segunda-feira, 9 de julho de 2018

Placebo - Placebo (1974)







Existem várias bandas com o nome Placebo e a maioria realmente o é. Esta é muito legal e foi formada em 1971 na Bélgica por Marc Moulin. Moulin já era um veterano músico e produtor, e mais tarde integraria as bandas Cos e Aksak Maboul. A Placebo foi a primeira banda belga a enveredar pelo Jazz-rock, e fez isso de modo original, sem experimentalismos nem influências do Free-jazz — o ingrediente X é o funk.
Este é o terceiro e último disco da banda. Ele é mais complexo que os anteriores, talvez numa tentativa de satisfazer os prog-heads. 





Marc Moulin - piano, piano Wurlitzer, teclados, sintetizadores
Philip Catherine - guitarra, violão
Francis Weyer - guitarra, baixo
Nicolas Fissette - trompete
Richard Rousselet (Julverne) - trompete elétrico, flugelhorn
Alex Scorier - saxes, flautas, acordeon
Yvan de Souter - baixo
Garcia Morales - bateria
Jean Pierre Onraedt - percussão





1 N. W. 
2 PlotSelling
3 Bosso
4 Dag Madam Merci
5 Hop Hop
6 Tanga
7 Stomp 
8 S. U. S.

domingo, 8 de julho de 2018

Machiavel - Mechanical Moonbeams (1978)







A belga Machiavel foi formada em Bruxelas em 1974 e está na estrada até hoje. No início era um quarteto e o baterista também era o vocalista. 
Mechanical Moonbeams é o terceiro disco que ela lançou e até aqui o som é rock sinfônico executado com maestria e influenciado pela Genesis e pela Supertramp (piano). Esse disco aqui também é um pouco mais pesado que os anteriores, principalmente nos vocais ásperos que chegam a lembrar a AC/DC — ouça a faixa 2, se não me acredita.
Hoje considera-se que a Machiavel fez um link entre aquele prog e o neo-prog de bandas como a Marilion, por exemplo. Depois desse disco a Machiavel tornou-se muito comercial e pop, talvez acompanhando a mesma direção tomada pela Genesis nessa mesma época.





Jean Paul Devaux - guitarra, violão, ressonador, bandolim
Albert Letecheur - piano, piano elétrico, Mellotron, sintetizadores, sintetizador cordas
Mario Guccio - vocal
Roland de Greef - baixo, pedal baixo, violão
Marc Ysaye - bateria, percussão, vocal





1 Beyond The Silence
2 Summon Up Your Street
3 Rope Dancer 
4 Rebirth 
5 After The Crop 
6 Mary
7 The Fith Season
8 Wind Of Life
9 I'm Not A Loser (Home demo 1978)

sábado, 7 de julho de 2018

Hypnos 69 - The Eclectic Measure (2006)







Hypnos 69 foi formada em 1994 na Bélgica e seu primeiro disco saiu em 2002. Nesse disco o som da banda era um Stoner-rock psicodélico competente mas pouco original. Desde então a banda evoluiu consideravelmente e cada um dos cinco discos que lançaram até aqui difere bastante dos demais. The Eclectic Measure é o quarto deles e também é o ponto alto da banda. As raízes do rock psicodélico estão aí e a grosso modo poderíamos colocar a coisa como uma mistura sutil de Pink Floyd e King Crimson do começo dos anos 70. Eles usam instrumentos clássicos do Prog em estruturas musicais do jazz. O resultado é muito bom.





Steven Marx - sax tenor, sax barítono, piano elétrico Fender Rhodes, órgão Hammond, Mellotron, clarinete
Steve Houtmeyers - vocal, guitarras, Theremin, efeitos
Tom Vanlaer - baixo, Moog Taurus, órgão Hammond, piano elétrico Fender Rhodes
Dave Houtmeyers - bateria, percussão, sintetizadores, glockenspiel





1   I And You And Me (I)
2   The Eclectic Measure
3   Forgotten Souls
4   My Ambiguity Of Reality
5   The Antagonist
6   Halfway To The Stars
7   I And You And Me (II)
8   Ominous (But Fooled Before)
9   The Point Of No Return
10 Deus Ex Machina

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Ezra Winston - Ancient Afternoons (1990)







Ezra Winston é o nome de uma banda italiana que foi uma das primeiras progressivas da era moderna, ou seja, uma pioneira no tipo de prog sinfônico que se ouve hoje em dia. Ela foi formada em 1979 pelo multi-instrumentista Mauro Di Donato e desde então passou por várias mudanças no line-up.
Ancient Afternoons é o segundo álbum dela e é aclamado como uma obra-prima. As composições tem elegância e sofisticação técnica com muitas variações de andamento. As seções de metais e cordas ampliam a atmosfera. É um rock sinfônico realmente inventivo e essa edição em CD é outro louvável esforço do selo brasileiro Rock Symphony.





Mauro Di Donato - vocal, sintetizadores, piano elétrico, violões, samplers, baixos com e sem trastes, baixo acústico
Fabio Palmieri - violões, guitarra, efeitos
Paolo Lucini - flautas, sax tenor e soprano, sintetizadores
Daniele Iacono - bateria, bateria eletrônica, percussão
com:
Steve Pontani - electric guitars and loops (5)
Aldo Tagliapietra (Le Orme) - vocal, baixo 5 cordas (3)
Gianni Colaiacomo - baixo (5)
Francesco Berluti - trompete
Tony Saltz - trompete
Giancarlo Berluti - trompa
Giovanni Giuliano - trompa
Domenico Sebastiani - trompa
Salvatore Sanseli - trombone
Francesco Scalone - trombone
Augusto Mentuccia - tuba
Tommaso Guidi - oboé
Cristina Santoni - backing vocal  (5)





1 The Painter And The King
  a The Arrival Of The Painter
  b Nightmare
  c The Sentence
  d Execution
  e Over The Candle-Light

2 Verge Of Suicide
a  The Bus-Stop
b  Indifference
c  Watchman Of The Glass Managerie
d  The Choice

3 Night-Storm

4 Ancient Afternoon Of An Unknown Town
  a Prelude
  b Magician's Words
  c Interlude (On The March)
  d Glares
  e Mountains Of Munis:
  f The Ambush And The Battle
  g Interlude (Night On Munis)
  h The Dragon And The Ruby Of Kos
  i Postlude

5 Shades Of Grey

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Sensations' Fix - Fragments of Light (1974)







A cena prog italiana é célebre pelo rock sinfônico — a maioria das bandas trabalhou esse estilo. Porém, a Sensations' Fix aproximou-se muito mais de bandas alemãs como a Amon Düül e incorporou vários elementos do Space-rock.
O trio, mais tarde quarteto foi liderado por Franco Falsini que compôs e arranjou quase tudo. O trabalho é focado na parte instrumental e muitas faixas são puramente eletrônicas com os sintetizadores flutuando pela troposfera. Falsini também é um ótimo guitarrista e dá um tratamento eletrônico ao instrumento. Aí ele se parece com Robert Fripp nas suas parcerias com Eno.





Franco Falsini - guitarra, violão, sintetizadores, vocal
Richard Ursillo - baixo, pedais eletrônicos
Keith Edwards - bateria, percussão





1   Fragments Of Light 
2   Nuclear War In Your Brain 
3   Music In Painting In The Air 
4   Windopax And The Stone Sender 
5   Spacer Energy Age 
6   Metafel + Mefalac
7   Space Closure 
8   Music Without Gravity 
9   Do You Love Me? 
10 Life Beyond The Darkness 
11 Telepathic Children 

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Hawklords - 25 Years On (1978)







Hawklords é a Hawkwind tocando com outro nome. Ao retornarem de uma turnê pelos Estados Unidos no início de 1978 os caras brigaram feio e Dave Brock e Robert Calvert desmancharam a banda, dispensando inclusive o agente e a gravadora. Os dois, então, resgataram uma colaboração que tiveram com membros de uma banda chamada Ark no ano anterior, projeto que chamou-se The Sonic Assassins. Dessa forma, por razões contratuais e pela disputa sobre o nome "Hawkwind", eles tiveram que chamar-se Hawklords.
Não foi só o nome que mudou, o som também. Mas isso não chegou a ser surpresa porque esse foi um movimento iniciado já nos dois discos anteriores da Hawkwind. Contudo, esse foi o ponto mais distante que eles estiveram do Space-rock. As músicas e letras são muito boas, os arranjos são ótimos, mas não há "espaço". É tudo muito ajustado, preciso, mais próximo da new wave.





Robert Calvert - vocal, gaita judaica, violão, percussão
Dave Brock - guitarra, violão, sintetizadores, teclaos, baixo, vocal
Steve Swindells - teclados, vocal
Harvey Bainbridge - baixo, vocal
Martin Griffin - bateria (1, 2, 5, 6)
Simon King - bateria (4, 7, 8, 9, 10)
Henry Lowther - trompete
Les McClure - vocal (sussurro)
Simon King - congas





CD 1: The Original Album
1   PSI Power
2   Free Fall
3   Automoton
4   25 Years
5   Flying Doctor
6   The Only Ones
7   (Only) The Dead Dream Of The Cold War Kid
8   The Age Of The Micro Man
9   PSI Power (Single Version)
10 Death Trap (Single Mix)
11 25 Years (Single Mix)


CD 2: The Sonic Assassins
1   Over The Top
2   Magnu
3   Angels Of Life
4   Freefall
5   Death Trap

Hawklords Album Out-Takes
6   The Only Ones (Acoustic Demo)
7   (Only) The Dead Dreams Of The Cold War Kid (Demo)
8   Flying Doctor (Live Studio Rehearsal Version)
9   25 Years (Take One)
10 Assassination
11 Freefall (Take Two)
12 (Only) The Dead Dreams Of The Cold War Kid (Take Two)
13 The Age Of The Micro Man (Take One)
14 Automotion (Full Extended Version)
15 Digger Jam

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Sula Bassana - The Night (2009)







Sula Bassana é um tipo de ganso. Também é Dave Schmidt, um multi-instrumentista alemão que foi influenciado pelo som da Hawkwind e da Pink Floyd. Ele é um cara bastante ocupado, integrando diversos projetos e organizando festivais. 
The Night é seu quarto disco absolutamente solo. Nele Schmidt retorna às raízes psicodélicas do Rock Progressivo e do Space-rock para reconstruir os gêneros. É uma viagem ao nosso cosmos, o interior.





Dave Schmidt - guitarras, baixos, sintetizadores Korg, Moog e Roland, Mellotron, órgão, bateria, gongo, vocal, programação
Stefan Koglek (Colour Haze) - vocal (3)





1 In Space 
2 Lost In Space 
3 The Night 
  a- Part 1 
  b- Part 2
  c- Part 3
  d- Part 4 
4 Meteorritt 
5 Kosmokrator

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Earthless - Sonic Prayer (2005)







Earthless é uma banda de San Diego que faz um psico-stoner-space-rock que põe seu cérebro em órbita. Esse é o primeiro de uma porção de álbuns — de estúdio são seis. Essas duas faixas são mais de 40 minutos de jams, ou de dois solos de guitarra. Como a primeira faixa denuncia, eles são fãs da cultuada banda japonesa dos anos 70.





Isaiah Mitchell - guitarra
Mike Eginton - baixo
Mario Rubalcaba - bateria





1 Flower Travelin' Man 
2 Lost in the Cold Sun 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Dogstar Poets - Off-Planet (2002)







Esse é um álbum muito legal dos ex-membros da Jade Warrior. Glyn Havard foi um dos fundadores e David Duhig entrou para a banda em 1972 — ele é irmão do guitarrista fundador Tony Duhig, falecido em 1990. Allan Price também foi da Warrior; ele entrou como baterista a partir do segundo disco, Released. 
Eles mantém as raízes da Jade Warrior, só que numa roupagem moderna.
Dogstar é como alguns povos referem-se à estrela Sirius.





David Duhig - guitarra, teclados, percussão eletrônica
Glyn Havard - vocal, baixo, letrista
Allan Price - tabla (2, 6)
Dave Lewis - bateria, percussão
Brian Imig - dulcimer (8)





1 Burning Bridges
2 Karmakaze
3 Avalon Mists
4 Turn That Wave
5 Dear John
6 Magic Mile
7 Passion Play
8 Fare Thee Well

domingo, 17 de junho de 2018

Jade Warrior ‎- Jade Warrior (1971)







Imediatamente reconhecida pelos elementos orientais na arte das capas dos seu discos, a Jade Warrior foi uma das primeiras bandas a seguir uma inspiração "world" e foi uma das bandas mais originais da cena progressiva. 
Tony Duhig e Jon Field formaram a banda a partir de outra, chamada July. Aquela originalidade estabelece-se já a partir desse primeiro disco. É apenas um trio que cobre um vasto território musical, do blues ao afro. A música não está ancorada por uma bateria e sim por vários instrumentos de percussão, o que permite essa expansão. Aí, tem-se um baixo que confere substância e a guitarra pode abusar da saturação. Mas a mágica da banda é a dinâmica com que tudo isso acontece.
O nome Jade Warrior teria vindo de uma peça teatral musical escrita por Jon Field anteriormente. Nela, o personagem principal seria um samurai que também era poeta. Aliás, na vela do barco que ilustra a capa há um poema cuja tradução para o inglês eu posto abaixo dos créditos.





Tony Duhig - guitarra
Glyn Havard - baixo, vocal
Jon Field - percussão, flauta





1   The Traveller
2   A Prenormal Day At Brighton
3   Masai Morning
4   Windweaver
5   Dragonfly Day
6   Petunia
7   Telephone Girl
8   Psychiatric Sergeant
9   Slow Ride
10 Sundial Song





The moon in the evening sky
                flickers upon the heart of the small lak
casting broken shadows 
      of intertwined branches.  
                                      
                 Through the opening between the rocks
 the wind comes blowing
  mixing up the leaves 
  of the apple trees.