quarta-feira, 20 de julho de 2016

Ange - Au-delà du Délire (1974)






Au-delà du Délire é um clássico do rock progressivo. Se no primeiro disco — e um pouco menos no segundo — a Ange poderia ser comparada à Genesis ou à VDGG, nesse terceiro isso já é discutível diante da evolução musical dela. E a evolução aconteceu também na produção e na clareza do som. As melodias são memoráveis, permeadas pelo Mellotron e pelo violino. A Ange é o mais influente grupo sinfônico da França e esse é provavelmente seu melhor momento.



Christian Décamps - vocal, órgão Hammond, piano, hapsichord
Jean-Michel Brézovar - guitarra, violão 12 cordas, bandolim, vocal, flauta
Francis Décamps - órgão Viscount, Mellotron, vocal
Daniel Haas - baixo, violão
Gérard Jelsch - bateria, percussão
com
Henry Loustau - violino (1)
Michel Lefloch - voz (8)
Eric Bibonne - voz (6)



1 Godevin Le Vilain
2 Les Longues Nuits D'Isaac
3 Si J'étais Le Messie 
4 Balade Pour Une Orgie 
5 Exode
6 La Bataille Du Sucre (Inclus: La Colère Des Dieux) 
7 Fils De Lumiere 
8 Au Delà Du Délire 


terça-feira, 19 de julho de 2016

Eider Stellaire - Eider Stellaire 1 (1981)







Esse é um dos melhores discos do movimento Zeuhl, aquele que combina o rock com a música clássica e com o jazz. A Eider Stellaire foi formada em 1980, na França, pelo ótimo baterista Michel Le Bars. É grande a influência da Magma sobre sua música, mesmo porque as duas bandas costumavam se apresentar juntas. O ritmo é frenético e os instrumentos dominantes são o baixo e os teclados, deixando os improvisos para a guitarra. Aliás, o espaço maior dado à guitarra é o diferencial dessa banda, dentro do movimento. Os vocais femininos são muito legais mas não há letras, o que é mais legal ainda. Mais adiante, Michel Le Bars iria se juntar ao Christian Vander, da Magma, na banda Offering.





Jean-Claude Delachat - guitarra
Pierre Gerard-Hirne - piano, piano elétrico, órgão
Véronique Perrault - voz
Patrick Singery - baixo
Michel Le Bars - bateria
com
Marie-Anne Boda - flauta, voz
Michel Moindron - sax



1 Onde
2 Arctis 6e Éphéméride
3 Légende
4 Tetra
5 Nihil
6 Nihil (Version Alternative)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Abus Dangereux - Le Quatrième Mouvement (1980)






Essa é uma banda francesa que vai agradar aqueles que curtem um prog mais orientado pelo jazz e pelo improviso. Ela foi formada em 1977 pelo guitarrista Pierrejean Gaucher e além das influências da cena Canterbury, percebe-se um cruzamento com o movimento Zeuhl, mais precisamente da Magma. As músicas são elaboradas e elegantes, e, diferentemente da maioria das bandas Zeuhl, elas são bem humoradas. 




Pierrejean Gaucher - guitarras
Eric Bono - piano, teclados
Laurent Kzrewina - sax
Sylvie VoiseE - vocal
Caitriona Walsia - vocal
Dan Ken - vibrafone
Nigel Warren Green - cello 
Pascal Gaillard - baixo
 Alain Mourey - bateria
Arnaud Jarlan - percussão




1 Le roy est mort, vive le roy 
2 Le Quatrieme Mouvement
3 Interlude 
4 Funk au Chateau 
5 Theme D'Hiver 
6 Ballade Courte
7 Danse du Paques

domingo, 17 de julho de 2016

Alice - Alice (1970)






Sim, o nome dessa banda foi inspirado no livro de Lewis Caroll, e ela foi uma das melhores da França, apesar de seu som ser incomum, mais parecido com o de bandas britânicas. Uma das razões pode ser o retrospecto de blues-rock que a maioria dos membros tinha. Esse é o primeiro disco dela e foi gravado no estúdio Marquee em Londres. A grande força da banda estava no seu talento para compor e o resultado pode bem ser comparado à Jethro Tull ou Traffic, por seu viés rural. Em 1970 esse álbum disputou a atenção com o primeiro da Magma.




Jean-Pierre Auffredo - oboé, flauta, sax, violino, violão, piano, percussão, vocal
Alain Suzan - órgão, piano, baixo, percussão, vocal
Bruno Besse - guitarra, vibrafone, percussão
Sylvain Duplant - baixo, guitarra, percussão,vocal
Alain "Doudou" Weiss - bateria, percussão, sinos tubulares, vocal




1   Axis
2   Onurb
3   Le Nouveau Monde
4   L'Arbre
5   Valse
6   L'Enfant
7   Extrait Du Cercle :a) Final; b) Theme
8   Venez Jouer I
9   Mexican Song
10 Venez Jouer II
11 Tournez La Page...
12 Fumée Grise Et Marrons Chauds
13 De L'Autre Côté Du Miroir
14 Viens
15 Le Nouveau Monde (Version Single)
16 Que Pouvons-Nous Faire Ensemble?
17 Je Voudrais Habiter Le Soleil
18 II Viendra

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dave Weckl Band - Rhythm Of The Soul (1998)






Usei meus três neurônios para procurar por uma palavra ou expressão bacana para definir Dave Weckl e acabou que dois deles votaram por ficar com o que mais leio por aí: ele é um baterista monstruoso. A reputação dele formou-se já nos primeiros trabalhos, inclusive com a brasileira Eliane Elias, e consolidou-se mundialmente quando Chick Corea o convidou para sua Elektric Band (e a Akoustic também). Durante esse período, Weckl lançou discos solo e participou dos discos de um monte de gente, de Mike Stern à Natalie Cole. Esse é primeiro disco da sua própria banda que inclui músicos de primeiríssima, mas o destaque, além dele próprio, vai para a guitarra de Buzz Feiten.




Dave Weckl - bateria
Jay Oliver - teclados
Buzz Feiten - guitarra
Frank Gambale - guitarras, sítara elétrica
Steve Tavaglione - sax alto, soprano e tenôr
Bob Malach - sax tenôr
Tom Kennedy - baixo acústico e elétrico sem trastes



1   Zone
2   101 Shuffle
3   Mud Sauce
4   Designer Stubble
5   Someone's Watching
6   Transition Jam
7   Rhythm Dance
8   Access Denied
9   Song For Claire
10 Big B Little B
11 Good Night 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Bob Dylan - New Morning (1970)






Esse é o décimo-primeiro disco do Dylan e foi lançado apenas quatro meses depois do Self Portrait, algo que surpreendeu os fãs. É que Self Portrait foi um tremendo fracasso e ele brigou com todos e consigo mesmo para tentar reparar as coisas. A saúde não estava legal, havia rumores de recaída nas drogas, mas ele conseguiu criar um ótimo disco. New Morning vai mais ao rock, ou ao country-rock, que os anteriores e as canções tratam do aconchego do lar e da família, que Dylan tentava proteger das pressões exteriores. Então, ao invés do confronto há a imersão, quase idílica, no seu casamento. E, ao invés do violão, ele está ao piano na maior parte do tempo. Na guitarra está o Buzz Feiten, e este é apenas o segundo disco do qual participou.



Bob Dylan - vocal, violão, guitarra, órgão, piano
Al Kooper - órgão, piano, guitarra, trompa francesa
Buzzy Feiten - guitarra
David Bromberg - guitarra, ressonador Dobro
Ron Corneliu - guitarra
Harvey Brooks - baixo
Charlie Daniels - baixo
Russ Kunkel - bateria
Billy Mundi - bateria
Hilda Harris, Albertine Robinsin, Maeretha Stewart - vocal




1   If Not For You
2   Day Of The Locusts 
3   Time Passes Slowly 
4   Went To See The Gypsy
5   Winterlude
6   If Dogs Run Free
7   New Morning
8   Sign On The Window
9   One More Weekend 
10 The Man In Me 
11 Three Angels 
12 Father Of Night

terça-feira, 12 de julho de 2016

The Butterfield Blues Band - Keep On Moving (1969)







No quinto disco da banda, só mesmo Paul permaneceu da formação original. O som também foi mudando do blues elétrico de Chicago, para um blues-rock psicodélico e então para um blues-rock-soul ou mais-soul-que-rock. O que permaneceu foi a musicalidade de uma grande banda. Keep On Moving veio na esteira da apresentação de Paul Butterfield em Woodstock e também das mudanças trazidas pelo movimento da contracultura. A gravadora Elektra contratou o produtor Jerry Ragovoy para esse projeto. Ele era um compositor e arranjador também, que tinha um estúdio em Nova Iorque apelidado de Hit Factory e, como produtor, era um especialista em Rhythm and Blues. Ragovoy participou ativamente da formação desse novo line-up, principalmente da contratação do saxofonista David Samborn e do jovem guitarrista Buzz Feiten. Hoje, Feiten é um dos mais requisitados guitarristas americanos e vai muito além disso, pois também é um luthier e patenteou seu próprio sistema de afinação. 




Paul Butterfield - harmônica, vocal, flauta
Howard 'Buzz' Feiten - guitarra, órgão, trompa francesa, vocal
Gene Dinwiddie - teclados, guitarra, sax tenôr, flauta, vocal
Ted Harris - piano
Jerry Ragovoy - piano
Fred Beckmeier - baixo
Rod Hicks - baixo, cello, vocal
Phillip Wilson - bateria, vocal
David Sanborn - sax alto
Trevor Lawrence - sax barítono
Keith Johnson - trompete 
Steve Madaio - trompete




1   Love March
2   No Amount Of Loving
3   Morning Sunrise
4   Losing Hand [Charles Calhoun}
5   Walking By Myself [Jimmy Rogers]
6   Except You
7   Love Disease
8   Where Did My Baby Go
9   All In A Day
10 So Far So Good
11 Buddy's Advice
12 Keep On Moving






segunda-feira, 11 de julho de 2016

Willie Dixon with Memphis Slim - Willie's Blues (1959)






Esse disco foi gravado durante uma pequena pausa forçada de Willie e Memphis entre apresentações, enquanto aguardavam o voo para a próxima. Os dois foram a um estúdio em Nova Jersey e convidaram três músicos que só tiveram tempo de afinar os instrumentos. Sem ensaio, direto e em poucas horas. E é isso que faz de Willie's Blues um álbum muito especial. 




Willie Dixon - baixo, vocal
Memphis Slim - piano
Wally Richardson - guitarra
Al Ashby - sax tenôr
Gus Johnson - bateria



1   Nervous
2   Good Understanding
3   That's My Baby
4   Slim's Thing [Memphis Slim]
5   That's All I Want Baby
6   Don't You Tell Nobody
7   Youth To You
8   Sittin' And Cryin' The Blues
9   Built For Comfort
10 I Got A Razor
11 Go Easy [Memphis Slim]
12 Move Me

domingo, 10 de julho de 2016

Perigeo - Abbiamo tutti un blues da piangere (1973)







Todos temos um grito de blues. È vero, mas esse segundo disco da Perigeo pouco tem, ao menos na superfície. O que ele tem é jazz-rock com influências que vão do álbum In a Silent Way do Miles Davis até o shred de John McLaughlin. Não são tão criativos quanto estes mas são muito talentosos. A banda foi formada por Giovanni Tommaso em Roma, no ano de 1971. O primeiro disco chamado Azimut saiu no ano seguinte e foi esnobado pelos puristas de plantão. Então veio uma sequência de três ótimos discos e a Perigeo tornou-se a principal representante do gênero na Itália. Abbiamo tutti... tem bons solos de piano e guitarra, e aí eu destaco o Tony Sidney que nasceu nos Estados Unidos e mudou para a Itália quando era ainda adolescente, sendo admitido no Conservatório de Florença logo em seguida. Hoje em dia ele dedica-se ao violão clássico e é autor do livro Scales and Studies for the Guitar.




Giovanni Tommaso - baixos, vocal
Franco D'Andrea - pinao, piano elétrico
Tony Sidney - guitarra
Claudio Fasoli - sax alto e soprano
Bruno Biriaco - bateria, percussão




1 Non c'é Tempo da Perdere 
2 Déjà Vu 
3 Rituale 
4 Abbiamo Tutti un Blues da Piangere 
5 Country 
6 Nadir 
7 Vento, Pioggia e Sole

quinta-feira, 7 de julho de 2016

However - Sudden Dusk (1981)







Esse quarteto de multi-instrumentistas é da Virginia, se reuniu em 1972 e merecia ter sido melhor tratado pelas gravadoras. A banda só conseguiu gravar esse primeiro disco em 1981 e ele é um dos poucos exemplares de rock progressivo realmente autênticos e criativos lançados naquela década. A However mistura o jazz-rock ao estilo Canterbury com os principais elementos do movimento Rock in Opposition. As composições são complexas, relativamente curtas, e tem aquele toque de humor do Zappa e da Happy The Man. 




Peter Mark Princiotto - vocal, piano, sintetizador, clavinet, baixo, pedais de baixo, kalimba,
autoharp, pizzicato ao violino
Bobby Read - vocal, sax alto, barítono e soprano, log drums, sinos, xylomarimba, piano, glockenspiel, ocarina, clarinete, sintetizadores
Bill Kotapish - guitarras, címbalos, baixo, vocal
Joe "Stellar" Princiotto - bateria, percussão, apitos, sinos, carrilhão, tampa de lata de lixo
com:
Don "Whitz" Berkemeyer - sax tenor e soprano, recorder, assobio, gongo, fagote
Tim Valdes - marimba, xilofone
Gary McAleer - violino
Harold Howland - vibrafone
Annie Gadbois - cello




1   It's Good Fun
2   Hardt
3   In The Aisles
4   Louise Sitting In A Chair
5   Beese
6   Sudden Dusk
7   Lamplight
8   Grandfather Was The Driver
9   Trees For The Forest
10 In The Midst Of Making
11 No Cows