terça-feira, 5 de julho de 2016

Mogul Thrash - Mogul Thrash (1971)







Essa banda foi formada por James Litherland em 1969, depois que ele deixou a Colosseum. Litherland participou do célebre "Those Who Are About To Die, Salute You" e deixou algumas composições que seriam usadas no álbum The Grass is Greener. Ele convidou John Wetton e esse único disco da Mogul Thrash foi o primeiro em que participou. Os demais membros também eram estreantes. O som que fizeram é similar ao da Colosseum, porém com menos blues e mais metais em peças longas e cheias de improvisos de guitarra. O disco foi produzido por Brian Auger, que também dá uma canja ao piano. Aliás, foi Auger que sugeriu o nome para a banda, pois quando a conheceu ela se chamava James Litherland's Brotherhood. Logo depois de lançar esse ótimo disco, a Mogul se separou. Wetton foi para a Family e depois para a King Crimson.





James Litherland - guitarra, vocal
John Wetton - baixo, guitarra, vocal (5, 8, 10)
Roger Ball - sax alto, barítono e soprano
Michael Rosen - trompet, mellophone, guitarra
Malcolm Duncan - sax tenôr
Bill Harrison - bateria
com
Brian Auger - piano (5, 8)




1   Something Sad
2   Elegy
3   Dreams Of Glass And Sand
4   Going North, Going West
5   St. Peter
6   What's This I Hear

Mono Single:
7   Sleeping In The Kitchen
8   St. Peter

BBC Sessions:
9   Sleeping In The Kitchen (January 1971)
10 St. Peter (January 1971)
11 I Can't Live Without You (January 1971)
12 Fuzzbox (April 1971)
13 Conscience (April 1971)

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Opa - Goldenwings (1976)







Opa foi uma banda uruguaia de fusion formada pelos irmãos Fattoruso e pelo baixista Ringo Thielmann. Eles mudaram-se para Nova Iorque e suas apresentações chamaram a atenção do brasileiro radicado Airto Moreira que, além de usá-los como sua sessão rítmica, produziu dois discos para eles — esse é o primeiro. 
Hugo Fattoruso ganhou reputação como um grande tecladista, comparado a Joe Zawinul, mas nem isso, nem o prestígio do Airto, ajudaram a ter um bom resultado de vendas. George Fattoruso voltou para o Uruguai e montou uma banda por lá. Hugo e Ringo ficaram nos Estados Unidos mas Ringo até abandonou a música. Hugo continuou com Airto, gravou com Fora Purim e tocou em vários discos do Dr. Milton Nascimento. É o típico fusion latino dos anos setenta, um pouco estridente, um pouco histérico, mas ainda assim um ótimo trabalho. Tem o albino maluco e David Amaro é um dos mais requisitados guitarristas do ramo.




Hugo Fattoruso - teclados, vocal
George Fattoruso - bateria, percussão, vocal
Ringo Thielmann - baixo, vocal
com:
Airto Moreira - percussão
Hermeto Pascoal - flauta, percussão
David Amaro - guitarra




1 Goldenwings
2 Paper Butterflies (Muy Lejos Te Vas)
3 Totem
4 African Bird
5 Corre Niña
6 Pieces: Tombo / La Escuela / Tombo / The Last Goodbye
7 Groove

sábado, 2 de julho de 2016

Allan Holdsworth & Gordon Beck - The Things You See (1980)







As passagens de Allan Holdsworth  pela UK, Soft Machine, Gong, Tempest, Nucleus, Lifetime e Ponty, entre outros, lhe trouxeram reconhecimento dos fãs tanto do prog, quanto do jazz-rock. Seu virtuosismo é indiscutível e quando a gente lembra daquelas ligaduras das notas, o som que vem é o da guitarra elétrica ou da sintetizada, né? Mas aqui ele usa principalmente o violão. Ele quis distanciar-se do jazz-rock e exercitar-se no jazz mainstream, aproveitando para estreitar uma parceria que surgiu num disco do Gordon Beck chamado Sunbird, lançado no ano anterior. Beck, por sua vez, vinha desde os anos 60 com sua carreira solo e como freelancer, acompanhando músicos como Ian Carr, Phil Woods e também tocando na Nucleus.
The Things You See confirma com outras cores o grande talento de Holdsworth. Curiosamente, foi a última vez que ele gravou com violão. Os créditos nessa edição indicam a participação do baixista Jean-Francois Jenny-Clark e do baterista Aldo Romano, o que está errado — na verdade, esses dois músicos tocaram no álbum Sunbird do Beck.





Allan Holdsworth - violão, guitarra, violino elétrico, vocal
Gordon Beck - piano, piano elétrico Fender Rhodes




1 Golden Lakes
2 Stop Fiddlin'
3 The Things You See
4 Diminished Responsability
5 She's Lookin', I'm Cookin'
6 At The Edge
7 Up Country

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Steve Hunt - From Your Heart And Your Soul (1997)






Steve Hunt é um pianista de jazz graduado pela Berklee e que tem em Keith Jarrett, Joe Zawinul, Chick Corea e Herbie Hancock suas maiores influências. No seu currículo estão trabalhos com Billy Cobham, Stanley Clarke e Allan Holdsworth, entre outros. Ele também foi aluno do tecladista Lyle Mays e por isso a gente encontra alguns traços do Pat Metheny aqui e ali. É um ótimo disco de um jazz realmente moderno.




Steve Hunt - piano, sintetizador
Allan Holdsworth - guitarra
Bruce Bartlett- guitarra
Mark Lucas- guitarra
Ole Mathisen - sax soprano
George Garzone - sax tenor
Nando Lauria - vocal
John Lockwood - baixo acústico
Gregg Bendian - bateria, percussão
Chad Wackerman - bateria



1 One Thing after Another
2 Point Of Light
3 Wake Up
4 Coming Home
5 From Your Heart And Your Soul
6 Triad
7 Belle Faccia
8 Wring It Out
9 Funnels

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Larry Coryell - Return (1979)






O "Return" do título talvez faça referência à volta de Larry Coryell ao selo Vanguard, pelo qual tinha lançado seus primeiros discos. Aqui ele é acompanhado pelos três filhos do grande pianista Dave Brubeck. Return não tem destaque na discografia dele, mas isso é coisa dos tais críticos. O fato é que é um disco bacana, despretencioso e alegre.



Larry Coryell - guitarra
Darius Brubeck - piano
Chris Brubeck - baixo
Dan Brubeck - bateria
Ray Mantilla - percussão



1 Cisco At The Disco
2 Rue Grégoire Du Tour
3 Three Mile Island [Darius Brubeck]
4 Return [Darius Brubeck]
5 Sweet Shuffle
6 Mediterranean Sundance / Entre Dos Aguas [Al Di Meola, Paco De Lucia]

terça-feira, 28 de junho de 2016

Kazumi Watanabe New Electric Trio - Mo' Bop II (2004)






New Electric Trio é um projeto liderado pelo guitarrista Kazumi Watanabe que lançou três discos. Watanabe é um estudioso das texturas e seus acordes são modulados e fluidos; Bona é um discípulo aplicado de Jaco Pastorius e "El Negro" acompanhou Jack Bruce em vários discos e tocou com Carlos Santana também. 



Kazumi Watanabe - guitarras
Richard Bona - baixo com e sem trastes
Horacio "El Negro" Hernandez - bateria, percussão



1 Cleopatra's Dream
2 Blue Spiral
3 Mystic Sand
4 Mosaic Stone
5 Dante’s Point
6 Cry Me A River
7 Death Valley
8 Havana
9 Favor Return of Ensyu Swallow

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Kultivator - Barndomens Stigar (1981)







A Kultivator foi uma grande banda da suécia que, infelizmente, só lançou um disco. Seus cinco membros eram instrumentistas muito talentosos e o som que eles fizeram assemelha-se ao da Area, da Magma e da Samla Mammas Manna. A semelhança é sutil pois eles misturaram o jazz-rock Canterbury, ao Zeuhl, ao rock psicodélico e ao folclore escandinavo, coisa que só eles fizeram mesmo. Esse disco alterna momentos instrumentais super energéticos com outros mais tranquilos com um agradável vocal feminino. O instrumento dominante é o piano elétrico e as passagens de guitarra lembram um o pouco as da Henry Cow com Fred Frith. Além das músicas complexas com frequentes mudanças de tempo e da interpretação virtuosa, merece louvor o fato de terem ignorado completamente o que estava na moda em 1980.




Johan Hedrén - piano Fender Rhodes, órgão, sintetizador, violão
Jonas Linge - guitarra, bandolin, acordeon, percussão, vocal
Ingemo Rylander - vocal, guitarra, flauta, gravador
Stefan Carlsson - baixo, gaita cromática, sintetizador
Johan Svärd - bateria
Hädan Sväv Boys - coral 




1   Höga Häster
2   Vemod
3   Småfolket
4   Kära Jord
5   Barndomens Stigar
6   Grottekvarnen
7   Vårföl
8   Novarest
9   Häxdans
10 Tunnelbanan Medley
11 Novarest Live

CD bônus Waiting Paths:
1 In The Darkness' Plait
2 Bringing Water
3 Another Day In Life
4 Waiting Paths

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Catharsis - Masq (1971)







A francesa Catharsis tem um som bastante distinto e centrado no órgão meio fantasmagórico do Roland Bocquet. A musica dela é espontânea e faz a gente imaginar que a banda está num tipo de ritual oculto para alcançar outro nível de consciência, mas não tem nada disso, não. Digamos que, filosoficamente, ela se aproxima da Pink Floyd no começo da carreira ou da Amon Düül — o resultado musical é que é diferente.
Este é o disco de estréia e reúne músicas acessíveis, cantos sem letras, elementos árabes, muita percussão e aventuras de vanguarda. Depois desse disco três membros saíram mas a banda seguiu em frente com poucas mudanças no som.





Roland Bocquet - órgão Farfisa, piano, glockenspiel, vocal
Alain Geoffroy - piano, charango, ukelele, vocal
Patrick Moulia - guitarra, gaita judaica, chocalho, harmônica, percussão, vocal
Niles Brown - guitarra, violino, guizos, vocal
Yves De Roubaix - guitarra, chocalho, vocal
Charles Eddie - percussão
Charlotte Boutillier - vocal, violino, chocalho, guizos




1 Masq
2 4 Art 6
3 Cantique
4 Tunnel Extatique
5 Masq

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Moving Gelatine Plates - Moving Gelatine Plates (1971)







Essa é uma outra banda que foi influenciada pelo álbum Uncle Meat de Zappa, e pelo We're Only in It For The Money também. Só que a Moving Gelatine Plates não estava lá pelo dinheiro, tanto que teve vida curta e, face ao fraco retorno comercial, seus membros tiveram até que vender os equipamentos. Mas sua presença foi tão importante que esse disco é considerado um dos dez melhores da França.
A MGP nasceu como resultado das revoltas estudantis em maio de 1968. Seus fundadores, Gérard Bertram e Didier Thibault, conheciam-se desde garotos e tinham grande interesse pelo jazz e pelo nascente fusion. Além de Zappa, esses caras admiravam a Soft Machine, a Gong e a Caravan também. Então, a MGP foi a primeira banda fora da Inglaterra a entrar na cena Canterbury. Suas composições são verdadeiros quebra-cabeças ou mosaicos de inúmeros temas musicais. Em 1972 ela lançou mais um excelente disco e dissolveu-se. Trinta e quatro anos depois a MGP se reuniu e lançou mais um.





Maurice Helmlinger - órgão, trompete, flauta, sax soprano, sax tenôr
Gérard Bertram - guitarra, violão, vocal
Didier Thibault - baixo, vocal, violão 12 cordas (1 à 5), guitarra
Gérard Pons - bateria, percussão
Marc Profichet - bateria, vibrafone, xilofone, percussão (6 à 9), sintetizador (6 à 9)
Jean-Jacques Hertz - guitarra (6 à 9)
Dominique Godin - teclados (6 à 9)
Didier Malherbe - sax  (7, 9)
Jean Rubert - sax (6 à 9)




1 London Cab
2 X-25
3 Gelatine
4 Last Song
5 Memories
6 Destruction
7 Tout Autour De Toi
8 Fréquence Nocturne
9 Solaria

domingo, 19 de junho de 2016

Univers Zéro - Hérésie (1979)







Pegue uma porção da Mothers of Invention, aquela variedade de gêneros do período de Uncle Meat, e junte o radicalismo da Henry Cow. Ponha também elementos da música clássica do início do século XX, como Bartok e Stravinsky, agite por uns cinco anos, e você terá Univers Zéro. Ela foi fundada em 1973 por Daniel Denis, um baterista e compositor genial que tinha tocado na banda Arkham e depois foi o segundo baterista da Magma por alguns meses. Ele foi bastante influenciado pelo jazz e pelo erudito, pela King Crimson, Soft Machine e por Frank Zappa. Apesar de todos os seus membros terem origem no jazz, a UZ foi a banda mais erudita do movimento RIO, usando oboé, viola, violino e fagote nos seu solos. Sua música deixou de fora qualquer ideologia política e também todo apelo sentimental, em favor de composições cerebrais. Hérésie é o segundo disco, ligeiramente mais rock que o anterior, mas ainda assim um rock de câmara. Dependendo de como se encare, ouvir UZ pode ou não ser prazeroso, posto que nem foi concebida para ser assim. Naqueles anos em que se pegava, por exemplo, um Rick Wakeman apresentando a lenda do Rei Arthur em patinação no gelo, algo muito radical tinha que ser feito em nome do rock progressivo.




Daniel Denis - bateria, percussão
Roger Trigaux - guitarra, piano, órgão, Harmonium
Michel Berckmans - oboé, fagote
Patrick Hanappier - violino, viola
Guy Segers - baixo, voz
Vincent Motoulle - teclados (4)




1 La Faulx
2 Jack The Ripper
3 Vous Le Saurez En Temps Voulu
4 Chaos Hermétique