terça-feira, 15 de setembro de 2015

Lagger Blues Machine - The Complete Works (1971-1972)





A Lagger Blues Machine não era tão blues como o nome indica. A guitarra sim, mas o todo é um ótimo trabalho de prog psicodélico. Muita gente diz que essa foi a melhor banda da Bélgica no início dos anos 70. Os caras pegaram elementos da Soft Machine, da King Crimson, de Zappa e da Magma, para criar um som instrumental muito amplo, elaborado e original. Seu estilo sinfônico e soturno influenciou bandas como a Univers Zero e a Present. A Univers Zero, por exemplo, pegou a ideia e substituiu os elétricos por cordas e sopros. Esse CD contém os dois álbuns que gravaram e o segundo, ao vivo, só foi lançado em 1988 num vinil limitado a 500 cópias.



Christian Duponcheel - órgão, piano elétrico
Vincent Mottoulle - órgão, , piano elétrico
Carmello Pilotta - flauta, sax
Jose Cuisset - guitarra
Michel Maes - baixo
Jean-Luc Duponcheel - bateria



Lagger Blues Machine, 1972

1 Symphonie 1ère Partie
2 Darknessly
3 Tanit
4 Symphonie 2ème Partie
5 Born To Be Alone On A White Desert Island

Tanit Live, 1971

6 Test About A Rehabilitating Personality
7 Ode
8 Mistake
9 Firedance

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Burnin' Red Ivanhoe - M 144 (1969)






Karsten Vogel formou essa banda em 1967, em Copenhague. Antes, ele vinha tocando jazz com seus irmãos num quarteto e a B.R.I. nasceu do seu desejo de fundir o jazz com a energia do rock. Esse foi o primeiro disco dela e também foi o primeiro álbum duplo lançado na Escandinávia. Nele foi usada uma grande quantidade de instrumentos, o que não era comum para o gênero até então, mantendo a coerência dos arranjos. Também há elementos de blues e soul, o que justifica uma comparação com a Traffic ou a Colosseum. As letras são metade em dinamarquês e outra em inglês, todas escritas por Niel Erik Wille que não tocava com eles. M 144 apontou o caminho para a maioria das tentativas de se fundir o rock ao jazz feitas nos anos 70.



Karsten Vogel  -sax, órgão, vibrafone
Ole Fick - guitarra, violão, vocal
Steen Claësson - guitarra, violino, vocal, baixo
Kim Menzer - gaita, trombone, sax tenôr, flauta, piano, vocal 
Steffen Andersen - baixo
Arne Würgler - baixo
Mads Vinding - baixo
Bo Thrige Andersen - bateria

com:
Hugh Steinmetz  - trompete
John Tchicai - sax alto
Niels Harrit - sax tenôr



CD 1:
1   Ivanhoe I Brondbyerne
2   Ridder Rod
3   Saxophone Piece 1
4   Marsfesten
5   Antique Peppermint
6   Indre Landskap
7   Jiizlou
8   Kaj
9   Tingel Tangelmandel 
10 Laeg Dig Kun Ned
11 Saxophopiece Piece 2
12 Medardus
13 Purple Hearts
14 Larsens
15 Oyizl

CD 2:
1   Ivanhoe In The Woods
2   Ida Verlaine
3   Sensitive Plant
4   Inside
5   Ksilioy
6   Opera
7   Ornegnens Poesi
8   Fodelandssoldatersang
9   Why Don't You Trust
10 Purple Hearts
11 Kai (1997)


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Supersister - To The Highe$t Bidder (1971)






A Supersister foi uma das bandas mais talentosas da Holanda. Eles combinaram elementos da Soft Machine e da Mothers of Invention de um jeito bem particular. No primeiro disco era forte a influência daquele humor irônico de Zappa, e nesse aqui, o segundo, as composições são melhor estruturadas e muito mais coerentes. As melodias são mais elaboradas e os teclados são predominantes, embora não se empregue sintetizadores nem Mellotron.



Robert Jan Stips - teclados, vocal
Sacha van Geest - flauta, vocal
Ron van Eck - baixo
Marco Vrolijk - bateria, percussão, vocal


1 A Girl Named You
2 No Tree Will Grow (On Too High A Mountain)
3 Energy (Out Of Future)
4 Higher
5 A Girl Named You (Single Version)
6 Missing Link
7 No Tree Will Grow (Single Edit)
8 The Groupies Of The Band

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Arachnoid - Arachnoid (1978)






Esse grupo surgiu nos subúrbios de Paris e existiu por mais de dez anos. Contudo, gravou só esse disco. O som deles parece-se com o da King Crimson ou o da Ange, aproximando-se do Zeuhl, em parte pela influência do tecladista Philippe Besombes que os ajudou no estúdio (Studio du Chesnay). O álbum flui em elaboradas peças instrumentais nas quais a melodia não importa tanto. São montes de teclados, guitarra distorcida e vocais agressivos. 



Francois Faugieres - órgão Farfisa modificado, Mellotron, vocal
Pierre Kuti - piano, piano elétrico Fender Rhodes, sintetizadores Korg MS 10
Nicolas Popowski - guitarra, vocal 
Patrick Woindrich - baixo, guitarra, vocal
Bernard Mini - bateria
com:
Philippe Honore - flauta, sax
Marc Meryl - vocal, percussão
Yves Javault - vocal
Christine Mariey - vocal
Martine Rateau - vocal

1   Le Chamadere 
2   Piano Caveau 
3   In the Screen Side Of Your Eyes 
4   Toutes Ces Images
5   La Guepe
6   L'Adieu Au Pierrot
7   Final
8   L'Hiver 
9   Le Pierrot 
10 L'Adieu 
11 Piano Caveau (instrumental) 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Vertú - Vertú (1999)





Vertú foi um projeto liderado por Lenny White e por Stanley Clarke, a virtuosa cozinha da banda Return to Forever. Os demais músicos são igualmente competentes, porém ecléticos. Rachel Z é quem tem maior trânsito pelo fusion, enquanto Karen Briggs é mais familiarizada com a new age. Kotzen tem a órbita mais distante — guitarrista extremamente habilidoso, é egresso do "hair-metal". Mas o objetivo, segundo o White, era mesmo reunir um grupo de músicos capaz de extrair o máximo de seus respectivos instrumentos. 



Stanley Clarke - baixo
Lenny White - bateria e percussão
Rachel Z - teclados
Richie Kotzen - guitarra
Karen Briggs - violino



1   V-Wave  
2   On Top of the Rain  
3   Anoche  
4   Call  
5   Topasio Es Puro Corazon, Pt. 1  
6   Topasio, Pt. 2  
7   Danse of the Harlequin  
8   Start It Again  
9   Marakesh  
10 Toys  

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Roy Buchanan - Loading Zone (1977)






Algo um tanto inusitado, Stanley Clarke foi produtor, intérprete e compositor nesse álbum de Roy Buchanan. A produção merece elogios, principalmente, por reunir músicos de muito talento. Tocando, Clarke domina o baixo tanto quanto Buchanan a Telecaster. E ao contrário do que se poderia supor não só pelo trabalho de Clarke mas também pela presença de Narada Walden, Dennis Parker, David Garibaldi e Ray Gomez, o disco não é voltado ao jazz, e sim, é um disco até bem roqueiro. Sete das nove faixas são instrumentais, incluindo o ponto alto: a faixa Green Onions, sucesso de Steve Cropper com a Booker T. & The MG's, em que os dois duelam. Roy Buchanan foi um monstro. Se alguns guitarristas vão à encruzilhada para encontrar o diabo, ele foi logo ao inferno e voltou. Agora tá no Céu.




Roy Buchanan - guitarra, violão, vocal
Stanley Clarke - baixo
Steve Cropper - guitarra
Ray Gomez - guitarra rítmica
Scott Musmanno - guitarra rítmica
Jan Hammer - teclaos, piano
Malcolm Lukens - órgão, piano elétrico
Donald "Duck" Dunn - baixo
Will Lee - baixo
Dennis Parker - baixo
Narada Michael Walden - bateria, piano
David Garibaldi - bateria
Byrd Foster - bateria
Ronnie Foster - vocal
Laura Williams, Diva Gray, Rhetta Hughes - backing vocal




1 The Heat Of The Battle
2 Hidden
3 The Circle
4 Adventures Of Brer Rabbit And Tar Baby
5 Ramon's Blues
6 Green Onions
7 Judy
8 Done Your Daddy Dirty
9 Your Love

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dexter Gordon - Tangerine (1975)






Quem está em São Paulo para uma única apresentação no Bourbon Street é o baixista Stanley Clarke. Então eu deixo aqui um trabalho do início da carreira dele, quando tinha 21 anos. E mesmo uns dois anos antes disso, ele já tocava com a nata do jazz. 
Tangerine foi gravado em 1972, quando Dexter Gordon estava vivendo em Paris. Ele retornou à Nova York para em apenas dois dias gravar este disco. Quando se arranja um encontro entre tantas feras, vale uma viajem. Por exemplo, foi o primeiro encontro entre ele e o trompetista Thad Jones, parceria que se repetiria muitas vezes. Dexter Gordon adaptou o estilo de Charlie Parker para o sax alto ao sax tenôr e não se inibia ante usar dissonâncias. Seu habitat preferido era o quarteto com piano, ainda a base desse disco. São três composições originais e dois clássicos de Johnny Mercer, mas o que vale mesmo são as interpretações, principalmente as do maestro Clarke.



Dexter Gordon - sax tenôr
Thad Jones - trompete, flugelhorn
Freddie Hubbard - trompete (5)
Hank Jones - piano (1, 2, 3)
Cedar Walton - piano (4, 5)
Stanley Clarke - baixo (1, 2, 3)
Buster Williams - baixo (4,5)
Louis Hayes - bateria (1, 2, 3)
Billy Higgins - bateria (4, 5)



1 Tangerine
2 August Blues
3 What It Was
4 Days Of Wine And Roses
5 The Group


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Robin Trower - King Biscuit Flower Hour (1977)






Este é o terceiro álbum ao vivo da discografia oficial de Trower que, na minha opinião, é muito pequena pela dimensão do seu talento. Existem músicos cujo som murcha sem os overdubs do estúdio; com Trower é o contrário. Esse concerto aconteceu em outubro de 1977 num estádio em Connectcut e as gravações dormiram no arquivo por 19 anos. Um pecado. A turnê era em suporte ao disco In City Dreams e a banda marcou um ponto importante ao incorporar o baixista Rustee Allen, ex-Sly & Family Stone, deixando James Dewar dedicado apenas aos vocais. O selo Abril Music faz falta no Brasil. É verdade que ele lançou muita merda como Supla, por exemplo, mas lançou Ira!, a discografia da Black Sabbath em cd, e este ótimo álbum também. 



Robin Trower - Guitarra
James Dewar - vocal
Rustee Allen - baixo
Bill Lordan - bateria



1   Lady Love     
2   Somebody Calling     
3   Falling Star       
4   Too Rolling Stoned      
5   Smile       
6   Daydream       
7   Fool and Me       
8   Bridge of Sighs      
9   Day of the Eagle       
10 Little Bit of Sympathy       
11 Messin' the Blues       
12 Further on up the Road   

sábado, 29 de agosto de 2015

Biglietto Per L'Inferno - Biglietto Per L'Inferno (1974)







O cenário progressivo italiano teve uma particularidade: durante uns anos as bandas pareciam competir umas com as outras sobre a criatividade ou complexidade. Isso foi bom, mas também produziu exageros. A Biglietto Per L'Inferno veio depois, mais madura. Eles tiveram muito cuidado com cada detalhe musical, com a complexidade balanceando entre o clássico e o pesado em duelos entre os teclados e a guitarra. Esse som pode ser comparado ao da Jethro Tull, VDGG ou da conterrânea Banco. Eles se separaram antes de finalizar o segundo disco, que só foi lançado em 1992 pela Mellow Records. Baffo Banfi seguiu carreira solo. Cossa e Gnecchi ressuscitaram a banda em 2007 como "Biglietto per l'Inferno.Folk".



Marco Mainetti - guitarra
Giuseppe "Baffo" Banfi - teclados
Giuseppe Cossa - teclados
Claudio Canali - vocal, flauta
Fausto Branchini - baixo
Mauro Gnecchi - bateria



1 Ansia
2 Confessione
3 Una Strana Regina
4 Il Nevare
5 L'Amico Suicida
6 Confessione (Strumentale)


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

The Trip - Caronte (1971)






The Trip foi uma das primeiras bandas do cenário prog italiano. Na verdade, ela foi formada na Inglaterra como banda de apoio ao cantor de beat-pop Ricky Maiocchi. Nessa época o guitarrista era um tal Ritchie Blackmore. Como muitas bandas britânicas, a The Trip viajou para a Italia em busca de shows e foi ficando. Ritchie Blackmore é que voltou, pois sentiu saudades de casa. Quando Joe Vescovi foi recrutado em 1969, ele logo assumiu a lederança do grupo e começou a trabalhar com a influência de bandas como a Vanilla Fudge, a The Nice e a Quatermass, cultuadas na Itália. Assim, foi introduzindo ao rock conceitos da música dos séculos 17 e 19. Este é o segundo álbum da banda e o melhor, sem dúvida. Parece que os caras sonharam em como seria uma parceria entre Hendrix e Keith Emerson, porém com a guitarra soando como a do temperamental Blackmore.



Joe Vescovi - órgão Hammond, órgão de igreja, piano, Mellotron, vocal 
William Gray - guitarra, violão, vocal
Arvid "Wegg" Andersen - baixo, vocal
Pino Sinnone - bateria, percussão



1 Caronte I
2 Two Brothers
3 Little Janie
4 L'Ultima Ora E Ode A J.Hendrix
5 Caronte II