sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Hairy Chapter - Can't Get Through - Eyes (1971 - 1970)








Esse CD reúne os dois discos que a banda alemã Hairy Chapter lançou. Ela surgiu em Bonn nos anos 60 e, entre outros nomes, foi conhecida como "The Chaparall Electric Sound Inc.". Com esse nome ela lançou um disco de baixíssimo orçamento com o título "Electric Sound For Dancing". Esse disco não vendeu nada e acabou servindo como demo para a rebatizada Hairy Chapter. 
Eyes, seu primeiro álbum, tem um pouco de rock, outro de blues e um teco de psicodelia, bem ao estilo da Groundhogs. Já "Can't Get Through" é ao mesmo tempo bem mais pesado e mais próximo de um trabalho prog pelas estrturas rítmicas pouco usuais e por conter algumas faixas mais longas. Poucas bandas alemãs tiveram tal intensidade e o álbum fez muito sucesso, mas a Hairy Chapter não sobreviveu. O engenheiro neste disco foi Dieter Dierks, da Cosmic Jokers.





Harry Titlbach - guitarra, violão 12 cordas
Harry Unte - vocal, violão
Rudolf Oldenburg - baixo
Rudi Haubold - bateria (1, 6 à 14)
Werner Faus - bateria - (1 à 5)

com:
Heinz Greven - baixo acústico
Ulrich Hübinger - harmônica, percussão
Heinz Schachtner - trompete





Can't Get Through (1971)
1 There's A Kind Of Nothing
2 Can't Get Through
3 If It Must Be An Officer's Daughter
4 As We Crossed Over
5 You've Got To Follow This Masquerade

Eyes (1970)
6  Bad Dreams
7  Pretty Talking Girl
8  Pauline
9  Illusions
10 Looking For A Decent Freedom
11 Cry For Relief
12 Thought After
13 Life 69
14 Big Fat Woman Blues

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Fuse - Fuse (1969)








A Fuse foi a banda que deu origem à Cheap Trick. Seus membros eram muito jovens — o mais velho tinha 21 e o mais jovem, 17 — mas nem por isso esse único álbum dela é menos consistente. Na verdade, considera-se que ela estava à frente do seu tempo. Seu som recebeu influências da Yardbirds e da soul music, só que o resultado foi hard-rock; na onda do nascente hard-rock britânico. Há toques de rock psicodélico, obvia influência da época, mas ela soa mais para Deep Purple do que como as bandas psicodélicas de sucesso.





Rick Nielsen - teclados, guitarra
Craig Myers - guitarra
Joe Sundberg - vocal
Tom Petersson - baixo
Chip Greenman - bateria





1  Across The Skies
2  Permanent Resident
3  Show Me
4  To Your Health
5  In A Window
6  4/4 3/4
7  Mystery Ship
8  Sad Day
9  Hound Dog
10 Cruisin' For Burgers


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cheap Trick - Cheap Trick (1977)








Esse é o primeiro disco da Cheap Trick e é um da série "Melhores Álbuns de Estréia...". Sem brincadeira, ele é extremamente criativo e rendeu comparações com os Beatles na época. Não a toa, a Cheap Trick trabalhou com George Martin mais adiante.
A origem da banda está na dupla Nielsen e Petersson que tocavam numa banda chamada Fuse. Ela gravou um disco em 1969 e se separou. Nielsen e Petersson convidaram o baterista Bun E. Carlos que voltava da Alemanha e a Cheap Trick foi fundada. isso foi em 1972. Ela passou dois anos rodando pelo meio-oeste americano. Em 74 Robin Zander entrou, assumindo os vocais e a guitarra rítmica. Em 1976 eles atraíram a atenção do produtor da Aerosmith, Jack Douglas, que lhes conseguiu um contrato com o selo Epic e produziu esse disco. O único senão dele talvez seja a mixagem que sufocou as ótimas melodias.





Rick Nielsen - guitarra, vocal
Robin Zander - vocal, guitarra
Tom Petersson - baixo
Bun E. Carlos - bateria





1  ELO Kiddies
2  Daddy Should Have Stayed In High School
3  Taxman, Mr. Thief
4  Cry, Cry
5  Oh, Candy
6  Hot Love
7  Speak Now Or Forever Hold Your Peace  [Terry Reid]
8  He's A Whore
9  Mandocello
10 The Ballad Of TV Violence (I'm Not The Only Boy)
11 Lovin' Money (Outtake)
12 I Want You To Want Me (Early Version)
13 Lookout (Previously Unreleased Studio Version)
14 You're All Talk (Previously Unreleased Studio Version)
15 I Dig Go-Go Girls (Previously Unreleased)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pancake - No Illusions (1979)








No terceiro disco da Pancake, Walter Negele poupou o baterista e mudou todos os outros. Agora há uma vocalista. O som é o mesmo rock sinfônico, porém mais pesado e com um equilíbrio maior entre os papéis da guitarra e dos teclados. No Illusions é o álbum mais consistente dos três mas foi o último. É que nessa época o interesse pelo rock progressivo já havia caído muito.





Walter Negele - guitarra, vocal
Uli Frank - teclados, vocal
Biggi Zmierczak - vocal
Ralf Scheibe - baixo, vocal
Hans Derer - bateria, vocal





1  Just Miss Your Smile
2  Fire And Rain Song
3  Dream Delta Land
4  No Touch Of Illusions
5  Autumn Leaves
6  I Try
7  Tears Of Time
8  Panmade
9  Rendezvous
10 No (Touch Of) Illusions
11 Love Is All Around
12 Hey Joe


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Pancake - Out Of The Ashes (1977)








Para o segundo disco, a Pancake teve que ser reconstruída por Walter Negele. Ao invés de um segundo guitarrista, ele preferiu colocar um tecladista. Então, se o primeiro disco estava mais para o rock, o segundo está mais para o rock sinfônico. Há ainda influências do space-rock porque eles estavam muito interessados no trabalho da Pink Floyd. Rainer Röhm havia sido membro da primeira encarnação da banda, ainda sob o nome de Nyrvana Pancake.





Walter Negele - guitarras, violão 12 cordas, efeitos de guitarra, vocal
Rainer Röhm - vocal, percussão
Heinz Bertsch - piano, piano elétrico, órgão, Clavinet, sintetizador
Peter Indrak - baixo, violino
Hans Derer - bateria, percussão, vocal





1 Painted Rush-Hour
2 Arctic Ocean:
  a. Fool's Nightmare
  b. Back In The Reality
3 Cakey Funk
4 Rainbow Suite:
  a. Introduction: Colours In The Rain
  b. Winds Of Thor (Including The Apperance Of Aeolos)
  c. The New Day 4 dGone With The Wind
5 Out Of The Ashes
6 Roxy Elephant (Live)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Pancake - Roxy Elephant (1975)








Essa foi uma banda prog de Stuttgart que se originou numa outra chamada Nyrvana Pancake. Essa primeira banda foi formada em 1970 por Walter Negele e Werner Bauer. Num dado momento ela se separou em duas: a Nyrvana e a Pancake (😲!). Na verdade, a história da Pancake parece ser de três bandas diferentes porque cada um dos seus três discos tem uma formação diferente e uma orientação diferente — só Walter Negele atuou nos três. 
Roxy Elephant tem as influências britânicas da época, com toques de hard-rock e space-rock. 
Depois desse disco o baterista Günther Konopik juntou-se à Anyone's Daughter.





Walter Negele - guitarra, violão 12 cordas
Tommy Metzger - guitarra, vocal
Hampy Nerlich - vocal
Werner Bauer - baixo, triângulo, vocal
Günther "Kono" Konopik - bateria, percussão, vocal





1 Heartfire
2 Rolltreppe
3 Aeroplane
4 End Of The Day
5 Remember
6 Long Life
7 Harmony
8 Roxy Elephant

sábado, 7 de outubro de 2017

Sweet Slag - Tracking With Close-Ups (1971)








Essa banda é inglesa, esse é o único disco que ela lançou e isso é tudo o que eu sei sobre ela. Deduzo que ela não teve muito apoio do selo President ao qual esteve associada porque o som do vinil original é péssimo — essa versão em CD conseguiu melhorar um pouco. É uma pena porque a música nele é bem legal, misturando o hard-rock baseado em blues, que lembra de leve a Cream, ao jazz numa forma livre.





Mick Kerensky - guitarra
Paul Jolly - sax alto, sax soprano, clarinete, flauta, oboé
Jack "Moth" O'Neill - baixo, trombone
Al Chambers - percussão





1 Specific
2 Milk Train
3 Rain Again
4 Patience
5 Twisted Trip Woman
6 World Of Ice
7 Babyi Ar

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

T-Bone Walker - Good Feelin' (1969)








Antes de T-Bone Walker a guitarra ficava no fundão das bandas, exercendo um papel meramente rítmico. Foi Walker quem colocou o instrumento como líder e como a principal voz do blues pelas décadas que viriam. Pode-se dizer sem medo que ele inventou o conceito de guitarra elétrica no blues e o som característico dela, numa afinação que a aproximava dos metais. Ele inovou e sofisticou a maneira de compor e incluiu muitas mudanças vindas do jazz. 
A eletricidade não estava só no instrumento, mas no próprio T-Bone. Ele que tinha atuado como dançarino, incluía performances inusitadas no palco, como tocar a guitarra por detrás da cabeça e tocá-la com os dentes. Pois é, Hendrix o imitou; Chuck Berry também; e também James Brown, à sua maneira.
Como aconteceu com a maioria dos bluesmen, a carreira de Walker foi mais e mais sombreada pelo rock e pelo pop dos anos 60. Mas em 69 ela tomou um fôlego — pequeno, é verdade — ao ganhar um Grammy por Good Feelin'.





T-Bone Walker - guitarra, piano, vocal
Slim Pezin - guitarra
Michel Sardaby - piano
Bernard Estardy - órgão, piano, percussão
Manu Dibango - sax, órgão, percussão
Francis Cournet - sax
Pierre Holassian - sax
Jeannot Karl - baixo
Lucien Dobat - bateria
Jean-Louis Proust - percussão
Earl Lett - percussão





1  Good Feelin
2  Everyday I Have The Blues
3  Woman You Must Be Crazy
4  Long Lost Lover
5  I Wonder Why
6  Vacation
7  Shake It Baby
8  Poontang
9  Reconsider
10 Sail On Little Girl
11 When I Grow Up
12 See You Next Time

domingo, 1 de outubro de 2017

Big Joe Turner with Pee Wee Crayton & Sonny Stitt - Everyday I Have The Blues (1975)








Big Joe Turner foi um cantor de jazz blues, jump-blues, blues urbano e R&B que exerceu muita influência no do rock 'n' roll. Na adolescência ele trabalhou como barman e leão-de-chácara em vários clubes, nos quais eventualmente começou a dar umas palhinhas. A partir do meio dos anos 20, ele estabeleceu uma duradoura parceria com um pianista de boogie-woogie chamado Pete Johnson. Juntos ele compuseram grandes sucessos que foram gravados por vários outros músicos. Entre esses sucessos está "Roll Em', Pete", gravada por Jimmy Reed. 
O melhor período de Turner foi nos anos quarenta e cinquenta, quando muito do seu estilo vocal incluiu elementos do jazz e do swing. Ele gravou "Sweet Sixteen" bem antes de B.B. King e empregou Elmore James como guitarrista.
Talvez o pico da sua sua carreira tenha sido em 1954 quando Charles Calhoun compôs Shake, Rattle And Roll especialmente para ele. No mesmo ano Bill Halley a gravou e em seguida Elvis Presley também. Empolgado, Turner emplacou outros sucessos na mesma linha, como "Flip, Flop and Fly". 
Nos anos 60 sua carreira entrou em declínio depois que ele passou a gravar músicas pop de fácil digestão. Logo ele, cujas letras anteriores eram vulgares, quase explicitamente sexuais.
Nos anos 70 ele excursionou com a orquestra de Count Basie, e nos anos 80 ele se fez acompanhar pela banda Roomful of Blues e pelo guitarrista Ronnie Earl.





Big Joe Turner - vocal
Sonny Stitt - sax tenor, sax alto
Pee Wee Crayton - guitarra
J.D. Nicholson - piano
Charles Norris - baixo
Washington Rucker - bateria





1 Stormy Monday [T. Bone Walker]
2 Piney Brown (K.C.)
3 Martin Luther King Southside
4 Everyday I Have The Blues [Memphis Slim]
5 Shake, Rattle And Roll [Charles Calhoun]
6 Lucille

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Bacon Fat - Grease One For Me (1970)








George "Harmonica" Smith nasceu em 1924 no Arkansas. Ele começou a tocar blues muito cedo e praticou exaustivamente até o ponto de poder viver da música decentemente. Nos anos 50 ele mudou-se para Chicago e integrou a banda de Muddy Waters por um ano. Daí ele foi para a costa oeste americana onde ganhou respeitabilidade, mas frequentemente voltava à Chicago para tocar com Otis Spann e Otis Rush.
Rod Piazza nasceu na California em 1947. Entre seus ídolos estavam Little Walter e o próprio Harmonica Smith. Pois foi num desses retornos de Chicago de Harmonica Smith que ambos começaram a trabalhar juntos e formaram a eletrificada Bacon Fat. 
Além de lançar dois discos — este é o primeiro — a banda acompanhou T-Bone Walker, Big Joe Turner e Big Mama Thornton.





George "Harmonica" Smith - harmônica, vocal
Rod "Gingerman" Piazza - harmônica, vocal
J.D. Nicholson - piano, vocal
Gregg Schaefer - guitarra, bandolim
Buddy Reed - guitarra, vocal
Jerry Smith - baixo
Dick Innes - bateria





1  Up The Line
2  Boom Boom (Out of The Lights)
3  Small's On 53rd
4  She's A Wrong Woman
5  I Need Your Love
6  Juicy Harmonica
7  Nobody But You
8  Telephone Blues
9  You're So Fine
10 Too Late