quarta-feira, 11 de maio de 2016

Samurai - Samurai (1970)







A Samurai foi fundada pelo cantor anglo-japonês Miki Curtis. Ele surgiu no final dos anos 50 fazendo imitações do Elvis e acabou tendo seu próprio programa de TV. No meio dos anos 60 ele formou a banda Miki Curtis & The Samurais que misturava rock, jazz, e soul music. Miki levou a banda para a Inglaterra, contratou  alguns músicos britânicos, gravou alguns singles na Alemanha e mudou o nome da banda para apenas "Samurai". A essa altura a música deles aproximava-se do prog, juntando elementos psicodélicos e folclóricos. Contratados pela Philips, eles gravaram esse primeiro álbum que gera confusão quanto ao seu verdadeiro nome: Samurai ou Green Tea? Muitos também chamam a própria banda de Miki Curtis & Samurai. O interessante é que nela está o futuro membro da Free e da Faces, Tetsu Yamauchi.




Miki Curtis - vocal, flauta
Hiro Izumi - guitarra, koto
Tetsu Yamauchi - baixo
Yuji Harada - bateria
Mike Walker - piano, vocal
Joe Dunnet - guitarra
Graham Smith - harmônica
John Redfern - órgão



1 Green Tea
2 Eagle's Eye
3 Boy With A Gun
4 18th Century
5 Four Seasons
6 Mandalay
7 Daffy Drake

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Devadip Carlos Santana - The Swing Of Delight (1980)







Veja que Tony Williams tem uma importante participação nesse disco. Ele e o restante do célebre quinteto de Miles Davis dos anos 60.
Carlos Santana já havia expressado anos antes sua admiração pelo fusion nos discos que fez com John Mclaughlin e com Alice Coltrane. The Swing Of Delight é um pouco menosprezado na discografia dele e isso vem daqueles fãs antigos, mas a verdade é que ele é muito melhor do que tudo que ele faria daí em diante. Esse disco também foi uma injeção de entusiasmo e autenticidade num gênero que se degradava pelo comercialismo. Santana colocou no caldeirão sua veia melódica, a latinidade em ritmos, a influência Mahavishnu na música e na espiritualidade — três das músicas foram compostas pelo guru indo-americano que John McLaughlin lhe apresentou. Pena que Santana nunca mais tentou uma sacada igual.




Devadip Carlos Santana - guitarra, violão, percussão, vocal
Wayne Shorter - sax tenôr (3, 9), sax soprano (2, 6, 9)
Herbie Hancock - piano, Fender Rhodes, Clavinet, Clavitar, Prophet 5, Yamaha CS-80, Oberheim 8 
Ron Carter - baixo acústico (2, 3, 6, 7, 9)
Tony Williams - bateria (1, 3, 6)
Premik Russell Tubbs - sax tenôr (4, 5), sax soprano (1, 3), flauta (8)
Alex Ligertwood - vocal (7)
David Margen - baixo (1, 4, 5, 8,)
Graham Lear - bateria (5, 8)
Harvey Mason - bateria (2, 4, 7, 9)
Armando Peraza - percussão, vocal
Raul Rekow - percussão, vocal
Orestes Vilato - percussão, vocal
Francisco Aguabella - congas (7)




1 Swapan Tari
2 Love Theme From "Spartacus"
3 Phuler Matan
4 Song For My Brother
5 Jharna Kala
6 Gardenia
7 La Llave
8 Golden Hours
9 Sher Khan, The Tiger

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tony Williams - Life Time (1964)







Esse é o primeiro disco solo do mestre baterista Tony Williams. Ele tinha quase 19 anos e ainda assinava "Anthony", mas já havia quase dois anos que alternava trabalhos com Kenny Dorham, Herbie Hancock e Miles Davis. Considerando a pouca idade e estar debutando como bandleader, Williams criou uma obra impressionante. Life Time é um álbum de vanguarda que exemplifica muito bem o nascimento do "fusion". Aos seus convidados, todos da nata do jazz, não foi dado limite para criar e em cada faixa há uma combinação diferente deles.




Tony Williams - bateria e percussão
Sam Rivers - sax tenôr (1, 2, 3)
Herbie Hancock - piano (4, 5)
Ron Carter - baixo (5), 
Richard Davis - baixo (1, 2), 
Gary Peacock - baixo(1, 3)
Bobby Hutcherson - vibrafone, marimba (4, 5)




1 Two Pieces of One: Red
2 Two Pieces of One: Green
3 Tomorrow Afternoon
4 Memory -
5 Barb's Song to the Wizard

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Maquina! - Why? (1970)







Maquina! é espanhola, de Barcelona, e este é seu disco de estréia. Ela foi fundada em 1969 pelo trio Batiste/Cerrera/Cabanach e, mesmo com uma vida curta, ela teve várias formações. "Why?" é por muitos considerado o melhor disco prog da Espanha, muito embora ele não seja tão prog assim. É mais rock psicodélico em longas jams, onde o instrumento predominante é o órgão e a guitarra é farta de fuzz e wah-wah. É cantado em inglês. Essa versão parece ter sido editada a partir de um LP, mas a qualidade da reprodução é excelente. "Why?" também é conhecido como o "disco do croissant" e consta que o próprio Salvador Dali teria elogiado sua capa.




Jordi Batiste - baixo, flauta, vocal
Enrique Herrera - órgão Hammond, piano
Josep Maria Paris - guitarra
Lluis Cabanach - guitarra, baixo
Josep María Vilaseca - bateria




1 I Believe
2 Why?
3 Why? (Continuació)
4 Let Me Born
5 Earth's Daughter
6 Look Away Our Happines

terça-feira, 3 de maio de 2016

ExCubus - Mémoires Incubussiennes (2008)







Essa banda foi formada em 1970 no Canadá e existiu até 1974. Porém, nessa época seu nome era Incubus. Em 74 ela gravou na França as quatro primeiras faixas desse álbum para um LP que acabou não sendo concluído pois a banda se dissolveu. Em 2008, o trio fundador (Delage, England e Phaneuf) reuniu-se em Québec, retrabalhou essas quatro faixas que já estavam gravadas com o guitarrista Pierre Poulet e gravou músicas também compostas nos anos 70, empregando dois novos guitarristas. Para evitar problemas legais com a banda pop americana Incubus dos anos 90, o nome foi mudado para ExCubus, muito embora tivessem o direito ao seu lado. O prog deles é denso e complexo, lembrando um pouco a ELP e a Le Orme.




Marc Delage - baixo, guitarra, vocal
Léo England - bateria
Michel Phaneuf - órgão Hammond, ARP Odissey, Mellotron
Pierre Poulet - guitarra, baixo, vocal (1, 4)
André Barrière - guitarra (5, 8)
Claude Phaneuf - guitarra (5, 8)




1 Bléatis 
2 Abomination d'une quarte de triton 
3 Parade de l'Armée de verre (au matin) 
4 Teeth 
5 Apple Tree Paradise 
6 Tales of the Tree 
7 Pendergast 
8 A Child's Funeral 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

The Open Mind - The Open Mind (1969)






Essa banda surgiu em Londres no meio dos anos 60, primeiro como The Apaches e The Drag Set. Apesar de ter lançado apenas esse disco, ela é cultuada como um dos melhores exemplos da transição entre o rock psicodélico e o rock progressivo. O som tem influências típicas das bandas psicodélicas, como o vocal mod e os elementos orientais, mas é pesado e grandioso como o prog viria a ser.




Terry Martin (Terry Schindler) - guitarra rítmica, vocal
Mike Bran (Mike Brancaccio) - guitarra
Timothy du Feu - baixo, piano
Philip Fox - bateria



1   Dear Louise
2   Try Another Day 
3   I Feel the Same Way Too
4   My Mind Cries 
5   Can't You See? 
6   Thor the Thunder God
7   Horses and Chariots 
8   Before My Time 
9   Free as the Breeze 
10 Girl I'm So Alone
11 Soul and My Will 
12 Falling Again 
13 Magic Potion 
14 Cast a Spell 
15 Day and Night 
16 Get out of My Way 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

The Human Instinct - Stoned Guitar (1970)






Na Nova Zelândia o esporte nacional é o Rugby e eles tem aquele time que faz uma dancinha para intimidar o adversário antes do início de cada partida. Pois eu digo que se eles pegassem o guitarrista Billy T.K. e o pusessem a tocar o que ele tocou aqui, funcionava melhor. Esse segundo disco da Human Instinct foi gravado no mesmo ano em que Hendrix morreu e revela uma profunda influência dele. Também não é só a influência de Hendrix, pois a faixa 4 começa com o mesmo rif de "Mississippi Queen" da Mountain e, coincidência!, também é do mesmo ano.




Maurice Greer - bateria, percussão, vocal
Billy T.K. - guitarra, vocal
Larry Waide - baixo, violão, vocal
Derek Neville - sax barítono (4)




1   Black Sally
2   Stoned Guitar
3   Jugg-A-Jug Song
4   Midnight Sun
5   Tomorrow
6   Railway & Gun [Rory Gallagher]
7   Play My Guitar
8   The Nile Song [Roger Waters]
9   Duckess Of Montrose
10 Rainbow World

terça-feira, 26 de abril de 2016

Human Instinct - Burning Up Years (1969)






Human Instinct é uma banda neo-zelandesa de hard-blues-rock liderada pelo baterista Maurice Greer. Ela mudou-se  para a Inglaterra onde permaneceu por dois anos excursionando e gravando alguns singles para o selo Deram. Cansados, os membros decidiram retornar para casa. Antes disso, Greer até recusou um convite de Jeff Beck para integrar seu grupo. Na Nova Zelândia ele convidou o ótimo guitarrista maori Billy TK e após alguns testes, fixou o baixista Peter Barton. A maioria das músicas desse álbum de estréia é de autoria de um não membro chamado Jesse Harper — ou Doug Jerebine, para os íntimos. A faixa 4, na verdade, é um cover de "Everybody Knows This Is Nowhere" do Neil Young. O disco é bem legal e tem boas canções e bons solos mas tem uma produção modesta. É um aperitivo do que viria adiante.




Maurice Greer - bateria, vocal
Billy "TK" Te Kahika - guitarra
Peter Barton - baixo



1 Blues News 
2 Maiden Voyage
3 Fall Down
4 I Think I'll Go Back Home
5 Ashes and Matches 
6 You Really Got Me [The Kinks]
7 Burning Up Years [Hard Meat]

sábado, 23 de abril de 2016

Tomorrow's Gift - Goodbye Future (1972)







Esta é uma nova Tomorrow's Gift, mantida apenas por Manne Rurup e Bernd Kiefer da formação original. O ótimo baterista Zabba Lindner veio de uma banda obscura chamada Sphinx Tush e, então, o trio foi adotado pelo celebrado produtor, engenheiro e arranjador Conny Plank, talvez a figura mais importante da cena do krautrock. Eles pegaram as idéias mais radicais da fase anterior e criaram texturas instrumentais muito criativas e complexas. Posso estar errado, mas acho que a capa faz uma espécie de homenagem à banda britânica Egg, uma grande influência deles. Mais adiante o trio se metamorfosearia na Release Music Orchestra.





Manne Rurup - teclados, clavichord, Mellotron
Conny Plank (Maestro Conrado Di Planca) - percussão, flautas, instrumentos infantis
Bernd Kiefer - baixo
Wolfgang "Zabba" Lindner - bateria




1 Jazzi Jazzi
2 Der Geier Fliegt Vorbei
3 Allerheiligen
4 Wienersatz
5 Naturgemäß
6 Didden Fur Dunden
7 Sound Of Which
   At The Earth, part 1
   Indian Rope Man, part 1
   At The Earth, part 2
8 Indian Rope Man, part 2

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Tomorrow's Gift - Tomorrow's Gift (1970)







Como muitas bandas alemãs da sua época, a Tomorrow's Gift começou tocando covers das bandas anglo-americanas. A medida que foi se apresentando em festivais, sua música evoluiu para um estilo muito particular que evitava os clichês do krautrock e procurava alongar as composições com improvisações instrumentais, como fazia a Frumpy e a Vanilla Fudge. A banda era liderada pelo guitarrista Carlo Karges, o principal compositor, e esse é o primeiro disco que lançou. Depois do seu lançamento, a banda se desintegrou ainda em turnê com a Spooky Tooth. O tecladista e o baixista é que decidiram continuar com ela e lançaram outro disco.




Carlo Karges - guitarra, percussão
Manfred Rürup - teclados
Ellen Meyer - vocal
Wolfgang Trescher - flauta
Bernd Kiefer - baixo
Gerd Paetzke - bateria




1   Riddle in a swamp 
2   Prayin' to Satan 
3   One of the narrow-minded thoughts 
4   Tenakel Gnag 
5   The first seasons after the destruction 
6   How you want to live 
7   Gray aurora 
8   Ants 
9   Breads there a man 
10 King in a nook 
11 Sandy concert 
12 Enough to write a song about or two 
13 Second song