sábado, 11 de março de 2017

Peter Hammill & Guy Evans - Spur of the Moment (1988)







Esse é um álbum um tanto obscuro com a colaboração entre dois membros da Van Der Graaf Generator. Muitas vezes ele é somado à discografia do Hammill mas as composições são dos dois, igualmente. Melhor dizendo, composições não, apenas improvisações. Segundo o próprio encarte, foram definidos os instrumentos e alguns temas, daí por diante saiu o que saiu. Ainda melhor dizendo, instrumentos nem tanto, e sim sequenciadores e samplers na maioria. Para elevar o experimentalismo a um nível que o fã da VDGG não está acostumado, Hammill, que é aclamado por seus dotes vocais, não abre a boca. É um álbum legal que divide opiniões.





Peter Hammill - guitarra semi-acústica Washburn, piano, piano Roland MKS 20/80, sintetizador Akai MX73 MIDI, Yamaha DX7, samplers  Akai & Emax, módulos Roland Super Jupiter
Guy Evans - bateria, percussão eletrônica Roland Octapad, samplers





1   Sweating It Out
2   Surprise/Little Did He Know
3   Without A Glitch
4   Anatol's Proposal
5   You Think Not?
6   Multiman
7   Deprogramming Archie
8   Always So Polite
9   An Imagined Brother
10 Bounced
11 Roger And Out


quinta-feira, 9 de março de 2017

Polyphony - Without Introduction (1971)








Essa foi uma banda norte-americana que, depois de gravar esse disco, permaneceu esquecida até bem pouco tempo. A reedição desse único álbum dela em CD não faz justiça à qualidade das suas músicas. A gente encontra uma porção de boas influências no som dela, desde a vanguarda da King Crimson, passando pelo prog sinfônico da Genesis, o órgão bombástico da ELP, até a percussão latina à la Santana. A mistura disso tudo acabou tendo um resultado bastante original.





Glenn Howard  - vocal, guitarra, slide
Craig Massey - vocal, órgão, Moog
Martin Ruddy - baixo, vocal
Christopher Spong - bateria
Chatty Cooper - bateria, percussão





1 Juggernaut
2 40 Second Thing In 39 Seconds
3 Ariel's Flight:
   a. Gorgons Of The Glade
   b. The Oneirocritic Man
   c. The Frog Prince
4 Crimson Dagger

terça-feira, 7 de março de 2017

Dan Ar Bras - Douar Nevez (1977)








Dan Ar Bras é um guitarrista francês que tocou na Fairport Convention em 1976. Esse é o primeiro disco solo dele, excelente, e que não se encaixa numa classificação simplista. Obviamente a base é folk e celta, mas ele transcende gêneros. O som alterna entre momentos fortes com a guitarra e idílicos com os sintetizadores, piano e gaitas.






Dan Ar Bras - guitarra, violão
Benoît Widemann (Magma) - piano elétrico, piano, órgão, sintetizadores
Patrig Molard - flautas, gaitas de fole
Emmanuelle Parrenin - hurdy gurdy
Dave Pegg (Fairport Convention, Jethro Tull) - baixo
Michel Santangeli - bateria
Marc Chantereau - percussão






1   Intro
2   Retour De Guerre
3   Naissance De Dahud
4   Mort Et Immersion De Malguen Fin Du Voyage
5   Naissance De La Ville
6   Morvac'h (Cheval De La Mer)
7   Orgies Nocturnes
8   L'Ennui Du Roi
9   Les Forces Du Mal
10 L'Appel Du Sage
11 Submersion De La Ville
12 Douar Nevez (Terre Nouvelle)


segunda-feira, 6 de março de 2017

Still Life - Still Life (1971)








Still Life é uma obscura banda do interior da Inglaterra, formada em 1969 e encerrada em 1971, logo após o lançamento desse disco pela Vertigo. O som dela é um proto-prog dominado pelo órgão. Ele às vezes é agressivo, aproximando-se do hard-rock, mas no geral é focado em ótimas melodias muito bem executadas. A arte da capa do LP é bem interessante pois, ao se abrir o álbum as flores revelam um crânio. Nessa versão em CD o sentido se perdeu.






Martin Cure - vocal, flauta
Terry Howells - órgão Hammond
Graham Amos - baixo
Alan Savage - bateria






1 People In Black 
2 Don't Go 
3 October Witches 
4 Love Song No. 6 (I'll Never Love You Girl) 
5 Dreams 
6 Time 









sexta-feira, 3 de março de 2017

Muddy Waters - The Muddy Waters Woodstock Album (1975)








Antes de mais nada, esse disco não tem nada a ver com o festival e sim com a cidade. É que a iniciativa de gravar esse álbum foi do ex-baterista da The Band, Levon Helm, e ele não só morava em Woodstock, como montou um estúdio lá em sociedade com o compositor e produtor Henry Glover. Para inaugurar, eles convidaram Muddy. E nada como estrear ganhando um Grammy. Pudera, a produção foi mesmo caprichada. Além do talento de Helm na bateria, Garth Hudson, outro ex-The Band, assumiu o órgão. Fred Carter foi membro da The Hawks, banda que originou a The Band. Pinetop e Margolin eram acompanhantes de Muddy e Paul Butterfield já era mito. 






Muddy Waters - vocal e guitarra
Pinetop Perkins - piano, vocal (4, 8)
Paul Butterfield - harmônica
Bob Margolin - guitarra
Garth Hudson - órgão, acordeon, sax
Howard Johnson - sax
Fred Carter - baixo, guitarra
Levon Helm - bateria e baixo





1 Why Are People Like That   
2 Going Down To Main Street  
3 Born With Nothing   
4 Caldonia  
5 Funny Sounds  
6 Love, Deep As The Ocean  
7 Let The Good Times Roll   
8 Kansas City   
9 Fox Squirrel   

quinta-feira, 2 de março de 2017

Josh White - Free and Equal Blues (1998)








No geral o blues fala de coisas simples: um amor perdido, as agruras no trabalho, a pobreza, o bullying que um filho sofreu depois de chorar durante a exibição de um filme na escola (música de Walter Trout) e até uma dor nas costas. Mas ele também foi instrumento de protesto e Josh White foi o grande expoente dessa vertente. A carreira dele divide-se em duas partes. A primeira está nas Carolinas, onde ele serviu de guia para uma série de guitarristas cegos, como Blind Blake e Blind Joe Taggart, por exemplo. Nessa lida, ele próprio acabou se tornando um guitarrista virtuoso. A segunda parte se deu em Nova York, nos anos 40. Com sua voz potente e límpida ele tornou-se porta voz e ativista na luta pelos direitos civis, ao lado de Leadbelly, Sonny Terry e Brownie McGhee. Suas apresentações eram carregadas de dramaticidade que cativavam a platéia e facilitavam a difusão das suas ideias. Nesse período ele chegou a tocar na Casa Branca para Roosevelt e duas décadas depois ele também tocou para Kennedy. No intervalo entre uma e outra houve dois hiatos: Um quando ele se acidentou e perdeu os movimentos de uma mão, recuperados depois de cinco anos de exercícios. O outro foi durante o macartismo, quando ele passou a se apresentar quase que somente na Europa. Josh White faleceu em 1969 e seu filho Josh Jr. continuou com seu legado. 
A faixa 2 desse disco ficou muito famosa na versão de uma banda cujo nome me fugiu, que tinha um guitarrista... aquele... um dos que tocaram na Yardbirds e que trocou sua Les Paul por uma Danelectro nessa performance... Enfim, daquela banda cujos quatro carinhas se puseram como autores dessa música. Coisa feia.






1   One Meat Ball
2   In My Time Of Dying (gospel tradicional)
3   Free And Equal Blues
4   Number 12 Train
5   Jim Crow
6   Landlord
7   Betty And Dupree
8   Trouble
9   Beloved Comrade
10 Hold On
11 Jelly Jelly
12 When I Lay Down
13 The House I Live In
14 Fuhrer
15 Minute Man
16 Take A Gal Like You
17 Whatcha Gonna Do
18 Don't Lie Buddy [voz e violão: Leadbelly]
19 Motherless Children
20 No More Blues (No More Bread Lines)
21 Mean Mistreatin' Woman [Leroy Carr]
22 Freedom Road
23 Miss Otis Regrets
24 Careless Love
25 T B Blues
26 Outskirts Of Town

sábado, 25 de fevereiro de 2017

No-Man - Together We're Stranger (2003)








Este foi o último disco que a No-Man lançou. Aliás, que a dupla Wilson/Bowness lançou. Eles começaram essa parceria lá no final dos anos 80 quando Wilson tinha apenas 19 anos e Bowness tinha 22. Há vários gêneros misturados aqui, e o fio condutor é a Ambient Music. Quem gosta da Porcupine Tree vai reconhecer algumas harmonizações vocais, mas, em comum, só isso mesmo. Together Were Stranger é calmo e relaxante. É um pouco melancólico até, mas muito bonito.






Steven Wilson - vários instrumentos
Tim Bowness - vocal 
Roger Eno  - Harmonium
David Picking - eletrônicos, percussão, trompete
Michael Bearpark - guitarra solo (1)
Ben Castle - clarinete, flauta  
Peter Chilvers - baixo
Stephen Bennett - órgão, címbalo






1 Together We're Stranger 
2 All the Blue Changes 
3 The City in a Hundred Ways 
4 Things I Want to Tell You 
5 Photographs in Black and White
6 Back When You Were Beautiful 
7 The Break-Up for Real 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

The Orb featuring David Gilmour - Metallic Spheres (2010)








Se na FFWD a The Orb pegou a onda do Robert Fripp, em Metallic Spheres tem David Gilmour viajando no espaço da The Orb. Tem um pouco de putz-putz e tem um bate-estaca num trecho curto. Mas tem David Gilmour.
Tudo começou quando Gilmour convidou Alex Paterson para trabalharem juntos num projeto beneficente, baseado numa versão para a música Chicago do Graham Nash — Paterson já tinha retrabalhado várias músicas da Pink Floyd. Coube a Youth criar um remix. Aí rolou uma química entre eles e o trabalho foi avançando até terem um álbum completo. Metallic Spheres consiste em duas faixas, cada qual com cinco movimentos e a guitarra psicodélica do Gilmour passeia do início ao fim. Mas é Gilmour quem dá musicalidade aos sons da The Orb. Eu encaro esse como um disco experimental e acho uma viajem bem legal. Esse disco foi lançado no Brasil, em um digipack caprichado, e ainda é encontrado por um preço bom em várias lojas virtuais. 






David Gilmour - guitarra, lap steel, vocal
Alex Paterson - teclados, pick-ups, manipulação sonora
Youth (Martin Glover) - baixo, teclados, programação
Tim Bran - teclados, programação
Marcia Mello - violão 
Dominique Le Vac - vocal






   Metallic Side:
a Metallic Spheres
b Hymns To The Sun (Graham Nash)
c Black Graham (Marcia Mello)
d Hiding In Plain View (Tim Bran)
e Classified

   Spheres Side:
a Es Vedra
b Hymns To The Sun (Reprise)
c Olympic
d Chicago Dub (Graham Nash)
e Bold Knife Trophy

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

FFWD►► - FFWD►► (1994)








Ou Robert Fripp & The Orb
The Orb foi pioneira da "ambient house" e foi formada por Alex Paterson em 1988. Paterson era um roadie que foi influenciado pela house music surgida em Chicago. Esse é um gênero que degenerou-se muito, mas lá no começo ele se caracterizava pelo compasso 4/4 e pelo uso da drum machine e dos sequenciadores Roland TR e TB. Paterson foi trabalhar na EG Records, selo que abrigava Brian Eno e a King Crimson. Então, a aproximação foi óbvia. Quando se deu e como, eu não sei. A The Orb passou por diversas formações e essa parece ser a mais famosa. Digo isso porque não me interessei pela The Orb em si, ou mesmo nas colaborações dela com o guitarrista Steve Hillage, de quem sou admirador. 
FFWD são as iniciais dos carinhas e também é uma referência àquela tecla de avanço. Sacou? Não é putz-putz nem bate-estaca. Esse álbum combina a estratégia das soundscapes de Fripp com esse lado de pesquisa sonora bem intencionada da house music, de um jeito que não se faz mais há muito tempo.






Robert Fripp - guitarra e midis
Thomas Fehlmann - eletrônicos
Kris Weston (Thrash) - eletrônicos
DAR (Duncan Alexander Robert) Paterson - efeitos eletrônicos
Hasson Ramsey - percussão (5)







1  Hidden  
2  Lucky Saddle  
3  Drone  
4  Hempire  
5  Colossus  
6  What Time Is Clock  
7  Can of Bliss  
8  Elevenses  
9  Meteor Storm  
10 Buckwheat and Grits  
11 Klangtest  
12 Suess Wie Eine Nuss  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Robert Fripp - At the End of Time - Churchscapes, Live in England & Estonia 2006








Os experimentos do Fripp e do Brian Eno com o "tape delay" levaram ao que ficou conhecido como Frippertronics. Na prática, é uma coisa tosca que meu amigo Lico já fazia com dois gravadores Akai 4000 DB no início dos anos 80. É claro que o que estou dizendo é uma heresia porque o que interessa é o que está nas fitas, quem criou aquilo que foi gravado e como é essa criação. No caso das fitas do Licão, elas tinham Fool's Overture do Supertramp. Nos anos 90, Fripp apresentou suas soundscapes como uma busca de autoconhecimento ou coaching da vida. Há quem critique dizendo que um disco desagua em outro e que tudo é muito parecido. Não é assim — apague a luz e verá. 
Neste aqui, Fripp encontrou as salas de concerto perfeitas para seus novos sons e improvisações: foram escolhidas diversas igrejas pela Inglaterra e Estonia. At the End of Time é um outro nível na Ambient Music e é um convite à introspecção. Já que aquela merda de Carnaval começou, fica a dica.






Robert Fripp - Fernandes Custom Gold, Roland GR-1 Guitar Synth, Eventide Eclipse, Rocktron MIDI Raider, Boss Expression pedals, Korg Taktile and iPad






1   Threshold Bells: St. Paul's
2   At The End Of Time: St. Paul's
3   Evensong: Tallinn
4   Evensong Coda: Tallinn
5   At The End Of Time: Broad Chalke
6   Evensong: Viljandi
7   Evensong Coda: Viljandi
8   Future Shift: Haapsalu
9   Evensong: Haapsalu
10 Evensong Coda: Haapsalu