quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sea Level - Cats On The Coast (1977)






Sea Level surgiu com três membros da Allman Brothers Band se apresentando entre os concertos da ABB e até abrindo alguns concertos dela. Quando a ABB fez uma pausa em 1976, Jaimoe, Chuck Leavell e Lamar Williams, oficializaram a banda. Randall Bramblett entrou e colaborou muito nesse segundo álbum. A proposta é bem diferente da ABB, misturando R&B, funk e fusion. 




Chuck Leavell - piano, piano elétrico, órgão, Arp Odyssey, clavinet, percussão, vocal
Randall Bramblett - órgão, sax alto e soprano, vocal, percussão
Davis Causey - guitarra, vocal
Jimmy Nalls - guitarra, vocal
Lamar Williams - baixo
George Weaver - bateria
Jai Johanny Johanson (Jaimoe) - percussão

com

Harvey Thompson - sax
Ronnie Eades - sax barítono
Dennis Good - trombone
Harrison Calloway - trompete
Jesse Ehrlich, Richard Dickles, Sidney Sharp, William Kurasch - cordas




1 That's Your Secret
2 It Hurts To Want It So Bad
3 Storm Warning
4 Had To Fall
5 Midnight Pass
6 Every Little Thing
7 Cats On The Coast
8 Song For Amy

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Randall Bramblett - Devil Music (2015)







Randall Bramblett é um multi-instrumentista que se sai muito bem tanto nos teclados, quanto nos sopros e nas cordas. Ele também é um ótimo compositor que teve suas músicas gravadas por muita gente famosa. Ele mesmo, o mais perto que chegou dos holofotes foi em 1977 com uma banda de southern/funk/fusion (talvez eu tenha inventado isso) chamada Sea Level — ele tocava sax e o Chuck Leavell cuidava das teclas. Em sua longa carreira ele se notabilizou por acompanhar grandes músicos. Só com Steve Winwood foram 16 anos. Além dele, Randall acompanhou Gregg Allman, John Hammond, Warren Haynes, Widespread Panic, Roger Glover, ...
Randall Bramblett tem uns dez discos solo, todos muito bons, e este aqui é o mais recente. Devil Music foi inspirado pelo livro "Moanin’ At Midnight: The Life and Times Of Howlin’ Wolf" de James Segrest e Mark Hoffman. Como sulista, Bramblett sempre teve suas raízes no blues, embora tenha atuado em tantos gêneros diferentes. Raízes que ele escavou para criar um álbum muito consistente e autêntico. Na minha modesta opinião, Devil Music foi um dos melhores lançamentos de 2015.





Randall Bramblett - órgão Hammond, pianos, teclados, sax, vibrafone, vocal
Mark Knopfler - guitarra, (1)
Derek Trucks - guitarra (4)
Chuck Leavell - piano (6)
Davis Causey - guitarra 
Nick Johnson - guitarra
Michael Steele - baixo
Gerry Hansen - bateria




1   Dead In The Water
2   Devil Music
3   Bottom Of The Ocean
4   Angel Child
5   Pride In Place
6   Reptile Pilot
7   Whiskey Headed Woman
8   Strong Love
9   Ride
10 Thing For You
11 Missing Link

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Gong - Camembert Electrique (1971)







O guitarrista australiano Daevid Allen foi um dos fundadores da escola Canterbury mas ele mesmo acabou por não ter muito a ver com a direção musical que a coisa tomou — um paradoxo pode ser feito com Frank Zappa. Allen tinha suas influências de jazz, contudo, era um hippie de corpo e alma. Ele integrou a primeira formação da Soft Machine. Depois de uma excursão com ela pela Europa, Allen foi impedido de entrar na Inglaterra por ser um "estrangeiro indesejável". Seguiu para a França com a esposa e parceira Gilly Smith e por lá foi em busca do desconhecido, audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve. 
O primeiro disco que hoje é creditado à Gong foi inicialmente creditado ao casal (Magick Brother). O mesmo quanto ao segundo, na verdade uma trilha sonora. Também houve o Bananamoon, disco solo de Allen. Com bastante material, eles não conseguiam se apresentar pois havia poucos clubes na França e os grandes eventos eram geralmente controlados pela Mafia de lá. Ele e seus produtores, então, criaram o próprio circuito pelas universidades. O incrível Camembert Electrique veio em seguida com uma nova formação e uma orientação definida no space prog conceitual. Curiosamente, esses extraordinários novos membros tinham sua formação no jazz. O apelido ou codinome de Didier Malherbe, por exemplo, vem de uma música do Charlie Parker. 




Daevid Allen aka Bert Camembert - guitarra, vocal, baixo (9)
Gilli Smyth aka Shakti Yoni - vocal
Eddy Louiss - piano, órgão Hammond
Didier Malherbe aka Blumdido Bad De Grass - sax tenôr, flauta
Christian Tritsch aka Submarine Captain - baixo, guitarra (9)
Pip Pyle - bateria, percussão
Constantin Simonovitch - piano (5)




1   Radio Gnome
2   You Can't Kill Me
3   I've Bin Stone Before : Mister Long Shanks : O Mother
4   I Am Your Fantasy
5   Dynamite : I Am Your Animal
6   Wet Cheese Delirum
7   Squeezing Sponges Over Policemen's Heads
8   Fohat Digs Holes In Space
9   Tried So Hard
10 Tropical Fish : Selene
11 Gnome The Second


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Stomu Yamashta's East Wind - Freedom Is Frightening (1973)







... e aí estão Hugh Hopper e Gary Boyle antes de tocarem juntos na Isotope. Stomu Yamash'ta tem uma carreira bem variada. Ele estudou na Berklee School of Jazz, junto com o tecladista Gascoigne, e experimentou na música eletrônica, no prog, no jazz, no space-rock e no erudito; bem como na mistura disso tudo. Ele é mais lembrado por ter montado a super-banda Go que existiu depois dessa East Wind aqui. Contudo, Freedom Is Frightening é uma obra-prima esquecida do rock progressivo, com performances incríveis. 
Vale lembrar que Yamash'ta compôs a trilha do filme "The Man Who Fell To Earth", com o David Bowie. É interessante como nos anos 70 tudo parecia estar conectado de alguma forma, e hoje, com todas as redes e mídias... É uma merda.




Stomu Yamash'ta - bateria, percussão
Gary Boyle - guitarra, violão
Brian Gascoigne - teclados, sintetizadores, vibrafone
Hugh Hopper - baixo
Hisako Yamash'ta - violino




1 Freedom Is Frightening
2 Rolling Nuns
3 Pine On The Horizon
4 Wind Words

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Isotope - Golden Section (1974 - 1975)







A Isotope é uma banda que eu gosto demais e o mesmo digo do guitarrista Gary Boyle — ele é um link entre McLaughlin e Holdsworth. Antes de formar a Isotope em 1972, Boyle já tinha anos de experiência colaborando com músicos como Brian Auger, Stomu Yamashta e Keith Tippett. Dessa mistureba não poderia sair outra coisa senão jazz-rock de primeira. Ele formou a banda com membros da banda de Yamashta e da Nucleus. Esse álbum é de gravações ao vivo feitas entre 1974 e 1975, na sua maioria feitas pela Radio Bremen. Nele está a segunda formação da banda que inclui o grande Hugh Hopper, recém saído da Soft Machine. Da formação inicial, só o Nigel Morris. Completam o line-up Lawrence Scott, que também atuava como dentista, e o percussionista Aureo de Souza que também tocou na Nucleus. As músicas pertencem aos dois primeiros discos, os melhores. E a adição de Hopper fez muita diferença, se comparamos com os registros anteriores feitos pela BBC.




Gary Boyle - guitarras
Laurence Scott - teclados e obturações
Hugh Hopper - baixo
Nigel Morris (Yamashta's East Wind) - bateria
Aureo de Souza - percussão




1  Illusion
2  Rangoon Creeper
3  Attila
4  Spanish Sun
5  Crunch Cake
6  Mr. M's Picture
7  Frog
8  Attila
9  Spanish Sun
10 Lily Kong 
11 E-dorian 
12 Golden Section
13 Illusion

É Carnaval!



Quando o brasileiro é mais brasileiro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sloche - Stadaconé (1976)






Esse é o segundo e último disco da canadense Sloche, tão bom quanto o anterior. Há um novo baterista e um mais um tecladista (celesta) foi adicionado. O som continuou prog/fusion e as composições não seguem tão rigidamente um tema como no disco de estréia. Por outro lada, essas composições estão mais maduras e a performance instrumental aprimorou-se, apesar da introdução de vocais.



Réjean Yacola - grand piano, piano Wurlitzer, piano Fender Rhodes, Mini Moog, clavinet
Martin Murray - Hammond B3, Mini Moog, Solina, sax soprano, percussão, vocal
Caroll Bérard - guitarra, violão, talk box, percussão
Gilles Ouellet - celesta, percussão, vocal
Pierre Hébert - baixo
André Roberge - bateria, percussão




1 Stadaconé
2 Le Cosmophile
3 Il Faut Sauver Barbara
4 Ad Hoc
5 La "Baloune" De Varenkurtel Au Zythogala
6 Isacaaron (Ou Le Démon Des Choses Sexuelles)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Iceberg - Coses Nostres (1976)







A Iceberg surgiu na Espanha no início dos anos 70, muito influenciada pelo prog sinfônico inglês (Yes, Genesis). Aos poucos eles foram acrescentando elementos de jazz nas composições e nesse segundo disco transformaram a coisa toda. Primeiro, dispensaram o vocalista em favor de um som totalmente instrumental. Segundo, introduziram o folk ibérico no blend. Daí em diante ela tornou-se o principal nome do jazz-rock espanhol e uma das bandas mais respeitadas do gênero. Max Sunyer é um guitarrista igual em habilidade a caras bem mais famosos como Santana ou Akkerman.




Joaquim "Max" Sunyer - guitarra, violão
Josep "Krtflus" Mas - piano, piano elétrico, sintetizadores
Primi Sancho - baixo
Jordi Colomer - bateria




1 Preludi I Record
2 Nova (Música De La Llum)
3 L'Acústica (Referéncia D'un Canvi Interior)
4 La D'en Kitflus
5 La Flamenca Eléctrica
6 A Valencia
7 11/8 (Manifest De La Follia)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Berits Halsband - Berits Halsband (1975)







Dizem por aí que discos obscuros o são por alguma razão, e isso é dito como um alerta. Mas frequentemente encontra-se uma jóia musical de rara, e não obscura, beleza. Berits Halsband (colar de Berits) foi uma surpresa. Ela é uma banda sueca de jazz-rock — mais jazz que rock — e a Suécia era um celeiro respeitável para bandas desse tipo. Via de regra elas receberam influência do trabalho de Miles Davis e Herbie Hancock. A Berits quis ir além do fusion e do pós-bop elétrico, adicionando elementos do folclore local. Assim ela ficou até próxima da Soft Machine e parece-se com a Samla Mammas Manna sem a porção Zappa da coisa. Eles gravaram esse disco ao vivo em estúdio, num gravador de dois canais e sem possibilidade de um remix. Um resultado tão bom com tão poucos recursos é sempre louvável.




Jonas Lindgren - piano elétrico
Olof Söderberg - guitarra
Mats Anton Karis - flauta
Bengt Ekevärn - trompete
Tommy Adolfsson - trompete
Göran Frost - baixo
Michael Lindqvist - bateria
Peter Adolfsson - triângulo


1 Myror I Köket
2 Elhamokk
3 Halvvägs Hildur
4 Flaxöras Hemliga Återkomst

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Cybernauts - Live & The Further Adventures Of The Cybernauts (2001)








Antes de apresentar esse disco eu vou fazer um bla-bla-bla que ajuda a ilustrar. Trevor Bolder e Mick Woodmancey foram, respectivamente, o baixista e o baterista da lendária Spiders From Mars, a banda que gravou os álbuns mais importantes de David Bowie, aqueles pelos quais ele será sempre lembrado e que tanta influência exerceram. Mick Ronson, o guitarrista, saiu antes do álbum Diamond Dogs e depois desse álbum, Bowie dispensou a banda roqueira para ser um popstar. Meio sem saber o que fazer, os dois, mais Mike Garson, mantiveram o nome da banda e lançaram um disco sem brilho. Aí cada um foi pro seu lado. Bolder, por exemplo, tocou na Uriah Heep. Pois bem. Esses discos de Bowie com a Spiders influenciaram profundamente também os membros da banda Def Leppard, e, depois que Mick Ronson faleceu, sua irmã convidou o guitarrista Phil Collen e o vocalista Joe Elliott para participarem de um concerto em homenagem ao irmão, que incluiria os remanescentes da Spiders, Bolder e Woodmancey. O concerto aconteceu no Olympia Theatre de Dublin em 1997. Na mesma semana essa banda gravou um EP com quatro faixas e depois de excursionarem pelo Japão, mais três faixas gravadas em Toquio foram separadas. São os dois CDs que estão aqui. Todas as músicas são de Bowie com a exceção de três, e todas são dos discos The Man Who Sold the World, Hunky Dory, Ziggy e Alladin Sane. As versões são beeem legais.
Phil Collen disse que Mick Ronson era tão bom que seria o único guitarrista que ele imitaria, como um garoto no seu quarto com uma raquete de tênis. Eu sei como é; também tinha uma raquete no meu.





Joe Elliott - vocal, guitarras Gibson
Phil Collen - guitarra solo Jackson
Dick Decent - teclados Roland, Korg e Kurzweil, vocal
Trevor Bolder - baixos Fender Precision e Vigier Excess, vocal
Mick "Woody" Woodmansey - bateria Premier





CD 1 - Live: 

1  Watch That Man
2  Hang Onto Yourself
3  Changes
4  The Supermen
5  Five Years
6  Cracked Actor
7  Moonage Daydream
8  Angel No. 9 [Craig Fuller]
9  Jean Genie
10 Life On Mars?
11 The Man Who Sold The World
12 Starman
13 The Width Of A Circle
14 Ziggy Stardust
15 White Light/White Heat [Lou Reed]
16 Rock & Roll Suicide
17 Suffragette City
18 All The Young Dudes



CD 2 - The Further Adventures of the Cybernauts

1 Manic Depression [Jimi Hendrix]
2 All The Young Dudes
3 Moonage Daydream
4 The Man Who Sold The World
5 Time
6 Panic In Detroit
7 Lady Grinning Soul
8 Moonage Daydream (Hidden Track)