segunda-feira, 26 de maio de 2014

Necromandus - Orexis Of Death plus... (1973)




Apesar do que, tanto a capa, como o nome da banda e o título disco possam sugerir, o som não é doom metal nem heavy metal. Apesar de ter uma grande influência da Black Sabbath, também não é BS wannabe. De fato, é um cultuado heavy prog, com influências da King Crimson e da Wishbone Ash também.
A história é a seguinte: Esses caras atraíram a atenção do Tony Iommy que acertou as coisas para eles abrirem shows para a Sabbath e para gravarem um disco pelo selo Vertigo. O próprio Iommi estava produzindo o disco. Só que nessa época, entre 72 e 73, ele tinha a agenda mais cheia que médico da Unimed e o disco não ficava pronto. O guitarrista se encheu e pulou fora. Iommi acrescentou sua guitarra no pouco que faltava mas acabou por concluir que sem Barry Dunnery a banda não funcionaria, e tudo foi engavetado. Originalmente o título seria Quicksand Dream e como tal acabou sendo lançado em 1990, ainda em vinil, sem nenhum polimento de estúdio e numa tiragem muito pequena. O cd veio em 1996 sob o título Orexis of Death, e essa é a versão remasterizada de 2005 com dois bônus.
Frank Hall acabou sendo o primeiro baterista de Ozzy Osbourne em carreira solo, graças a amizade que fizeram durante as turnês.


Bill Branch -vocal
Barry Dunnery -guitarra
Dennis McCarten -baixo
Frank Hall -bateria

1 Judy Green (Previously unreleased acetate demo)
2 Mogidisimo
3 Nightjar
4 A Black Solitude
5 Homicidal Psychopath
6 Stillborn Beauty
7 Gypsy Dancer
8 Orexis Of Death
9 Mogidisimo (reprise) (feat. Tony Iommi)
10 Judy Green Rocket (Live & previously unavailable)




domingo, 25 de maio de 2014

Nekropolis - Musik Aus Dem Schattenreich (1978)




Nekropolis foi Peter Frohmader e Peter Frohmader, além de músico, foi um artista gráfico e designer. Ele esteve envolvido com várias bandas da cena kraut, como a Alpha Centauri, e a Kanaan, bem como aventurou-se pela new wave nos seus primeiros dias. A Nekropolis existiu ao vivo e com diferentes formações desde o início dos anos 70, mas só foi gravar condensada em Peter. Nesse seu primeiro trabalho solo ele empenhou sua criatividade na busca de uma opção para o moribundo prog rock. E a música saiu de terras bem escuras — uma mistura de Magma, King Crimson e o kraut ácido.


Peter Frohmader -baixos, guitarras, eletrônicos

1 Hölle im Angesicht
2 Fegefeuer
3 Unendliche Qual
4 Krypta
5 Mitternachtsmesse II
6 Inquanok
7 Ghul
8 Pagan
9 Mitternachtsmesse I
10 Höllenfahrt
11 Krypta II
12 Bass - Präludium

sábado, 24 de maio de 2014

Steppenwolf - Skulldugery (1976)





Skulldugery foi o último disco da Steppenwolf clássica. Depois dele a banda se separou e só retornaria nos anos 80 como "John Kay & Steppenwolf". Também não estava fácil para ninguém fazer rock clássico ou hard em 1976 com a mídia toda lançando disco music como merda num ventilador. Os efeitos disso estão nas faixas 7 e 8, uma tentativa de se enturmar. 


John Kay -guitarra, vocal
Bobby Cochran -guitarra, vocal
Wayne Cook -teclados
George Biondo -baixo, vocal
Jerry Edmonton -bateria, percussão

1 Skullduggery 
2 I'm a Road Runner
3 Rock & Roll Song
4 Train of Thought 
5 Life Is a Gamble
6 Pass It On 
7 Sleep 
8 Lip Service

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Pacific Sound - Forget Your Dream (1972)




Essa banda vem de um cantão de fala francêsa lá da Suíça. Na época em que foi formada, poucas bandas do país se aventuravam a compor blues-rock ou rock psicodélico — como não tinham nenhuma raíz de blues, as bandas limitavam-se aos covers dos sucessos britânicos e com a Pacific Sound não foi diferente no início. Um amigo é que os convenceu a compor, e deu certo; o primeiro single fêz sucesso com o público e com a crítica e o LP foi lançado em 18 paízes. Recebendo um monte de convites para tocar, os caras precisavam de mais equipamentos, aí, o Roger Page foi até um banco e tomou um empréstimo. Só que os outros caras, quando souberam, ficaram com medo de arriscar e pularam fora. Roger contratou substitutos mas a coisa desandou. Sobrou-lhe a dívida e fim da história.


Roger Page -órgão Hammond
Diego Lecci -bateria
Mark Treuthardt -guitarra e baixo
Chris Meyer -vocal

 1 Forget your dream
 2 Erotic blues
 3 Drive my car
 4 Thick fog
 5 Gyli gyli
 6 Ceremony for a dead
 7 If your soul is uncultivated
 8 Gates of hell
 9 The drug just told me
 10 The green eyed girl
 11 Ballad to Jimi

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Message - From Books And Dreams (1973)




A história da Message começou quando o escocês Tommy McGuigan formou com Allan Murdoch, da Ilha de Wight, a banda MI5, em 1966. Não encontrando muito espaço na Inglaterra, a banda mudou-se para a Alemanha e em 1967 transformou-se na Nektar. Na mesma época, o baixista alemão Horst Stachelhaus havia formado uma banda com o nome Message. As duas bandas passaram a se apresentar juntas e Stachelhaus convidou McGuigan e Murdoch para se juntarem à ele. Então, a Message uniu o prog mais pesado no estilo britânico às inovações propostas pelo krautrock. Esse é o segundo disco que lançaram e foi produzido pelo engenheiro Dieter Dierks, uma das figuras mais importantes do gênero. À ele é creditado todo o entusiasmo do disco, cheio de criatividade e com letras bizarras.


Tommy McGuigan -sintetizadores, Mellotron, sopros, vocal
Allan Murdoch -guitarra
Horst Stachelhaus -baixo
Günther Klinger -bateria
Rab -percussão
Werner -percussão


1 Sleer
2 Dreams And Nightmares (Dreams)
3 Turn Over
4 Sigh
5 Dreams And Nightmares (Nighmares)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Writing on the Wall - The Power of the Picts (1969)






Essa foi uma banda escocêsa formada em 68 que fêz uma transição entre o rock psicodélico e o prog mais calcado no blues-rock. Os caras adicionavam uns toques de jazz, a exemplo da Procol Harum e da Traffic, porém bem menos melódico e muito mais pesado e sombrio. Eles gravaram esse único disco em 69 e se apresentaram sem parar até 73, quando desmancharam a banda. Segundo consta, o principal motivo foi o roubo de todo seu equipamento.


Willy Finlayson -guitarra,vocal
Alby Greenhalgh -sopros
Jimmy Hush -bateria
Linnie Paterson -vocal
Bill Scott -piano,Hammond,Clavinet
Jake Scott -baixo,vocal

1 Bogeyman
2 Shadow of Man
3 Taskers Successor
4 Hill of Dreams
5 Virginia Water
6 It Came on a Sunday
7 Mrs. Coopers Pie
8 Ladybird
9 Aries
10 Child on a Crossing
11 Lucifer Corpus

terça-feira, 20 de maio de 2014

Salem Mass - Witch Burning (1971)




Essa banda de rock psicodélico de Idaho tem apenas esse disco e, pelo que se sabe, suas faixas foram gravadas em algum bar por lá e depois melhoradas em estúdio. Alguns também dão conta que um dos primeiros sintetizadores Moog foi uasado aqui. O som é dominado pelos teclados, o que lhe dá um certo ar proggy. E embora o nome, o título e a capa possam sugerir que o tema é totalmente voltado ao ocultismo, apenas algumas faixas tratam disso.


Mike Snead -guitarra, vocal
Jim Klahr -teclados
Matt Wilson -baixo, vocal
Steve Towery -bateria, vocal

1 Witch Burning 
2 My Sweet Jane 
3 Why 
4 You Can't Run My Life 
5 You're Just a Dream
6 Bare Tree 
7 The Drifter 



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Coven - Witchcraft Destroys Minds And Reaps Souls (1969)






Essa banda foi formada em Chicago em 1968 e fez um rock psicodélico cuja sonoridade, pode ser comparado à Jefferson Airplane, por exemplo. Já os temas, bem, esses estavam bem à frente do seu tempo. Eles abordavam o satanismo, ocultismo, bruxaria e outras coisas do capeta. Foram pioneiros nisso e também no uso de toda aquela simbologia, tipo cruz de ponta-cabeça e coisa e tal. Prova de que estavam à frente no tempo é que esse disco foi recolhido pouco tempo depois de lançado, para o bem das criancinhas.
Então, a importância da banda passa a ser histórica e nem tanto musical. Depois deles veio uma enxurrada de gente cantando o tinhoso e exibindo aqueles balangandãs. Falando naqueles que vieram depois, esse disco abre com a música "Black Sabbath"; tem um baixista chamado "Oz Osborne" e foi lançado nos Estados Unidos alguns meses antes do batismo de uma certa banda lá na longínqua Birmingham...Coisa do cão.


Christopher Nielsen -guitarra, vocal
Jim Donlinger -guitarra, vocal
Jinx Dawson -vocal
Jim Nyeholt -órgão, piano
John Hobbs -teclados
Mike "Oz" Osborne -baixo
Alan Estes -baixo
Steve Ross -bateria

1 Black Sabbath
2 The White Witch of Rose Hall
3 Coven in Charing Cross
4 For Unlawful Carnal Knowledge
5 Pact with Lucifer
6 Choke, Thirst, Die
7 Wicked Woman
8 Dignitaries of Hell
9 Portrait
10 Satanic Mass

sexta-feira, 16 de maio de 2014




Pentagram - Relentless (1985)





A Pentagram foi formada na Virginia em 1971 e é liderada pelo vocalista Bobby Liebling desde então, e apesar das muitas mudanças que sofreu. Imersa na cena underground, ela só conseguia gravar singles e depois de dois line-ups diferentes a banda mudou seu nome para Death Row. Em 1985, voltaram para o nome antigo e aí veio esse primeiro álbum, na idade de uma debutante mesmo. Relentless (ou "Pentagram" em algumas versões) é um dos álbuns mais influentes do metal. Ele pega mais ou menos o embalo do primeiro disco da Black Sabbath e toca adiante. E a Pentagram é muito comparada à Sabbath. Digamos que o tipo de composição de ambas era o mesmo, uma antevisão do doon-metal, mas ainda muito pesado para a época. Então a Sabbath acrescentava um teco de folk alí, uma mudança de tempo aqui... A Pentagram não. Ela era um monolito dinâmico, e, tanto quanto a Sabbath, tinha um grande baixista e um grande baterista. Não tem nada daquele satanismo bocó de butique praticado aos berros — alguns até meio assim, saca? —, esperando o tilintar das moedas no caixa. Pelo contrário, é muito honesta na sua proposta.
E aí meu camarada, de quantas polegadas é seu woofer?

Bobby Liebling -vocal
Victor Griffin -guitarras
Martin Swaney -baixo
Joe Hasselvander -bateria

1 Death Row
2 All Your Sins
3 Sign of the Wolf (Pentagram)
4 The Ghoul
5 Relentless
6 Run My Course
7 Sinister
8 The Deist
9 You're Lost, I'm Free
10 Dying World
11 20 Buck Spin