quinta-feira, 15 de junho de 2017

Il Berlione - In 453 Minutes Infernal Cooking (1994)








Pois é, a banda é japonesa e essa palavra nem existe em italiano. Esse quinteto faz música de vanguarda inspirada no jazz-rock da cena de Canterbury, no prog da King Crimson e no movimento Rock In Opposition. O resultado é muito original e as composições são complexas e estruturadas. O disco é todo instrumental e os cinco são músicos incríveis.





Naoya Idonuma - guitarra
Hirofumi Taniguchi - teclados
Hiroo Takano - sax tenor
Kazuo Ogura - baixo
Masahiro Kawamura - bateria





1   In 453minutes Infernal Cooking (Forward)
2   Human Head Soup
3   Wooden Oven
4   Giant Image Of Buddha
5   Diary Of Mr. Monkey
6   Tappy's Spices
7   Wow! Brilliant Beauty With No Scanties
8   Nao Chan's Rustling
9   Frenchdressing Taboo
10 At The Foot Of Polyethylene Tree
11 Tamagawa Shuffle
12 Agoo
13 Koenji Sake Bar
14 One Infernal Fact In Paradise
15 In 453minutes Infernal Cooking (Backward)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tesseract - Tesseract (1997)








Tesseract é uma banda prog da Califórnia que lançou apenas esse disco de forma absolutamente independente. O trabalho dela lembra muito o som da Gentle Giant e o uso do violino nos traz à mente a imagem do Jean-Luc Ponty no seu período com Frank Zappa. O disco é quase todo instrumental — tem vocal em apenas duas faixas — e é realmente muito legal. E todos são instrumentistas de primeira classe. 





Don Tillman - guitarras, sintetizadores, Mellotron, vocal, electrônicos, percussão
Julius Smith - sintetizador de modelagem física, teclados, violão
Karen Bentley - violino elétrico
Dave Berners - baixo
Josh schroeter - bateria





1 Entrance 
2 Heisenberg's Daughter
3 Cast of Thousands 
    a) Introduction 
    b) The Cast 
    c) The Vitamine Mine 
    d) The Spinach 
4 Allegro Assai (Bach violin concerto in A minor, 3rd movement) 
5 Rice 
6 Cymbal Dance 
7 Vantage Point Instrumental

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Finnegans Wake - Green (1996)








Este é o segundo disco da banda belga — que hoje em dia é meio brasileira, já que seu idealizador Henry Krutzen, até onde sei, mora em João Pessoa. A proposta deles é reverenciar as grandes bandas prog do passado, incluindo aí uma forte influência da cena Canterbury. Um exemplo é a faixa Squid One, um cover de Peter Hammill. É um belo disco.





Henry Krutzen - vocal, teclados, sax, percussão, gravador
Jean-Louis Aucremanne - teclados, piano
Alain Lemaitre - baixo, teclados, bateria, percussão, programação
Pierre Quinet - guitarra
Celine T'Hooft - vocal
Richard Redcrossed - letras
com:
Philippe Collignon - vocal (4)
Benoit Gillet - clarinete (2)
Anne Monjoie - flauta (6)
Wendy Ruymen - violino (3,6)





1 Boleral
2 Italics
3 Poly's Gone
4 Queen Wenceslas
5 Torquemada's Dream
6 The Dragon And The Fish Suite
7 Siquid One (Remix) 
8 Mountains And Clouds

sábado, 10 de junho de 2017

Osage Tribe - Arrow Head (1972)








A Osage Tribe foi formada em Gênova, em 1971, por Franco Battiato. Siciliano como meu avô, Battiato é um artista multifacetado e nessa época era um cantor pop. Com a Osage Tribe ele gravou dois singles e a deixou antes do lançamento desse álbum. Apesar do título em inglês, as letras são em italiano e seu som é um heavy-psych com um toque folk e tendências progressivas. A banda se separou em 1973 e voltou a se reunir 40 anos depois.





Marco Zoccheddu - guitarra, teclados, harmônica, vocal
Bob Callero - baixo, vocal
Ninzio "Cucciolo" Fava - bateria, vocal
Franco Battiato - vocal (6, 7)





1 Hajenhanhowa 
2 Arrow Head
3 Cerchio di Luce
4 Soffici Bianchi Veli 
5 Orizzonti Senza Fine 
   bonus:
6 Un Falco Nel Cielo (single)
7 Prehistoric Sound (single)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Duello Madre - Duello Madre (1973)








A origem dessa banda genovesa está numa outra chamada Osage Tribe, da qual eram membros Marco Zoccheddu e Bob Callero. A Osage Tribe fazia um prog pesado enquanto que a Duello Madre partiu para o jazz-rock, influenciada pela cena Canterbury. São claras as influências da Soft Machine e Callero e Trentin parecem espelhar-se em Hugh Hopper e Elton Dean. Mas também há inspiração vinda de outras grandes bandas como a Nucleus, Isotope e até Frank Zappa. Esse é o único álbum dela e é um dos melhores no gênero que foram lançados na Itália. Mais tarde Bob Callero tocou com a Il Volo e com a Nova.





Marco Zoccheddu - guitarra, violão
Pippo Trentin - sax tenor, flauta
Bob Callero - baixo
Dede Lo Previte - bateria, percussão
com 
Gian Piero Reverberi - teclados (2, 4)
Mario Lamberti - percussão (3, 5)





1 Aquile Blu
2 Momento
3 Otto
4 Madre
5 Duello

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Changó - Changó (1975)








A Changó foi formada em Nova Iorque, em 1967, e só foi lançar esse primeiro álbum em 75, sem nem um single antes. Não tem como não comparar seu som com o da Santana nos seus primeiros três discos, antes dela aumentar as doses de jazz. Talvez os caras tenham sofrido com as comparações, talvez não. É provável também que 1975 já fosse meio tardio para esse tipo de rock, pois a Changó lançou só mais um disco no ano seguinte ao deste e sumiu. Mas o que interessa é que esse disco é bom pra caramba. 





George Tacktikos - guitarra, vocal
Thomas Alletto - órgão, piano, vocal
Burlin Speakes - baixo
Pepe "El Mono" Gomez - vocal, bateria, percussão
Michael Britton - percussão
Reinol Andino - percussão, vocal





1 Fire Over Water
2 Walk On Hell
3 Bollo
4 Caminando
5 Mira Pa'ca
6 Bembe
7 Solid Karma
8 Sacapa
9 Chango'

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Pantheon - Orion (1972)








Pantheon foi uma banda holandesa de rock progressivo que tinha seu foco no órgão, flauta e sax, com certa proximidade ao jazz. As músicas são praticamente todas instrumentais, com destaque para longa faixa 3, levada por duas melodias elaboradas e cativantes. Esse forte senso melódico, a complexidade dos arranjos, a variação instrumental, são todas as coisas que fazem mais falta na música de hoje em dia.
Orion foi o único álbum que a Pantheon lançou, e o fez pelo selo Vertigo, um outro indicativo de prestígio. Apesar disso, ele permaneceu desconhecido pois só havia sido lançado na Holanda, até esse relançamento em CD. Além dele, saíram apenas dois singles e num deles a música Masturbation teve seu título censurado e mudado para "Master Basion". Nenhum dos membros da banda apareceu oficialmente noutro trabalho musical, senão este. Nem mesmo Ruud Woutersen que compôs todas as faixas.





Ruud Woutersen - órgão, piano, espineta, celesta, sintetizador, vocal 
Albert Veldkamp - guitarra, baixo, violão
Hans Boer - flauta, sax alto, sax tenor, vocal
Rob Verhoeven - bateria, percussão





1 Daybreak
2 Anaïs 
3 Apocalyps
4 The Madman
5 Orion 
6 I Want to Know 
7 Masturbation
8 Anaïs (single)

sábado, 3 de junho de 2017

Gwyn Ashton - Wanted Man (1997)








Gwyn Ashton é um guitarrista fantástico nascido no País de Gales que mudou para a Austrália em 1965, ainda criança. Começou a tocar guitarra com 12 anos e aos 16 já se apresentava em cada bar, festival ou encontro de motoqueiros que havia. Nessa época ele tocava coisas da ZZ Top, Bad Company, Led..., e seu primeiro contato com o blues foi com Chuck Berry e Buddy Holly. Com o tempo vieram  Son House, Lightnin’ Hopkins, Blind Lemon Jefferson, Robert Johnson, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Skip James, Hound Dog Taylor, ..., mas ele ressalta sua admiração por Buddy Guy, Rory Gallagher e Roy Buchanan.
Esse CD é uma coletânea que reúne seus dois primeiros discos, "Beg, Borrow & Steel" e "Feel The Heat", que até então só tinham sido lançados na Austrália e eram difíceis de se conseguir. 





Gwyn Ashton - guitarras, bandolin, vocal, harmônica
Anthony Harkin - harmônica
Colin Mack - harmônica (1, 6)
Adam Quaife - órgão Hammond (14)
Mick O'Connor - ógão Hammond, piano
Geoff Brown  - baixo
Chris Farmer - baixo acústico
Ken Farmer - bateria
Rick Tredrea  - bateria, percussão, vocal





1   Trouble's Knockin' At Your Door
2   Double Crossin' Mama
3   Wastin' My Time
4   Ain't Got Time For That Stuff
5   Wanted Man
6   Just A Little Bit
7   The Sun Don't Shine
8   Leaving In The Morning
9   Can't Get My Way Around You
10 Bad Luck Blues
11 Stop Holding Out
12 I Can't Be Satisfied [Muddy Waters]
13 Wastin' My Time (Unplugged Version)
14 We'll Find A Way


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dave Hole - Short Fuse Blues (1990)








Esse é o disco de estréia do guitarrista australiano Dave Hole que, na verdade, nasceu na Inglaterra. Ele é um monstro no slide e faz isso com a mão invertida, posta acima da escala. Suas influências vão de heróis da adolescência como Clapton e Peter Green, aos mestres como Robert Johnson e Elmore James. Depois de um período na Inglaterra, Hole voltou à Austrália decidido a ter uma carreira na música. Ele gravou esse disco com um orçamento muito baixo, sem um contrato e com distribuição restrita. Então ele o enviou para a revista Guitar Player e tudo mudou. Short Fuse Blues foi muito elogiado, atraiu a atenção da gravadora Alligator e foi relançado em 1992 com duas faixas a menos que na versão original. Se antes suas apresentações eram em pubs locais, ele logo estaria abrindo os concertos de Gary Moore pelo mundo.





Dave Hole - guitarra, vocal
Bob Patient - teclados 
John "Hambone" Wilson - baixo
Ronnie "Greystoke" Parker - bateria, percussão





1   Keep Your Motor Running
2   The Bottle
3   Short Fuse Blues
4   Every Girl I See (Willie Dixon)
5   Something Fine
6   Albatross (Peter Green)
7   Night Cat
8   Tore Down (Sonny Thompson)
9   The Sun Is Shinning
10 Business Man
11 Take A Swing
12 Dark Was The Night (Cold Was The Ground)
13 Truckload Of Lovin'
14 Purple Haze (Jimi Hendrix)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Paul Oscher - Down in the Delta (2005)








Imagine um cara influenciado na gaita por Little Walter, na guitarra por Muddy Waters em pessoa, e no piano por Otis Spann. Esse é Paul Oscher. Agora imagine o quão bom um garoto devia ser, para Muddy Waters o contratar como o único cara branco da sua banda, isso em 1967. 
Quando tinha uns quinze anos de idade, Oscher foi ao teatro Apollo e lá conheceu Muddy Waters por acaso. Ficaram amigos e anos mais tarde Muddy o convidou para tocar num show na mesma Nova Iorque, pois estava desfalcado. Tocou duas músicas e foi contratado.
Esse disco foi eleito o melhor álbum acústico do ano e nele Paul Oscher toca quase tudo, quando não está acompanhado por baixo e bateria. E na cozinha ele apresenta outros dois membros de loga datada banda de Muddy Waters: Calvin Jones e o grande Willie Smith. 





Paul Oscher - violão, harmônica, melódica, piano, vocal
David Maxwell (James Cotton) - piano
Ronnie James (Fabulous Thunderbirds) - baixo
Calvin "Fuzz" Jones (Muddy Waters, Howlin' Wolf, Jimmy Rogers) - baixo
Mudcat Ward - baixo
Richard Innes - bateria
Levon Helm (The Band) - bateria
Willie "Big Eyes" Smith (Muddy Waters,...)  - bateria





1   Driftin' Blues
2   St. Louis Blues
3   Blues And Trouble
4   32-20 Blues
5   Blues before Sunrise
6   Deborah's Baby
7   Sugar Mama
8   Take A Little Walk
9   Things Ain't What They Used To Be
10 I'm Goin' Away Baby
11 So Lonesome
12 You're Still My Baby
13 What A Friend We Have In Jesus
14 Georgia