quinta-feira, 19 de abril de 2018

Professor Longhair - Fess: The Professor Longhair Anthology (1993)






Professor Longhair é uma figura fundamental no surgimento do Rock'n'Roll — sua levada ao piano que misturava funk, boogie e até rumba, influenciou muito os pioneiros do rock como Fats Domino, Little Richard e Jerry Lee Lewis. E se ele teve importância para o rock, teve importância ainda maior para o blues de Nova Orleans. 
Seu estilo era extremamente alegre e dançante, sempre incendiando os clubes onde tocava no início dos anos 50. Esse jeito diferente de tocar surgiu mais pela necessidade do que pelo desenvolvimento: É que ele aprendeu a tocar num piano onde faltavam teclas.
Seu nome lhe foi dado pelo dono de um desses clubes, depois que ele se recusou a cortar o cabelo após deixar o serviço de muitos anos no exército.
Nessa coletânea estão todos os seus grandes sucessos, sobretudo no CD 1. O CD 2 contém faixas dos anos 70, quando fez um retorno à cena musical após um período de ostracismo; como aliás, todos os bluesmen tiveram.





Professor Longhair - vocal, piano
Earl King - vocal, assobio
Mac Rebennack (Dr. John) - vocal, guitarra, piano
Roy Byrd - vocal, piano
Roland Byrd - vocal
Clarence "Gatemouth" Brown, Big Will Harvey, Will Harvey, Walter Nelson - guitarra
Justin Adams , Alvin Robinson, Roy Montrell, Snooks Eaglin, Leo Nocentelli - guitarra 
Clarence Ford - sax alto
Warren Bell, Robert Parker - sax alto
Jerry Jumonville - sax tenor e barítono
Andy Kaslow, Charles Burbeck, Morris Bechamin, Manuel Crusto - sax tenor
Lee Allen, Alvin Batiste, Nat Perrilliat, Tony Dagradi - sax tenor
Carl Blouin, Edward "Kidd" Jordan, Jim Moore , Alvin "Red" Tyler - sax barítono
Clyde Kerr, Emery Thompson, Willie Singleton, Eddie Nash, Steve Madaio - trompete
Wendell Joseph, Warren Bokes, Waldron "Frog" Joseph, Eddie Hines, Wendell Eugene - trombone 
Tuts Washington - piano
Allen Toussaint - piano elétrico
Art Neville - órgão
Earl Palmer , David Lee , John Woodrow, Charles "Hungry" Williams - bateria
Fred Staehle, Johnny Vidacovich, Al Miller , Shiba, Smokey Johnson - bateria
John Boudreaux, Ziggy Modeliste - bateria
Alfred "Uganda" Roberts - congas
Sidney Quezergue - percussão
George Porter, Jr. - pandeiro
Rozalin Woods, Jesse Smith, Jessica Smith - backing vocal





CD 1
1  Bald Head
2  Hadacol Bounce
3  Tipitina
4  In The Night
5  Ball The Wall
6  Who's Been Fooling You
7  Hey Now Baby
8  Hey Little Girl
9  Walk Your Blues Away
10 She Walks Right In
11 Willie Mae
12 Professor Longhair Blues
13 Baby, Let Me Hold Your Hand
14 No Buts, No Maybes
15 Misery
16 Looka, No Hair
17 Cuttin' Out
18 Go To The Mardi Gras
19 There Is Something On Your Mind
20 Big Chief Part 2
21 Hey Little Girl
22 Hey Now Baby





CD 2
1  Mardi Gras In New Orleans
2  Junco Partner
3  How Long Has That Train Been Gone
4  Stag-o-lee
5  Meet Me Tomorrow Night
6  Dr. Professor Longhair
7  Mess Around
8  Cry To Me
9  Whole Lotta Loving
10  Everyday
11 Got My Mojo Working
12 Thank You Pretty Baby
13 Sick And Tired
14 Mean Old World
15 Tipitina
16 Big Chief
17 Rum & Coca-Cola
18 Boogie Woogie

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Colour Haze - Periscope (1999)







A Colour Haze foi formada em Munique, em 1994. No início ela era um quarteto com um vocalista e assim gravaram dois discos. Apesar de terem recebido boas críticas estava claro que eles ainda estavam experimentando e testando. O segundo disco tinha 12 faixas sem muita coesão entre elas e havia alguns elementos de jazz nas composições.
Em 1999 entraram novos baixista e baterista, Stefan Koglek assumiu os vocais, e a banda enfim encontrou seu som. Periscope é um álbum aclamado e indicado como o melhor da banda, mesmo tendo ela progredido até hoje. São seis faixas no vinil e sete no CD — longas, espirituais e todas de equivalente qualidade. É um stoner rock misturado ao rock psicodélico que me faz lembrar a Blue Cheer.
Periscope foi gravado ao vivo no salão de ensaios deles e o zumbido ao fundo aparentemente foi proposital e deve ter sido causado pelo pedal de distorção.
Tim Höfer, que aqui faz uma participação especial, foi um dos fundadores da Colour Haze.





Stefan Koglek - guitarra, vocal
Philipp Rasthofer - baixo
Mani Merwald - bateria
Tim Höfer - bateria (7)





1 Always Me
2 Antenna
3 Pulse
4 Sun
5 Periscope
6 Periscope (Breit Return)
7 Transmitter

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Jughead - Jughead (2002)







Jughead é mais um projeto do guitarrista da King's X, Ty Tabor, e não é nem um pouco parecido com os outros. Quem vê os músicos, todos de longo pedigree, pode imaginar que se trata de um disco de prog-metal, mas não é. Todos os quatro assinam as composições e o que eles criaram foi uma mistura muito legal de pop, rock, punk, prog e Beatles nos vocais. Só o som da guitarra é o mesmo. É ele que conduz tudo enquanto Derek Sherinian está muito discreto, só na base.





Ty Tabor - guitarra, backing vocal
Derek Sherinian - teclados
Matt Bissonette - vocal, baixo
Gregg Bissonette - bateria





1   Halfway Home To Elvis
2   C'mon
3   Snow In Tahiti
4   Promise
5   Bullet Train
6   Waiting On The Son
7   Yesterday I Found Myself
8   Be Like You
9   Flowers
10 Shame On The Butterfly
11 Paging Willie Mays


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Radio Moscow - Brain Cycles (2009)







Ah, não vou escrever nada. Tô com preguiça.
Só duas coisas: Esse álbum teve dezesseis edições em vinil, em cores diferentes, e só uma edição em CD — essa tem os dois, vinil e CD. E esse segundo disco, com um novo baixista, é melhor que o primeiro. Siga a bula: Best Played Very HIGH.





Parker Griggs - guitarra, vocal, bateria, percussão
Zach Anderson - baixo
com:
Organ – Justin "Blind Beard" Apple - órgão (2, 5)





1   I Just Dont Know
2   Broke Down
3   The Escape
4   No Good Woman
5   Brain Cycles
6   250 Miles
7   Hold On Me
8   Black Boot
9   City Lights
10 No Jane

sábado, 7 de abril de 2018

Black Mountain - In The Future (2008)







Black Mountain é canadense e é liderada por Stephen McBean, que é o autor de quase todas as faixas. Ela é rotulada como stoner rock ou indie, mas ao menos nesse segundo disco aqui ela ocupa um território muito maior. Ouve-se ecos de tudo o que houve de bom nos anos 70, do rock psicodélico ao prog. Ecos da Black Sabbath, por exemplo, ou dos sintetizadores da Pink Floyd. Wishbone Ash, Neil Young, a cada passagem uma lembrança. E muito longe de ser uma colagem, o som da Black Mountain tem uma personalidade sólida e é bastante elaborado. Grande banda.





Stephen McBean - guitarras, violão, vocal
Amber Webber - vocal, percussão
Jeremy Schmidt - órgão, sintetizadores, Mellotron
Matthew Camirand - baixo
Joshua Wells - bateria, percussão, piano, Mellotron
 Ryan Peters - backing vocal (1)
Sean Hawryluk - backing vocal (1)
The East Van Ladies' Chorus - backing vocal (8)





1   Stormy High
2   Angels
3   Tyrants
4   Wucan
5   Stay Free
6   Queens Will Play
7   Evil Ways
8   Wild Wind
9   Bright Lights
10 Night Walks

quinta-feira, 5 de abril de 2018

The Pineapple Thief - Variations On A Dream (2004)







Esse é o terceiro disco da banda britânica Pineapple Thief. Algo que logo se percebe é a semelhança entre ela e a Porcupine Tree e o mais legal disso é que o pessoal da Pineapple nem conhecia o trabalho da Porcupine nessa época. Então, o que gente pode arriscar a dizer é que as duas bandas inspiraram-se na época de ouro do rock progressivo, mas não tiveram a intenção de emular nada e nem de serem rotuladas como prog. O que elas quiseram foi desenvolver sua música de um jeito diferente, refinado, cuja estrutura progride harmonicamente. Na minha humilde opinião, isso faz delas mais prog do que muitas que dizem "eu quero ser prog", mesmo que em alguns momentos possam soar como pop.
A Pineapple Thief foi formada em 1999 por Bruce Soord e desde então vem se estabelecendo como uma das bandas mais elogiadas do cenário alternativo.





Bruce Soord - guitarra, vocal, teclados
Adrian Soord - Mellotron, piano Fender Rhodes, órgão Hammond, piano, sintetizadores
Mark Harris - baixo elétrico e acústico
Nick Lang - bateria, percussão

com:
Liz Bramley - backing vocal (3)
Will Torrens - efeitos de guitarra (3)
Jon Sykes - baixo (7)





CD 1
1   We Subside 
2   This Will Remain Unspoken 
3   Vapour Trails 
4   Run Me Through 
5   The Bitter Pill 
6   Resident Alien 
7   Sooner or Later 
8   Part zero 
9   Keep Dreaming
10 Remember Us 



CD 2: 8 Days (bonus)
1   Sunday 20th 
2   Monday 21th 
3   Tuesday 22nd 
4   Wednesday 23rd
5   Thursday 24th
6   Friday 25th
7   Saturday 26th (part one)
8   Saturday 26th (part two) 
9   Sunday 27th (part one)
10 Sunday 27th (part two)


sábado, 31 de março de 2018

Thieves' Kitchen - Argot (2001)







O neo-prog acabou por tornar-se um grande clichê com as bandas soando umas como as outras e aqueles vocais que mais parecem discursos. A Thieves' Kitchen conseguiu ser diferente. Esse é segundo disco dela e mantém a influência do prog dos anos setenta, especialmente da Gentle Giant. É uma influência sutil, que pede repetidas audições. Um pouco mais óbvias são as influências de Steve Howe e Steve Hackett sobre Phil Mercy. Por serem apenas quatro faixas a gente já vai adivinhando que vem épicos por aí, e é isso aí. É um ótimo trabalho; é uma ótima banda.
Paul Beecham era o baixista original e por problemas familiares ele afastou-se, mas colaborou neste álbum com os instrumentos sopro.





Simon Boys - vocal
Wolfgang Kindl - sintetizadores (E-mu Proteus 2000, Korg M1, Korg X3, Yamaha DX7, Roland JX), backing vocal
Phil Mercy -guitarras (Ibanez, Fender, Yamaha e JayDee), E-bow, backing vocal
Andy Bonham - baixos (Fender Precision, Yamaha TRB fretless)
Mark Robotham - bateria (Pintech electric, Alesis DM-5)
Paul Beecham - sopros





1 John Doe Number One
2 Escape 
3 Proximity 
4 Call to Whoever

quarta-feira, 28 de março de 2018

Eskaton - Ardeur (1980)









A Eskaton foi uma das melhores bandas da França e de todas as que foram influenciadas pela Magma ela foi a mais impressionante. Essa influência foi mais forte bem no início da carreira quando ela tinha oito membros e seu nome era Eskaton Kommandkestra. Cuidadosamente ela forjou seu próprio estilo e encolheu, embora sempre tenha usado músicos convidados nos seus três discos. Ardeur é o primeiro deles e é fantástico, um clássico celestial. O baixo e a estrutura dos vocais ainda lembram a Magma, mas trabalhar a língua francesa dentro da dinâmica Zeuhl foi mais legal. E o destaque vai para o Patrick Lemercier, mais um grande violinista francês.





Gilles Rozenberg - guitarra, órgão, sintetizador
Marc Rozenberg - piano, piano Fender Rhodes
Paule Kleynnaert - vocal
Amara Tahir - vocal
André Bernardi - baixo
Gérard Konig - bateria

com
Patrick Lemercier (Malicorne) - violino (2,5)
Alain Blésing - guitarra (8,9)
Eric Guillaume - piano Fender Rhodes (8,9)





1 Ardeur 
2 Couvert De Gloire 
3 Attente 
4 Eskaton
5 Un Certain Passage
6 Pierre Et L'ange 
7 Dagon 
8 Le chant de la terre (1979 Single)
9 If (1979 Single)

terça-feira, 27 de março de 2018

M-Opus - 1975 Triptych (2015)







M-Opus é um projeto irlandês cuja proposta é revisitar o rock progressivo em diferentes intervalos de tempo. Esse primeiro disco é uma viajem ao redor de 1975 e não tem como não nos lembrarmos da Genesis e da Yes logo de cara. 

A banda na verdade é um duo formado por Casey e Sullivan, e nesse primeiro álbum eles capturaram tudo aquilo que fez do prog uma grande música: estrutura intrincada, técnica instrumental, emoção... tudinho. 

No lançamento desse disco eles anunciaram que o próximo se situaria em 1978, mas como Casey tem excursionado com o ex-King Crimson David Cross, talvez ainda não tenham podido trabalhar nisso. 





Jonathan Casey - teclados, vocal, baixo, guitarra
Colin Sullivan - guitarras, vocal
Oisin O'Malley - baixo
Mark Grist - bateria
Aran O'Malley - bateria
Greenwich Village Orchestra - cordas





1 Travelling Man 
2 Different Skies:
   a. Snowflake
   b. Throne of Polaris
   c. The Tempest
   d. Super Sonic Shock
   e. Ancient Light
   f.  S.A.D.
   g. Every Day the Orbit
   h. Magnetic North
   i.  Every Day the Orbit (Reprise)
   j.  Flood
   k. Endless Echo
3 Wasps 

segunda-feira, 26 de março de 2018

Øresund Space Collective - Inside Your Head (2008)







Eu sou um grande fã da ØSC, primeiro porque os caras são bons mesmo, depois porque adoro space rock e também porque admiro a improvisação. Ao contrário da maioria das atividades, a improvisação denuncia o talento. E esse quarto disco de estúdio da ØSC é um grande exemplo disso. Essas faixas foram gravadas dois anos antes, durante as sessões para o álbum anterior, chamado The Black Tomato, que também é o nome do estúdio em Copenhague. Eles finalizaram 150 minutos de gravações que obviamente não puderam ser todas incluídas. Então, 70 minutos dessas sessões, em cinco faixas que variam entre dez e vinte minutos, resultaram em Inside Your Head. A qualidade da improvisação desses caras é tanta que essas faixas tem continuidade entre si e esse álbum é tão bom quanto o anterior.

lembrando que a Øresund Space Collective é um projeto escandinavo, baseado em Copenhague e em Malmö, mas com a liderança de um norte-americano.





Dr. Space (Scott Heller) - sintetizadores Octave Cat SRMII e Nord Lead 2
Sebastian Wellander - guitarra, efeitos, 
Tobias Wulff - guitarra, efeitos
Magnus Hannibal - guitarra, efeitos, sintetizador
Ola Eriksson - piano Fender Rhodes, sintetizador Nord Modular
Mogens Pedersen - sintetizadores
Jocke Jönsson - baixo
Michael Kroglund - baixo (5)
Søren Holm Hvilsby - bateria, percussão





1 Substantia Nigra
2 Optic Chiasm
3 Fornix
4 Aqueduct Of Sylvius
5 Vermis