quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sex - Sex & The End Of My Life (1970 - 71)






Sex foi uma banda de Montreal que no seu primeiro disco fez um hard-rock rudimentar baseado no blues pesado, bem ao estilo do que se fazia na Inglaterra naquela época. Para o segundo disco um saxofonista foi adicionado e o terreno musical ampliou-se — talvêz fosse uma influência da Mothers of Invention, mas só na forma. Os temas das músicas, tanto num como noutro, é que sempre estão ligados ao nome da banda.




Yves Rousseau - guitarra, violão, vocal
Robert Trépanier - vocal, baixo, harmônica, flauta
Serge Gratton - bateria, percussão, xilofone
Pierre (Pedro) Ouellette - sax, sax elétrico, flauta (End Of My Life)



Sex 
1   Scratch My Back 
2   Not Yet 
3   Doctor
4   I Had To Rape Her 
5   Come, Wake Up! 
6   Try 
7   Night Symphony
8   Love Is A Game

The End Of My Life
9   Born To Love
10 I'm Starting My Life Today
11 Emotions 
12. Pleasure 
13 See
14 Syphillissia
15 The End Of My Life

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Pussy - Pussy Plays (1969)







A Pussy tem suas raízes numa banda chamada The Creepers que, em 1967, mudou alguns membros e também mudou seu nome. Ela gravou só esse disco e, na verdade, ele é um projeto do compositor e produtor Danny Beckerman que era  amigo do guitarrista Barry Clark. Beckerman compôs quase tudo sozinho ou em parceria com Clark. Pussy Plays é comumente saudado como um elo de ligação entre o rock psicodélico e o progressivo, algo que se encaixaria na discografia da Pink Floyd pré Atom Heart e tal. É um ótimo disco mas não é tudo isso, não. A Pussy é essencialmente uma banda psicodélica que tem o mérito de usar alguns métodos progressivos como o instrumental forte e as pausas bruscas.




Peter Whiteman - teclados
Barry Clark - guitarra
Dek Boyce - vocal
Jez Turner - baixo
Steve Townsend - bateria




1 Come Back June
2 All Of My Life
3 We Built The Sun
4 Comets
5 Tragedy In F Minor
6 The Open Ground
7 Everybody's Song
8 G. E. A. B.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Eiliff - Girlrls! (1972)






Apesar de ser menos conhecida, a Eiliff foi uma das grandes bandas do Krautrock. Nos seus dois álbuns, ela quebrou as barreiras entre o rock, o jazz e as normas vigentes do prog da época. Suas músicas são predominantemente instrumentais e os vocais são usados como ligação ou quando a ideia não pode ser expressa sem palavras. A banda surgiu em Colonia nos anos 60, numa comunidade artística. Após esse segundo disco, o excelente guitarrista (no dedilhado) de origem persa Houschäng Nejadepour foi para a Guru Guru, e o tecladista Brünninghaus foi tocar com Volker Kriegel. A banda caminhou um pouco mais sob o comando de Detlef Landmann, mas acabou se desfazendo no meio dos anos 70.




Houschäng Nejadepour - guitarra
Rainer Brünninghaus - órgão, piano elétrico
Herbert Kalveram - sax alto e tenôr
Bill Brown - baixo, vocal
Detlef Landmann - bateria, percussão




1 Eve Of Eternity
2 King Of The Frogs
3 Journey To The ''Ego''
4 Girlrls
5 Hallimasch

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Gnidrolog - In Spite of Harry's Toenail (1972)







A Gnidrolog surgiu na Inglaterra em 1969 e seu nome é mais ou menos o sobrenome dos irmãos gêmeos Goldring, dito ao contrário. Ela é uma das bandas mais negligenciadas, muito embora tenha estado totalmente integrada ao cenário progressivo da época. Tocou junto com todo mundo desde a Colosseum, Wishbone Ash e Greenslade à Gentle Giant, Soft Machine, King Crimson e até a Magma. Seus dois discos tem tanta qualidade quanto os de qualquer uma dessas bandas e mais os da Jethro Tull e da Gentle Giant, das quais recebeu influências. Infelizmente, conflitos de personalidade entre seus membros provocaram a saída de Stewart Goldring e Nigel Pegrum e a banda não se sustentou. Esse disco e o subsequente, Lady Lake, foram lançados no mesmo ano.




Colin Goldring - vocal, guitarra, sax tenôr, corneta, harmônica, gravadores
Stewart Goldring - guitarra, vocal
Peter Cowling - baixo, cello
Nigel Pegrum - percussão, flauta, piano, oboé




1 Long Live Man Dead
   a) Long Live Man Dead
   b) Skull
2 Peter
3 Snails
4 Time And Space
5 Who Spoke
6 In Spite Of Harry's Toenail
   a) Goodbye - Farewell - Adieu
   b) Harry's Toenail
7 Snails (Instrumental First Version)

sábado, 13 de agosto de 2016

Phronesis - Green Delay (2009)






Esse trio é uma das atrações do festival Jazz na Fábrica. Ele é liderado pelo baixista dinamarquês Jasper Høiby que é autor de todas as faixas. O pianista é inglês e é influenciado tanto por Keith Jarrett, quanto por Chick Corea. Já o baterista é sueco. Esse é o segundo disco deles que vem colhendo elogios pelo mundo todo, merecidamente. É um jazz realmente moderno, dinâmico e original.




Jasper Høiby - baixo acústico
Ivo Neame - piano
Anton Eger - bateria



1 Abraham's New Gift
2 Blue Inspiration
3 Blackout
4 Green Delay
5 Rue Cinq Diamants
6 Love Song
7 Happy Notes
8 Five Songs Six Words
9 Summersault

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Tony Williams - Angel Street (1988)







Nesta semana começa a 6ª edição do festival "Jazz na Fábrica" do SESC Pompeia, que vai até o fim do mês. Quem abre a série é o trompetista Wallace Roney e eu lembro que os preços praticados pelo SESC são bem camaradas. 
Angel Street é o terceiro álbum que Roney gravou com o baterista Tony Williams. Williams, por sua vez, foi uma das principais forças na criação do fusion mas nos anos 80, após muitos estudos sobre composição, ele retornou ao jazz mainstream. Na época esse quinteto foi formado com músicos muito jovens e Tony, um dos maiores bateristas de todos os tempos, não se sobrepõe em nenhum momento.




Tony Williams - bateria
Mulgrew Miller - piano
Billy Pierce - sax tenôr e soprano
Wallace Roney - trompete
Charnett Moffett - baixo




1 Angel Street
2 Touch Me
3 Red Mask
4 Kiss Me
5 Dreamland
6 Only With You
7 Pee Wee
8 Thrill Me
9 Obsession

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

The Crusaders - Chain Reaction (1975)







A mistura do jazz ao funk começou com a banda Headhunters do Herbie Hancock e chocou os puristas. A The Crusaders, que no início da carreira chamava-se Jazz Cruzaders e era do mainstream, embarcou no jazz-funk-fusion no álbum anterior a este, chamado Southern Comfort, e ela estava no auge da fama. Para ela foi muito natural e fluido pois tinha suas raízes no R&B. Larry Carlton participou da banda de 1971 à 1976 e Chain Reaction foi o último álbum que gravou como membro estável dela. Existe um nível mágico de comunicação entre o quinteto, e de talento individual também. 




Joe Sample - piano Fender Rhodes, clavinet, sintetizador
Wilton Felder - sax, baixo
Larry Carlton - guitarra
Wayne Henderson - trombone
"Stix" Hooper - bateria, percussão




1   Creole
2   Chain Reaction
3   I Felt The Love
4   Mellow Out
5   Rainbow Visions
6   Hallucinate
7   Give It Up
8   Hot's It
9   Sugar Cane
10 Soul Caravan


sábado, 6 de agosto de 2016

Steely Dan - The Royal Scam (1976)







No mês passado deveria ter acontecido a segunda edição do Iguape Jazz & Blues Festival. Deveria. Acabou cancelado em cima da hora porque a prefeitura não cumpriu sua parte do contrato. Então, a rede de hospedagem teve que devolver a grana das reservas, os comerciante ficaram com estoques encalhados e o público ficou frustrado. Pra que serve um prefeito mesmo?
A principal atração do festival seria o guitarrista Larry Carlton, que há mais de trinta anos não se apresentava por aqui. Mr. 335 tem uma das mais extensas listas de créditos, além dos próprios álbuns. E de tudo isso eu peguei essa participação dele com a Steely Dan porque o solo que ele fez na faixa Kid Charlemagne foi eleito um dos três melhores da história pela revista Rolling Stone. A Steely Dan é outra banda (ou dupla) que praticamente criou um novo estilo — ela usa metais mas passa longe do jazz-rock; não é rock porque é leve demais; não é pop porque é sofisticada e não é prog porque é meio pop. Sacou? Se bem que este é um álbum quase conceitual porque tudo gira em torno do mesmo personagem.




Donald Fagen - vocal, guitarra, teclados
Walter Becker -  guitarra, baixo
Larry Carlton - guitarra
Dean Parks - guitarra
Denny Dias - guitarra
Elliott Randall - guitarra
Victor Feldman - teclados, percussão
Don Grolnick (Steps Ahead) - teclados
Paul Griffin - teclados
Chuck Rainey - baixo
Bernard Purdie - bateria
Rick Marotta - bateria
Gary Coleman - percussão




1 Kid Charlemagne
2 The Caves Of Altamira
3 Don't Take Me Alive
4 Sign In Stranger
5 The Fez
6 Green Earrings
7 Haitian Divorce
8 Everything You Did
9 The Royal Scam

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Maxophone - Maxophone (1975)







A Maxophone surgiu em 1973, na Lombardia, gravou esse ótimo disco em 75 e desapareceu. Nesse álbum encontra-se um rock sinfônico muito bem arranjado que pegou inspiração no "Threspass" do Genesis, pela dinâmica e pela serenidade, e expandiu bastante a coisa com o classicismo italiano e o jazz num turbilhão que nunca se sabe onde vai dar. Em certos momentos ela se aproxima da King Crimson e, entre suas conterrâneas, se parece com Le Orme e PFM, vagamente. 




Sergio Lattuada - piano, órgão, piano elétrico, vocal
Roberto Giuliani - guitarra, piano, vocal
Leonardo Schiavone - clarinete, sax, flauta
Maurizio Bianchini - corneta, trompete, vibrafone, percussão, vocal
Alberto Ravasini - vocal, baixo, violão
Sandro Lorenzetti - bateria
com
Paolo Rizzi - baixo acústico
Eleonora De Rossi - violino 
Susanna Pedrazzini - violino
Giovanna Correnti - cello
Tiziana Botticini - harpa




1 C'è Un Paese Al Mondo
2 Fase
3 Al Mancato Compleanno Di Una Farfalla
4 Elzeviro
5 Mercanti Di Pazzie
6 Antiche Conclusioni Negre
7 Il Fischio Del Vapore
8 Cono Di Gelato

domingo, 31 de julho de 2016

Floratone - Floratone (2007)






Bill Frisell é um dos meus guitarristas favoritos por vários motivos, entre eles, experimentar. Nesse sentido esses caras foram tão bem que quase criaram um novo tipo de música. Ela foi feita democraticamente por quatro cabeças: Frisell, Chamberlain, o produtor Lee Townsend e o engenheiro de som Tucker Martine. A produção demorou dois anos e começou quando Frisell e Chamberlain gravaram várias jams. Daí por diante tudo foi manipulado, criando atmosferas. Matt Chamberlain é um baterista mais relacionado com o pop fino. Tocou com Bowie, Fiona Apple, Elton John e Tori Amos, entre muitos outros. Tocou com Brad Mehldau também. Os outros músicos convidados são colabores frequentes de Frisell.




Matt Chamberlain - bateria, percussão, loops
Bill Frisell - guitarra, violão, voz, loops
com
Viktor Krauss - baixo acústico e elétrico
Ron Miles - corneta (1, 3, 7, 8)
Eyvind Kang - viola (1, 3, 7, 8)



1  Floratone
2  The Wanderer
3  Mississippi Rising
4  The Passenger
5  Swamped
6  Monsoon
7  Louisiana Lowboat
8  The Future
9  Take a Look
10 Frontiers
11 Threadbare