segunda-feira, 5 de junho de 2017

Pantheon - Orion (1972)








Pantheon foi uma banda holandesa de rock progressivo que tinha seu foco no órgão, flauta e sax, com certa proximidade ao jazz. As músicas são praticamente todas instrumentais, com destaque para longa faixa 3, levada por duas melodias elaboradas e cativantes. Esse forte senso melódico, a complexidade dos arranjos, a variação instrumental, são todas as coisas que fazem mais falta na música de hoje em dia.
Orion foi o único álbum que a Pantheon lançou, e o fez pelo selo Vertigo, um outro indicativo de prestígio. Apesar disso, ele permaneceu desconhecido pois só havia sido lançado na Holanda, até esse relançamento em CD. Além dele, saíram apenas dois singles e num deles a música Masturbation teve seu título censurado e mudado para "Master Basion". Nenhum dos membros da banda apareceu oficialmente noutro trabalho musical, senão este. Nem mesmo Ruud Woutersen que compôs todas as faixas.





Ruud Woutersen - órgão, piano, espineta, celesta, sintetizador, vocal 
Albert Veldkamp - guitarra, baixo, violão
Hans Boer - flauta, sax alto, sax tenor, vocal
Rob Verhoeven - bateria, percussão





1 Daybreak
2 Anaïs 
3 Apocalyps
4 The Madman
5 Orion 
6 I Want to Know 
7 Masturbation
8 Anaïs (single)

sábado, 3 de junho de 2017

Gwyn Ashton - Wanted Man (1997)








Gwyn Ashton é um guitarrista fantástico nascido no País de Gales que mudou para a Austrália em 1965, ainda criança. Começou a tocar guitarra com 12 anos e aos 16 já se apresentava em cada bar, festival ou encontro de motoqueiros que havia. Nessa época ele tocava coisas da ZZ Top, Bad Company, Led..., e seu primeiro contato com o blues foi com Chuck Berry e Buddy Holly. Com o tempo vieram  Son House, Lightnin’ Hopkins, Blind Lemon Jefferson, Robert Johnson, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Skip James, Hound Dog Taylor, ..., mas ele ressalta sua admiração por Buddy Guy, Rory Gallagher e Roy Buchanan.
Esse CD é uma coletânea que reúne seus dois primeiros discos, "Beg, Borrow & Steel" e "Feel The Heat", que até então só tinham sido lançados na Austrália e eram difíceis de se conseguir. 





Gwyn Ashton - guitarras, bandolin, vocal, harmônica
Anthony Harkin - harmônica
Colin Mack - harmônica (1, 6)
Adam Quaife - órgão Hammond (14)
Mick O'Connor - ógão Hammond, piano
Geoff Brown  - baixo
Chris Farmer - baixo acústico
Ken Farmer - bateria
Rick Tredrea  - bateria, percussão, vocal





1   Trouble's Knockin' At Your Door
2   Double Crossin' Mama
3   Wastin' My Time
4   Ain't Got Time For That Stuff
5   Wanted Man
6   Just A Little Bit
7   The Sun Don't Shine
8   Leaving In The Morning
9   Can't Get My Way Around You
10 Bad Luck Blues
11 Stop Holding Out
12 I Can't Be Satisfied [Muddy Waters]
13 Wastin' My Time (Unplugged Version)
14 We'll Find A Way


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dave Hole - Short Fuse Blues (1990)








Esse é o disco de estréia do guitarrista australiano Dave Hole que, na verdade, nasceu na Inglaterra. Ele é um monstro no slide e faz isso com a mão invertida, posta acima da escala. Suas influências vão de heróis da adolescência como Clapton e Peter Green, aos mestres como Robert Johnson e Elmore James. Depois de um período na Inglaterra, Hole voltou à Austrália decidido a ter uma carreira na música. Ele gravou esse disco com um orçamento muito baixo, sem um contrato e com distribuição restrita. Então ele o enviou para a revista Guitar Player e tudo mudou. Short Fuse Blues foi muito elogiado, atraiu a atenção da gravadora Alligator e foi relançado em 1992 com duas faixas a menos que na versão original. Se antes suas apresentações eram em pubs locais, ele logo estaria abrindo os concertos de Gary Moore pelo mundo.





Dave Hole - guitarra, vocal
Bob Patient - teclados 
John "Hambone" Wilson - baixo
Ronnie "Greystoke" Parker - bateria, percussão





1   Keep Your Motor Running
2   The Bottle
3   Short Fuse Blues
4   Every Girl I See (Willie Dixon)
5   Something Fine
6   Albatross (Peter Green)
7   Night Cat
8   Tore Down (Sonny Thompson)
9   The Sun Is Shinning
10 Business Man
11 Take A Swing
12 Dark Was The Night (Cold Was The Ground)
13 Truckload Of Lovin'
14 Purple Haze (Jimi Hendrix)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Paul Oscher - Down in the Delta (2005)








Imagine um cara influenciado na gaita por Little Walter, na guitarra por Muddy Waters em pessoa, e no piano por Otis Spann. Esse é Paul Oscher. Agora imagine o quão bom um garoto devia ser, para Muddy Waters o contratar como o único cara branco da sua banda, isso em 1967. 
Quando tinha uns quinze anos de idade, Oscher foi ao teatro Apollo e lá conheceu Muddy Waters por acaso. Ficaram amigos e anos mais tarde Muddy o convidou para tocar num show na mesma Nova Iorque, pois estava desfalcado. Tocou duas músicas e foi contratado.
Esse disco foi eleito o melhor álbum acústico do ano e nele Paul Oscher toca quase tudo, quando não está acompanhado por baixo e bateria. E na cozinha ele apresenta outros dois membros de loga datada banda de Muddy Waters: Calvin Jones e o grande Willie Smith. 





Paul Oscher - violão, harmônica, melódica, piano, vocal
David Maxwell (James Cotton) - piano
Ronnie James (Fabulous Thunderbirds) - baixo
Calvin "Fuzz" Jones (Muddy Waters, Howlin' Wolf, Jimmy Rogers) - baixo
Mudcat Ward - baixo
Richard Innes - bateria
Levon Helm (The Band) - bateria
Willie "Big Eyes" Smith (Muddy Waters,...)  - bateria





1   Driftin' Blues
2   St. Louis Blues
3   Blues And Trouble
4   32-20 Blues
5   Blues before Sunrise
6   Deborah's Baby
7   Sugar Mama
8   Take A Little Walk
9   Things Ain't What They Used To Be
10 I'm Goin' Away Baby
11 So Lonesome
12 You're Still My Baby
13 What A Friend We Have In Jesus
14 Georgia

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Muddy Waters - Muddy Waters At Newport & Muddy Waters Live (1960, 1971)








Em 1960 Muddy Waters participou do Festival de Jazz de Newport numa tentativa de reavivar sua carreira. Aliás, não só a dele. John Lee Hooker também participou e também dividiu o palco com Waters. Quando o concerto terminou, um fotógrafo pediu uma pose e Waters deixou de lado sua Telecaster e segurou a guitarra semi-acústica de Hooker. E essa foi a foto usada na capa original do álbum "Muddy Waters at Newport" que saiu logo depois — aqui é uma alternativa. Acontece que havia um movimento de renascimento do folk e as pessoas, vendo aquela capa, se perguntavam se Waters havia trocado blues elétrico pelo folk blues ou o blues rural. Então o disco vendeu muitíssimo bem. Talvez a capa tenha mesmo colaborado para inicialmente atrair a atenção, contudo, a performance da banda de Muddy nesse festival foi extraordinária e o disco cruzou o Atlântico e foi fazer a cabeça de jovens ingleses como os da banda Rolling Stones, por exemplo. 
Live at Mr. Kellys é apenas o terceiro disco ao vivo de Muddy Waters. Ao que parece, a gravadora Chess não tinha muito interesse em gravações ao vivo e retardava muito esse tipo de registro, e fazia isso com todos os seus contratados. Para piorar, esse disco coincidiu com o ponto mais baixo da carreira de Muddy, não por culpa dele. Ele estava em plena forma, tinha uma grande banda, mas a Chess o havia obrigado a lançar dois discos psicodélicos bem controversos. Deixando isso de lado, At Mr. Kelly's foi gravado em duas noites no clube de Chicago. James Cotton já havia deixado a banda mas aparece como convidado. No seu lugar está Paul Oscher, um cara de Nova Iorque e branco; talvez o primeiro gaitista branco a tornar-se um mestre no estilo de Chicago. Além disso, Oscher era excelente na guitarra slide, no piano e no acordeon também. Ele seguiu carreira como Brooklyn Slim.
Ah! Não tem John Lee Hooker tocando mas tem Boom Boom.





Muddy Waters At Newport, 1960


Muddy Waters - vocal, guitarra
Otis Spann - piano, vocal (9)
Pat Hare - guitarra
James Cotton - harmônica
Andrew Stevenson - baixo
Francis Clay - bateria


1 I Got My Brand On You [Willie Dixon]
2 I'm Your Hoochie Coochie Man [Willie Dixon]
3 Baby, Please Don't Go [Big Joe Williams]
4 Soon Forgotten [James Oden]
5 I Wanna Put A Tiger In Your Tank [Willie Dixon]
6 I Feel So Good [Big Bill Broonzy]
7 Got My Mojo Working [Preston Foster]
8 Got My Mojo Working, Part 2
9 Goodbye Newport Blues


Muddy Waters Live (At Mr. Kelly's), 1971 


Muddy Waters - guitarra, vocal
Pinetop Perkins - piano
James "Pee Wee" Madison - guitarra
Samuel Lawhorn - guitarra
Joe "Denim" (James Cotton) - harmônica
Paul Oscher - harmônica
Calvin Jones - baixo
Willie Smith - bateria


10 What Is That She Go
11 You Don't Have To Go [Jimmy Reed]
12 Strange Woman
13 Blow Wind Blow
14 Country Boy
15 Nine Below Zero [Sonny Boy Williamson]
16 Stormy Monday Blues [T-Bone Walker]
17 Mudcat (Instrumental)
18 Boom, Boom [John Lee Hooker]
19 C.C. Woman







sábado, 27 de maio de 2017

Leslie West - Blues to Die For (2003)








Grande Leslie West! Esse é o primeiro disco que ele fez com clássicos do blues, quase a explicar como ele criou seu estilo e desenvolveu aquele vibrato de violino que ninguém faz igual. O clima é de introspecção e de reverência. Então, ele não berra, abaixa o tom. A Les Paul Junior aparece mas na maior parte são modelos vintage semi-hollow e hollow as usadas — e os amps também. Blues to Die For começa com duas de John Lee Hooker e traz um dos melhores bateristas de todos os tempos. Grande Aynley Dumbar!





Leslie West - guitarra, slide, vocal
Kevin Curry - guitarra rítmica
Gunter Nezhoda - baixo
Aynsley Dunbar - bateria





1   Crawlin' Kingsnake
2   Boom Boom
3   Mean Mistreater
4   I'm Ready
5   Talk To Your Daughter
6   Don't Start Me Talkin'
7   Hellhound On My Trail
8   Born Under A Bad Sign
9   Down By The River
10 I Got The Blues
11 Why I Sing The Blues


quinta-feira, 25 de maio de 2017

The Yardbirds - Ultimate! (2001)









Boom Boom de John Lee Hooker abre essa que é a melhor coletânea da Yardbirds, na minha modesta opinião. Ela apresenta as três fases da banda sob três agentes diferentes e, o mais importante, apresenta os três guitarristas bem meia-boca que tocaram nela. Algumas boas músicas do álbum Roger The Engineer ficaram de fora mas o mundo não é justo mesmo.
A Yardbirds durou de 1963 a 1968 e depois foi remontada algumas vezes. Keith Relf escolheu o nome numa homenagem ao saxofonista de jazz Charlie Parker, o "Yardbird". Ao lado da Bluesbreakers de John Mayall e da Fleetwood Mac do Peter Green, ela foi uma das primeiras bandas a apresentar o blues elétrico de Chicago aos jovens. Essa foi uma característica da primeira fase dela, quando Eric Clapton era o guitarrista. Quando Clapton saiu para tocar na Bluesbreakers, Jeff Beck assumiu seu lugar. Aí o blues deixou de ser a principal orientação e a banda foi acrescentando elementos psicodélicos. Em 1966 Jimmy Page entrou como baixista mas em várias faixas ele tocou guitarra junto com Beck. Quando Beck saiu, ele assumiu. Em 1968 só tinha sobrado ele e não teve outro jeito senão renomear a banda como Led Zeppelin. Que chato.
A Boom Boom foi lançada como single e não foi incluída em nenhum álbum original da Yardbirds. Ela só apareceu em coletâneas e com qualidade não muito boa. Ela também foi incluída como bônus numa versão japonesa do disco Five Live Yardbirds, o mais bluseiro de todos, e a qualidade também é inferior à que está aqui.





Keith Relf - vocal, harmônica, percussão, violão
Chris Dreja - guitarra rítmica (cd1; cd2: 1 à 10, 25, 26),  guitarra  (Questa Volta), baixo (cd2: 13, 15, 17, 19, 24), piano, maracas
Jim McCarty - bateria (cd1; cd2:1 à13, 15 à 26), percussão, backing vocal
Paul Samwell-Smith - baixo (cd1:  -15; cd2: 1, 3, 5, 7, 10, 25, 26)
Eric Clapton - guitarra (cd1: 1 à 12)
Jeff Beck - guitarra (cd1: 3 à 25; CD2: 1 à 13, 25, 26), baixo (Over Under Sideways Down), vocal (The Nazz Are Blue, Psycho Daisies)
Jimmy Page - guitarra (cd2: 11, 13 à 24, 27), baixo (Psycho Daisies)


com:


John Paul Jones - baixo (Happenings Ten Years Time Ago, Little Games, No Excess Baggage, Ten Little Indians, Goodnight Sweet Josephine); arranjos (Little Games, Ten Little Indians)
Brian Auger - harpsichord (For Your Love)
Denny Piercey - bongô (For Your Love)
Ron Prentice -baixo acústico (For Your Love), baixo (Heart Full of Soul)
Giorgio Gomelsky - backing vocal (A Certain Girl, Still I'm Sad)
Joe Osborn - baixo (Shapes in My Mind)
Hal Blaine - bateria (Shapes in My Mind")
Dougie Wright - bateria (Little Games)
Chris Karan - tabla (White Summer)
Ian Stewart - piano (Drinking Muddy Water)
Al Gorgoni - guitarra (Ha Ha Said the Clown)
Rick Nielsen - órgão (Ha Ha Said the Clown)
Joe Macho - baixo (Ha Ha Said the Clown)
Bobby Gregg - bateria (Ha Ha Said the Clown)
Nicky Hopkins - piano (Goodnight Sweet Josephine)
Clem Cattini - bateria (Ten Little Indians, Goodnight Sweet Josephine)


CD 1:
The Giorgio Gomelsky Era

01 Boom Boom [John Lee Hooker]
02 Honey In Your Hips
03 A Certain Girl [Allen Toussaint]
04 I Wish You Would [William Arnold]
05 Too Much Monkey Business (Live) [Chuck Berry]
06 I Got Love If You Want It (Live) [James Moore]
07 Smokestack Lightning (Live) [Howlin' Wolf]
08 Here 'Tis (Live) [Bo Diddley
09 Good Morning Little Schoolgirl [Sonny Boy Williamson]
10 Got To Hurry
11I Ain't Got You [Calvin Carter]
12 For Your Love
13 I'm Not Talking [Mose Allison]
14 Steeled Blues
15 Heart Full Of Soul
16 I Ain't Done Wrong
17 You're A Better Man Than I
18 Shapes Of Things
19 The Train Kept A-Rollin
20 New York City Blues
21 Evil Hearted You
22 I'm A Man [Bo Diddley]
23 Still I'm Sad
24 Questa Volta
25 Pafff...Bum

CD 2:
The Simon Napler-Bell Era

01 Lost Woman
02 Over Under Sideways Down
03 The Nazz Are Blue
04 I Can't Make Your Way
05 Rack My Mind
06 Hot House Of Omagararshid
07 Jeff's Boogie
08 He's Always There
09 Turn Into Earth
10 What Do You Want
11 Happenings Ten Years Time Ago
12 Psycho Daisies
13 Stroll On

The Peter Grant Era

14 Little Games (Single Version)
15 Puzzles
16 White Summer
17 Tinker, Tailor, Soldier, Sailor
18 No Excess Baggage
19 Drinking Muddy Water
20 Only The Black Rose
21 Ten Little Indians
22 Ha Ha Said The Clown
23 Goodnight Sweet Josephine (U.S. Version)
24 Think About It

The Keith Relf Solo Recordings

25 Knowing
26 Mr. Zero
27 Shapes In My Mind


quarta-feira, 24 de maio de 2017

The Animals - The Animals (1964)








O álbum de estréia da The Animals tinha três músicas de John Lee Hooker, incluindo a Boom Boom. Mas isso aconteceu na versão britânica do álbum, porque na norte-americana, lançada um mês antes, só tinha a I'm Mad Again. Esse disco foi lançado primeiro nos Estados Unidos por causa do sucesso dos três singles que a banda havia lançado — The House Of The Rising Sun, uma música de domínio popular, teve um sucesso estrondoso.
Tudo começou numa banda chamada The Kansas City Five, formada em Newcastle em 1961, por Burdon, Price e Steel. Price saiu dela, entrou em outra e acabou formando a sua própria, com Chas Chandler no baixo. Burdon e Steel se juntaram à ela e o guitarrista Valentine também. Aí mudaram o nome para The Animals.
Esse CD é a versão britânica, claro, mas inclui as músicas que estiveram exclusivamente na versão norte-americana como bônus.





Eric Burdon - vocal
Alan Price - órgão, piano, vibrafone, guitarra, baixo
Hilton Valentine - guitarra
Chas Chandler - baixo
John Steel - bateria





1   Story Of Bo Diddley
2   Bury My Body
3   Dimples [John Lee Hooker]
4   I've Been Around [Fats Domino]
5   I'm In Love Again [Dave Bartholomew, Fats Domino]
6   The Girl Can't Help It
7   I'm Mad Again [John Lee Hooker]
8   She Said Yeah
9   The Right Time
10 Memphis [Chuck Berry]
11 Boom Boom [John Lee Hooker]
12 Around And Around [Chuck Berry]

    bônus:
13 Baby Let Me Take You Home
14 Gonna Send You Back To Walker
15 The House Of The Rising Sun
16 Takin' 'Bout You
17 I'm Crying
18 Take It Easy
19 Blue Feeling
20 Dimples (Alternate Take)
21 Talkin' 'Bout You (Full Version)
22 F-E-E-L
23 Baby What's Wrong
24 The House Of The Rising Sun (Edit Version)
25 Blue Feeling (Alternate Take)

terça-feira, 23 de maio de 2017

John Lee Hooker - Burnin' plus Plays And Sings The Blues (1962, 1961)








Esse CD reúne dois álbuns que estão entre os melhores de John Lee Hooker. 
Plays And Sings The Blues foi lançado pela Chess em 1961 com músicas gravadas em 1951, nas quais ele sozinho canta, toca e bate o pé. É o blues como se estivesse sendo tocado numa varanda ou na beira de uma estrada poeirenta; crú, minimalista e poético. 
Burnin' é um clássico, e não é só porque traz a icônica Boom Boom. É comum e admissível que qualquer disco tenha algumas músicas muito boas e outras nem tanto, mas Burnin' é ótimo do início ao fim. Hooker usa sua guitarra favorita, uma Epiphone Zephyr '59 plugada num Fender Twin e com ele está uma banda de estrelas da gravadora Motown. 





Burnin', 1962

John Lee Hooker - guitarra, vocal
Larry Veeder - guitarra
Joe Hunter - piano
Hank Cosby - sax tenor
Andrew "Mike" Terry - sax barítono
James Jamerson - baixo
Benny Benjamin - bateria


1   Boom Boom
2   Process
3   Lost A Good Girl
4   A New Leaf
5   Blues Before Sunrise
6   Let's Make It
7   I Got A Letter
8   Thelma
9   Drug Store Woman
10 Keep Your Hands To Yourself
11 What Do You Say


Plays And Sings The Blues, 1961

John Lee Hooker - guitarra, vocal
Eddie Kirkland - baixo (23)

12 The Journey
13 I Don't Want Your Money
14 Hey, Baby
15 Mad Man Blues
16 Bluebird
17 Worried Life Blues [Major Merriweather]
18 Apologize
19 Lonely Boy Boogie
20 Please Don't Go [Muddy Waters]
21 Dreamin' Blues
22 Hey Boogie
23 Just Me And My Telephone

Bonus Tracks
24 The Road Is So Rough [1956]
25 Send Me Your Pillow [1962]
26 Onions [1962]

domingo, 21 de maio de 2017

Armando Tirelli - El Profeta (1978)








Armando Tirelli é um músico uruguaio com retrospecto no jazz e na música clássica, além da latinidade. Esse é seu único álbum solo e ele é um dos ícones do prog sulamericano. El profeta é baseado no romance do escritor libanês Khalil Gibran que radicou-se nos Estados Unidos e tornou-se um expoente da contra-cultura. O disco segue mais ou menos o enredo do livro mas não há elementos orientais no som. É, isso sim, um rock sinfônico muito mais ao estilo das bandas italianas como a PFM, Apoteosi, etc... Se não fosse pelas letras e pela narração em espanhol, qualquer um poderia dizer tratar-se de uma das grandes bandas italianas. Depois desse disco Tirelli mudou-se para a Espanha, onde tornou-se um compositor e arranjador de destaque.





Armando Tirelli - piano, Mellotron, órgão, sintetizador, vocal
G. Bregstein - sax, flauta
G. Chainbun - flauta
Rody Tróccoli - guitarra
J. Carrara - baixo
Ricardo Bozas - bateria
J. C. Sheppard - bateria, percussão, vocal





1   Prólogo El Profeta
2   Candombe Samba
3   Barco De Los Sueños
4   Tema Central El Profeta
5   El Momento De Partir
6   Amanecer En Orphalese
7   Háblanos Del Matrimonio
8   Háblanos Del Dar
9   Háblanos Del Amor
10 Los Ecos De Almustafá
11 Háblanos De Los Hijos
12 Tocata Scarahuala
13 Tema Central El Profeta