terça-feira, 11 de março de 2014

Jerusalem - Jerusalem (1972)





Essa banda começou lá pelo meio dos anos 60, em Salisbury na Inglaterra, com três amigos de escola e um disco de John Mayall. Era o começo do blues boom que favoreceu o surgimento da vida no planeta. 
Depois de assistirem a um concerto do próprio Mayall, ficou claro para eles o que queriam fazer. Compraram instrumentos de segunda mão e foram aprender música. E toda música que fizeram foi baseada no boogie blues.
Eu não encontrei muita informação de como as coisas aconteceram, mas eventualmente eles toparam com Ian Gillan e eram bons o bastante para que ele decidisse produzi-los. De qualquer forma, é fácil entender o que lhe chamou a atenção. Esse único disco da banda lembra a Deep Purple no período do In Rock e leva o som mais além, ao terreno do heavy metal.


Bob Cooke -guitarra
Bill Hinde -guitarra
Lynden Williams -vocal
Paul Dean -baixo
Ray Sparrow -bateria

1 Frustration 
2 Hooded Eagle 
3 I See The Light 
4 Murderer´s Lament 
5 When The Wolf Sits 
6 Midnight Steamer 
7 Primitive Man 
8 Beyond The Grave 
9 She Came Like A Bat From Hell 
10 Kamakazi Moth (Non-LP Single)
11 Primitive Man (Demo Version)
12 Beyond The Grave (Demo Version)
13 Hooded Eagle (Single Version)
14 I See The Light (Mono Version)






sexta-feira, 7 de março de 2014

Captain Beyond - Captain Beyond (1972)





Captain Beyond foi uma colaboração entre o ex-Deep Purple Rod Evans, o ex-Johnny Winter And Bobby Cladwell e os ex-Iron Butterfly Rhino e Lee Dorman. O som é uma mistura de força e refinamento, um hard rock que é bem característico da sua época, com elementos de space, prog e jazz. A banda teve várias idas e vindas, sempre com Caldwell à frente, mas ele próprio foi para a Armageddon de Keith Relf. Ótimo disco.


Bobby Caldwell -bateria, percussão, vibrafone, piano, vocal
Rod Evans -vocal
El Rhino (Larry Reinhardt) -guitarra, slide, violão
Lee Dorman -baixo, piano, vocal


1  Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
2  Armworth
3  Myopic Void
4  Mesmerization Eclipse
5  Raging River Of Fear
6  Thousand Days Of Yesterdays (Intro)
7  Frozen Over
8  Thousand Days Of Yesterdays (Time Since Come And Gone)
9  I Can't Feel Nothin' (Part I)
10 As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
11 Astral Lady
12 As The Moon Speaks (Return)
13 I Can't Feel Nothin' (Part II)





quarta-feira, 5 de março de 2014

Dust - Hard Attack & Dust (1972, 1971)





Dust foi uma banda americana formada por jovens novaiorquinos no final dos anos 60 e é por muitos considerada uma das sementes do heavy metal. Não que o som seja assim pesado — lembra Steppenwolf e Iron Butterfly. É um ótimo hard rock com aquela pitada prog, comum naqueles dias. A banda também se notabilizou por ter Marky Ramone na bateria. Esse disco reúne os dois álbuns que a Dust gravou.


Richie Wise -guitarra, violão, vocal
Kenny Aaronson -baixo, Dobro, bottleneck guitar (slide)
Marc Bell (aka Marky Ramone) -bateria

Hard Attack
1  Pull Away / So Many Times
2  Walk in the Soft Rain
3  Thusly Spoken
4  Learning to Die
5  All in All
6  I Been Thinkin
7  Ivory
8  How Many Horses
9  Suicide
10 Entrance

Dust
11 Stone Woman
12 Chasin' Ladies
13 Goin' Easy
14 Love Me Hard
15 From a Dry Camel
16 Often Shadow Felt
17 Loose Goose






terça-feira, 4 de março de 2014

Iggy Pop & James Williamson - Kill City (1977)






Com o fim da Stooges em 73, Iggy Pop mergulhou nas drogas. Temendo um delírio suicida, ele internou-se no hospital de neuro-psiquiatria da UCLA. James Williamson, o guitarrista da última formação da Stooges ainda acreditava que os dois poderiam compor boas músicas e que isso seria relevante para a recuperação de Iggy. Assim, em 75, mesmo ainda em tratamento, Iggy deu umas escapadas para gravar as faixas desse álbum. Contudo, eles não encontraram quem quisesse lançá-lo até 77. Kill City saiu logo após o lançamento da álbum de retorno do Iggy, The Idiot, aquele produzido por David Bowie.


Iggy Pop -vocal
James Williamson -guitarra
Scott Thurston (New Order) -teclados, harmônica, baixo
Tony Sales (Bowie's Tin Machine) -baixo
Steve Tranio -baixo
John Harden -sax
Brian Glascock (Captain Beyond, The Gods) -batreia, percussão
Hunt Sales (Tin machine) -bateria
Brian Glascock, Hunt Sales, Scott Thurston, Tony Sales, Gayna -backing vocal


1  Kill City
2  Sell Your Love
3  Beyond The Law
4  I Got Nothin'
5  Johanna
6  Night Theme
7  Night Theme (Reprise)
8  Consolation Prizes
9  No Sense Of Crime
10 Lucky Monkeys
11 Master Charge

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dog Soldier - Dog Soldier (1975)





Esse foi o único disco lançado pela banda formada em 1974 pelo baterista Keef Hartley. Além da própria Keef Hartley Band, ele tocou na Bluesbreakers de John Mayall, na Artwoods e na Chiken Shack, só pra citar apenas algumas. Miller Anderson também esteve na  Keef Hartley Band, na Savoy Brown, na T. Rex e com Jon Lord na Blues Project. Paul Bliss foi da The Hollies e da Moody Blues; e Derek Griffiths foi da Artwoods. Por sorte, todos eles tiveram iguais partes nas composições, então, o estilo varia um pouco. Mas a base é bom e velho hard rock com muita vontade de ser prog.


Mel Simpson -teclados, vocal
Miller Anderson -guitarra, vocal
Derek Griffiths -guitarra, vocal
Paul Bliss -baixo, vocal
Keef Hartley -bateria


1 Pillar To Post 
2 Several People  
3 You Are My Spark 
4 Long & Lonely Night
5 Giving As Good As You Get 
6 Thieves & Robbers 
7 Stranger In My Own Time 
8 Looks Like Rain   
9 Looks Like Rain (First Version)

domingo, 2 de março de 2014

Lucifer's Friend - Lucifer's Friend (1970)





A história da banda Lucifer's Friend não é bem documentada mas pode-se dizer que ela originou-se no início dos anos 60 em Hamburgo, a partir das bandas The Giants e The German Bonds quando estas se juntaram para formar uma terceira, a Asterix. Contudo, todos os seus membros tinham carreira como músicos de estúdio e acompanhantes, e por causa disso a banda demorou para estabelecer seu estilo — eles testavam desde o jeitão do Led Zeppelin até o Krautrock mais experimental. Num dado momento, John Lawton, o futuro vocalista da Uriah Heep juntou-se ao grupo, que assumiu seu nome definitivo. Inicialmente o trabalho deles foi unicamente de estúdio, já que ninguém abandonou o trabalho de "session musician". Assim, seu auto-intitulado álbum de estréia acabou tornando-se um dos melhores trabalhos de hard rock de todos os tempos.


Peter Hecht -órgão
Peter Hesslein -guitarra, vocal
John Lawton -vocal
Dieter Horns -baixo
Joachim Rietenbach -bateria


1 Ride the Sky
2 Everybody's Clown
3 Keep Goin'
4 Toxic Shadows
5 Free Baby
6 Baby You're a Liar
7 In the Time of Job When Mammon Was a Yippie
8 Lucifer's Friend
9 Rock 'N' Roll Singer
10 Satyr's Dance
11 Horla
12 Our World Is a Rock 'N' Roll Band
13 Alpenrosen




terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sly & The Family Stone - There's A Riot Going On (1971)





Para dar seu recado, Sly Stone pegou um trecho da música Riot in Cell Block nº 9 de The Robbins que dizia justamente isso: There’s a Riot Goin’ On. Também inspirado pelo célebre disco What's Going On de Marvin Gaye que saiu um pouco antes, Sly enfiou-se num estúdio. Sozinho na maior parte do tempo; mal acompanhado por uma série de substâncias ilícitas em boa parte dele, e acompanhado por alguns iluminados em algumas partes. A motivação foi a desilusão com a maioria das conquistas em direitos civis obtidas na década anterior, o pesadelo do Vietnam, os violentos conflitos surgidos após o assassinato de Martin Luther King e a falta de esperança. Aí deu num dos melhores discos de funk de todos os tempos.



Sly Stone - guitarra, baixo, teclados, bateria, vocal
Freddie Stone - guitarra
Rose Stone - teclados, vocal
Little Sister (Vet Stewart, Mary McCreary e Elva Mouton) - backing vocal
Bobby Womack - guitarra
Ike Turner - guitarra
Billy Preston - teclados
Jerry Martini - sax tenôr
Cynthia Robinson - trompete
Larry Graham - baixo, vocal
Greg Errico - bateria
Gerry Gibson - bateria


1  Luv n' Haight
2  Just Like a Baby
3  Poet
4  Family Affair
5  Africa Talks to You "The Asphalt Jungle"
6  There's a Riot Goin' On
7  Brave and Strong
8  (You Caught Me) Smilin'
9  Time
10 Spaced Cowboy
11 Runnin' Away
12 Thank You for Talkin' to Me Africa
13 Runnin' Away (Single Version)
14 My Gorilla Is My Brother
15 Do You Know What?
16 That's Pretty Clean




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gil Scott-Heron - Pieces Of A Man (1971)








Scott-Heron foi um poeta, músico e escritor nascido em Chicago, mas que logo após publicar seu primeiro livro mudou-se para Nova York, onde faleceu em 2011. Seu trabalho está fortemente associado aos temas sociais e ao ativismo pela igualdade racial. Musicalmente, ele fundiu o jazz, o blues e o soul e muitos dos seus trabalhos concentram-se na palavra. Não é o caso de Pieces of a Man, que reúne uma banda estelar, e cujas composições são muito bem estruturadas — além das letras, claro.
Pelos outros trabalhos em que apenas declamava seus poemas acompanhado por uma percussão, por exemplo, Scott-Heron é considerado um avô do rap.




Gil Scott-Heron -guitarra, piano, vocal
Hubert Laws -flauta, sax
Burt Jones -guitarra
Brian Jackson -piano
Ron Carter -baixo
Pretty Purdie -bateria
Johnny Pate -regente




1  The Revolution Will Not Be Televised
2  Save the Children
3  Lady Day and John Coltrane
4  Home Is Where the Hatred Is
5  When You Are Who You Are
6  I Think I'll Call It Morning
7  Pieces of a Man
8  A Sign of the Ages
9  Or Down You Fall
10 The Needle's Eye
11 The Prisoner

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Syl Johnson - Is It Because I'm Black? (1970)






É de entristecer ver manifestações racistas surgindo por aí, principalmente na América Latina, onde somos todos mestiços. Pior que isso é ver tais manifestações associadas ao esporte. Quando as pessoas recorrem a tamanha baixeza é porque a coisa tá feia. São tempos de desencanto e falta de esperança que fazem involuir.
Sylvester Johnson enfrentou isso lá naqueles dias. Ele foi um cantor, gaitista e guitarrista que tocou com Magic Sam, Billy Boy Arnold, Junior Wells e nada menos que Howlin' Wolf. Portanto, o soul que ele fez estava bem baseado em blues. Seu debut foi pela Federal Records com Freddie King a acompanhá-lo, mas era ainda apenas um soul gostoso de se ouvir. "Is It Because I'm Black?" é o segundo disco, foi gravado pela Twinight Records e nele a coisa é bem diferente. As músicas declaram uma forte consciência social e levantam a bandeira do orgulho negro, tratando, a reboque, de uma série de problemas sociais.
Eu não encontrei os créditos desse disco, mas muitas das faixas incluídas aqui como bônus são singles que saíram pela próxima gravadora com a qual ele assinou, a Hi Records, e nelas está a sessão rítmica de estúdio. Presumo que com a Twinight seja igual.
Syl é irmão do guitarrista Jimmy Johnson.


1  Right On Sister
2  Is It Because I'm Black?
3  Come Together
4  Concrete Reservation
5  Walk A Mile In My Shoes
6  One Way Ticket
7  Kiss By Kiss
8  Black Balloons
9  Get Ready
10 Talk 'bout Freedom
11 New Day
12 Thank U Baby
13 Your Love Is Good For Me
14 We Do It Together
15 That Is Why
16 Wiggles
17 Together Forever
18 Is It Because I'm Black?, 2006
19 Ms. Fine Brown Frame
20 Tell the Truth




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Booker T. & The MG's - Hip Hug-Her (1967)





No início dos anos 60 essa era a banda dos estúdios Stax em Memphis e, assim sendo, gravaram com uma pá de gente famosa. Um dia, enquanto esperavam um desses caras para gravar, eles fizeram umas jams que chamaram a atenção dos produtores. Daí eles se tornaram uma das melhores bandas de soul e entraram para o Rock and Roll Hall of Fame. Voltando no tempo, a paixão de Booker pela música começou antes da adolescência, quando ele subia numa pilha jornais embaixo da janela da casa do pianista de jazz Phineas Newborn para ouví-lo tocar. Mais adiante, ele parava em frente à um clube na Beale Street para ouvir Blind Oscar ao órgão, uma vêz que ainda não tinha idade para entrar. Quase todos os dias ele passava por uma loja de discos chamada Satellite que permitia ouvir-se discos sem obrigar-se a comprá-los. E a Satellite acabou virando a Stax Records. Eventualmente Booker deixou os MG's para estudar música na universidade. Grandes músicos, todos, individualmente, acompanharam a nata do negócio. Hip Hug-Her concorre para ser o melhor disco deles, mesmo com essa capa que não tem nada a ver — foi só uma carona na lambreta do movimento mod.


Booker T. Jones -órgão,piano elétrico, baixo, guitarra
Steve Cropper -guitarra, piano, percussão
Donald "Duck" Dunn -baixo
Al Jackson, Jr. -bateria


1 Hip Hug-Her
2 Soul Sanction
3 Get Ready
4 More
5 Double or Nothing
6 Carnaby St.
7 Slim Jenkins' Place
8 Pigmy
9 Groovin'
10 Booker's Notion
11 Sunny