segunda-feira, 27 de abril de 2015

The Jimmy Rogers All-Stars - Blues Blues Blues (1999)





Jimmy Rogers, nascido James Lane, e seu filho Jimmy D. Lane tocam juntos nesse álbum, que reúne as últimas sessões de que Rogers participou. Tem mais uns carinhas no disco, café pequeno. Rogers é saudado como um dos guitarristas mais influentes, sobretudo para aquela geração dos anos 60. Nada mais adequado, portanto, que houvesse um encontro de gerações como já houvera com Muddy Waters e Howlin Wolf, por exemplo. Da banda regular que o acompanhava estão o baixista e o baterista, seu filho toca a guitarra rítmica e os demais vieram se divertir. Rogers faleceu em 1997, antes do lançamento do disco, de complicações de uma cirurgia.



Jimmy Rogers - guitarra, vocal
"The Legendary" Johnnie Johnson - piano (1 à 3, 5 à 12)
Carey Bell - harmônica (2, 5, 8, 12)
Lowell Fulson - guitarra, vocal (5)
Jimmy D. Lane - guitarra
Eric Clapton - guitarra, vocal (2,8,12)
Jimmy Page - guitarra (12)
Jeff Healey - guitarra, vocal (1)
Keith Richards - guitarra (3, 7, 10)
John Koenig - guitarra (4)
Stephen Stills - guitarra, vocal (6, 11)
Taj Mahal - vocal, harmônica (4, 9)
Kim Wilson (Fabulous Thunderbirds) - harmônica (1, 3, 6, 7, 10, 11)
Robert Plant - vocal (12)
Mick Jagger - vocal (3, 7, 10, 12) 
Freddie Crawford - baixo
Ted Harvey (Hound Dog Taylor, Jimmy Dawkins, Big Walter Horton) - bateria



1  Blow Wind Blow
2  Blues All Day Long
3  Trouble No More
4  Bright Lights Big City
5  Ev'ry Day I Have The Blues
6  Sweet Home Chicago
7  Don't Start Me To Talkin'
8  That's All Right
9  Ludella
10 Goin' Away Baby
11 Worried Life Blues
12 Gonna Shoot You Right Down

sábado, 25 de abril de 2015

Johnny Shines with Big Walter Horton - Johnny Shines With Big Walter Horton (1995)





Esse disco é um daqueles clássicos do blues que não podem deixar de serem ouvidos. E em boa medida ele o é pela participação de Luther Allison. Johnny Shines, o companheiro de estrada de Robert Johnson, é quem comanda, e Big Walter Horton, bem, ele tocou em boa parte dos álbuns de blues dos anos 50, 60 e 70, por que não ter o nome na capa de vez em quando? O álbum reúne duas sessões diferentes feitas em Junho de 1966, em Chicago, e em Janeiro de 1969, em Los Angeles. Luther Allison participou dessa última.


Johnny Shines - vocal, guitarra
Big Walter Horton - harmônica, vocal (9)
Luther Allison - guitarra (1, 3, 5, 8, 9)
Otis Spann - piano (2, 4, 6, 7, 10)
Lee Jackson - baixo (2, 4, 6, 7, 10)
Prince Candy - baixo (1, 3, 5, 8, 9)
Bill Brown - bateria (1, 3, 5, 8, 9)
Fred Below - bateria (2, 4, 6, 7, 10)


1  Hello Central
2  You Don't Have To Go
3  Sneakin' And Hidin'
4  'Til I Made My Tonsils Sore
5  Fat Mama
6  G.B. Blues
7  Worried Life Blues
8  I Cry, I Cry
9  If It Ain't Me
10 I Want To Warn You, Baby
11 I Cry, I Cry (alternate take)
12 Sneakin' And Hidin', part 2

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Bernard Allison - Born With The Blues (1997)





O título desse álbum não é, de forma alguma, um exagero. Bernard Allison é o filho mais novo dos nove que Luther Allison teve. Então, além de ter um grande mestre do blues à mesa, ele também podia se servir da vasta coleção de discos de Luther e dos seus conhecimentos sobre a cultura negra. Mais ainda, convivia com todos os artistas contemporâneos ao pai. Luther ensinou-lhe tudo mas por causa das viagens não acompanhou o desenvolvimento das suas habilidades. Então, quando Bernard tinha 13 anos, ele plugou uma guitarra e tocou o primeiro disco do pai, Love Me Mama, nota por nota. Atônito, Luther disse-lhe: hoje você vai gravar comigo, ao vivo.
Esse é o quinto disco solo de Bernard e foi lançado na Alemanha pelo selo de Thomas Ruf, especializado em blues.


Bernard Allison - guitarra, slide, vocal
Ron Levy - Hammond B3, piano
Will Crosby - guitarra rítmica, solo na 11
Matthew Skoller - harmônica (1, 11)
Ray C. Drain - vocal (7)
Greg Zrab - baixo
Ray "Killer" Allison - bateria



1  Baby Chile
2  Tell Me Why
3  Walkin'
4  Young Boy's Blues
5  In The Open
6  Your Gave Me The Blues
7  Home Goin'
8  When I'm Lonely
9  A Change Must Come
10 Rocket 88
11 Garbage Man

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Luther Allison - Bad News Is Coming (1972)





Quem olha rápido para essa capa pode até achar que esse é um disco de reggae, mas não, é um grande disco de blues. Bad News Is Coming passou meio despercebido quando de seu lançamento, pois em 1972 o blues de raiz não atraía muita atenção mesmo, e então muita gente perdeu a oportunidade de desentupir os ouvidos com o melhor do blues elétrico e o melhor da guitarra elétrica no blues. Luther foi o único músico de blues da gravadora Motown, e foi uma aposta dela na capacidade que ele tinha de colocar as raízes do blues numa roupagem moderna e de compor suas próprias músicas numa linguagem idem. O reconhecimento acabou vindo adiante, quando ele começou a excursionar pela Europa, o que o levou a mudar-se para a França em 1977.
Ainda sobre a capa, Luther morreu de câncer no pulmão.


Luther Allison - guitarra, vocal
Garfield Angove - harmônica
Paul White - piano
Ray Goodman - guitarra
Andrew Smith - baixo, bateria


1  The Little Red Rooster (Willie Dixon)
2  Evil Is Going On (Willie Dixon)
3  Raggedy And Dirty
4  Rock Me Baby (B. B. King)
5  Bad News Is Coming
6  Cut You A-Loose
7  Dust My Broom (Elmore James)
8  The Stumble (Freddie King)
9  Sweet Home Chicago (Robert Johnson)
10 It's Been A Long Time
11 Take My Love (I Want To Give It All To You)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ash Ra Tempel - Ash Ra Tempel (1971)





A embrionária, radical e inovadora Ash Ra Tempel tem suas raízes, ora vejam!, no beat-rock; mais precisamente em duas bandas: a Bluebirds e a Bad Joe. Essas duas aglutinaram-se noutra, chamada Steeple Chase Bluesband, a qual transformou-se completamente quando seus membros encontraram-se com Klaus Schulze, ex-Tangerine Dream. Em trio, eles seguiram como Ash Ra Tempel, uma banda focada na livre improvisação, cujas performances poderiam ultrapassar os 30 minutos. Com a ajuda do lendário produtor Cony Plank eles gravaram esse primeiro álbum com um novo estilo de space-rock, unindo elementos da Pink Floyd e da Hawkwind com um pouco daquilo que Schulze desenvolveu na Tangerine Dream. Depois desse disco, a exemplo do que já fizera na TD, Schulze saiu da Ash Ra Tempel para experimentar ainda mais — ele disse à Göttsching que mantivesse o nome, mas ele estava indo fazer outras coisas.



Klaus Schulze - bateria, percussão, eletrônicos
Manuel Göttsching - guitarra, eletrônicos, vocal
Hartmut Enke - baixo

1 Amboss
2 Traummaschine







terça-feira, 14 de abril de 2015

Tangerine Dream - Alpha Centauri (1971)





Klaus Schulze e Conrad Schnitzler haviam deixado a Tangerine Dream para colaborar com membros da Agitation Free no projeto Eruption e Schulze ainda foi formar a Ash Ra Tempel. Depois de alguns testes com outros músicos, Edgar Froese acabou meio que emprestando o baterista da Agitation Free, Chris Franke. Franke trouxe dela a experiência em trabalhar com eletrônicos e com o tempo foi efetivado e tornou-se bem mais que o baterista. Alpha Centauri é o segundo álbum da Tangerine Dream e, como sugere seu título, inaugurou a fase do espaço cósmico e sideral da banda.


Edgar Froese - Mellotron, órgão, baixo, guitarra, voz
Chris Franke - bateria, percussão, flauta, pianoharp, zither, sintetizador
Peter Baumann - órgão
Steve Schroyder - órgão, eletrônicos, câmaras de eco, percussão
com:
Udo Dennebourg - flauta, voz
Roland Paulyck - sintetizador


1 Sunrise in the Third System 
2 Fly and Collision of Comas Sola
3 Alpha Centauri 
4 Oszillator Planet Concert
5 Ultima Thule, Part One
6 Ultima Thule, Part Two

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Agitation Free - Malesch (1972)





A Agitation Free foi uma banda seminal do kraurock e uma das mais influentes. Alguns integrantes da sua primeira encarnação foram mais adiante juntar-se à outras bandas também muito influentes, como a Tangerine Dream e a Ash Ra Tempel. Ela foi formada em 1967, em Berlim, e muitos dos seus integrantes haviam estudado com o compositor e teórico suíço Thomas Kessler, um cara da vanguarda musical que ficou conhecido como o pai da "escola de Berlim" e do rock eletrônico, mentor também da Tangerine Dream. Levou bastante tempo para a Agitation Free lançar um álbum, mas esse tempo serviu para que criassem seu próprio estilo de rock cósmico, derivando do que fazia o Pink Floyd pela adição de elementos étnicos. Esse estilo incluía ampla improvisação, muita eletrônica, predominância do instrumental e duas guitarras. Malesh foi o disco de estréia e é o resultado de uma viajem que fizeram pelo norte da África e pelo Oriente Médio. Ax Genrich tocou com ela por uns três meses antes de ser cooptado pela Guru Guru.



Michael Hoenig - sintetizadores, eletrônicos, violão de aço
Lutz Ulbrich - guitarra, zither, órgão
Jorg Schwenke - guitarra
Peter Michael Hamel - órgão
Michel Gunter - baixo
Burghard Rausch - bateria, marimba, vocal
Uli Pop - bongôs


1 You Play For Us Today 
 2 Sahara City 
 3 Ala Tul 
 4 Pulse
 5 Khan El Khalili 
 6 Malesch
 7 Rücksturz


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Guru Guru - UFO (1970)





Em 1970, o guitarrista Ax Genrich era membro da Agitation Free mas não chegou a gravar com ela. No mesmo ano ele saiu para juntar-se à Guru Guru. A Guru Guru havia surgido dois anos antes, em Zurique, fundada por dois ex-integrantes (Neumeier e Trepte) de outra banda chamada Irene Schweizer Trio. Inicialmente ela chamou-se Guru Guru Groove, e eles desenvolveram uma nova forma de rock psicodélico à partir das suas raízes de free-jazz. Nesse ponto eles contavam com um órgão e com um saxofone elétrico. Houve várias mudanças de músicos e apenas Neumeier e Trepte permaneceram. Eles mudaram-se para Berlin, encurtaram o nome da banda e encontraram em Ax Genrich o parceiro ideal — ele podia fazer coisas incríveis com a guitarra. A banda assinou contrato com o selo Ohr e lançou essa acid-trip aqui, composta basicamente por versões condensadas de jams que já haviam feito ao vivo, arrumadas e rearranjadas de um modo mais limpo e espacial.



Mani Neumeier - bateria, percussão, voz, fita
Ax Genrich - guitarra, eco, pedais
Uli Trepte - baixo, eletrônicos, fita


1 Stone In
2 Girl Call
3 Next Time See You At The Dalai Lhama
4 UFO 
5 Der LSD-Marsch







quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ax Genrich - Wave Cut (1995)




Esse é um álbum pra que gosta de guitarra psicodélica, espacial e distorcida, feito por um grande guitarrista. Ax Genrich foi membro da Agitation Free e em abril de 1970 juntou-se à Guru Guru. Nela, ele atuou nos cinco primeiros álbuns e foi genial o bastante para ser considerado um dos melhores guitarristas de todo o krautrock. Ele era capaz de fazer o instrumento falar! Depois de sair da Guru Guru ele envolveu-se em vários projetos, inclusive na organização do festival folk de Odenwald, a partir do qual até formou uma banda, a Odenwald Express. Depois de um longo silêncio, ele ressurgiu com o álbum Psychedelic Guitar e logo depois laçou este aqui, ainda melhor e lembrando muito o que a Guru Guru fez.


Ax Genrich - guitarra, voz
Mario Fadani - baixo
Walt Bender - bateria, sampler, voz
Tom Redecker - vocal

1 Come Back
2 Go! Lemgo
3 Fundador
4 The Rebel
5 Meat
6 Wave Cut



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Buckshot LeFonque - Buckshot LeFonque (1994)






Branford é o mais versátil dos irmãos Marsalis; ele experimenta bastante com a fusão de gêneros sem deixar-se seduzir pelo comercialismo. Sua carreira começou com nada mais, nada menos que Art Blakey & the Jazz Messengers. Depois vieram Dizzy Gillespie e Miles Davis, coisa pouca. Além das fronteiras do jazz, ou expandindo-as, ele tocou em vários álbuns de Sting, em dois de Crosby, Stills & Nash, com a Grateful Dead e até com o brasileiro Dori Caymi. Essa banda Buckshot LeFonque foi sua maior ousadia e nela ele colocou elementos de outros músicos com quem tocara pouco tempo antes: o hip-hop de Public Enemy e o ska-funk de Fishbone. O nome da banda é um pseudônimo que Julian "Cannonball" Adderley usava para driblar o contrato com sua gravadora. A lista de músicos participantes é impressionante e até o grande mestre da Telecaster, Albert Collins, faz um solo no final da faixa 13. É um disco muito legal.



Branford Marsalis - sax alto, soprano e tenôr, programação de percussão
Delfeayo Marsalis - trombone, piano (12, 14)
Albert Collins - guitarra (13)
Kenny Kirkland (Dizzy Gillespie, Wynton Marsalis, Sting) - piano
Greg Phillinganes (Clapton, Toto) - teclados, Moog baixo
Kevin Eubanks - guitarra
Nils Lofgren (Neil Young, Bruce Springsteen) - guitarra
David Barry - guitarra
Ray Fuller - guitarra rítimica (6)
Matt Finders - trombone
Roy Hargrove - trompete
Chuck Findley - trompete
Victor Wooten - baixo
Robert Hurst - baixo
Darryl Jones (Miles Davis) - baixo
Larry Kimpel - baixo (6)
Jeff "Tain" Watts - bateria
Chuck Morris - bateria (6)
Rob Hunter (Raven) - bateria (13)
Uptown - vocal
Frank McComb - vocal
Maya Angelou - vocal
Tammy Townsend - vocal (6)
Mino Cinelu - percussão
Vicki Randle - percussão
DJ Premier - programação, pick-ups
Alexander Assefa, Betlemem Kiros, Fikre Asmamaw, Serlewowgel Solomon, 
Tsige Metageshaic, Beverly Bray, Bobbette Jamison-Harrison, Kim Edwards-Brown - vocais



1  Ladies & Gentlemen, Presenting...
2  The Blackwidow Blues
3  I Know Why The Caged Bird Sings
4  Mona Lisas (And Mad Hatters)
5  Wonders & Signs
6   Ain't It Funny
7  Some Cow Fonque (More Tea, Vicar?)
8  Some Shit @ 78 BPM (The Scratch Opera)
9  Hotter Than Hot
10 Blackwidow
11 Breakfast @ Denny's
12 Shoot The Piano Player
13 No Pain, No Gain
14 Sorry, Elton
15 ...And We Out