terça-feira, 18 de novembro de 2014

B.L.U.E. - Bruford Levin Upper Extremities (1998)





Bill Bruford e Tony Levin já haviam sido companheiros na King Crimson, na ABWH e no excelente disco Cloud About Mercury do próprio David Torn, com o qual guarda muitas semelhanças.
Por essa época, Levin estava no Liquid Tension Experiment e Bruford dedicava-se mais ao jazz acústico no seu projeto Earthworks. Esse, então, foi um raro retorno de Bruford ao rock, se bem que com um bom acento no jazz. Isto é dado pela ampla improvisação e pelo trompetista Chris Botti, um cara mais versado no smooth jazz e em colaborações com Sting e Paul Simon. Ele faz o contraponto à guitarra cortante do Torn. Partes do disco foram gravadas no estúdio The Loop Pool que pertence a David Torn, outras foram no Make Believe Ballroom em Nova York, mais alguma coisa saiu da casa de Bruford e da garagem do Levin. Até numa cantina de Woodstock chamada Gypsy Wolf eles gravaram.


Bill Bruford - bateria, percussão, teclados
Tony Levin - baixos, Chapman Stick, voz
Chris Botti - trompete
David Torn - guitarras, loops


1  Cerulean Sea 
2  Original Sin 
3  Etude Revisited 
4  A Place Of Pearls (On A Blade Of Grass) 
5  Fin De Siecle 
6  DrumBass 
7  Cracking The Midnight Glass 
8  Torn DrumBass 
9  Thick With Thin Air 
10 Cobalt Canyons 
11 Deeper Blue
12 Presidents Day 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Iggy and the Stooges - Raw Power (1973)





A Stooges foi fundada em 1967 pelos irmãos Asheton e por um tal James Osterberg que depois assumiria o nome de Iggy Pop. Eles pegaram idéias de Chuck Berry, dos Rolling Stones, da Velvet Underground e da Doors (que era a banda favorita de Iggy) e as levaram ao limite. Gravar o primeiro disco foi um problema pois suas músicas tinham, na verdade, não mais do que dois minutos, porém eram esticadas com improvisações no palco. No estúdio, foram obrigados a compor mais três músicas em poucas horas para inteirar o padrão do LP. Esse disco não vendeu bem e nem o seguinte também. Contudo, são clássicos do rock de garagem e lançaram o movimento punk.
Na busca por receptividade, eles fizeram algumas modificações: contrataram o saxofonista Steve Mackay e o guitarrista  James Williamson, e demitiram o baixista Dave Alexander por abuso de álcool — Ron Asheton deixou a guitarra e assumiu o baixo. Mas os remanescentes passaram a usar heroína, supostamente apresentada a eles por Williamson. O mais entusiasmado era Iggy, que frequentemente trocava as letras por obscenidades, quando não provocava o cancelamento de shows. A coisa ia mal até encontrarem David Bowie. Bowie estava no auge com Ziggy Stardust e os levou para a Inglaterra, conseguindo-lhes um novo contrato com a Columbia e sendo o engenheiro de som nesse terceiro disco. Também pela influência de Bowie, Raw Power tem uma aproximação com o glam-rock. Nessa versão dupla, o segundo CD tem a melhor performance deles capturada em fita.
Os irmãos Asheton já faleceram, Ron em 2009 e Scott, neste ano. Williamson está vivo e lançou um disco recentemente. Iggy Pop também está vivo, embora não aparente.


Iggy Pop - vocal
James Williamson - guitarra
Ron Asheton - baixo, vocal
Scott Asheton - bateria


1 Search and Destroy
2 Gimme Danger
3 Your Pretty Face Is Going to Hell (Originally Titled "Hard to Beat")
4 Penetration
5 Raw Power
6 I Need Somebody
7 Shake Appeal
8 Death Trip

Georgia Peaches (Live at Richards, Atlanta, GA, October 1973)
1 Introduction
2  Raw Power
3  Head On
4  Gimme Danger
5  Search and Destroy
6  I Need Somebody
7  Heavy Liquid
8  Cock in My Pocket
9  Open Up and Bleed
Bonus Studio Tracks:
10 Doojiman
11 Head On (Rehearsal Performance)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Pere Ubu - The Modern Dance (1978)





O nome Pere Ubu, vem do francês e significa "Pai Ubu", personagem de um livro de Alfred Jarry. Ela foi uma banda underground de pós-punk de Cleveland, cujo som era bastante experimental. Foi fundada em 75 por David Thomas e Peter Laughner, que devido ao abuso de drogas e álcool faleceu em 77. Thomas seguiu adiante como a figura central da banda, embora as composições pertençam a todos. Ele era um crítico musical que usava o pseudônimo de "Crocus Behemoth" e frequentava toda a cena underground, incluindo os bastidores dos shows da MC5 de da Stooges. Com uma voz privilegiada e interpretaçãoe teatrais, ele era comparado a Captain Beefheart. O som da banda tinha suas bases no garage-rock, no proto-punk da Stooges e no próprio punk, mas eles adicionavam elementos do krautrock e do heavy-metal. 
Esse é o primeiro disco e seu tema é a alienação de uma sociedade industrial. Ele também expõe o medo de uma guerra nuclear mas defende que a morte do espírito viria antes, por fatores econômicos e sociais.



David Thomas - vocal, musette (sanfona), percussão
Tom Herman - guitarra, vocal
Allen Ravenstine - sintetizador análogo, sax, tapes
Tony Maimone - baixo, piano, vocal
Scott Krauss - bateria


1  Non-alignment Pact 
2  The Modern Dance 
3  Laughing
4  Street Waves 
5  Chinese Radiation 
6  Life Stinks 
7  Real World 
8  Over My Head 
9  Sentimental Journey 
10 Humor Me 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Birdsongs Of The Mesozoic - Petrophonics (2000)





A Birdsongs nasceu como um projeto paralelo de outra banda, a pós-punk americana Mission of Burma. Dois dos fundadores saíram antes do terceiro disco — este é o sexto. Eles criaram um tipo bem particular de rock progressivo instrumental, que lembra um pouco a mesozóica King Crimson mas vai mais além, juntando o clássico, o jurássico, o jazz e a música concreta. Outra ousadia são os três tecladistas.
É difícil não associar mentalmente o título desse álbum ao recente escândalo de corrupção na petroleira brasileira, de onde foram surrupiados ao menos dez bilhões de reais. Com pouco esforço, ouvindo a música da até pra formar umas imagens asquerosas na cabeça mas isso eu não aconselho, não é justo para com a banda e com um ótimo, integro e criativo disco. 


Erik Lindgren - Grand Piano
Michael Bierylo - guitarra, programação
Rick Scott - sintetizadores, piano
Ken Field - sax alto e soprano, flautas, percussão

Petrophonics
1  Petrophonics
2  Ptoccata II
3  One Hundred Cycles
4  Nevergreen
5  Study Of Unintended Consequences
6  Birdhead
7  Allswell That Endswell In Roswell

Music Inspired by 1001 Real Apes:
8  Time Marches On Theme
9   Dinosaurs Theme
10 Gravity Theme
11 Quincy Sore Throat Theme

The Insidious Revenge Of Ultima Thule:
12 Part One
13 Part Two
14 Part Three

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Alan Hull - Pipedream (1973)





Em 1973 a Lindisfarne se separou e alguns de seus membros formaram a Jack The Lad, sem muito brilho. Alan Hull era o principal compositor e antes de reformar a banda lançou esse álbum solo. Ele não difere muito da linha folk da Lindisfarne mas tem sua originalidade. Em comum mesmo, tem o talento de Hull para compor canções realmente belas que falam do dia-a-dia das pessoas simples, essas coisas comuns a todos e a todas as épocas.


Alan Hull - guitarra, violão piano, harmonium, vocal
Jon Turnbull (Bell + Arc) - guitarra
Ray Jackson (Lindisfarne) - harpa, bandolim, vocal
Kenny Craddock (Bell + Arc, Ginger Baker's Air Force, Lindisfarne) - piano, piano elétrico, órgão, harmonium
Colin Gibson (Ginger Baker's Air Force, Snafu) - baixo
Ray Laidlaw (Lindisfarne) - bateria
Dave Brooks - sax (8)


1  Breakfast
2  Justanothersadsong
3  Money Game
4  STD 0632
5  United States Of Mind
6  Country Gentleman's Wife
7  Numbers (Travelling Band)
8  For The Bairns
9  Drug Song
10 Song For A Windmill
11 Blue Murder
12 I Hate To See You Cry




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Brinsley Schwarz - Brinsley Schwarz & Despite It All (1970)





Esse CD reúne os dois primeiros discos da inglesa Brinsley Schwarz, ambos gravados em 1970, mas bem diferentes um do outro. O primeiro apresenta um rock psicodélico influenciado por bandas como a Grateful Dead e a Buffalo Springfield. Como o resultado de vendas não foi muito bom, eles enveredaram pelo pub-rock no segundo. Schwarz, Andrews e Rankin foram convidados a participar daquele disco do Colin Scot.


Brinsley Schwarz:

Brinsley Schwarz - guitarra, percussaõ, vocal
Bob Andrews - teclados, baixo, vocal
Nick Lowe - baixo, violão, slide, vocal
Billy Rankin - bateria, percussão

1  Hymn to Me
2  Shining Brightly
3  Rock and Roll Women
4  Lady Constant
5  What Do You Suggest?
6  Mayfly
7  Ballad of a Has Been Beauty Queen

Despite It All:

Brinsley Schwarz - guitarra, vocal
Billy Rankin - bateria, percussão
Bob Andrews - teclados, giotarra, baixo, vocal
Nick Lowe - baixo, banjo, vocal
com
Dave Jackson (VDGG) - sax (9, 10)
Willy Weider - Fiddle (rabeca) (8)
Brian (BJ) Cole - Pedal steel (13)


8  Country Girl
9  Slow One
10 Funk Angel
11 Piece of Home
12 Love Song
13 Starship
14 Ebury Down
15 Old Jarrow




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Lindisfarne - Nicely Out Of Tune (1970)





Lindisfarne foi uma banda de folk-rock inglesa formada em 1967. Ela foi uma das primeiras bandas a assinar contrato com o recém criado selo Charisma, que ficaria famoso por abrigar grandes bandas progressivas, como a The Nice, Genesis, VDGG e tantas outras. A Lindisfarne não se encaixava exatamente no escopo do selo, mas as letras politizadas de Alan Hull devem ter chamado sua atenção. Esse é o primeiro disco dela e é aclamado como o melhor. Seu produtor foi o mesmo John Anthony que produziu a VDGG e aquele disco do Colin Scot, daí a participação de Hull e Clements nele.


Alan Hull - vocal, violão de 12 cordas, órgão, piano, piano elétrico
Ray Jackson - vocal, banbolim, harmônica, flautas
Rod Clements - baixo, órgão, piano, violino, violões, vocal
Simon Cowe - guitarra, violão, violão de 12 cordas, banjo, bandolim, vocal
Ray Laidlaw - bateria


1  Lady Eleanor 
2  Road to Kingdom Come
3  Winter Song
4  Turn a Deaf Ear 
5  Clear White Light (Part, 2)
6  We Can Swing Together 
7  Alan in the River With Flowers 
8  Down 
9  The Things I Should Have Said 
10 Jackhammer Blues [Woody Guthrie]
11 Scarecrow Song 
12 Knackers Yard Blues
13 Nothing But the Marvellous Is Beautiful

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Rare Bird - Rare Bird (1969)





O pessoal da Rare Bird também participou daquele disco do Colin Scot. A banda foi formada em 1969 com dois tecladistas. De certo modo, por não ter um guitarrista propriamente dito, parece a VDGG. Além disso, uma outra semelhança entre elas etá na complexidade do som, mas a Rare Bird lembra mais a Procol Harum — sem Robin Trower, claro. A afinidade com a VDGG também se nota por terem estado no mesmo selo Charisma e por algumas apresentações tendo o Peter Hammil como convidado. Além disso, depois de deixar a VDGG, o baixista Nic Potter integrou a Rare Bird em 1973. Seu trabalho sempre recebeu ótimas críticas, porém isso nunca se reverteu em sucesso comercial. Por isso, em 75 ela se desmanchou.


Graham Field - órgão
Dave Kaffinetti -piano elétrico
Steve Gould - vocal, baixo
Mark Ashton - bateria, percussão, vocal


1  Iceberg
2  Times
3  You Went Away
4  Melanie
5  Beautiful Scarlet
6  Sympathy
7  Natures Fruit
8  Bird On A Wing
9  God Of War
10 Devil's High Concern
11 Sympathy (Mono)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Peter Hammill - Fool's Mate (1971)





Poucas semanas depois de participar do disco de Colin Scot, meu grande amigo (ele ainda não sabe disso) Robert Fripp também participou do primeiro disco solo do Peter Hammill. Fool's Mate, na verdade, reúne músicas antigas compostas para a VDGG, mas que foram deixadas de lado. Isto é até explicado por ele no encarte. De qualquer forma, a VDGG tá aí.


Peter Hammill - violão, piano, teclados, vocal
Ray Jackson (Lindisfarne) - harmônica, bandolim, vocal
Nic Potter - baixo
Hugh Banton - órgão, piano, vocal
Rod Clements (Lindisfarne) - baixo, violino
Guy Evans - percussão, bateria, vocal
Robert Fripp - guitarra
David Jackson - sax alto e tenôr, flauta
Martin Pottinger - bateria
Paul Whithead - bateria
John Anthony - vocal, produção

1 Imperial Zeppelin 
2 Candle 
3 Happy
4 Solitude 
5 Vision 
6 Re-Awakening 
7 Sunshine 
8 Child 
9 Summer Song (In the Autumn) 
10 Viking
11 The Birds
12 I Once Wrote Some Poems 
demos:
13 Re-Awakening
14 Summer Song in the Autumn 
15 The Birds
16 Sunshine
17 Happy 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Van Der Graaf Generator - H to He, Who am the Only One (1970)





Logo após o primeiro disco da King Crimson, Beto Fripp atuou como convidado neste terceiro álbum da VDGG. O título refere-se à fusão do hidrogênio para virar hélio e o tema central é a solidão, ou o isolamento, e reflete uma visão sombria do mundo (ou do futuro do Brasil) em histórias diferentes, contadas com a poesia metafórica do Hammill. VDGG é tudo, menos uma banda fácil. Ninguém parece tê-la influenciado e os caras dão bulhufas ao que pensam deles. Abdicou da guitarra elétrica mas tem um saxofonista incrível, este sim, obviamente inspirado em Roland Kirk.
O baixista Nic Potter deixou a banda no meio das gravações; participou brevemente da Magna Carta e colaborou no disco de Colin Scot.


Peter Hammill - vocal, violão, piano
Hugh Banton -órgão Hammond, órgão Farfisa, oscilador, piano, baixo, vocal
David Jackson - sax alto, tenôr e barítono, flauta, vocal
Guy Evans - bateria, percussão
Nic Potter - baixo (1, 3, 4)
Robert Fripp - guitarra (3)


1 Killer
2 House With No Door
3 The Emperor In His War-Room:
  a) The Emperor
  b) The Room
4 Lost:
  a) The Dance In Sand And Sea
  b) The Dance In The Frost
5 Pioneers Over C.
6 Squid 1 / Squid 2 / Octopus
7 The Emperor In His War-Room (first version)