quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Billy Cobham's Glassmenagerie - Stratus (1981)




No mês passado os paulistas e cariocas tiveram sorte de ter apresentações inesperadas de Billy Cobham. Os concertos eram do HBC Super Trio, formado por Scott Henderson, Jeff Berlin e Dennis Chambers. Mas, eis que Chambers fica doente e quem vem substituí-lo e roubar o show? Pura sorte.
Nesse álbum Cobham estréia sua nova banda com o excelente violinista polonês Urbaniak e o jovem Mike Stern na guitarra. De cara, já vem uma releitura da famosa Stratus, com o Moog de Jan Hammer sendo substituído pelo violino e o solo de Stern fazendo o de Tommy Bolin parecer um garrancho.


Billy Cobham - bateria e percussão
Mike Stern (Blood, Sweat & Tears, Miles Davis, Steps Ahead) - guitarra
Gil Goldstein (Pat Martino, Gil Evans, Wayne Shorter) - teclados
Tim Landers - baixo
Michael Urbaniak (Larry Coryell) - violino, Lyricon


1  Drum Solo Intro/Stratus 
2  Ac/Dc 
3  Kasia 
4  All Hallows Eve 
5  Wrapped In A Cloud 
6  Drum Solo
7  Total Eclipse 
8  Brooze 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Supertramp - Supertramp (1970)





A Supertramp é mais conhecida por nós pelo seu álbum de 79 que estourou nas rádios, nas discotecas, rinques de patinação e tweeters Selenium dos carros — se a voz do Roger Hodgson já não tem muita testosterona ao natural, imagine num tweeter Selenium sem condensador. Mas, ao menos nos seus três primeiros discos e sobretudo neste primeiro, a banda flertou com o prog e dava ênfase ao lado instrumental, influenciado pelo jazz e pelo blues. À partir de 77 é que ela assumiu-se como pop comercial. 
A bem da verdade, o interesse comercial esteve presente já na fundação:  No final dos anos 60, um milionário holandês que conhecia Rick Davies propôs financiar-lhe uma nova banda. Davies colocou anúncios a procura de músicos e o primeiro que respondeu foi Roger Hodgson. Richard Palmer e Robert Millar também foram contratados mas participaram só desse álbum. Hodgson, ao contrário, passou a dividir as composições e a liderança. 
Em outubro Roger Hodgson estará no Brasil com a turnê Breakfast in America — sim, aquele álbum de 79 — e não acredito que a produção utilize tweeters sem condensador. Portanto, se é dessa fase que você gosta, compre seu ingresso. 


Rick Davies -órgão, piano elétrico e acústico, harmônica, vocal
Roger Hodgson -vocal, baixo, violão, cello, flauta
Richard Palmer -guitarra, violão, balalaika, vocal
Robert Millar -percussão, harmônica

1  Surely
2  It's A Long Road
3  Aubade (And I Am Not Like Other Birds Of Prey)
4  Words Unspoken
5  Maybe I'm A Beggar
6  Home Again
7  Nothing To Show
8  Shadow Song
9  Try Again
10 Surely

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Plankton - Plankton (2002)




A Plankton é uma banda sueca cujo som não se categoriza assim, de primeira. É instrumental e pode ser comparada ao que fazem Jeff Beck e Steve Morse, só que eles usam duas Stratocasters. Ora é hard, ora é blues, dá uma de prog e cai no jazz. Aliás, o que eu mais gostei foi a versão para Take Five de Dave Brubeck e Paul Desmond — na guitarra, eu conhecia a versão do George Benson substituindo o sax, mas eles substituíram também o piano e ficou muito legal. Recomendo.


Christian Neppenström -guitarra
Emil Fredholm -guitarra
Tomas Thorberg (Pomma) -baixo
Sebastian Sippola -bateria
Lars Normalm -percussão

1  Vårlevitation
2  Pickadoll
3  Monsoon
4  Elephantman
5  I´m Not An Animal
6  Jorm
7  Zeitgeist
8  Groovedawg
9  Take Five
10 Humble Colossus
11 Living Room Jam
12 Universal Walkabout





sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Family - Family Entertainment (1969)





Family Entertainment é o segundo álbum da banda. Menos psicodélico e mais progressivo que o anterior, esse álbum exibe a grande variedade de influências que a banda teve, bem como suas raízes no blues. Ele é também mais acústico e como todos eram multi-instrumentistas, dá pra fazer um paralelo com a Traffic.
A dupla Chapman/Whitney compôs a maioria das faixas, cabendo ao Ric Grech a 5, a 6 e a 10. Aliás, as letras de Grech tem referências explicitas ao uso de drogas e isso acabou por matá-lo aos 43 anos de idade. Grech deixou a Family logo depois desse lançamento para juntar-se à Blind Faith e isso prejudicou a turnê. Jim King também saiu logo em seguida.


Roger Chapman - vocal, percussão
John “Charlie” Whitney - guitarra, órgão
Jim King -sax, piano, vocal
Ric Grech - baixo, violino, vocal
Rob Townsend - bateria, percussão


1 The Weaver’s Answer
2 Observations from a Hill
3 Hung Up Down
4 Summer ’67
5 How-Hi-the-Li
6 Second Generation Woman
7 From Past Archives
8 Dim
9 Processions
10 Face in the Cloud
11 Emotions

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Streetwalkers - Red Card (1976)





A Streetwalkers foi formada pela dupla Chapman/Whitney, que eram os principais compositores da Family, depois que esta se separou em 1973. Enquanto o som da Family era um art-rock com viés progressivo, o da Streetwalkers foi um passo atrás, balançando entre o blues-rock e o hard-rock. Primeiramente eles lançaram um álbum como dupla mesmo, chamado Streetwalkers; depois formalizaram a banda. Esse é o segundo disco como tal, e é o mais consistente dos quatro que gravaram.


Roger Chapman - vocal, percussão, harmônica
Charlie Whitney - guitarra, slide, teclados
Bob Tench - guitarras, vocal, percussão, teclados
Jon Plotel - baixo, vocal
Nicko McBrain -bateria, percussão


1 Run For Cover
2 Me An’ Me Horse An’ Me Rum
3 Crazy Charade
4 Daddy Rolling Stone
5 Roll Up, Roll Up
6 Between Us
7 Shotgun Messiah
8 Decadence Code
9 Hole In Your Pocket

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Grail - Grail (1970)




Originalmente, a Grail era uma banda mod liderada pelo guitarrista e compositor Terry Spencer — nessa época ela chamava-se The Game. O som foi ficando mais complexo e Spencer acabou deixando a banda, quando, então, ela adotou esse nome. A Grail costumava se apresentar em bons lugares como o clube Marquee e recebia elogios da crítica, mas não fazia muito sucesso na Inglaterra. De qualquer forma, Rod Stewart era fã deles e decidiu dar uma força produzindo o disco. Só que a gravadora nem se interessou em lançá-lo. Ao contrário do que acontecia na Inglaterra, na Alemanha eles faziam sucesso e venderam as fitas para o selo Metronome. Porém, eles se desentenderam durante uma turnê por lá, se separaram, e o disco acabou sendo lançado depois disso. Chris Williams voltou para a Alemanha e juntou-se à banda Abacus.


Chris Williams - vocals, auto-harpa
Paul Barrett - guitarra, clarineta, vocal
Dave Blake - cello, sitar, flauta, vocal
Stan Decker - baixo, guitarra, teclados
Chris Perry - bateria

1 Power
2 Bleek Wind High
3 Day After Day
4 Grail
5 Camel Dung
6 Sunday Morning
7 Czechers
8 The Square




                                                A capa do LP era legal.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Abacus - Abacus (1971)





A Abacus surgiu nos anos 60, na Alemanha, como uma banda pop chamada Fashion. Como ela abria os concertos de muitas bandas britânicas de rock progressivo em excursão por lá, acabou absorvendo o gênero. Uma dessas bandas foi a Grail, que se dissolveu durante uma excursão. Seu vovalista, Chris Williams, decidiu permanecer na Alemanha e se juntou à Fashion, que a partir desse momento adotou o nome Abacus. O som deles foi um tanto enigmático, com muitos elementos clássicos, podendo ser comparado ao da Frumpy ou da Epitaph. Contudo, a Abacus parece mais uma banda inglêsa que alemã. Depois desse disco eles lançaram outros três, porém foram voltando ao pop misturado ao rock psicodélico e ao mod.


Chris Williams -vocal, guitarra, percussão
Chris Barutzky -teclados
Charly Schade -guitarra, cítara
Klaus Kohlhase -baixo
Felix Hans -bateria, percussão


1. Pipedream Revisited Part 1 & II
2. Cappucino
3. Don't Beat So On The Horses
4. Song For Brunhilde
5. Song For John And Yoko
6. Radbod Blues
7. Chestholder

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Mississippi Fred McDowell - This Ain't No Rock N' Roll (1969)





Aqui estão algumas das últimas gravações de McDowell. Até a faixa oito está o LP original de 1969, o primeiro gravado com um plano de trabalho num estúdio e com ele tocando a guitarra elétrica como instrumento principal. Ele já estava plugado, mas até então só a usava na igreja aos domingos. As demais faixas foram gravadas no mesmo ano; são antigas músicas que ele recuperou da memória e não foram lançadas antes.


Fred McDowell -guitarra, violão, vocal
Mike Russo -violão, guitarra
John Kahn -baixo
Bob Jones -bateria

1. My Baby
2. Levee Camp Blues
3. When The Saints Go Marching In
4. Diamond Ring
5. Dankin's Farm
6. You Ain't Treatin' Me Right
7. Ethel Mae Blues
8. Meet Me Down In Froggy Bottom

Fred McDowell -guitarra, violão, vocal
Steve Talbot -harmônica
John Francis -bateria

9. Mama Said I'm Crazy
10. I Heard Somebody Calling Me
11. Keep Your Lamp Trimmed And Burning
12. I Wonder What Have I Done Wrong
13. I Worked Old Lu And I Worked Old Bess
14. Jim, Steam Killed Lula
15. Worried Now, Won't Be Worried Long
16. Going Away, Won't Be Gone Long
17. Going Down That Gravel Bottom
18. Bye, Bye Little Girl

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Mississippi Fred McDowell - Downhome Blues 1959 (2011)




Essa coletânea reúne as primeiras gravações de McDowell feitas pelo pesquisador Alan Lomax. McDowell tinha cinquenta anos então, e gravava após colher algodão na sua pequena fazenda. O remaster foi caprichado.


CD 1:
Miles Pratcher -guitarra
Fannie Davis -percussão
Annie Mae McDowell -vocal
James Shorty -vocal
Sidney Carter -vocal
Rose Hemphill -vocal


1. When You Get Home, Write Me a Few Little Lines
2. Drop Down Mama
3. Shake 'Em on Down
4. Fred McDowell's Blues
5. Goin' Down to the River
6. You Gonna Be Sorry
7. You Done Tol' Everybody
8. Woke Up This Morning with My Mind on Jesus
9. Soon One Mornin'
10. Keep Your Lamps Trimmed and Burning
11. Wished I Was in Heaven Sitting Down
12. Germany Blues
13. Good Morning Little Schoolgirl
14. Freight Train Blues
15. Keep Your Lamps Trimmed and Burning
16. Been Drinkin' Water Out of a Hollow Log
17. I Want Jesus to Walk with Me
18. 61 Highway Blues
19. Lord Have Mercy
20. Worried Mind
21. What's the Matter Now
22. Keep Your Lamps Trimmed and Burning [Instrumental]


CD 2:
1. Shake 'Em on Down [Alternate Take]

com John Dudley
2. Cool Water Blues
3. Po' Boy Blues
4. Clarksdale Mill Blues

com Ed Young; G.D. Young; Lonnie Young
5. Jim and John
6. Hen Duck
7. Chevrolet
8. Oree
9. Sittin' on Top of the World

com Bob Pratcher; Miles Pratcher
10. All Night Long
11. I'm Gonna Live Anyhow 'til I Die
12. Buttermilk

com Forrest City Joe
13. Levee Camp Reminiscence
14. Train Time
15. Red Cross Store
16. You Gotta Cut That Out
17. Stop Breaking Down
18. Drink on Little Girl
19. She Lived Her Life Too Fast
20. She Don't Love Me That Way
21. Forrest City Jump

com Boy Blue
22. Boogie Children
23. Joe Lee's Rock
24. You Got Dimples in Your Jaw





sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Black Widow - The Ultimate Sacrifice (1970)






The Ultimate Sacrifice é uma edição recente do LP de estréia da Black Widow, chamado Sacrifice.
A Black Widow foi outra banda a dedicar-se ao ocultismo e satanismo no início dos anos setenta, porém de forma teatral, baseada não na prática mas em livros. Atualmente, com várias bandas novas de heavy metal e doom metal abordando o mesmo tema, a Black Widow voltou a receber atenção e é tratada como cult. Só que o gênero dela foi outro, um heavy prog levado pelos teclados que mais se assemelha  a um cruzamento entre a Jethro Tull e a King Crimson na época do disco Lizard, sem solos nem riffs de guitarra.


Jim Gannon -guitarra, violão flamenco
Zoot Taylor -órgão, piano
Kip Trevor -vocal
Clive Jones -flauta, sax, clarinete
Bob Bond -baixo
Clive Box -bateria, percussão


1  In Ancient Days
2  Way to Power
3  Come to the Sabbat
4  Conjuration
5  Seduction
6  Attack of the Demon
7  Sacrifice
8  In Ancient Days [demo track]
9  Come to the Sabbat [demo track]
10 Conjuration [demo track]
11 Seduction [demo track]
12 Sacrifice [demo track]