quarta-feira, 18 de junho de 2014

Corky Laing - Makin' It On The Street (1977)




Depois que a Mountain se dissolveu, Corky Laing integrou a The Leslie West Band e participou do primeiro disco solo do West. Esse aqui é o seu solo, abrange vários gêneros e, muito embora West tenha colaborado na composição da primeira faixa, é bem diferente do que ele ou a Mountain faziam. Faixa a faixa, ele é mais sofisticado e bem produzido.


Corky Laing -bateria, percussão, guitarra, vocal
Pete Carr -guitarra
Tommy Talton -guitarra
Calvin Arline -baixo
Neil Larsen -teclados
Muscle Shoals Horns : Harrison Calloway, Harvey Thompson, Charles Rose, Ronald Eades
Frank Vicari -sax
Randall Bramblett -sax
Clydie King -backing vocal
Sherlie Matthews -backing vocal
Venetta Fields -backing vocal
com
Eric Clapton -guitarra (1)
Dickey Betts (Allman Brothers) -guitarra (1)
George Terry -violão, vocal (1)
Joe English -bateria, vocal (9)
Paul Hornsby -teclados (7)

1 On My Way (By the River)
2 Makin' it On the Street
3 Two Places at One Time
4 See Me Through
5 Don't You Worry
6 I Know
7 Somebody Told Me
8 Growin' Old With Rock & Roll
9 Heaven

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mountain - Avalanche (1974)





Depois do álbum Flowers of Evil que misturava faixas de estúdio com outras ao vivo, A Mountain se separou. Leslie West e Corky Laing juntaram-se à Jack Bruce em mais uma tentativa de reeditar a Cream. Então, Avalanche marcou a reunião da banda três anos depois e com um guitarrista de apoio. O casal Felix Pappalardi e Gail Collins assinam a maioria das faixas, algumas boas, outras nem tanto. A faixa 1 é um cover bacana e a faixa 3 é uma releitura instrumental de uma música do primeiro disco. A gravadora Columbia foi bastante negligente na divulgação do álbum e os caras, muito desapontados, desistiram. West e Laing seguiram adiante com a The Leslie West Band. Gail Collins veio ao Brasil onde se filiou ao PT. Depois de nove anos ouvindo palestras de Franklin Martins, ela voltou para casa com a missão de destruir o imperialismo americano. Matou Pappalardi a facadas e alegou não saber de nada.



Leslie West -guitarra, vocal
Felix Pappalardi -baixo, teclados, vocal
Corky Laing -bateria, percussão
David Perry -guitarra rítimica


1  Wholle Lotta Shakin' Goin' On 
2  Sister Justice
3  Alisan
4  Swamp Boy
5  Satisfaction
6  Thumbsucker
7  You Better Believe It
8  I Love to See You Fly
9  Back Where I Belong
10 Last of the Sunshine Days

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Walter Rossi - Six Strings Nine Lives (1978)




O segundo álbum de Walter Rossi começou no banheiro, foi ali que ele compôs ao violão, primeiro a faixa 2, e depois mais algumas, porque gostou da acústica. Depois, o trabalho de gravação levou duas semanas em estúdio, com poucos overdubs, sendo quase um disco ao vivo. Rossi tinha entendido que o rock estava mudando e para conquistar espaço teria que se preocupar com as melodias e os arranjos. Assim, "Six Strings Nine Lives" tem até um toque de latinidade que lembra bastante Carlos Santana. Consta que sua capa foi uma das mais caras já feitas — enquanto a média era de 11 centavos de dólar para se produzir uma normal, a deste álbum, com a foto de uma Les Paul 1958, saiu por 1,20 dólares. Esse custo fez com que o álbum não fosse lançado nos Estados Unidos naquela época.


Walter Rossi -guitarra, vocal, percussão
John McDiarmid -teclados
Angelo Finaldi -baixo
Jimmy Oliver -baixo
Terry Martell -bateria, percussão
Jim Ayoub [Mahogany Rush] -bateria
Nanette Workman -backing vocals
Billy Workman -backing vocal



1 Strada Del Sol
2 Soldiers In The Night
3 Proudest In The Land
4 You Got Me Believing
5 Malaguena (Revisited)
6 Sil O Whet
7 Slowdown Slowdown
8 Mediteranean Romance
9 Ride The Wind

Charlee - Charlee feat. Walter Rossi (1972)




A Charlee lançou esse único disco e ele é um clássico do hard rock, com ótimos riffs e repleto de wah-wah. Walter Rossi batizou a banda com o nome do seu cão, um pastor alemão. Ele conta que foi a diversas sessões de Jimi Hendrix nos estúdios Electric Lady e pode observar como o engenheiro Eddy Kramer tratava a guitarra, aplicando isso na gravação desse disco. A gravação levou um mês mas o lançamento demorou um ano, pois os executivos da RCA canadense não compreendiam o hard rock. Ironicamente, o empresário de David Bowie assistiu às gravações e contou à Bowie o que viu. Esses próprios executivos acabaram transmitindo à Rossi um convite para integrar a banda de Bowie na turnê de Ziggy Stardust, mas ele recusou porque seu pai estava muito doente e ele não quis se afastar. 
Há que se notar a grande semelhança entre o som desse álbum e o dos três primeiros da Mahogany Rush de Frank Marino. Marino também é canadense, também tem enorme influência de Hendrix e lançou seu primeiro trabalho apenas um ano depois da Charlee.


Walter Rossi -guitarra, vocal, baixo
Jack Geisinger -baixo
Mike Driscoll -bateria
Harry Marks -baixo (6)
Mark Smith -baixo (4) 
Prokash John -baixo (4)
Barry Keane -bateria (3, 4, 6)


1  Wizzard
2  Lord Knows I've Won
3  Just You And Me
4  A Way To Die
5  Let's Keep Silent (Part1)
6  Wheel Of Fortune
7  It Isn't The First Time
8  Let's Keep Silent (Part2)

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Walter Rossi - Walter Rossi (1976)





Walter Rossi é um virtuoso guitarrista, filho de pais italianos que foram morar no Canadá quando ele ainda era muito pequeno. Aos vinte anos, em 1968, ele já integrava a banda de Wilson Pickett. No ano seguinte integrou a Buddy Miles Express. Através de Buddy, ele acabou fazendo algumas jams com Jimi Hendrix e consta que teria recusado um convite para tocar com David Bowie e outro, com Janis Joplin. Retornando ao Canada, Rossi formou algumas bandas, sendo que a mais notável foi o power trio Charlee. Depois ele seguiu carreira solo e este é seu primeiro álbum. É uma pena que um guitarrista tão bom, que consegue conciliar sensibilidade e fúria, seja tão pouco reconhecido.


Walter Rossi -guitarra, vocal
Leon Feigenbaum -baixo
Bobby Fisher -bateria
Doug Riley -teclados
King Biscuit Boy -gaita


1 Goin' Down
2 Little Miss Evil
3 Chasing Rainbows
4 Get Goin' Fast
5 Ripdad (em homenagem ao pai)
6 Woman, Sweet Woman
7 Rock Me Baby
8 Dance With Me
9 Hey Serena




terça-feira, 10 de junho de 2014

Wishbone Ash - Argus (1972)





Argus tornou-se um clássico do rock e até um clássico do prog, mesmo sem ser tão prog assim. Tornou-se bem depois, porque na época não fez muito sucesso, ficando bem atrás nas vendas, se comparado ao anterior "Pilgrimage" — este já exibia composições mais elaboradas e longas, num flerte com o prog. Argus foi ainda mais ambicioso em escrita e arranjo; se bem que algumas das faixas "mais longas" são medleys de composições que se encaixaram perfeitamente, incluindo várias passagens instrumentais. Assim como em Pilgrimage, o engenheiro de som em Argus foi Martin Birch, o mesmo da Deep Purple.
Nesse ponto da carreira, a Wishbone Ash já tinha ganho reputação como uma das melhores bandas ao vivo, comparada nesse quesito à The Who. Depois de Argus, eles simplificaram bastante as composições, talvêz para uma relação mais amigável com o radio.
Essa versão japonêsa é bacana tanto pela qualidade como por incluir um lp promocional lançado pela Decca no mesmo ano.


Ted Turner -guitarra
Andy Powell -guitarra
Martin Turner -baixo
Steve Upton -bateria


1  Time Was
2  Sometime World
3  Blowin' Free
4  The King Will Come
5  Leaf And Stream
6  Warrior
7  Throw Down The Sword
8  No Easy Road

Live From Memphis:
9   Jail Bait
10 The Pilgrim
11 Phoenix

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Wishbone Ash - Just Testing (1980)




Remando meio que contra a maré, eu gosto muito desse disco. Talvez seja por uma memória afetiva, já que quando eu o comprei em vinil, o mercado já estava inundado pela new wave. Eu fiquei feliz de encontrar alguma coisa boa no meio de tanta porcaria, tanta bateria eletrônica, bem quando eu já ia achando que a música tinha acabado. Tá, acabou por um bom tempo. Eu acho que o Martin Turner estava tentando ajustar o som da banda aos novos tempos, e em alguns momentos a coisa soa mesmo como new wave. Acho também que ele não chegou onde queria pois depois de Just Testing ele saiu da Wishbone Ash, e por um bom tempo. A primeira faixa é muito legal, a quatro também e as guitarras gêmeas dão o toque paleontológico ao álbum.


Martin Turner -vocal, baixo, violão
Andy Powell -guitarra,violão,vocal
Laurie Wisefield -guitarra, violão, vocal
Steve Upton -bateria
Claire Hamill -vocal (1, 5, 7)
Ian Kew -órgão (7)

1 Living Proof
2 Haunting Me
3 Insomnia
4 Helpless
5 Pay The Price
6 New Rising Star
7 Masters Of Disguise
8 Lifelone

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Albert King - More Big Blues (2001)





Esse cd contém o primeiro lp que Albert King gravou para o selo King em 1962, intitulado The Big Blues, e também os singles que lançou pelo selo Bobbin. King estava longe de ser um estreante e seu estilo já estava refinado pelos muitos anos de estrada. Essas gravações já mostram uma característica da carreira dele, que era explorar outros gêneros, coisa que o manteve um pouco à parte dos demais contemporâneos. Se fosse fazer uma lista dos guitarristas que Albert influenciou, ela pegaria quase todo mundo — Eric Clapton, por exemplo, disse que ele inspirou o Disraeli Gears inteiro.
Eu não encontrei informações relevantes sobre os créditos, a não ser que Ike Turner toca piano na faixa 6.


1  Let's Have a Natural Ball
2  What Can I Do to Change Your Mind
3  I Get Evil
4  This Morning
5  I Walked All Night Long
6  Don't Throw Your Love on Me So Strong
7  Travelin' to California
8  I've Made Nights by Myself
9  Ooh-Ee Baby
10 Dyna Flow
11 Why Are You So Mean to Me
12 Just Plain Blues
13 The Time Has Come
14 Need You by My Side
15 Blues at Sunrise
16 I'll Do Anything You Say
17 Got to Be Some Changes Made
18 Old Blue Ribbon
19 I've Made Nights by Myself
20 Why Are You So Mean to Me
21 The Time Has Come
22 Blues at Sunrise