quarta-feira, 15 de março de 2017

Hiram Bullock Band - Manny's Car Wash (1996)








Hiram Bullock é japonês. É sério, o cara nasceu lá. Ele aprendeu a tocar piano, sax e baixo antes da guitarra. Aí, ele foi aluno de Pat Metheny e Jaco Pastorius. Quer mais? Ele tocou com Miles Davis. Tocou também com Carla Bley e mais um monte de gente, meio mundo do fusion. Nesse álbum ele e os parceiros se divertem no extinto clube Manny's Car Wash de Nova Iorque, tocando clássicos óbvios. Eles não acrescentam nada a eles e nem precisariam. Will Lee e Clint De Ganon também tem um respeitável currículo cada. Lee, aliás, é mais conhecido por ter tocado na banda do programa do David Letterman, na qual o Bullock também tocou. O programa, como sabem, também foi extinto. O que não pode ser extinto, é a nossa versão de Car Wash, a Lava Jato. Vida longa à Lava Jato! 





Hiram Bullock - guitarra, vocal principal
Will Lee - baixo, vocal
Clint De Ganon - bateria, vocal
com:
Hugo Fattoruso - teclados
Terry Weiss - teclados





1  I Can't Get Next To You
2  I Shot The Sheriff (Bob Marley)
3  Little Wing (Jimi Hendrix)
4  Got To Give It Up (Marvin Gaye)
5   Angelina
6   Bean Burrito
7   Red House (Jimi Hendrix)
8   All Along The Watchtower (Bob Dylan)
9   Dear Prudence (/Lennon/McCartney)
10 Window Shoppin'
11 Higher Ground (Stevie Wonder)


terça-feira, 14 de março de 2017

Lenny White - Venusian Summer (1975)








Lenny White começou sua carreira solo com esse disco, quando ainda era membro da Return to Forever. Se a RTF já não fosse um grande endosso para o rapaz, lembro que ele tocou com Miles Davis no álbum Bitches Brew e no Caravanserai da Santana. Venusian Summer foi uma injeção de ânimo num gênero que já apresentava fadiga de materiais. Ele fundiu ainda mais funk e ao mesmo tempo aproximou a música do rock progressivo, ao seu modo. Falando em endossos, e a lista de músicos, hein? 





Lenny White - bateria, Wandering Clavinet, Minimoog, Eu Synthesizer, ARP 2600, baixo, tímpano, Snare Drum B1, Roto-Toms, triangulo, gongo, marimba, címbalo suspenso
Larry Coryell - guitarra (6)
Al DiMeola - guitarra (6)
Raymond Gomez - guitarra rítmica (1, 5)
Doug Rodrigues - guitarra (1, 2, 5)
Jimmy Smith - órgão (1)
Larry Young - órgão (5)
David Sancious - Minimoog, órgão
Peter Robinson (Quatermass, Brand X) - Clavinet, Minimoog 
Weldon Irvine - órgão (2) 
Onaje Allan Gumbs - piano elétrico, piano, Clavinet, Mellotron, órgão (2, 3, 5, 6)
Tom Harrel - Minimoog, flugelhorn 
Patrick Gleeson - Eu Synthesizer, ARP 2600, Minimoog Hubert Laws  -  flauta
Doug Rauch (Santana) - baixo
Dennis MacKay - gongo





1 Chicken-Fried Steak 
2 Away Go Troubles (Down The Drain) 
3 The Venusian Summer Suite: 
     Part 1. Sirenes 
     Part 2. Venusian Summer 
4 Prelude To Rainbow Delta 
5 Mating Drive
6 Prince Of The Sea 

sábado, 11 de março de 2017

Peter Hammill & Guy Evans - Spur of the Moment (1988)







Esse é um álbum um tanto obscuro com a colaboração entre dois membros da Van Der Graaf Generator. Muitas vezes ele é somado à discografia do Hammill mas as composições são dos dois, igualmente. Melhor dizendo, composições não, apenas improvisações. Segundo o próprio encarte, foram definidos os instrumentos e alguns temas, daí por diante saiu o que saiu. Ainda melhor dizendo, instrumentos nem tanto, e sim sequenciadores e samplers na maioria. Para elevar o experimentalismo a um nível que o fã da VDGG não está acostumado, Hammill, que é aclamado por seus dotes vocais, não abre a boca. É um álbum legal que divide opiniões.





Peter Hammill - guitarra semi-acústica Washburn, piano, piano Roland MKS 20/80, sintetizador Akai MX73 MIDI, Yamaha DX7, samplers  Akai & Emax, módulos Roland Super Jupiter
Guy Evans - bateria, percussão eletrônica Roland Octapad, samplers





1   Sweating It Out
2   Surprise/Little Did He Know
3   Without A Glitch
4   Anatol's Proposal
5   You Think Not?
6   Multiman
7   Deprogramming Archie
8   Always So Polite
9   An Imagined Brother
10 Bounced
11 Roger And Out


quinta-feira, 9 de março de 2017

Polyphony - Without Introduction (1971)








Essa foi uma banda norte-americana que, depois de gravar esse disco, permaneceu esquecida até bem pouco tempo. A reedição desse único álbum dela em CD não faz justiça à qualidade das suas músicas. A gente encontra uma porção de boas influências no som dela, desde a vanguarda da King Crimson, passando pelo prog sinfônico da Genesis, o órgão bombástico da ELP, até a percussão latina à la Santana. A mistura disso tudo acabou tendo um resultado bastante original.





Glenn Howard  - vocal, guitarra, slide
Craig Massey - vocal, órgão, Moog
Martin Ruddy - baixo, vocal
Christopher Spong - bateria
Chatty Cooper - bateria, percussão





1 Juggernaut
2 40 Second Thing In 39 Seconds
3 Ariel's Flight:
   a. Gorgons Of The Glade
   b. The Oneirocritic Man
   c. The Frog Prince
4 Crimson Dagger

terça-feira, 7 de março de 2017

Dan Ar Bras - Douar Nevez (1977)








Dan Ar Bras é um guitarrista francês que tocou na Fairport Convention em 1976. Esse é o primeiro disco solo dele, excelente, e que não se encaixa numa classificação simplista. Obviamente a base é folk e celta, mas ele transcende gêneros. O som alterna entre momentos fortes com a guitarra e idílicos com os sintetizadores, piano e gaitas.






Dan Ar Bras - guitarra, violão
Benoît Widemann (Magma) - piano elétrico, piano, órgão, sintetizadores
Patrig Molard - flautas, gaitas de fole
Emmanuelle Parrenin - hurdy gurdy
Dave Pegg (Fairport Convention, Jethro Tull) - baixo
Michel Santangeli - bateria
Marc Chantereau - percussão






1   Intro
2   Retour De Guerre
3   Naissance De Dahud
4   Mort Et Immersion De Malguen Fin Du Voyage
5   Naissance De La Ville
6   Morvac'h (Cheval De La Mer)
7   Orgies Nocturnes
8   L'Ennui Du Roi
9   Les Forces Du Mal
10 L'Appel Du Sage
11 Submersion De La Ville
12 Douar Nevez (Terre Nouvelle)


segunda-feira, 6 de março de 2017

Still Life - Still Life (1971)








Still Life é uma obscura banda do interior da Inglaterra, formada em 1969 e encerrada em 1971, logo após o lançamento desse disco pela Vertigo. O som dela é um proto-prog dominado pelo órgão. Ele às vezes é agressivo, aproximando-se do hard-rock, mas no geral é focado em ótimas melodias muito bem executadas. A arte da capa do LP é bem interessante pois, ao se abrir o álbum as flores revelam um crânio. Nessa versão em CD o sentido se perdeu.






Martin Cure - vocal, flauta
Terry Howells - órgão Hammond
Graham Amos - baixo
Alan Savage - bateria






1 People In Black 
2 Don't Go 
3 October Witches 
4 Love Song No. 6 (I'll Never Love You Girl) 
5 Dreams 
6 Time 









sexta-feira, 3 de março de 2017

Muddy Waters - The Muddy Waters Woodstock Album (1975)








Antes de mais nada, esse disco não tem nada a ver com o festival e sim com a cidade. É que a iniciativa de gravar esse álbum foi do ex-baterista da The Band, Levon Helm, e ele não só morava em Woodstock, como montou um estúdio lá em sociedade com o compositor e produtor Henry Glover. Para inaugurar, eles convidaram Muddy. E nada como estrear ganhando um Grammy. Pudera, a produção foi mesmo caprichada. Além do talento de Helm na bateria, Garth Hudson, outro ex-The Band, assumiu o órgão. Fred Carter foi membro da The Hawks, banda que originou a The Band. Pinetop e Margolin eram acompanhantes de Muddy e Paul Butterfield já era mito. 






Muddy Waters - vocal e guitarra
Pinetop Perkins - piano, vocal (4, 8)
Paul Butterfield - harmônica
Bob Margolin - guitarra
Garth Hudson - órgão, acordeon, sax
Howard Johnson - sax
Fred Carter - baixo, guitarra
Levon Helm - bateria e baixo





1 Why Are People Like That   
2 Going Down To Main Street  
3 Born With Nothing   
4 Caldonia  
5 Funny Sounds  
6 Love, Deep As The Ocean  
7 Let The Good Times Roll   
8 Kansas City   
9 Fox Squirrel   

quinta-feira, 2 de março de 2017

Josh White - Free and Equal Blues (1998)








No geral o blues fala de coisas simples: um amor perdido, as agruras no trabalho, a pobreza, o bullying que um filho sofreu depois de chorar durante a exibição de um filme na escola (música de Walter Trout) e até uma dor nas costas. Mas ele também foi instrumento de protesto e Josh White foi o grande expoente dessa vertente. A carreira dele divide-se em duas partes. A primeira está nas Carolinas, onde ele serviu de guia para uma série de guitarristas cegos, como Blind Blake e Blind Joe Taggart, por exemplo. Nessa lida, ele próprio acabou se tornando um guitarrista virtuoso. A segunda parte se deu em Nova York, nos anos 40. Com sua voz potente e límpida ele tornou-se porta voz e ativista na luta pelos direitos civis, ao lado de Leadbelly, Sonny Terry e Brownie McGhee. Suas apresentações eram carregadas de dramaticidade que cativavam a platéia e facilitavam a difusão das suas ideias. Nesse período ele chegou a tocar na Casa Branca para Roosevelt e duas décadas depois ele também tocou para Kennedy. No intervalo entre uma e outra houve dois hiatos: Um quando ele se acidentou e perdeu os movimentos de uma mão, recuperados depois de cinco anos de exercícios. O outro foi durante o macartismo, quando ele passou a se apresentar quase que somente na Europa. Josh White faleceu em 1969 e seu filho Josh Jr. continuou com seu legado. 
A faixa 2 desse disco ficou muito famosa na versão de uma banda cujo nome me fugiu, que tinha um guitarrista... aquele... um dos que tocaram na Yardbirds e que trocou sua Les Paul por uma Danelectro nessa performance... Enfim, daquela banda cujos quatro carinhas se puseram como autores dessa música. Coisa feia.






1   One Meat Ball
2   In My Time Of Dying (gospel tradicional)
3   Free And Equal Blues
4   Number 12 Train
5   Jim Crow
6   Landlord
7   Betty And Dupree
8   Trouble
9   Beloved Comrade
10 Hold On
11 Jelly Jelly
12 When I Lay Down
13 The House I Live In
14 Fuhrer
15 Minute Man
16 Take A Gal Like You
17 Whatcha Gonna Do
18 Don't Lie Buddy [voz e violão: Leadbelly]
19 Motherless Children
20 No More Blues (No More Bread Lines)
21 Mean Mistreatin' Woman [Leroy Carr]
22 Freedom Road
23 Miss Otis Regrets
24 Careless Love
25 T B Blues
26 Outskirts Of Town

sábado, 25 de fevereiro de 2017

No-Man - Together We're Stranger (2003)








Este foi o último disco que a No-Man lançou. Aliás, que a dupla Wilson/Bowness lançou. Eles começaram essa parceria lá no final dos anos 80 quando Wilson tinha apenas 19 anos e Bowness tinha 22. Há vários gêneros misturados aqui, e o fio condutor é a Ambient Music. Quem gosta da Porcupine Tree vai reconhecer algumas harmonizações vocais, mas, em comum, só isso mesmo. Together Were Stranger é calmo e relaxante. É um pouco melancólico até, mas muito bonito.






Steven Wilson - vários instrumentos
Tim Bowness - vocal 
Roger Eno  - Harmonium
David Picking - eletrônicos, percussão, trompete
Michael Bearpark - guitarra solo (1)
Ben Castle - clarinete, flauta  
Peter Chilvers - baixo
Stephen Bennett - órgão, címbalo






1 Together We're Stranger 
2 All the Blue Changes 
3 The City in a Hundred Ways 
4 Things I Want to Tell You 
5 Photographs in Black and White
6 Back When You Were Beautiful 
7 The Break-Up for Real 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

The Orb featuring David Gilmour - Metallic Spheres (2010)








Se na FFWD a The Orb pegou a onda do Robert Fripp, em Metallic Spheres tem David Gilmour viajando no espaço da The Orb. Tem um pouco de putz-putz e tem um bate-estaca num trecho curto. Mas tem David Gilmour.
Tudo começou quando Gilmour convidou Alex Paterson para trabalharem juntos num projeto beneficente, baseado numa versão para a música Chicago do Graham Nash — Paterson já tinha retrabalhado várias músicas da Pink Floyd. Coube a Youth criar um remix. Aí rolou uma química entre eles e o trabalho foi avançando até terem um álbum completo. Metallic Spheres consiste em duas faixas, cada qual com cinco movimentos e a guitarra psicodélica do Gilmour passeia do início ao fim. Mas é Gilmour quem dá musicalidade aos sons da The Orb. Eu encaro esse como um disco experimental e acho uma viajem bem legal. Esse disco foi lançado no Brasil, em um digipack caprichado, e ainda é encontrado por um preço bom em várias lojas virtuais. 






David Gilmour - guitarra, lap steel, vocal
Alex Paterson - teclados, pick-ups, manipulação sonora
Youth (Martin Glover) - baixo, teclados, programação
Tim Bran - teclados, programação
Marcia Mello - violão 
Dominique Le Vac - vocal






   Metallic Side:
a Metallic Spheres
b Hymns To The Sun (Graham Nash)
c Black Graham (Marcia Mello)
d Hiding In Plain View (Tim Bran)
e Classified

   Spheres Side:
a Es Vedra
b Hymns To The Sun (Reprise)
c Olympic
d Chicago Dub (Graham Nash)
e Bold Knife Trophy