
Robin Lumley  -sintetizadores Moog, Roland String e ARP Odissey, piano, piano elétrico Fender Rhodes, Autoharp, Clavinet, eco
Phil Collins  -bateria, percussão, piano, vocal
Morris Pert  -percussão


1 Sun in the Night
2 Why Should I Lend You Mine (When You've Broken Yours off Already)
3 ...Maybe I'll Lend You Mine After All
4 Hate Zone
5 Collapsar
6 Disco Suicide
7 Orbits
8 Malaga Virgen
9 Macrocosm

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Eero Koivistoinen Music Society - Wahoo! (1973)





O Eero é um jazzista finlandês que começou oficialmente sua carreira em 1967 na banda Blues Section. Essa banda tinha o inglês Jim Pembroke nos vocais que ficaria famoso liderando a Wigwan. Voltando ao Eero, ele graduou-se em composição, violino e sax pela Sibelius Academy e  depois ainda foi para a Berklee especializar-se em jazz. Esse é o sétimo disco solo dele e é candidato ao título de álbum mais funky já feito fora dos Estados Unidos. Em algumas faixas ele usou dois bateristas, dois guitarristas e dois baixistas para dar conta dos arranjos intrincados que fez — daí o tamanho da banda.


Eero Koivistoinen -sax tenôr, soprano e sopranino
Ilja Saastamoinen -guitarra
Matti Kurkinen -guitarra
Olli Ahvenlahti -piano elétrico Fender Rhodes
Esa Helasvuo -Fender Rhodes
Esko Linnavalli -Fender Rhodes
Unto Haapa-Aho -sax alto, clarinete
Juhani Aaltonen -trombone, sax alto
Kaj Backlund -trompete
Heikki Virtanen -baixo
Ilkka Willman -baixo
Esko Rosnell -bateria
Reino Laine -bateria
Edward Vesala -percussão
Sabu Martinez -percussão

1 Hot C
2 7 Up
3 6 Down
4 Suite 19
5 Bells
6 Wahoo!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sloche - J'un Oeil (1975)







Sloche foi uma banda formada no Canadá, em 1971, com um line-up totalmente diferente deste aqui. O pianista Yacola foi o primeiro novato, egresso do Conservatório Musical de Quebec, e a medida que os membros originais iam saindo, ele convidava seus colegas de estudos, todos com sólida formação. O nome da banda é como os caras lá chamam aquela lameira desgraçada que se forma nas ruas depois da neve. Quanto ao som, ele tem um toque sinfônico e um lado fusion, ou seja, o tal fusion-jazz progressivo instrumentalmente soberbo. Uma parte desse som é influenciada por bandas como a Gentle Giant, e outra parte pelo estilo Canterbury da Hatfield and the North, por exemplo, bem como pelo jazz de Stomu Yamashita. As composições são sofisticadas e a banda merece os elogios que recebe web afora.


Rejean Yacola -piano,vocal
Martin Murray -órgão,sints,sax,vocal
Caroll Berard -guitarra,vocal
Pierre Hebert -baixo,vocal
Gilles Chiasson -bateria,vocal

1 C'Pas Fin Du Monde
2 Le Kareme D'Eros
3 J'un Oeil
4 Algebrique
5 Potage Aux Herbes Douteuses

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Dixie Dregs - Free Fall (1977)






Digamos que este é o primeiro disco da DD, uma vez que o "The Great Spetacular" é considerado um demo e foi timidamente relançado em cd pelo selo deles mesmo, o Dregs, e está há muito tempo fora de catálogo.
Digamos também que a DD é uma banda estudantil, hehe. Morse e West eram colegas de colégio e continuaram colegas na faculdade de música, onde conheceram o Sloan que já era músico da filarmônica de Miami. O som, evidentemente, tem muito de Mahavishnu, Ponty, Goodman, Kansas e Urbaniak, mas não só. Assim como Urbaniak trabalha sua própria cultura, a DD incorporou ao jazz-rock o boogie e o bluegrass, bem como o country sulista que em algumas músicas é a base de tudo. Um ingrediente exclusivo é o humor — quem sabe, uma influência remota, bem remota, de Zappa.


Steve Morse -guitarra, sintetizador de guitarra, banjo
Allen Sloan -violino elétrico, viola
Steve Davidowski -teclados
Andy West -baixo
Rod Morgenstein -bateria

1  Free Fall
2  Holiday
3  Hand Jig
4  Moe Down
5  Refried Funky Chicken
6  Sleep
7  Cruise Control
8  Cosmopolitan Traveler
9  Dig The Ditch
10 Wages Of Weirdness
11 Northern Lights

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Michal Urbaniak - Fusion (1974)






O polonês Urbaniak começou seus estudos de violino aos seis anos de idade e logo depois dedicou-se ao sax também. Influenciado por Miles Davis — que surpresa! — ele dedicou-se ao jazz, que no início era bem ao estilo Mahavishnu. É natural a comparação com Jean-Luc Ponty mas deve-se notar que ele sempre acrescenta elementos do próprio folclore e de conterrâneos eruditos. Além disso, ele faz amplo uso de distorções e efeitos como o wah-wah, bem do jeito que Miles fazia na mesma época. No mais, o título diz tudo.


Michal Urbaniak -violino elétrico, violectra, sax soprano
Urszula Dudziak -vocal, percussão
Adam Makowicz -teclados
Wojciech Karolak -Hammond, Farfisa
Czeslaw Bartkowski -bateria, percussão

1. Good Times, Bad Times
2. Bahamian Harvest
3. Impromptu
4. Seresta
5. Fusion
6. Deep Mountain
7. Bengal

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Lard Free - Gilbert Artman's Lard Free (1973)






Alguns comparam a italiana Dedalus à francêsa Lard Free. Contudo, o jazz-rock da francêsa é bem mais experimental e tem a King Crimson como uma forte influência, embora o fundador Gilbert Artman revele admiração pela Soft Machine também. De 1972 a 1978 a Lard Free mudou várias vezes a formação — mas com Artman à frente — e o som, que foi ficando mais eletrônico.


Gilbert Artman -bateria, grand piano, vibrafone
Philippe Bolliet -sax
François Mativet -guitarra
Hervé Eyhani -baixo

1- Warinobaril
2- 12 Ou 13 Juillet Que Je Sais D'Elle, Part One
3- 12 Ou 13 Juillet Que Je Sais D'Elle, Part Two
4- Honfleur Écarlate
5- Acide Framboise
6- Livarot Respiration
7- Culturez-Vous Vous Même





quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Dedalus - Dedalus (1973)





Dedalus, na variação de uma palavra grega, significa engenhoso. E Dedalus, banda italiana de jazz-rock, significa a mesma coisa. Esse quarteto formou-se em 1972 no refeitório de uma central elétrica na cidade de Pinerolo, noroeste do país. Eles mesmos situam suas influências entre Stockhausem e Einstein — que gracinha — mas citam Miles Davis, Nucleus, Edgar Varèse e Soft Machine. Ouvindo, lembra mais a Soft, período do Fifth ou do Six. O som se divide em ótimas passagens de guitarra, sax e piano elétrico, com um teco de sintetizador aqui e ali, e outras passagens um tanto experimentais. Depois desse disco o Furio Di Castri saiu e a banda seguiu como um trio, reforçando a parte eletrônica. Um segundo disco foi gravado, porém, a gravadora faliu e como eles eram a única banda dela, ... Existe uma segunda edição desse mesmo cd que inclui o segundo disco.


Fiorenzo M. Bonansone -cello, piano elétrico, sintetizador
Marco Di Castri -guitarras, sax tenôr
Furio Di Castri -baixo, percussão
Enrico Grosso -bateria, percussão
com
Renè Mantegna -percussão

1 Santiago 
2 Leda
3 Conn 
4 C.T.6
5 Brilla

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jeremy Steig - Fusion (1970)






Este álbum foi gravado logo depois que Jan Hammer lançou seu trabalho de estréia e um pouco antes dele entrar para a Mahavishnu Orchestra. Steig é um mestre da família das flautas que sempre transitou entre gêneros, tocando desde o folk-rock com Richie Havens, o rock com a Plum Nelly, o blues-rock com Johnny Winter, até, e principalmente, o jazz, como com Nat Adderley e Bill Evans. Dito isso, é óbvio que este disco é um delicioso clássico fusion.


Jeremy Steig - flautas
Jan Hammer -piano elétrico, gongo
Eddie Gomez (Bill Evans Trio)-baixo vertical eletrificado (5, 7)
Gene Perla (Nina Simone, Sarah Vaughan) -baixo elétrico e acústico
Don Alias (Nina Simone, Miles Davis) -bateria, percussão


1  Home
2  Cakes
3  Swamp Carol
4  Energy
5  Down Stretch
6  Give Me Some
7  Come With Me
8  Dance Of The Mind
9  Up Tempo Thing
10 Elephant Hump
11 Rock #6
12 Slow Blues In G
13 Rock #9
14 Rock #10
15 Something Else