sábado, 10 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Jonas Hellborg & Shawn Lane - Time Is The Enemy (1997)
Eu gosto muito do Jonas Hellborg e acompanho seu trabalho desde que John McLaughlin lhe deu destaque no Mahavishnu de 1984. Ele é um baixista extraordinário e bom compositor. E eu sei que ele não gosta de ver seu trabalho compartilhado, ou pelo menos não gostava até uns anos atrás. Mas esse é um trabalho de Shawn Lane também, e este pra mim é um monstro. Pouco se fala dele na mídia e nunca o incluem naquelas famigeradas listas. Eu acredito que quem o ouvir, irá procurar seus discos e os colocará em destaque na coleção — e ao menos um já saiu de catálogo. Só lembrando, ele faleceu em 2003.
Time Is The Enemy é um entre vários trabalhos de Hellborg em parceria com Lane. Ele reúne gravações ao vivo em diversos locais durante 1996. Lane está na sua melhor forma como guitarrista, esbanja técnica e desfila estilos. Fisicamente, a forma já não era tanto. Creio que ele toca guitarras Vigier aqui, e dessa marca ele usava as Excalibur e a Texas Blues.
Enfim, são três músicos brilhantes e avessos ao comercialismo, apresentando imaginação, criatividade e emoção.
De qualquer forma, devo apagar o link em breve.
Shawn Lane -guitarra
Jonas Hellborg -baixo
Jeff Sipe -bateria
1 Heretics
2 Wherever You Walk
3 Space Time Continuum
4 Kings Letter
5 Barua a Soldani
6 Time Is the Enemy
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Atavism of Twilight - Atavism of Twilight (1992)
Essa é uma obscura banda de Los Angeles que faz um prog instrumental bem elaborado. Há uma temática religiosa mas como não há letras, tudo é subjetivo. Tem um lado sinfônico e algo fusion também. Eles próprios declaram que sua grande influência e motivação foi a banda Djam Karet, sobretudo quanto a fazer um trabalho conceitual. De fato, é o baterista da Djam Karet quem produz esse único disco e a Atavism abriu muitos concertos para ela. O nome da banda é o mesmo de uma pintura de Salvador Dali, que é aquela da contra-capa.
Evan Guest -guitarra
Sean Greer -teclados
Stephen Foti -flauta
Aaron Kenyon -baixo
Richard Carson -bateria
Joel Connell -percussão (4)
1 Glorified Form
2 Pillar Of Salt
3 The Appearance Of Gazoo
4 The Thousand Year Roundabout
quarta-feira, 7 de maio de 2014
La Zombie et ses biZons - Herbe de Bizon (2002)
Esses francêses, liderados por uma flautista fofucha, fazem uma mistura bacana de rock progressivo e jazz-rock. Ainda, a adição de elementos orientais e clássicos nos arranjos intrincados — porém um tanto previsíveis — os coloca no território Zeuhl, mas serem tão pretensiosos quando as figurinhas carimbadas do gênero. Esse foi o primeiro disco; depois a banda encurtou o nome para zOmb e lançou um segundo em 2006.
Christine Maffeïs [aka Mad'jik Maf] -flautas
Didier Paupe [aka Lutz Volcano] -guitarra
Thierry Collin [aka Cosmosmic] -vibrafone
Claude Thiebault [aka Mr. Claude] -baixo
Eric Varache [aka Roussos] -bateria
1 La Trêve, Pt. 1
2 La Trêve, Pt. 2
3 La Trêve, épilogue
4 Juliette
5 Vaudou
6 D' Ouest En Est
7 Pyramides
8 Blizzard
terça-feira, 6 de maio de 2014
Finnegans Wake - 4th (2004)
Essa banda belga agora é brasileira — eles se mudaram de mala e cuia para João Pessoa, na Paraíba.
Henry Krutzen é o fundador e líder, um multi-instrumentista que hoje divide as composições com o brasileiro Moura-Barros.
Uma banda que batiza a si com o título de um romance de James Joyce tem que caprichar, e isso eles fazem bem. Todos os discos são muito bem produzidos também. À partir deste "4th" é que a banda mudou-se para cá, gravando-o entre Natal (RN) e Bruxelas. O som é prog de vanguarda com inspiração setentista, e a mistura com outros gêneros, como o jazz e o folk, e o não-comercialismo o coloca bem na categoria R.I.O.. Taí uma banda que merece reconhecimento.
Henry Krutzen -teclados, sax tenôr, ken
Alain Lemaite -baixo
Alexandre Moura-Barros -violão e guitarra
Richard Redcrossed -vocal e letras
com:
Eneas Albuquerque -clarineta
Wilberto Amaral -bateria
Jean-Louis Aucremanne -teclados
Gilberto Cabral -trombone
Alexandre Casado -violino
Erinaldo Dantas -trompete
Jubileu Filho -violão, guitarra
Julian Figueroa -fagote
Faisal Hussein -cello
Alexandre Johnson -flauta piccolo
Joao Johnson -oboé, cor anglais
Jorge Lima -percussão
Alzeny Neto -vocal
Eduardo Pinheiro -guitarra
Eduardo Taufic -piano órgão
CD 1
1 The Voyage of Maeldun
2 Back On
3 Fata Morgana
4 Olinda
5 Mercurial
6 Tapioca Com Pimenta
CD 2
1 Moondogging
2 Anemia
3 Brasil, RN
4 Wenceslas Shorts
5 Datcha
6 Morituri te Salutant
7 Bon Voyage
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Djam Karet - Burning The Hard City (1991)
Djam Karet está comemorando 30 anos de carreira e acaba de lançar um álbum chamado Regenerator 3017 pelo seu velho selo próprio, HC. Contudo, os álbums mais antigos ficaram mais fáceis de se encontrar desde que a banda associou-se à Cuneiform Records, especializada em prog, que, se não tem uma super distribuição, é melhor que a da HC.
Eu tenho muitos motivos para gostar dela e entre eles está o fato de ser uma das poucas bandas que se propuseram a fazer prog sem olhar para o passado. "Burning..." lhes mantém o título de "melhor banda desconhecida" com um ótimo trabalho das guitarras e uma cozinha impecável, sendo significativamente mais pesado que os demais discos. Tem lá as distorções que remetem à King Crimson do disco Discipline, tem um pouco de psicodelia, de metal, de Floyd e Yes, mas não relê ninguém. A Cuneiform lançou esse disco com uma capa mais bacana, mais progona; aquela lá em baixo.
Gayle Ellett -guitarras ed 6 e 7 cordas, teclados, efeitos, percussão
Mike Henderson -guitarra, violão de 12 cordas, teclados, efeitos
Henry Osborne -baixos, teclados, percussão
Chuck Oken, Jr. -bateria, percussão eletrônica, teclados, sequenciadores
1 At The Mountains Of Madness
2 Province 19: The Visage Of War
3 Feast Of Ashes
4 Grooming The Psychosis
5 Topanga Safari
6 Ten Days To The Sand
7 Burning The Hard City
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
The Tony Williams Lifetime - Emergency! (1969)
Tony Williams integrou o quinteto de Miles Davis desde 1962 e é considerado um dos maiores bateristas que o mundo já viu. Nem seria preciso dizer que a influência de Miles é enorme nesse primeiro disco da sua própria banda, mas o discípulo foi além. "Emergency!" é um marco, um dos primeiros discos de fusion e, portanto, um dos mais influentes. É o jazz envolvendo a aspereza do rock, com suas distorções e agressividade.
Tony conheceu o jovem John Mclaughlin através de uma gravação mostrada a ele por Jack DeJohnette, na qual ele, McLaughlin e Dave Holland improvisam no clube de Ronnie Scott, em Londres. Nessa época John era apenas um acompanhante para diversos músicos, principalmente de Rhythm & Blues — os mais conhecidos foram Graham Bond e Jack Bruce. À partir da Lifetime, ele foi apresentado ao público americano, mas principalmente à Miles Davis. Aqui estão alguns dos seus melhores momentos.
Larry Young já era um músico respeitado, ao lado de Jimmy Smith eram os grandes organistas da época. Ele e Tony já tinham afinidade, pois ambos tocavam com Miles. Young aproximou o som do seu órgão àquilo que as bandas de rock estavam fazendo, mas em seus solos manteve a sua levada de jazz.
Três caras geniais.
Tony Williams -bateria
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão
1 Emergency
2 Beyond Games
3 Where
4 Vashkar
5 Via the Spectrum Road
6 Spectrum
7 Sangria for Three
8 Something Special
quarta-feira, 30 de abril de 2014
John McLaughlin - Devotion (1970)
McLaughlin de certa forma renega este álbum pois não gostou do resultado. John acusa o produtor, que também tinha produzido Jimi Hendrix, de ter juntado partes que não deveriam estar assim e de ter omitido outras durante a edição final, que não foi acompanhada por ele. Quando ele reclamou furioso, o produtor veio com a desculpa de que as masters tinham se estragado e tal. O fato é que eu não posso convidar Mclaughlin e Alan Douglas pra passar o Dia do Trabalho lá em casa. Durante as sessões de gravação, John e Hendrix fizeram umas jams mas esses takes foram lançados como bootlegs e com uma qualidade sofrível. E todos os músicos aqui tinham tocado com Hendrix.
Devotion foi concebido entre a partida de McLaughlin da banda de Miles Davis e a formação da Mahavishnu Orchestra. Ele não tem o brilhantismo de Inner Mountain Flame, mas tá no caminho. O som é alto, distorcido, rock esfregado na cara com a sofisticação do jazz.
Como McLaughlin não dá muita bola pra esse disco, ele já foi lançado por vários selos e com as capas mais diferentes. Essa é uma edição sueca de uma subsidiária da RCA dedicada ao prog, que não tem a melhor capa mas cujo som é melhor classificado.
John McLaughlin -guitarra
Larry Young -órgão, piano elétrico
Jerry Goodman -violino
Billy Rich -baixo
Buddy Miles -bateria, percussão
1 Marbles
2 Siren
3 Don't Let The Dragon Eat Your Mother
4 Purpose Of When
5 Dragon Song
6 Devotion
terça-feira, 29 de abril de 2014
Miles Davis - A Tribute to Jack Johnson (1970)
Esse álbum, que seguiu-se ao Bitches Brew, foi proposto para ser a trilha sonora de um documentário sobre o boxeador Jack Johnson. Davis identificava-se com ele pelo estilo de vida, por ser mulherengo, gostar de ostentar e dirigir bons carros. Aos 67 anos Johnson ainda fazia lutas de exibição e acabou morrendo num acidente de carro, quando saiu furioso de um restaurante que recusou atendê-lo. Miles morreu aos 65, mas nessa época estava no auge e estava completamente saudável — até levava um personal trainer nas turnês. Enfim, ninguém nem lembra do boxeador, ninguém sabe do tal documentário, mas do disco...
Tudo começou com um improviso de John McLaughlin antes mesmo de Miles entrar no estúdio, e ele já entrou tocando. E que entrada.
Fragmentos dele espalharam-se pela terra e estão no prog, no kraut, ... e por aí vai.
Miles Davis -trompete
Steve Grossman -sax soprano
John McLaughlin -guitarra (ele diz ter usado uma Fender Mustang mas não parece que seja)
Herbie Hancock -órgão Farfisa
Michael Henderson -baixo Fender
Billy Cobham -bateria
não creditados em um trecho da faixa 2:
Sonny Sharrock -guitarra echoplex
Bennie Maupin -clarineta
Chick Corea -piano elétrico
Dave Holland -baixo
Jack DeJohnette -bateria
1 Right Off
2 Yesternow
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