sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Mateus Starling - Kairos (2008)







Mateus Starling é um guitarrista brasileiro extremamente talentoso que formou-se na Berklee com láurea em performance. Ele também é professor de guitarra e autor de vídeos instrucionais. Kairos é o seu primeiro disco, gravado ao vivo em estúdio, para incrementar a dinâmica das improvisações, coisa que Mateus diz admirar nos discos mais antigos de jazz. Então, o som é fusion, a guitarra domina, mas o sax tem muito espaço nas faixas em quarteto e a cozinha é de primeira. Você pode comprar esse elogiado CD no site do Mateus, bem como curtir suas dicas e comprar vídeo-aulas. O CD também pode ser encontrado na Freenote Livros.





Mateus Starling - guitarra
Jesse Scheinin - sax tenor
Chris Cabrera - baixo
Pablo Eluchans - bateria
Caio Slonzon - baixo
Edu Nali - bateria





1 Exodus
2 Good Moments  
3 Jericó 
4 Brazilian Funk 
5 Guerreiro 
6 Pai
7 Paçoca 
8 The Ark 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Larry Carlton - Sapphire Blue (2003)








Apesar de jazzista, Mr. 335 tem suas raízes no blues e durante mais de dez anos ele nutriu o desejo de lançar um disco de blues com uma poderosa sessão de metais. Mesmo sem gravar blues, Larry Carlton sempre os incluía nos seus shows, e nesses momentos é que ele sentia maior empatia com o público. A oportunidade veio com a mudança de gravadora. A Bluebird, que pertence à RCA, lhe deu toda liberdade e ele mesmo produziu esse disco. Sapphire Blue é todo permeado por sutis e sentimentais homenagens a B.B. King e Albert King.






Larry Carlton - guitarra
Reese Wynans (Stevie Ray Vaughan & Double Trouble) - órgão Hammond B-3
Matt Rollings - piano elétrico Fender Rhodes
Terry McMillan - harmônica
Jim Horn - sax barítono, arranjos para os metais
Mark Douthit - sax tenor
Chris Dunn - trombone
Steve Patrick - trompete
Michael Rhodes - baixo
Billy Kilson - bateria
Eric Darken - percussão






1 Friday Night Shuffle
2 A Pair Of Kings
3 Night Sweats
4 Sapphire Blue
5 7 For You
6 Slightly Dirty
7 Just An Excuse
8 Take Me Down


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

John Coltrane - Blue Train (1957)








John Coltrane teve uma carreira muito curta, que assim não parece por causa da sua imensa produção, seja solo, seja como acompanhante. Seu vício em heroína certamente atrapalhou bastante — Duke Ellington o demitiu por causa disso. Em 1955 ele foi contratado por Miles Davis, que tinha se livrado do mesmo vício. Miles o demitiu e o recontratou por três vezes, sempre por causa do vício. Nessa época Miles tinha contrato com o selo Prestige e enquanto Coltrane permanecia "demitido", gravava com outros artistas do selo e conseguiu um contrato solo. Em 1957 ele foi tocar com Thelonious Monk e nesse período desenvolveu a técnica de tocar várias notas de uma só vez. Daí veio o contrato com a Blue Note e saiu Blue Train. Ele é um disco de hard bop, como todos os da Blue Note da época, mas a faixa título é um blues, um grande blues de mais de dez minutos.






John Coltrane - sax tenor
Kenny Drew - piano
Curtis Fuller - trombone 
Lee Morgan - trompete
Paul Chambers - baixo
Philly Joe Jones - bateria






1 Blue Train
2 Moment's Notice
3 Locomotion
4 I'm Old Fashioned
5 Lazy Bird
6 Blue Train (Alternate Take)
7 Lazy Bird (Alternate Take)


domingo, 22 de janeiro de 2017

Kenny Burrell - Midnight Blue (1963)







Certa vez B.B. King disse que o jazz é o irmão mais velho do blues. Se um cara toca blues ele está no colégio, mas se começa a tocar jazz é porque passou para a faculdade. Deve-se supor, então, que não se esquece o que se aprendeu antes, e é o que Kenny Burrell faz aqui. Midnight Blue é o seu lançamento mais conhecido pela Blue Note e é a reunião de faixas orientadas pelo blues. Chitlins Con Carne, por exemplo, foi regravada por muitos músicos de blues como Buddy Guy e Stevie Ray Vaughan. Burrell, como sempre, é econômico e preciso, usando as notas não mais do que o necessário. Isso privilegia a melodia e dá espaço aos companheiros, principalmente Turrentine.
Burrell foi guitarrista favorito de Duke Ellington e no encarte tem mais algumas frases dele sobre o blues.





Kenny Burrell - guitarra
Stanley Turrentine - sax tenor
Major Holley Jr. - baixo
Ray Barretto - congas
Bill English - bateria





1 Chitlins Con Carne
2 Mule
3 Soul Lament
4 Midnight Blue
5 Wavy Gravy
6 Gee Baby, Ain't I Good To You
7 Saturday Night Blues
8 Kenny's Sound
9 K Twist

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Bullet - The Entrance To Hell (1970)








The Entrance To Hell é a mesma coisa que o Bulletproof da banda Hard Stuff e também é igual ao disco The Entrance To Hell da banda Daemon; isso porque é a mesma banda afinal. Quando se uniram, Du Cann, Gustafson e Hammond primeiro formaram a Daemon e gravaram algumas faixas. Logo mudaram o nome da banda para Bullet e gravaram mais alumas. A Bullet partiu em turnê abrindo shows para a Deep Purple e, antes de finalizarem o primeiro LP, foram avisados de que havia uma banda com esse mesmo nome nos EUA e que ela poderia processá-los. Daí mudaram o nome para Hard Stuff. As diferenças desse disco para o Bulletproof estão basicamente na mixagem das faixas, em algumas faixas que ficaram de fora e de um vocalista adicional, que acabou dispensado. 






John Du Cann - guitarra, vocal
John Gustafson - baixo, vocal
Paul Hammond - bateria
Al Shaw - vocal, percussão






1   Door Opens
2   Millionaire
3   No Witch at All
4   Taken Alive
5   The Soul That I Had
6   Entrance to Hell
7   The Orchestrator
8   Hell, Demonic Possession
9   Fortunes Told
10 Sinister Minister
11 Jam (The Rock)
12 Time Gambler
13 Monster in Paradise
14 Jay Time
15 Mr Longevity
16 Door Slams
17 Jam (The Taker)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Hard Stuff - Bulletproof (1972)








Este álbum é um clássico do hard rock. A Hard Stuff evoluiu da banda Bullet que tinha John Du Cann e Paul Hammond, vindos da Atomic Rooster, e John Gustfson, vindo da Quatermass. De certa forma, a Hard Stuff foi uma protegida da Deep Purple pois gravou no selo dela, Gillan e Glover colaboraram em uma música e John Gustafson foi tocar com ambos depois. O som da banda é pesado e agressivo e ela gravou mais um disco antes de se separar.





John Du Cann - guitarras e vocal
John Gustafson - baixo e vocal
Paul Hammond - bateria





1 Jay Time 
2 Sinister Minister 
3 No Witch At All 
4 Taken Alive 
5 Time Gambler 
6 Millionaire 
7 Monster In Paradise 
8 Hobo 
9 Mr. Longevity 
10 The Provider
11 Monster In Paradise (early mix)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Gary Moore - Corridors Of Power (1982)








Ian Paice é o único membro que participou de todos os discos da Deep Purple. Durante aquele hiato da banda e depois do disco Saints & Sinners da Whitesnake, ele e o baixista Neil Murray foram tocar com Gary Moore. Eles trabalharam juntos por dois anos e lançaram três discos, sendo Corridors Of Power o primeiro deles. Este é o segundo disco solo de Moore onde predomina o hard rock, mas tem também um pouco de pop e heavy metal. Um vocalista estava escalado para gravar, contudo, a gravadora insistiu para que Moore cantasse, e até que ele acabou se revelando mais que satisfatório. Ao vivo, John Sloman assumiu o microfone. Com essa banda afiadíssima e o virtuosismo indiscutível de Moore, Corridors Of Power é um disco fundamental para quem gosta de guitarra e, ainda mais, para quem quer tocar guitarra. 






Gary Moore - guitarras, vocal
Tommy Eyre (The Aynsley Dunbar Retaliation, Zzebra) - teclados
Neil Murray (National Health, Colosseum II, Black Sabbath) - baixo
Mo Foster (Affinity, Roger Glover) - baixo (5)
Ian Paice - bateria
Bobby Chouinard - bateria (6)
com:
Jack Bruce - vocal (6)






1 Don't Take Me For A Loser
2 Always Gonna Love You
3 Wishing Well
4 Gonna Break My Heart Again
5 Falling In Love With You
6 End Of The World
7 Rockin' Every Night
8 Cold Hearted
9 I Can't Wait Until Tomorrow

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lord Sutch and Heavy Friends - Hands of Jack the Ripper (1972)








Ritchie Blackmore tocou várias vezes com Lord Sutch entre 1962 e 1967. Na primeira audição, para a banda Lord Sutch & The Savages, ele disputou o lugar com Pete Townshend, mas quem acabou levando foi Roger Mingay, por ser mais velho e experiente — Blackmore tinha uns 15 ou 16 anos nessa época. Mais adiante, Jimmy Page e Jeff Beck também tocariam com Sutch.
Sutch era um cara que não primava pelo talento musical, por isso mesmo suas bandas tocavam covers de Little Richard, Elvis e Jerry Lee Lewis. A grande sacada dele foi aproveitar uma fadiga no estilo comportado da época para atacar com uma imagem extremamente teatral e irreverente. Ele foi um dos primeiros a aparecer com cabelos muito compridos e usando as mais diversas indumentárias. Logo ele adotou o nome de "Screaming Lord Sutch", uma corruptela de Screaming Jay Hawkins. Com todo o fuzuê, ele acabou atraindo não só o público, mas muitos músicos de talento. Blackmore declarou que aprendeu muito com ele sobre presença no palco, mas que o início foi penoso: Na banda Lord Sutch & The Savages ele teve que vestir-se com peles. Envergonhado, Ritchie se escondia no meio dos amps e Sutch o arrastava de volta à frente.
Nesse disco, Lord Sutch reuniu alguns dos muitos ilustres companheiros de maluquice. Nick Simper também está aí creditado como Nick "Sampler". Pelo line-up já se percebe que, embora não haja nada de novo, a musicalidade é incrível. Na dupla de bateristas, Carlo Little deu aulas a Keith Moon, que o idolatrava.






Lord Sutch - vocal
Ritchie Blackmore - guitarra
Matthew Fisher (Procol Harum) - órgão, piano
Victor Brox (Aynsley Dunbar Retaliation, Graham Bond) - vocal
Annette Brox (Sweet Pain, Alexis Korner) - vocal
Brian Keith - vocal, trombone
Sid Phillips - sax
Noel Redding (Experience) - baixo
Nick Simper - baixo
Keith Moon (The Who) - bateria
Carlo Little (Savages) - bateria






1 Gotta Keep A-Rocking 
2 Roll Over Beethoven 
3 Country Club 
4 Hands Of Jack The Ripper
5 Good Golly Miss Molly 
6 Great Balls Of Fire 
7 Bye bye Johnny/Johnny B. Goode
8 Tutti Futti Medlley: 
   a. Long Tall Sally 
   b. Jenny Jenny 
   c. Keep A-Knockin
   d. Jenny Jenny
   e. Tutti Frutti

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Green Bullfrog - The Green Bullfrog Sessions (1972)








No comecinho de 1970, a Deep Purple estava na sua segunda formação e tinha o histórico álbum In Rock praticamente pronto quando a gravadora Tetragrammaton quebrou. Os caras ficaram no mato sem cachorro pois ainda tinham contrato com ela, tinham ações dela e não veriam um tostão. O jeito seria ela ser comprada por outra, e foi o que começaram a negociar. Por causa disso, o lançamento do álbum foi comprometido e a turnê, que já estava agendada, foi adiada. Então, Derek Lawrence, o antigo produtor da banda, teve a ideia de reunir músicos com os quais já tinha trabalhado numa super sessão e aproveitou a ociosidade de Blackmore e Paice. Um disco foi acertado com a gravadora Decca e todos os músicos usaram apelidos, tanto para evitar algum eventual problema de contrato, quanto para aumentar o mistério e fazer uma autopromoção. Dessa forma, Big Jim Sullivan, que foi tutor de Blackmore, ficou como "Boss"; Tony Ashton que era chegado numa birita é o Bevy (de beverage); e por aí vai. Tudo ficou envolto em mistério e rumores até 1976, quando Blackmore esclareceu tudo para a revista Guitar Player. 
As músicas são versões infectadas pelo blues-rock de clássicos do rock, mais duas originais de Lawrence, e tudo foi gravado em dois dias no estúdio Kingsway em Londres. 





Ritchie Blackmore (Boots) - guitarra
Tony Ashton (Bevy) (Chicken Shack, Family) - teclados
Ian Paice (Speedy) - bateria
Big Jim Sullivan (Boss) - guitarra 
Earl Jordan (Jordan) (Jodo) - vocal 
Albert Lee (Pinta) (Heads Hands & Feet) - guitarra 
Chas Hodges (Sleepy) (Heads Hands & Feet) - baixo
Matthew Fisher (Sorry) (Procol Harum) - teclados
Rod Alexander (Vicar) (Blackwater Junction, Jodo) - teclados





1 Ain't Nobody Home 
2 Bullfrog 
3 Walk A Mile In My Shoes 
4 My Baby Left Me 
5 Makin' Time 
6 Lawdy Miss Clawdy 
7 I'm A Free Man 
8 Lovin' You Is Good For Me Baby 
9 I Want You 
10 Louisiana Man 
11 Who Yo You Love 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Captain Beyond - Sufficiently Breathless (1973)







E o Rod Evans? Depois de chutado da Deep Purple ele foi para a Califórnia e fundou a Captain Beyond com ex-membros da Iron Butterfly mais o ex-baterista de Johnny Winter, Bobby Caldwell. O primeiro disco é memorável e este segundo álbum também é muito bom, mas diferente. Bobby Caldwell saiu e o som não é tão pesado nem psicodélico. É mais acústico e um pouco influenciado por música latina e pelo rock progressivo. Depois dele, a banda se separou e Rod Evans mudou tudo na vida: ele tornou-se paramédico num hospital. Um belo dia uns empresários mau-caráter chegaram para ele e propuseram montar uma banda com o nome de... New Deep Purple. Esses mesmos caras já haviam sido processados por John Kay por também terem criado uma Steppenwolf falsa e, mesmo assim, Rod Evans topou. Pior que isso, os caras fizeram a coisa de um jeito que apenas Evans poderia ser responsabilizado. E foi. Ritchie Blackmore e seus empresários foram com tudo e condenaram Evans a pagar uma indenização de mais de 700 mil dólares; dinheiro que Evans não tinha e nunca terá. 





Rod Evans - vocal
Rhino (Larry Reinhardt) - guitarra, slide, violão
Reese Wynans (Stevie Ray Vaughan & Double Trouble) - piano elétrico e acústico
Paul Hornsby - órgão (5)
Lee Dorman - baixo
Marty Rodriguez - bateria, vocal
Guille Garcia - percussão





1 Sufficiently Breathless
2 Bright, Blue Tango
3 Drifting In Space
4 Evil Men
5 Starglow Energy
6 Distant Sun
7 Voyages Of Past Travellers
8 Everything's A Circle