sábado, 20 de maio de 2017

Almendra - Almendra (1969)








Esse disco é apontado como o primeiro álbum de rock verdadeiro da Argentina e revolucionou o modo como o gênero era feito até então, bem como a maneira como passou a ser encarado pela mídia e crítica. Isso se deve à qualidade das suas letras e melodias, quase todas de autoria de Spinetta, que na época tinha uns 19 anos de idade.
No ano seguinte a banda lançou mais um disco, igualmente bom, e separou-se. Spinetta buscava um som mais pesado e acabou por formar a banda Pescado Rabioso.





Luis Alberto Spinetta - vocal, guitarra, harmônica
Edelmiro Molinari - guitarra, órgão, vocal
Emilio Del Guercio - baixo, flauta, vocal
Rodolfo Garcia - bateria, piano, vocal
Rodolfo Alchourron - guitarra (15)
Santiago Giacobbe - órgão (10)





Los Primeros Singles:
1   Tema De Pototo
2   El Mundo Entre Las Manos
3   Hoy Todo El Hielo En La Ciudad
4   Campos Verdes
5   Gabinetes Espaciales
6   Final

El Álbum "ALMENDRA":
7   Muchacha (Ojos De Papel)
8   Color Humano
9   Figuración
10 Ana No Duerme
11 Fermin
12 Plegaria Para Un Niño Dormido
13 A Estos Hombres Tristes
14 Que El Viento Borro Tus Manos
15 Laura Va

Los Singles Que Fueron Y No Fueron:
16 Hermano Perro
17 Mestizo
18 Toma El Tren Hacia El Sur
19 Jingle
20 Rutas Argentinas


quinta-feira, 18 de maio de 2017

M.I.A. - Transparencias (1976)







A sigla significa "Músicos Independientes Asociados" e essa foi uma das melhores bandas prog da Argentina. Pelo jeito, a associação desses músicos se deu com a autorização dos pais deles, dada a pouca idade de todos — Lito Vitale tinha uns 15 anos, sua irmã Liliana tinha 17 e Del Barrio tinha 19. Esse fato deixa o trabalho deles ainda mais surpreendente. Multi-instrumentistas com tão pouca idade, eles criaram excelentes peças sinfônicas inspirados em temas de Bach e em bandas como a Ekseption e a Trace, mas com o acento latino. 





Lito Vitale - bateria, piano, sintetizadores, teclados, flauta, vocal 
Nono Belvis - baixo, vocal
Liliana Vitale - flauta, percussão, bateria, vocal
Daniel Curto - violão
Juan Del Barrio - piano, órgão, bateria, percussão 
Kike Sanzol - bateria (9)




1 Reencontrando El Camino
2 El Casamiento De Alicia
3 Imagen II
4 Contrapunto Ritmico
5 Transparencias
6 Prima Inspiración
7 Segunda Inspiración
8 Tercera Inspiración
9 El Joven Almendro

terça-feira, 16 de maio de 2017

Dogma - Album (1992)








A Dogma é uma banda brasileira que fez um neo-prog instrumental com melodias e arranjos de tirar o chapéu. Ela foi formada em Belo Horizonte em 1991 por Fernando Campos e Barão. Esse é seu disco de estréia e o som é sempre comparado ao da Genesis e ao da Camel por causa dos arranjos sinfônicos para os teclados e também porque a guitarra do Fernando lembra um pouquinho o estilo do Steve Hackett. Aliás, são ótimas as passagens da guitarra. Pelo estilo bem britânico e pelos títulos, fica evidente que a intensão da banda era buscar o mercado externo — o selo é paulista mas o CD foi fabricado no Canada. Quando se quer fazer música de qualidade, ainda mais prog, coitados, não há outra alternativa mesmo. E se deram bem. O CD foi aclamado no Japão e foi eleito o melhor do ano na França. E eles ainda abriram shows do Rick e Adam Wakeman no Brasil. Um segundo disco foi lançado mas com a morte prematura de Barão, a banda se separou. Voltou anos mais tarde e chegou a abrir shows para a Nektar quando esta esteve por aqui em 2005, eu acho.
Marcus Viana acrescenta seu violino de cinco cordas como convidado. Dois anos depois, o Fernando retribuiu participando do álbum Grande Espírito da Sagrado Coração Da Terra.
A Dogma foi a melhor banda que surgiu no nosso país depois da Quaterna Requiem.





Renato Coutinho - teclados
Ferrnando Campos - guitarra, violão
Barão - baixo 
Daniel Mello - bateria, percussão
com
Marcus Viana (Sagrado Coração Da Terra) - violino (2)





1 Beginnings 
2 Clouds 
3 Night Winds 
4 Seven Angels in Hell
5 Movements 
6 A Season for Unions 

sábado, 13 de maio de 2017

BPM - Delete and Roll (2000)








Um visitante deixou um pedido para este disco, que eu não tinha. Mas eu também deixei um pedido e aí está. Então, meus sinceros agradecimentos ao Toekneedee pela gentileza.
Esse é um trio incomum e a música que ele fez também o é. A sonoridade é muito legal e a criatividade para se obtê-la revela o imenso talento desses três. Do Bozzio a gente poderia apenas dizer "o cara tocou um tempão com Frank Zappa" e já estaria de bom tamanho. Preinfalk é um músico de câmara austríaco e Machacek, austríaco também, é comparado a Allan Hodsworth e a John McLaughlin, de quem recebeu grandes elogios. Esse trio começou no final dos anos 90, quando Bozzio foi convidado para ir à Áustria apresentar uma peça de sua autoria para cordas e sopros. Entre os músicos estavam Preinfalk e Machacek. 





Terry Bozzio - bateria, percussão
Gerald Preinfalk - clarinete baixo, sax alto, sax soprano
Alex Machacek - guitarra, guitar sinth





1 Dicht 
2 Strafe 
3 Austin Powers 
4 Invisible 
5 Aug Um Aug 
6 Bulgarianish Folkdance 
7 I Remember Edison 
8 S150 
9 What She Never Heard

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Azigza - Azigza (2000)








A Azigza faz um som muito legal, que mistura o prog psicodélico a elementos musicais do mudo árabe, India e Africa. A banda foi formada na Califórnia nos anos 90 e passou por várias mudanças na sua formação. Esse é o primeiro dos dois discos que lançou, e tem belas melodias guiadas pelo vocal — são poucos os momentos em que um instrumento toma a frente. O guitarrista Kevin Evans é um cara ligado ao fusion e ao gospel que atuou também como produtor e executivo da RCA. Já Aryeh Frankfurter tem muitos trabalhos sobre a música celta e esse é um outro elemento que aparece neste disco.





Aryeh Frankfurter - violino, viola, cello, harpa, violões, bandolin
Kevin Evans - guitarra, sinth guitar, violão, efeitos sonoros
Cyoakha Grace - vocal
Stephan Junca - bateria e percussão
Pierce McDowell - baixo, sitar, tamboura
Raja - percussão, bateria
Pedra Rivera - percussão





1 Glass 
2 Remember 
3 Petra 
4 Touch Moon Window 
5 Ratzinitza 
6 Distance 
7 Zaman 
8 Friends 
9 Edallah ya Rashidi 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Aquarium Rescue Unit - In a Perfect World (1996)









O fundador da Aquarium Rescue Unit faleceu em primeiro de maio passado da maneira mais bizarra. Bruce Hampton estava no palco comemorando seus 70 anos com um monte de amigos geniais, quando passou mal, deitou-se no chão, e todo mundo pensou que fosse brincadeira dele. Warren Haynes, da Allman Brothers e Gov't Mule riu até. O show continuou por mais um tempão — há vídeos com toda a cena. Mas, pensando aqui com meus botões, Col. Bruce Hampton foi o avô das jam-bands, ele amava o palco, era ao vivo que todos os seus projetos funcionavam, então, com os devidos pesar e respeito, acho que foi poético. Que Deus o tenha.
Quando In a Perfect World foi lançado, Bruce Hampton já estava afastado por problemas de saúde que não permitiriam que ele viajasse tanto quanto uma banda assim exige. Aí, ele próprio passou a chamar-se "Col. Bruce Hampton, Now Retired". O bandolinista Matt Mundy também já havia saído. Em compensação, a entrada de Kofi Burbridge somou talento ao grupo e ampliou seu som. 




Jimmy Herring - guitarras
Kofi Burbridge - flauta, piano, teclados
Oteil Burbridge - baixos 5 e 6 cordas
Jeff Sipe - bateria
Beth Harris - vocal
Paul Henson - vocal
Count Mbutu - percussão





1   Search Yourself
2   Stand up People
3   How Tight's Yer Drawers
4   The Garden
5   Swallows
6   Headstrong
7   Plain or Peanut
8   Highly Overrated
9   Overload
10 Satisfaction Guaranteed
11 Turn It On
12 Splash

segunda-feira, 8 de maio de 2017

The Dave Brubeck Quartet - Time Out (1959)








Da série "discos que mudaram a música" temos o Time Out, que tem destaque tanto na biblioteca do Congresso norte-americano, como no hall da fama do Rock. Quando foi lançado ele não recebeu boas críticas, provavelmente porque mexeu na zona de conforto dos puristas, mas foi um grande sucesso mundo afora. Time Out é famoso por ter introduzido compassos pouco usuais no jazz. Por exemplo, seu grande standard, a música Take Five, foi composta por Paul Desmond no compasso 5/4, que só fora usado anteriormente no jazz pelo baterista Max Roach. Blue Rondo A La Turk está em 9/8, subdividido em 2+2+2+3, e usa os doze compassos do blues na improvisação. Essa música foi adaptada por Keith Emerson, da The Nice, e lançada como Rondo sem os devidos créditos. E ao contrário do que dizem ela não tem nada a ver com a sonata de Mozart chamada Rondo Alla Turca. Brubeck a compôs durante uma turnê pela Turquia e ficou fascinado com o ritmo local, que um músico explicou ser para ele o mesmo que o blues é para os norte-americanos. Depois da confusão, Brubeck declarou que deveria tê-la batizado de Blue Rondo, somente.
Dave Brubeck nasceu na Califórnia e cresceu numa fazenda de gado. Sua mãe era pianista e o expôs a toda variedade de música clássica, e, mesmo assim, seu desejo de infância era tornar-se rancheiro. Ele frequentou a universidade no curso de veterinária mas depois de um ano mudou para música. Em 1949 ele formou um trio que em 1951 tornou-se quarteto com a entrada de Paul Desmond com seu sax fluido, cremoso até. O foco principal de Brubeck era na composição; tanto que em 1967 ele desmanchou seu grupo para dedicar mais tempo a isso. Ele só intensificou suas apresentações nos anos 90, quando formou uma banda com seus três filhos.





Dave Brubeck - piano
Paul Desmond - sax alto
Eugene Wright - baixo
Joe Morello - bateria





1 Blue Rondo A La Turk
2 Strange Meadow Lark
3 Take Five
4 Three To Get Ready
5 Kathy's Waltz
6 Everybody's Jumpin'
7 Pick Up Sticks

quinta-feira, 4 de maio de 2017

The Nice - The Thoughts Of Emerlist Davjack (1967)








Tem uma pergunta que está prestes a completar 50 anos: "O que é rock progressivo?" Eu já li as explicações mais esdrúxulas e consulto sites onde aparentemente tudo é prog, até os Stones. Talvez eu viva mais uns cinquenta anos, e até lá apareça uma resposta definitiva. De qualquer forma, eu fico com a resposta do David Gilmour, segundo a qual prog é o equilíbrio entre sons e silêncio numa música.
Na cronologia do prog, The Thoughts Of Emerlist Davjack está aí pelo sexto posto, lançado cinco meses depois daquele que eu considero o primeiro: The Piper At The Gates Of Dawn. 
A The Nice adotou esse nome copiando um eufemismo que Steve Marriott, da Small Faces, usava para dizer que estava chapado. Ela foi inicialmente formada como banda de apoio para um cantor de soul music do selo Immediate, mas os histrionismos de Keith Emerson ao órgão, imitando as performances de Jimi Hendrix, atraíram a atenção do público. Afinal, os guitar heroes já estavam por aí, mas um tecladista era mesmo novidade. O primeiro single tinha The Thoughts Of e Azrial. O LP saiu logo depois, em dezembro de 1967. Ele reúne rock psicodélico, traços eruditos e jazz. A faixa Rondo, por exemplo, é baseada na música Blue Rondo à la Turk do pianista Dave Brubeck, que não recebe os créditos. 
Lançado o disco, a The Nice saiu em turnê com a The Move, a Pink Floyd e a Jimi Hendrix Experience, sedimentando sua reputação de ótima banda ao vivo. Por falar em Hendrix, reparem na faixa 3, Bonnie K. Ela lembra as levadas do Hendrix e Are You Experienced havia saído uns quatro meses antes. 
Quando eles iniciaram os trabalhos do segundo disco, o guitarrista O'List saiu da banda. Como o baixista e o baterista eram ótimos, a The Nice continuou em trio.
A propósito, Emerlist Davjack é como eles referiam-se a si próprios como um grupo. Portanto algumas músicas são assinadas assim.





Keith Emerson - órgão, piano, cravo, vocal
David O'List - guitarra, trompete, flauta, vocal
Lee Jackson - baixo, guitarra, vocal, percussão
Brian Davison - bateria, percussão, sinos tubulares





1   Flower King Of Flies
2   Thoughts Of Emerlist Davjack
3   Bonnie K.
4   Rondo
5   War And Peace
6   Tantalising Maggie
7   Dawn
8   Cry Of Eugene
9   Thoughts Of Emerlist Davjack [Single Version]
10 Azrial (Angel Of Death)
11 America
12 Diamond Hard Blue Apples Of The Moon
13 America [US-Single Edit]

terça-feira, 2 de maio de 2017



Barclay James Harvest - ... Their First Album (1970)








Os membros da BJH formaram a banda em 1967 e o nome dela eles tiraram aleatoriamente de um chapéu. Depois de lançarem dois singles, eles foram contratados pelo recém criado selo Harvest. Supõe-se até que eles foram os primeiros, mas diz-se que o nome do selo não tinha nada a ver com o da banda — mera coincidência. 
Este é o primeiro e auto-intitulado álbum, que nessa versão, cheia de bônus, ficou como "... Their First Album" e tem a capa original sob a lupa. O som da banda passou por muitas mudanças nos seus trinta anos de estrada. Aqui, numa comparação preguiçosa, é uma mistura entre a Moody Blues e as criações mais melódicas da Genesis, com uma rica orquestração arranjada por Robert John Godfrey — Godfrey formaria a The Enid em 1973. 






John Lees - guitarras, vocal, gravador
Stuart "Woolly" Wolstenholme - órgão, piano, Mellotron, vocal (2,3,6), guitarra, harmônica
Les Holroyd - baixo, vocal (1,4,5,7), guitarra, cello
Mel Pritchard - bateria, percussão
com
Jim Litherland - percussion (1)
BJH Symphony Orchestra 
Robert John Godfrey - regente (3,4,7)
Norman Smith - regente (2)





1   Taking Some Time On
2   Mother Dear
3   The Sun Will Never Shine
4   When The World Was Woken
5   Good Love Child
6   The Iron Maiden
7   Dark Now My Sky
8   Early Morning
9   Mr. Sunshine
10 So Tomorrow
11 Eden Unobtainable
12 Night
13 Pools Of Blue
14 Need You Oh So Bad
15 Small Time Town
16 Dark Now My Sky
17 I Can't Go On Without You
18 Eden Unobtainable
19 Poor Wages
20 Brother Thrush