quinta-feira, 19 de maio de 2016

Greenslade - Bedside Manners Are Extra (1973)







Dave Greenslade e Tony Reeves tinham tocado juntos na Colosseum e juntos formaram essa banda, apesar do nome. Eles convidaram Andy McCulloch que tinha tido uma passagem pela King Crimsom (no álbum Lizard) e na época era membro da banda Fields. Dave Lawson, ex-Web e Samurai, trouxe outra pilha de teclados e assumiu os vocais. Esse é o segundo disco da Greenslade, lançado apenas seis meses após o primeiro. É uma evolução do rock progressivo da estréia mas ainda guarda certa semelhança com o trabalho de Dave Lawson no álbum I Spider da Web. Não há um instrumento propriamente dominante entre os Moogs, Hammonds, pianos e Mellotrons. A arte da capa é de Roger Dean, o mesmo ilustrador dos discos da Yes, entre outras.




Dave Greenslade - teclados
Dave Lawson - teclados, vocal
Tony Reeves - baixo elétrico e acústico
Andrew McCulloch - bateria, percussão




1 Bedside Manners Are Extra
2 Pilgrims Progress
3 Time To Dream
4 Drum Folk
5 Sunkissed You're Not
6 Chalkhill

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Web - I Spider (1970)






Antes desse terceiro e último disco, essa banda inglêsa era conhecida como "The Web" e tinha um vocalista norte-americano inclinado ao soul. Ele foi substituído pelo Dave Lawson que acrescentou teclados ao instrumental. O som também mudou do rock psicodélico meio jazzy para o rock progressivo com forte influência do free-jazz. Esse álbum está no nível de bandas das mais famosas, como a Collosseum, a Soft Machine ou a holandesa Alquin. Tom Harris era um instrumentista virtuoso, que frequentemente tocava dois sax ao mesmo tempo como Dick Heckstall-Smith ou Roland Kirk, e parece que ele detinha os direitos sobre o nome da banda. Quando ele a deixou, foi substituído por dois saxofonistas e a Web virou Samurai.




Dave Lawson - órgão, piano, harpsichord, Mellotron, vocal
Tony Edwards - guitarra , violão
Tom Harris - sax, flauta
John Eaton - baixo, percussão
Kenny Beveridge - bateria, percussão
Lennie Wright - vibrafone, bateria, percussão 




1 Concerto for Bedsprings:
   a. I Can't Sleep 
   b. Sack Song 
   c. Peaceful Sleep 
   d. You Can Keep the Good Life 
   e. Loner   
2 I Spider   
3 Love You  
4 Ymphasomniac   
5 Always I Wait  

Live in Sweden, 1971
    
6 Concerto for Bedsprings
7 Love You  

terça-feira, 17 de maio de 2016

Samurai - Samurai (1971)






Essa Samurai não tem nada a ver com aquela do Tetsuo Yamauchi, embora ambas tenham coexistido. Essa é uma continuação da banda britânica Web (ou The Web) em sua última formação, que incluía o tecladista Dave Lawson, mais dois saxofonistas. O som dela é prog com bastante influência do jazz, sem chegar ao jazz-rock. Tem-se lembrança da King Crimson, da Gentle Giant e do pessoal de Canterbury. Essa Samurai lançou apenas esse disco, um ótimo disco. Depois, Dave Lawson que assumiu a liderança e compôs todas as faixas, foi para a Greenslade.




Dave Lawson - teclados, vocal
Tony Edwards - guitarra, violão
Don Fay - sax tenôr, flauta
Tony Roberts - sax tenôr, flautas, clarinete
John Eaton - baixo
Kenny Beveridge - bateria
Lennie Wright - vibrafone, percussão, bateria




1 Saving It Up For So Long
2 More Rain
3 Maudie James
4 Holy Padlock
5 Give A Little Love
6 Face In The Mirror
7 As I Dried The Tears Away

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Kossoff, Kirke, Tetsu & Rabbit - Kossoff Kirke Tetsu Rabbit (1972)







O baixista Tetsu Yamauchi deixou a banda Samurai quando foi convidado por Paul Kossoff e Simon Kirke. Depois do álbum Highway, a banda Free se separou por causa das desavenças entre seus membros. Paul Rodgers montou a banda Peace e Andy Fraser montou a Toby. Kossoff e Kirke se saíram bem melhor com esse quarteto. Além de Yamauchi, eles convidaram o norte-americano Bundrick que acabou por compor a maioria das músicas. Esse disco foi lançado pela mesma gravadora da Free e as músicas tem boa semelhança também. É um blues-rock autêntico e de qualidade, sobretudo pela guitarra melódica e fluida do Kossoff. Com o fracasso das bandas de Rodgers e Fraser, a Free foi remontada absorvendo todos daqui.




Paul Kossoff - guitarra,vocal 
Simon Kirke - bateria 
Tetsu Yamauchi - baixo
John "Rabbit" Bundrick - órgão,Mellotron,piano elétrico,vocal  
com
B.J. Cole - steel guitar (7, 9)




1   Blue Grass 
2   Sammy's Alright 
3   Anna 
4   Just For The Box 
5   Hold On 
6   Fool's Life 
7   Yellow House 
8   Dying Fire 
9   I'm On The Run 
10 Colours 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Joe Pass & Paulinho Da Costa - Tudo Bem! (1978)







Paulinho da Costa chegou nos Estados Unidos em 1973 para tocar na banda de Sergio Mendes e nela permaneceu por quatro anos. Depois virou um dos mais requisitados percussionistas do mundo, tocando com gente como Blue Mitchell e Dizzy Gillespie, até Robin Trower. Joe Pass é um dos grandes improvisadores do jazz e sempre curtiu a música brasileira. Depois de umas apresentações por aqui, ele reuniu esse grupo e retrabalhou alguns clássicos brasileiros. Tudo bem, tudo jóia, a única coisa que me torra o saco é esse negócio de barquinho, prainha, benzinho, patinho, jeitinho... 




Joe Pass - guitarra
Paulinho Da Costa - percussão
Oscar Castro Neves - guitarra
Don Grusin - teclados
Octavio Bailly Jr - baixo
Claudio Slon - bateria




1   Corcovado [Tom Jobim, Vinicius de Moraes]
2   Tears (Razao De Viver) [Eumir Deodato]
3   Wave [Tom Jobim]
4   Você (You) [Roberto Menescal]
5   If You Went Away [Marcos Valle]
6   Que Que Há? [Don Grusin, Octavio Bailly Jr]
7   The Gentle Rain (Chuva Delicada) [Luiz Bonfá]
8   Barquinho [R. Menescal, R. Boscoli]
9   Luciana [Tom Jobim, Vinicius de Moraes]
10 I Live To Love [O. C. Neves]







                                                      Está tudo bem, querida. Tchau!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

The Cannonball Adderley Quintet - The Happy People (1972)







Esse disco foi gravado durante o boom do jazz-fusion, mas ao invés de fazer a mistura com o rock, Julian Adderley optou pela música brasileira nessas quatro jams. 




Cannonball Adderley - sax alto, sax soprano
Nat Adderley - corneta
George Duke - piano, piano elétrico
Walter Booker - baixo acústico
Roy McCurdy - bateria
Airto Moreira - percussão, vocal (1, 4)
com
Flora Purim - vocal 
Olga James - vocal (3)
David T. Walker - guitarra (3)
Chuck Rainey - baixo elétrico (3)
King Errison - percussão
Mayuto - percussão (1, 2, 4)




1 The Happy People [Airto Moreira]
2 Maria Tres Filhos [Dr. Milton Nascimento]
3 Savior
4 Ela [Benito Di Paula]







  
The happy people. Very happy people now.


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Samurai - Samurai (1970)







A Samurai foi fundada pelo cantor anglo-japonês Miki Curtis. Ele surgiu no final dos anos 50 fazendo imitações do Elvis e acabou tendo seu próprio programa de TV. No meio dos anos 60 ele formou a banda Miki Curtis & The Samurais que misturava rock, jazz, e soul music. Miki levou a banda para a Inglaterra, contratou  alguns músicos britânicos, gravou alguns singles na Alemanha e mudou o nome da banda para apenas "Samurai". A essa altura a música deles aproximava-se do prog, juntando elementos psicodélicos e folclóricos. Contratados pela Philips, eles gravaram esse primeiro álbum que gera confusão quanto ao seu verdadeiro nome: Samurai ou Green Tea? Muitos também chamam a própria banda de Miki Curtis & Samurai. O interessante é que nela está o futuro membro da Free e da Faces, Tetsu Yamauchi.




Miki Curtis - vocal, flauta
Hiro Izumi - guitarra, koto
Tetsu Yamauchi - baixo
Yuji Harada - bateria
Mike Walker - piano, vocal
Joe Dunnet - guitarra
Graham Smith - harmônica
John Redfern - órgão



1 Green Tea
2 Eagle's Eye
3 Boy With A Gun
4 18th Century
5 Four Seasons
6 Mandalay
7 Daffy Drake

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Devadip Carlos Santana - The Swing Of Delight (1980)







Veja que Tony Williams tem uma importante participação nesse disco. Ele e o restante do célebre quinteto de Miles Davis dos anos 60.
Carlos Santana já havia expressado anos antes sua admiração pelo fusion nos discos que fez com John Mclaughlin e com Alice Coltrane. The Swing Of Delight é um pouco menosprezado na discografia dele e isso vem daqueles fãs antigos, mas a verdade é que ele é muito melhor do que tudo que ele faria daí em diante. Esse disco também foi uma injeção de entusiasmo e autenticidade num gênero que se degradava pelo comercialismo. Santana colocou no caldeirão sua veia melódica, a latinidade em ritmos, a influência Mahavishnu na música e na espiritualidade — três das músicas foram compostas pelo guru indo-americano que John McLaughlin lhe apresentou. Pena que Santana nunca mais tentou uma sacada igual.




Devadip Carlos Santana - guitarra, violão, percussão, vocal
Wayne Shorter - sax tenôr (3, 9), sax soprano (2, 6, 9)
Herbie Hancock - piano, Fender Rhodes, Clavinet, Clavitar, Prophet 5, Yamaha CS-80, Oberheim 8 
Ron Carter - baixo acústico (2, 3, 6, 7, 9)
Tony Williams - bateria (1, 3, 6)
Premik Russell Tubbs - sax tenôr (4, 5), sax soprano (1, 3), flauta (8)
Alex Ligertwood - vocal (7)
David Margen - baixo (1, 4, 5, 8,)
Graham Lear - bateria (5, 8)
Harvey Mason - bateria (2, 4, 7, 9)
Armando Peraza - percussão, vocal
Raul Rekow - percussão, vocal
Orestes Vilato - percussão, vocal
Francisco Aguabella - congas (7)




1 Swapan Tari
2 Love Theme From "Spartacus"
3 Phuler Matan
4 Song For My Brother
5 Jharna Kala
6 Gardenia
7 La Llave
8 Golden Hours
9 Sher Khan, The Tiger

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Tony Williams - Life Time (1964)







Esse é o primeiro disco solo do mestre baterista Tony Williams. Ele tinha quase 19 anos e ainda assinava "Anthony", mas já havia quase dois anos que alternava trabalhos com Kenny Dorham, Herbie Hancock e Miles Davis. Considerando a pouca idade e estar debutando como bandleader, Williams criou uma obra impressionante. Life Time é um álbum de vanguarda que exemplifica muito bem o nascimento do "fusion". Aos seus convidados, todos da nata do jazz, não foi dado limite para criar e em cada faixa há uma combinação diferente deles.




Tony Williams - bateria e percussão
Sam Rivers - sax tenôr (1, 2, 3)
Herbie Hancock - piano (4, 5)
Ron Carter - baixo (5), 
Richard Davis - baixo (1, 2), 
Gary Peacock - baixo(1, 3)
Bobby Hutcherson - vibrafone, marimba (4, 5)




1 Two Pieces of One: Red
2 Two Pieces of One: Green
3 Tomorrow Afternoon
4 Memory -
5 Barb's Song to the Wizard

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Maquina! - Why? (1970)







Maquina! é espanhola, de Barcelona, e este é seu disco de estréia. Ela foi fundada em 1969 pelo trio Batiste/Cerrera/Cabanach e, mesmo com uma vida curta, ela teve várias formações. "Why?" é por muitos considerado o melhor disco prog da Espanha, muito embora ele não seja tão prog assim. É mais rock psicodélico em longas jams, onde o instrumento predominante é o órgão e a guitarra é farta de fuzz e wah-wah. É cantado em inglês. Essa versão parece ter sido editada a partir de um LP, mas a qualidade da reprodução é excelente. "Why?" também é conhecido como o "disco do croissant" e consta que o próprio Salvador Dali teria elogiado sua capa.




Jordi Batiste - baixo, flauta, vocal
Enrique Herrera - órgão Hammond, piano
Josep Maria Paris - guitarra
Lluis Cabanach - guitarra, baixo
Josep María Vilaseca - bateria




1 I Believe
2 Why?
3 Why? (Continuació)
4 Let Me Born
5 Earth's Daughter
6 Look Away Our Happines