sábado, 6 de agosto de 2016

Steely Dan - The Royal Scam (1976)







No mês passado deveria ter acontecido a segunda edição do Iguape Jazz & Blues Festival. Deveria. Acabou cancelado em cima da hora porque a prefeitura não cumpriu sua parte do contrato. Então, a rede de hospedagem teve que devolver a grana das reservas, os comerciante ficaram com estoques encalhados e o público ficou frustrado. Pra que serve um prefeito mesmo?
A principal atração do festival seria o guitarrista Larry Carlton, que há mais de trinta anos não se apresentava por aqui. Mr. 335 tem uma das mais extensas listas de créditos, além dos próprios álbuns. E de tudo isso eu peguei essa participação dele com a Steely Dan porque o solo que ele fez na faixa Kid Charlemagne foi eleito um dos três melhores da história pela revista Rolling Stone. A Steely Dan é outra banda (ou dupla) que praticamente criou um novo estilo — ela usa metais mas passa longe do jazz-rock; não é rock porque é leve demais; não é pop porque é sofisticada e não é prog porque é meio pop. Sacou? Se bem que este é um álbum quase conceitual porque tudo gira em torno do mesmo personagem.




Donald Fagen - vocal, guitarra, teclados
Walter Becker -  guitarra, baixo
Larry Carlton - guitarra
Dean Parks - guitarra
Denny Dias - guitarra
Elliott Randall - guitarra
Victor Feldman - teclados, percussão
Don Grolnick (Steps Ahead) - teclados
Paul Griffin - teclados
Chuck Rainey - baixo
Bernard Purdie - bateria
Rick Marotta - bateria
Gary Coleman - percussão




1 Kid Charlemagne
2 The Caves Of Altamira
3 Don't Take Me Alive
4 Sign In Stranger
5 The Fez
6 Green Earrings
7 Haitian Divorce
8 Everything You Did
9 The Royal Scam

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Maxophone - Maxophone (1975)







A Maxophone surgiu em 1973, na Lombardia, gravou esse ótimo disco em 75 e desapareceu. Nesse álbum encontra-se um rock sinfônico muito bem arranjado que pegou inspiração no "Threspass" do Genesis, pela dinâmica e pela serenidade, e expandiu bastante a coisa com o classicismo italiano e o jazz num turbilhão que nunca se sabe onde vai dar. Em certos momentos ela se aproxima da King Crimson e, entre suas conterrâneas, se parece com Le Orme e PFM, vagamente. 




Sergio Lattuada - piano, órgão, piano elétrico, vocal
Roberto Giuliani - guitarra, piano, vocal
Leonardo Schiavone - clarinete, sax, flauta
Maurizio Bianchini - corneta, trompete, vibrafone, percussão, vocal
Alberto Ravasini - vocal, baixo, violão
Sandro Lorenzetti - bateria
com
Paolo Rizzi - baixo acústico
Eleonora De Rossi - violino 
Susanna Pedrazzini - violino
Giovanna Correnti - cello
Tiziana Botticini - harpa




1 C'è Un Paese Al Mondo
2 Fase
3 Al Mancato Compleanno Di Una Farfalla
4 Elzeviro
5 Mercanti Di Pazzie
6 Antiche Conclusioni Negre
7 Il Fischio Del Vapore
8 Cono Di Gelato

domingo, 31 de julho de 2016

Floratone - Floratone (2007)






Bill Frisell é um dos meus guitarristas favoritos por vários motivos, entre eles, experimentar. Nesse sentido esses caras foram tão bem que quase criaram um novo tipo de música. Ela foi feita democraticamente por quatro cabeças: Frisell, Chamberlain, o produtor Lee Townsend e o engenheiro de som Tucker Martine. A produção demorou dois anos e começou quando Frisell e Chamberlain gravaram várias jams. Daí por diante tudo foi manipulado, criando atmosferas. Matt Chamberlain é um baterista mais relacionado com o pop fino. Tocou com Bowie, Fiona Apple, Elton John e Tori Amos, entre muitos outros. Tocou com Brad Mehldau também. Os outros músicos convidados são colabores frequentes de Frisell.




Matt Chamberlain - bateria, percussão, loops
Bill Frisell - guitarra, violão, voz, loops
com
Viktor Krauss - baixo acústico e elétrico
Ron Miles - corneta (1, 3, 7, 8)
Eyvind Kang - viola (1, 3, 7, 8)



1  Floratone
2  The Wanderer
3  Mississippi Rising
4  The Passenger
5  Swamped
6  Monsoon
7  Louisiana Lowboat
8  The Future
9  Take a Look
10 Frontiers
11 Threadbare


sexta-feira, 29 de julho de 2016

Joachim Kühn Band - Sunshower (1978)







Joachim Kühn é um dos maiores expoentes da cena jazzística alemã. Ele começou a tocar profissionalmente nos anos 60, e nesse início dedicava-se ao free-jazz. Na década seguinte ele aproximou-se do jazz-rock. Em 1978 o contrato de Jan Akkerman com a gravadora Atlantic não foi renovado, em boa medida pelo alto custo das suas produções, nas quais ele insistia em ter orquestras e tal, mas que não davam retorno nas vendas. Foi quando ele decidiu experimentar outros caminhos e encontrou Kühn. Tudo foi composto por Kühn mas pela presença de Akkerman a coisa saiu mais ao rock.




Joachim Kühn - piano Fender Rhodes, teclados
Jan Akkerman - guitarras
Ray Gomez - sintetizador de guitarra Roland
Tony Newton - baixo
Glenn Symmonds - bateria
Willie Dee - vocal




1 Orange Drive 
2 O.D. 
3 Shoreline 
4 You're Still on My Mind 
5 Midnight Dancer 
6 Short Film for Nicki 
7 Sunshower 
8 Preview 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Hellborg ► Lane ► Selvaganesh - GOOD PEOPLE In Times of Evil (2000)







O virtuoso baixista sueco Jonas Hellborg tirou o título desse álbum e algumas idéias para sua concepção de um livro escrito pela neta do Marechal Tito, o líder que unificou a Iugoslávia com mão de ferro. Após sua morte a nação se desmantelou e essa sua neta presenciou atos praticados por sérvios para salvar bósnios do extermínio, cidadãos comuns pondo a própria vida em risco. Esse é um álbum difícil de classificar e facílimo de se elogiar, da sonoridade à performance. Hellborg foi apresentado aos músicos indianos por John McLaughlin, cujo álbum Mahavishnu o lançou para os holofotes. Desde então ele nutriu uma admiração crescente pela música indiana e o desejo de fundir as coisas, mas de um jeito diferente. E que grande guitarrista foi Shawn Lane! A parceria dele com Hellborg começou em 1994, trabalhando quase sempre em trio com grandes percussionistas como Kofi Baker e Jeff Sipe. Quando faleceu, Lane preparava um álbum com Hellborg e Ginger Baker.
Três músicos de três continentes diferentes e com culturas diferentes. Se me juntarem todas as escrituras, ainda preferirei uma partitura.




Jonas Hellborg - baixo
Shawn Lane - guitarra, violão
Vinayakram Selvaganesh - kanjira, udu, voz
Ustad Sultan Khan - sarangi (4)




1 Aga Of The Ladies
2 Savitri
3 Leal Souvenir
4 Bhakti Ras
5 Who Would You Like To Be?
6 Uma Haimawati

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Van Der Graaf Generator - The Least We Can Do Is Wave To Each Other (1970)







"We're all awash in a sea of blood, and the least we can do is wave to each other." - John Milton





Peter Hammill - vocal, violão, piano (2)
Hugh Banton - órgão, piano
David Jackson - sax, flauta, vocal
Nic Potter - baixo, guitarra
Guy Evans - bateria, percussão
Mike Hurwitz - cello (2)
Gerry Salisbury - corneta (3)




1 Darkness (11/11)
2 Refugees
3 White Hammer
4 Whatever Would Robert Have Said ?
5 Out Of My Book
6 After The Flood
7 Boat Of Millions Of Years
8 Refugees (Single Version)





"Don't listen when you're hustling, because it won't get in your head. Don't listen when you're angry, because you'll smash something. Don't listen when you're depressed, because you'll get more so. Don't listen with any preoccupations, because you'll blow it. And if you're a perpetually angry, depressed hustler with set ideas, don't bother, it wasn't meant for you in the first place." - Peter Hammill

domingo, 24 de julho de 2016

Mahjun - Happy French Band (1977)






Essa banda foi formada em 1970 como Maajun e ela se colocou como um um grupo político radical cujas letras visavam a agitação. Como influências eles tinham a alemã Floh de Cologne, que foi uma das fundadoras do krautrock, e a britânica Henry Cow. E até que o som dela parece um cruzamento dessas duas, quando não fazem uma recriação de canções tradicionais. Como Maajun ela lançou um disco em 1971 e depois que mudou o nome lançou três — este é o último. Com a mudança do nome ela também ficou menos radical e mais acessível, acrescentando um humor que a aproxima de Frank Zappa. É um som muito legal.



Jean-Louis Lefebvre - violino, bandolim, vocal
Daniel Happel - guitarra, vocal
Jean-Pierre Thirault - sax, vocal
Jo Paganini - baixo, vocal
Jean-Pierre Arnoux - bateria, percussão



1 Sec Beurre Cornichon
2 L'Un Dans L'Autre
3 Casse-Moi C'Rock
4 L'Abeille Gratte-Ciel
5 Tango Panache
6 D'Abord D'Ailleurs
7 Glandos

sábado, 23 de julho de 2016

Triangle - Triangle (1970)






A Triangle surgiu em 1967, em Paris, e foi uma das primeiras bandas de rock da França. Ela obteve sucesso comercial com seus singles e sofreu mudanças na sua formação antes de lançar esse primeiro álbum. Dos fundadores, ficaram Fournier e Prevotat. Eles fizeram um bom trabalho instrumental na direção do rock progressivo e o uso do sax e da flauta, mais algumas letras em inglês, permite uma comparação com a Traffic, Spooky Tooth ou com a Procol Harum. Infelizmente, depois desse álbum a banda parece ter cedido às pressões da gravadora para compor músicas mais comerciais e os dois discos que se seguiram a este perderam a consistência.



Gérard Fournier (Papillon) - baixo 
Jean-Pierre Prevotat - bateria
François Jeanneau - sax, flauta, teclados
Marius "Mimi" Lorenzini - guitarra



1   Peut-être demain
2   Left With My Sorrow
3   Blow Your Cool
4   Guerre et Paix
5   M.L. - G.G.
6   Cameron's Complaint
7   Listen People
8   Please
9   Elégie à Gabrielle
10 Golden Screen
11 Blow Your Cool (Short version)
12 Ruido de botas (Spanish version of "Peut-être demain")
13 Peut-être demain (English version)

sexta-feira, 22 de julho de 2016

L' Oeil du Sourd - Un? (2009)






L' Oeil du Sourd formou-se em Nantes, no oeste francês, em 2004. Ela faz uma bela bagunça com o Zeuhl e o Rock In Opposition, ou seja, rock, jazz, rock psicodélico, progressivo e aquele jeito teatral de criar. Alternam-se momentos tensos e complexos com outros de um humor demente à la Monty Phyton. Nesses momentos a vocalista é insana. A banda lançou só esse disco até agora e ele é muito legal. Esse pessoal deu uma boa oxigenada num estilo que a cada dia carece de originalidade.




Hervé Launay - sax, teclados, vocal
Youenn Migaud - guitarra, baixo, vocal
Antoine Tharreau - teclados 
Charlotte Mérand - violino elétrico, vocal
Mathilde Clavier - vocal, flauta, clarinete
Cédric Lucas - bateria, vocal




1 Ods 
2 A C. 
3 Kudjat (tronc) 
4 Deux trains valent mieux qu'un "tu l'auras" 
5 We are the knights who say ni! 
6 Here i am j (h) 
7 Kudjat (cime) 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Space Art - Trip In The Center Head (1977)






O duo Space Art fez uma música eletrônica instrumental que, não se pode negar, é bem parecida com o trabalho de Jean Michel Jarre. Eles lançaram seus dois primeiros discos no ano seguinte ao laçamento do disco "Oxigene" de Jarre". Além disso, o engenheiro desse segundo disco deles, René Ameline, trabalhou bastante com Jarre nos anos 80. O próprio Dominique Perrier trabalhou com Jarre nos anos 80. Eu gosto desse disco, até mais que do Oxigene, porque há uma bateria real. Quase esqueço: a banda é francêsa.




Dominique Perrier - piano, piano Fender Rhodes, órgão Hammond, Polymoog, Minimoog, Clavinet, Mellotron, ARP Odissey, Korg
Roger Rizzitelli - bateria, percussão




1 Speedway
2 Odissey
3 Eyes Shade
4 Watch It
5 L'Obsession D'Archibald
6 Hollywood Flanger
7 Psychosomatique
8 Nous Savons Tout
9 Mélodie Moderne