terça-feira, 16 de abril de 2019

Toad - Toad (1971)







Tem pipocado muitas bandas por aí querendo fazer um revival daquele rock do início dos anos 70. O melhor que conseguem ser é uma cópia em papel carbono já meio usado. Que continuem tentando — longe de mim desestimular. Só que ainda existem muitas bandas daquela época para serem descobertas. A Toad é uma delas. Ela foi uma reunião de músicos suíços e alemães que incluiu a sessão rítmica da banda Brainticket. E era uma senhora cozinha — Werner Froehlich, ou Werni Fröhlich, era um ótimo baixista.
O som da Toad passeia entre o blues-rock, hard e heavy psych. Pode ser comparada à Cream, só que sob medicação mais pesada. 
O engenheiro desse primeiro disco dela é Martin Birch, o mesmo da Deep Purple.




Vittorio "Vic" Vergeat - guitarra, piano
Benny Jäger - vocal
Werner Froehlich - baixo
Cosimo Lampis - bateria, percussão




1 Cotton Wood Hill
2 A Life That Ain't Worth Living
3 Tank
4 They Say I'm Mad
5 Life Goes On
6 Pig's Walk
7 The One I Mean
8 Stay

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Birth Control - Birth Control (1970)






A Birth Control foi uma das primeiras bandas de rock da Alemanha. Seu nome foi escolhido para ser um ataque à campanha contra o controle de natalidade do Papa Paulo VI. Era uma banda estudantil que não se mantinha estável por conta do serviço militar e pelas diferenças ideológicas entre os membros. Quando conseguiram gravar o primeiro single, apenas dois dos membros originais permaneciam.
Nessa época seu som era uma mistura de influências das quais se destacavam a The Nice e a The Doors — e aí está um cover de Light My Fire. Mas também há traços da Deep Purple e da Vanilla Fudge. Isso não quer dizer que seu som não era original, muito pelo contrário. Eles eram bastante criativos e muito progressivos, à sua própria maneira. 
Esse é o seu álbum de estréia e traz basicamente um hard-rock com uso extensivo do órgão. Frenzel e Noske se revezam nos vocais com timbres bem distintos.




Bruno Frenzel - guitarra, vocal
Reinhold Sobotta - órgão
Bernd Koschmidder - baixo
Bernd "Nossi" Noske - bateria, vocal




1   No Drugs
2   Recollection
3   Deep Inside
4   Foolish Action
5   Sundown
6   Change Of Mind
7   Light My Fire
Bonus:
8   No Drugs (Mono Single Mix)
9   All I Want Is You
Special Bonus, First Single:
10 October
11 Freedom

sexta-feira, 12 de abril de 2019

The Edgar Broughton Band - Demons At The Beeb (1969-1976)







Esse disco apresenta a Edgar Broughton Band soltando seus demônios na BBC. As duas primeiras faixas foram gravadas para o programa Top Gear (nada a ver com carros) e foram as primeiras gravações da banda, em 1969. As demais são do programa Live In Concert de 1972, menos a última faixa que é de estúdio, em 1976. Ele também mostra a evolução de uma das bandas mais viscerais do seu tempo, indo do blues psicodélico ao boogie blues-rock e o folk-blues.




Edgar Broughton - guitarra, vocal
Victor Unitt - guitarra, vocal
Arthur Grant - baixo, vocal
Steve Broughton - bateria




1   For What You Are About To Receive
2   Why Can't Somebody Love Me?
3   Side By Side
4   Call Me A Liar
5   Poppy
6   The Rake
7   Gone Blue
8   Chilly Morning Momma
9   I Got Mad (Sole Dad)
10 And It's Not You
11 Out Demons Out
12 The Actor

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Arthur Lee - Vindicator (1972)







Esse é o primeiro disco solo do líder da banda californiana Love e seu som tem pouco a ver com o dela. Lee estava cansado daquilo e decidiu desmanchar a banda e procurar suas raízes; daí o título Vindicator. Essas raízes estavam no blues e no R&B. Misturadas à bagagem psicodélica dele, saiu um ótimo boogie-blues-rock com muita vontade de ser hard-rock. Se a Love não dava muito espaço para as guitarras, aqui ele tirou o atraso, em muito inspirado pelo amigo Jimi Hendrix.




Arthur Lee - vocal, guitarra rítmica, piano (8)
Charles Karp - guitarra (1, 3, 5 to 9, 12)
Craig Tarwater - guitarra (4, 10, 11)
David Hull - baixo (1, 3, 5 to 9, 12)
Frank Fayad - baixo (4, 10, 11)
Don Poncher - bateria
com
Clarence McDonald - órgão (4)




1   Sad Song
2   You Can Save Up To 50% But You're Still A Long Ways From Home
3   Love Jumped Through My Window
4   Find Somebody
5   He Said She Said
6   Every Time I Look Up I'm Down Or White Dog (I Don't Know What That Means !)
7   Everbody's Gotta Live
8   You Want Change For Your Re-Run
9   He Knows A Lot Of Good Women (Or Scotty's Song)
10 Hamburger Breath Stinkfinger
11 Ol' Morgue Mouth
12 Busted Feet
13 Everbody's Gotta Live (Previously Unreleased Version)
14 He Knows A Lot Of Good Women (Previously Unreleased Version)
15 Pencil In Hand (Early Version Of 'He Said She Said')
16 E-Z Rider (Previously Unreleased, A Jimi Hendrix Song)
17 Looking Glass Looking At Me (Early Version Of 'You Want Change For Your Re-Run')


sábado, 6 de abril de 2019

Genesis - Seconds Out (1977)







Genesis foi o segundo grande nome do rock progressivo a se apresentar no Brasil e apenas o quarto grande nome do rock a fazê-lo — antes vieram Santana, Alice Cooper e Rick Wakeman. E foi com essa mesma turnê do álbum Seconds Out. Só não veio com o Bill Bruford porque a participação dele na faixa The Musical Box havia sido gravada na turnê anterior, de 1976. 

Seconds Out foi gravado em Paris em 1976 e 1977 e seu principal objetivo foi mostrar que a banda continuava tão boa quanto nos tempos de Peter Gabriel. Chester Thompson havia feito fama com Frank Zappa e na Weather Report e foi um substituto à altura de Collins, que ao vivo se dedicava quase exclusivamente aos vocais.
Mas essa motivação para lançá-lo mostrou uma banda muito preocupada com o mercado e isso teve consequências boas e más. Uma boa é que as turnês lotavam e uma má é que Steve Hackett começou a ter suas idéias rejeitadas. Uns dizem que os outros três tinham certa inveja do estilo elaborado das contribuições dele, outros dizem que era preciso sobreviver ao punk e esse estilo não caberia. Enfim, descontente, Hackett saiu quando a turnê terminou e depois de finalizarem o disco Wind & Wuthering. E para muitos esse foi o fim da Genesis. 
Mas Seconds Out permaneceu como o registro de uma banda bestial no palco. Ele é um dos melhores discos ao vivo já feitos.
Está rolando por aqui o festival Loirapeluuda e eu andei vendo uns flashes. Nessas horas fico feliz com a idade que tenho.




Phil Collins - vocal, bateria (Premier & Gretsch) 
Steve Hackett - guitarra Les Paul, violão Hokada 12
Tony Banks - Piano Rmi Electric, órgão Hammond, Arp Pro Soloist, Mellotron, violão Epiphone 12, backing vocal
Mike Rutherford - baixo 8 cordas, violão Alvarez 12, Shergold 12 com baixo, pedal Moog Taurus, backing vocal
Chester Thompson - bateria Pearl
Bill Bruford - bateria (Ludwig & Hayman) (8)




CD 1
1 Squonk
2 The Carpet Crawl
3 Robbery, Assault & Battery
4 Afterglow
5 Firth Of Fifth
6 I Know What I Like
7 The Lamb Lies Down On Broadway
8 The Musical Box (Closing Section)

CD 2
1 Supper's Ready
2 Cinema Show
3 Dance On A Volcano
4 Los Endos

quinta-feira, 4 de abril de 2019

The Derek Trucks Band - Songlines (2006)







Derek Trucks já se declarou um grande fã de Roland Kirk. Ele compara Kirk à Hendrix, naquele aspecto em que ambos queriam quebrar as regras e simplesmente tocar música. Trucks é um pouco assim, vai ao jazz, volta ao blues, mistura ao rock — southern rock.
Esse disco tem esse espírito. Ele foi inspirado por um livro sobre povos ancestrais europeus que se comunicavam por música. A banda também é eclética e das mais competentes, que enxerga a música como uma arte em si, deixando de lado os rótulos.




Derek Trucks - guitarra, ressonador Dobro
Kofi Burbridge - teclados, flauta, vocal
Mike Mattison - vocal
Todd Smallie - baixo, vocal
Yonrico Scott - bateria, percussão, vocal
Count M'Butu - percussão




1   Volunteered Slavery [Rahsaan Roland Kirk]
2   I'll Find My Way
3   Crow Jane
4   Sahib Teri Bandi/Maki Madni [Nusrat Fateh Ali Khan]
5   Chevrolet [Ed Young, Lonnie Young]
6   Sailing On [Frederick Hibbert]
7   Revolution [Jay Joyce]
8   I'd Rather Be Blind, Crippled & Crazy [Charles Hodges, Darryl Carter, Don Robey]
9   All I Do
10 Mahjoun
11 I Wish I Knew (How It Would Feel To Be Free) [Billy Taylor, Dick Dallas]
12 This Sky

terça-feira, 2 de abril de 2019

Roland Kirk - I Talk With The Spirits (1964)







Rahssan Roland Kirk ficou cego aos dois anos de idade e, portanto, talvez não soubesse o impacto visual que ele causava nas plateias. Usava um chapéu enorme, óculos escuros e três saxofones, uma flauta, um clarinete, um apito e uma sirene pendurados no pescoço, que ele tocava aos pares, ou até três ao mesmo tempo, por 10, 20 minutos, graças a sua respiração circular. Ou talvez soubesse, e gostasse. De qualquer forma, isso o diferenciou de todos. Mas havia um porém: o perigo de as pessoas curtirem mais o espetáculo do que a música. 
Ele pode ter tido isso em mente quando decidiu gravar I Talk With The Spirits. Aqui ele usa apenas flautas. Nem mesmo um sax tenor, seu instrumento mais presente. E se havia alguma preocupação com o alcance das suas músicas, bem, ele influenciou gerações.
Um fato interessante sobre este disco é que o jovem Ian Anderson andava meio deprimido porque percebera que nunca seria um guitarrista tão bom como Clapton ou Peter Green. A Jethro Tull estava no início e um dia Anderson pegou sua flauta durante um show local. Então seu colega de escola Jeffery Hammond — futuro baixista da Tull — deu-lhe I Talk With The Spirits dizendo: Esse você precisa ouvir. Nele, Kirk coloca sua voz através da flauta, bem do jeito que Anderson faz. Além disso afirmou que o instrumento pode ser o destaque, mesmo numa banda de rock. A faixa Serenade To A Cuckoo faz parte do álbum de estréia da Jethro Tull, This Was.


Roland Kirk - flauta, flauta amplificada, flauta africana, voz
Horace Parlan - piano, celeste
Michael Fleming - baixo
Walter Perkins - bateria, percussão
Crystal-Joy Albert - vocal (1, 7)
Vibraphone – Bobby Moses - vibrafone (5)




1   Serenade To A Cuckoo
2   Medley
     a. We'll Be Together Again
     b. People (From "Funny Girl")
3   A Quote From Clifford Brown
4   Trees
5   Fugue'n And Alludin'
6   The Business Ain't Nothin' But The Blues
7   I Talk With The Spirits
8   Ruined Castles
9   Django
10 My Ship (From "Lady In The Dark")

segunda-feira, 1 de abril de 2019

John Mayall - The Blues Alone (1967)







The Blues Alone foi o terceiro disco que Mayall lançou em 1967. Também foi o segundo e último disco de estúdio a contar com Keef Hartley na bateria. E só ele.
Mayall estava com dificuldades para renovar sua Bluesbreakers e decidiu fazer um álbum absolutamente solo. Ele toca tudo e gravou em overdubs. O problema é que a coisa fica bem engessada. Mas, como Mayall sempre foi bastante rígido quanto ao espaço dos seus músicos, isso é coisa que passa despercebida e o disco é muito bom.
Apesar de rígido, Mayall tinha um lado amigão e incentivou Keef Hartley a montar sua própria banda.




John Mayall - vocal, guitarras, violões, harmônica, piano, órgão, celeste (9), batreia (1, 5)
Keef Hartley - bateria




1   The Blues Alone
2   Please Don't Tell
3   Down The Line
4   Sonny Boy Blow
5   Marsha's Mood
6   No More Tears
7   Catch That Train
8   Cancelling Out
9   Harp Man
10 Brown Sugar
11 Broken Wings
12 Don't Kick Me

domingo, 31 de março de 2019

Champion Jack Dupree - From New Orleans To Chicago & Champion Jack Dupree And His Blues Band







Aqui estão dois álbuns de Champion jack Dupree produzidos pelo inglês Mike Vernon, um dos responsáveis pelo boom do blues britânico, produtor de John Mayall, Fleetwood Mac, Ten Years After, Savoy Brown e do álbum de estréia de David Bowie, entre muitos outros.
Dupree mudou-se para a Inglaterra em 1959 porque lá era muito mais reconhecido. Percebe-se isso só de ver os caras que tocam com ele no primeiro CD. Nas gravações desse álbum Mayall conheceu Keef Hartley e o levou para sua Bluesbreakers.




CD 1: From New Orleans To Chicago, 1966
1   Third Degree
2   T.V. Mama
3   He Knows The Rules
4   Ain't It A Shame
5   Ohh-la-la
6   (Going Down To) Big Leg Emma's
7   Won't Be Fooled No More
8   Take It Slow And Easy
9   She's All In My Life
10 Poor Poor Me
11 Pigfoot And A Bottle Of Beer
12 Down The Valley
13 Too Early In The Morning
14 Shim-Sham-Shimmy


Champion Jack Dupree - vocal, piano
Eric Clapton - guitarra
Tony McPhee (Groundhogs) - guitarra
John Mayall - harmônica
Bill Shortt - washboard
Malcolm Pool (Artwoods) - baixo
Keef Hartley - bateria




CD 2: Champion Jack Dupree & His Blues Band Featuring Mickey Baker, 1967
1   Barrelhouse Woman
2   Louise
3   One Dirty Woman
4   When Things Go Wrong
5   Cut Down On My Overheads
6   Troubles
7   Tee-Nah-Nah
8   Caldonia
9   Under Your Hood
10 Come Back Baby
11 Baby Let Me Lay It On You
12 Garbage Man
13 I Feel Like A Millionaire
14 Right Now
15 Geogiana
16 Shake, Baby, Shake


Champion Jack Dupree - vocal, piano
Mickey Baker  - guitarra, vocal (4, 6, 13), percussão (1, 3, 13)
Harry Klein - sax barítono (1, 9)
Bob Efford - sax tenor
Rex Morris - sax tenor
Albert Hall - trompete
Mike Vernon - assobio (1), produção
John Baldwin - baixo
Ronnie Verrell - bateria


sexta-feira, 29 de março de 2019

Keef Hartley Band - Halfbreed (1969)







Keef Hartley foi um grande baterista britânico, nascido em 1944 e falecido em 2011. Ele também foi um ótimo compositor que não recebia tanto reconhecimento porque assinava as composições com o nome da esposa.
Hartley iniciou sua carreira na banda Thunderbeats, conhecida por abrir shows dos Beatles. Ele, então, substituiu Ringo Starr na sua banda anterior. A banda seguinte foi a The Artwoods da qual era membro o Jon Lord. Em seguida Hartley participou de algumas sessões para o bluesman americano Champion Jack Dupree, nas quais conheceu John Mayall. Os dois dividiam a paixão pelo blues e o interesse pelos nativos americanos e trabalharam juntos por dois anos e em quatro discos.
Hartley deixou a Bluesbreakers para ter sua própria banda e expor sua próprias idéias, como por exemplo misturar o blues, o rock e o jazz para abrir ainda mais espaço para improvisações. Até aí, de nada vale espaço sem músicos talentosos e versáteis. E essa é principal característica da Keef Hartley Band — uma superbanda. Ela foi uma das poucas bandas inglesas convidadas para o festival de Woodstock mas não deu muita sorte. O festival em si não deu muito dinheiro nem visibilidade. Esta última veio do filme que foi editado por Martin Scorcese e rodou pelo mundo todo por anos. Quando levaram a papelada sobre a permissão para filmar a Keef Hartley Band, seu empresário perguntou quanto ganhariam. Ao saber que não ganhariam nada, ele não assinou. Só para comparar, a Ten Years After assinou, apareceu e ficou muito famosa.
Esse é o disco de estréia e na primeira faixa, Hartley e Mayall recriam com humor o diálogo da demissão.




Keef Hartley - bateria
Miller Anderson - vocal, guitarra
Spit James - guitarra
Peter Dines - órgão, harpsichord
Gary Thain - baixo
Henry Lowther - trompete, violino, arranjos para metais
Harry Beckett - trompete
Lyn Dobson - sax tenor, flauta
Chris Mercer ( John Mayall, Juicy Lucy)  - sax tenor
John Mayall - voz (1, 11)




1   Sacked
2   Hearts And Flowers
3   Confusion Theme
4   The Halfbreed
5   Born To Die
6   Sinnin' For You
7   Leavin' Trunk
8   Just To Cry
9   Too Much Thinking
10 Think It Over
11 Too Much To Take
12 Leave It 'Til The Morning