sábado, 23 de abril de 2016

Tomorrow's Gift - Goodbye Future (1972)







Esta é uma nova Tomorrow's Gift, mantida apenas por Manne Rurup e Bernd Kiefer da formação original. O ótimo baterista Zabba Lindner veio de uma banda obscura chamada Sphinx Tush e, então, o trio foi adotado pelo celebrado produtor, engenheiro e arranjador Conny Plank, talvez a figura mais importante da cena do krautrock. Eles pegaram as idéias mais radicais da fase anterior e criaram texturas instrumentais muito criativas e complexas. Posso estar errado, mas acho que a capa faz uma espécie de homenagem à banda britânica Egg, uma grande influência deles. Mais adiante o trio se metamorfosearia na Release Music Orchestra.





Manne Rurup - teclados, clavichord, Mellotron
Conny Plank (Maestro Conrado Di Planca) - percussão, flautas, instrumentos infantis
Bernd Kiefer - baixo
Wolfgang "Zabba" Lindner - bateria




1 Jazzi Jazzi
2 Der Geier Fliegt Vorbei
3 Allerheiligen
4 Wienersatz
5 Naturgemäß
6 Didden Fur Dunden
7 Sound Of Which
   At The Earth, part 1
   Indian Rope Man, part 1
   At The Earth, part 2
8 Indian Rope Man, part 2

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Tomorrow's Gift - Tomorrow's Gift (1970)







Como muitas bandas alemãs da sua época, a Tomorrow's Gift começou tocando covers das bandas anglo-americanas. A medida que foi se apresentando em festivais, sua música evoluiu para um estilo muito particular que evitava os clichês do krautrock e procurava alongar as composições com improvisações instrumentais, como fazia a Frumpy e a Vanilla Fudge. A banda era liderada pelo guitarrista Carlo Karges, o principal compositor, e esse é o primeiro disco que lançou. Depois do seu lançamento, a banda se desintegrou ainda em turnê com a Spooky Tooth. O tecladista e o baixista é que decidiram continuar com ela e lançaram outro disco.




Carlo Karges - guitarra, percussão
Manfred Rürup - teclados
Ellen Meyer - vocal
Wolfgang Trescher - flauta
Bernd Kiefer - baixo
Gerd Paetzke - bateria




1   Riddle in a swamp 
2   Prayin' to Satan 
3   One of the narrow-minded thoughts 
4   Tenakel Gnag 
5   The first seasons after the destruction 
6   How you want to live 
7   Gray aurora 
8   Ants 
9   Breads there a man 
10 King in a nook 
11 Sandy concert 
12 Enough to write a song about or two 
13 Second song

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Release Music Orchestra - Life (1974)







A origem dessa banda alemã está na Tomorrow's Gift — dela vieram o baixista, o baterista e o tecladista. A RMO aproximou-se mais da cena Canterbury com uma atitude de vanguarda e a complexidade característica de bandas como a Egg e a Soft Machine. É uma música que vai além do jazz-rock.




Manfred "Manne" Rürup - piano, teclados, vocal
Norbert Jacobsen - piano, clarinete, vocal
Bernd Kiefer - baixo, vocal
Zabba Lindner - bateria, xilofone




1 Eröffnung - Tippa Tibana
2 Reyne In Blan
3 Damaskus
4 Rot Wild
5 Der Traum Des Herrn P
6 Zemäs Rutan
7 Morgengabe

terça-feira, 19 de abril de 2016

Minus Two - SWF Session 1972 (2010)







Esse é o único disco da Minus Two. Um organista classicamente treinado e um baterista jazzy, só isso. Kühlwein e Helbig tocavam em diversos grupos  da região de Hessen, na Alemanha e, como muitos desses grupos, eles gravaram mas não conseguiram lançar o disco na época. Kühlwein tornou-se professor de música e palestrante, eventualmente participando como convidado em discos de jazz e soul americanos. Helbig, por sua vez, participou da Area e da Nine Days Wonder. Lá atrás eu disse "só isso"? Perdão.




Günter Kühlwein - órgão Hammond B3, vocal
Walter Helbig - bateria, vocal




1 Sticks and Keys
2 Differences
3 First Romance 
4 Welcome for You
5 Differences (Live)

sábado, 16 de abril de 2016

John Mayall - Blues From Laurel Canyon (1968)







Depois de uma exaustiva turnê apresentando o álbum Bare Wires, John Mayall desmontou a Bluesbreakers pela dificuldade de manter uma banda com sete músicos na estrada. Para sorte da música, Jon Hiseman, Tony Reeves e Dick Heckstall-Smith foram formar a Colosseum. Mayall tirou umas férias na Califórnia e sobre esta estada compôs as músicas desse álbum, que ele quis gravar com um trio básico. O único membro da Bluesbreakers que ele manteve foi Mick Taylor. Também, só mesmo sendo um asno para dispensar Mick Taylor. Contudo, depois Mayall abençoou sua ida para a Rolling Stones... que o dispensou. Peter Green, toca como convidado na faixa 10. 




John Mayall - guitarra, órgão, harmônica, vocal
Mick Taylor - guitarra
Peter Green - guitarra (10)
Stephen Thompson - baixo
Colin Allen - bateria, percussão




1   Vacation
2   Walking On Sunset
3   Laurel Canyon Home
4   2401
5   Ready To Ride
6   Medicine Man
7   Somebody's Acting Like A Child
8   The Bear
9   Miss James
10 First Time Alone
11 Long Gone Midnight
12 Fly Tomorrow

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Peter Green - The End of the Game (1970)







Este é o primeiro disco solo de Peter Green, gravado poucos meses depois de sua saída da Fleetwood Mac. Sobre essa saída existem algumas versões diferentes. Alguns dizem que ele queria tomar uma direção diferente, como bem atesta esse álbum, enquanto os demais queriam mesmo é seguir com o blues rock, rock e pop, como bem atesta a discografia posterior. Peter Green dá uma versão diferente: Numa festa ele ingeriu mescalina — só um pouquinho — e teve a visão de um anjo segurando uma criança que passava fome na Nigéria. Pois ele doou mais de 100 mil dólares para a caridade e queria convencer os demais a doarem os direitos autorais também, o que gerou uma pequena tensão entre eles. 
Com um título sugestivo, esse disco é difícil de classificar — seria uma forma livre, jazz-rock ou fusion, ou experimental... Ele é instrumental e os membros da banda são de diversos matizes: Zoot Money tocou com o jazzista Keith Tippett, mas também com a Animals de Eric Burdon. Nick Buck foi da Hot Tuna. Dmochowski tocou com Zappa nos seus discos mais fusion e MacLean tocou com Brian Auger. De certo mesmo só a guitarra extraordinária do Green. Depois desse álbum ele caiu no mundo, o nosso e o dele. Entre a Inglaterra e Israel ele foi coveiro, enfermeiro e balconista num bar entre outras coisas, numa jornada que passou por um hospital psiquiátrico mas que ainda não acabou. Então, esse não é o fim do jogo afinal. Graças a Deus.




Peter Green - guitarra
Zoot Money - grand piano
Nick Buck - piano elétrico, teclados
Alex Dmochowski - baixo
Godfrey MacLean - bateria, percussão




1 Bottoms Up
2 Timeless Time
3 Descending Scale
4 Burnt Foot
5 Hidden Depth
6 The End Of The Game

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Eddie Boyd With Peter Green's Fleetwood Mac - 7936 South Rhodes (1968)







Aqui está outra jóia. Gravado em Londres, em janeiro de 1968, exatamente um ano antes do Biggest Thing Since Colossus de Otis Span, este tem a recém formada Fleetwood Mac completa. Rhodes, Colossus... O produtor foi o mesmo Mike Vernon.
Eddie Boyd foi um dos grandes compositores do blues, par e passo com Muddy Waters ou Willie Dixon. Também foi um dos grandes pianistas do gênero e um bom cantor. Ele começou a gravar em 1947 mas este aqui é apenas o seu terceiro álbum, e o anterior também contou com uma banda jovem, a holandesa Cubby + Blizzards. Todos parecem estar num grande momento, mas Green tira as notas com raro sentimento. Para quem está de saco cheio de posers, é uma boa.




Eddie Boyd - piano, vocal
Peter Green - guitarra
John McVie - baixo
Mick Fleetwood - bateria




1   You Got To Reap
2   Just The Blues
3   She Is Real
4   Backslap
5   Be Careful
6   Ten To One
7   The Blues Is Here To Stay
8   You Are My Love
9   Third Degree
10 Thank You Baby
11 She's Gone
12 I'll Never Stop (I Can't Stop Loving You)

terça-feira, 12 de abril de 2016

Otis Spann - The Biggest Thing Since Colossus (1969)







De todos os álbuns com colaborações entre mestres do blues e jovens aprendizes britânicos, este é um dos melhores. Na sua primeira turnê nos Estados Unidos, a Fleetwood Mac não chamou muita atenção, mesmo apresentando-se antes de Joe Cocker e Jethro Tull, ou, talvez, por causa disso. De qualquer forma, nessa passagem ela deixou para a posteridade a Blues Jam in Chicago. Durante as gravações o produtor percebeu uma empatia entre Spann e Peter Green e propôs mais uma rodada, só com Spann e a Fleetwood Mac. Spann argumentou que precisaria de mais algum entrosamento e trouxe S.P. Leary, o baterista de Muddy Waters e que também participou daquelas jams na Chess. Bem, e o que faz deste álbum, dentre tantos que foram feitos do mesmo jeito, uma obra prima? Peter Allen Greenbaum.




Otis Spann - vocal, piano
Peter Green - guitarra
Danny Kirwan - guitarra
John McVie - baixo
S.P. Leary - bateria



1   My Love Depends on You 
2   Walkin' 
3   It Was a Big Thing 
4   Temperature Is Rising (100.2ºF) 
5   Dig You
6   No More Doggin' [Rosco Gordon]
7   Ain't Nobody's Business [Jimmy Witherspoon]
8   She Needs Some Loving
9   I Need Some Air
10 Someday Baby

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Taal - Skymind (2003)







A Taal foi formada na França em 1992 pelo trio Gabard/Dosnon/Bernardeau. No início sua música era experimental e imprivisada, mas com a entrada do tecladista Constant ela rapidamente voltou-se ao prog sinfônico. Suas influências vem de Steve Hackett, King Crimson e do jazz-rock de Zappa. Nesse que é o segundo disco, um quarteto de cordas foi incorporado, bem como mais percussão e sopros, o que deu um viés folk ao som. Com dois bateristas, os ritmos são variados e os arranjos complexos. É pesado e a musicalidade dos caras impressiona.




Anthony Gabard - guitarra, violão
David Stuart Dosnon - baixo
Loic Bernardeau - bateria, vocal
Sebastian Constant - teclados
Igot Polisset - percussão elétrica e acústica
Helene Sonnet - flauta
Manu Fournier - violino, sax
Gaelle Deblonde - violino
Manue Bouriaud - viola
Mehdi Rossignol - cello




1 Skymind 
2 Yellow Garden 
3 Blind Child 
4 The Purple Queen's Lips 
5 The Egg Shapped Moon 
6 Stratus 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Karcius - Sphere (2004)







A Karcius foi formada em 2001 no Canada por quatro músicos com sólida formação. O som dela é uma mistura de rock progressivo, jazz e metal em arranjos muito bem elaborados, uma linha semelhante à de bandas como a Spaced Out e a Ohm do Chris Poland, por exemplo. Contudo, a Karcius não imita ninguém.




Simon L'Esperance - guitarra, violão
Mingan Sauriol - teclados
Dominque Blouin - baixo
Thomas Brodeur - bateria



1   Kunidé 
2   Liquid Meat
3   Evolution 
     Lunatik:
  4 Highway to the Moon 
  5 Synapse 
  6 Back to Earth 
7   1111 
8   Labyrinthe 
9   Bois ta musique 
10 Absolute Decadence