sábado, 6 de julho de 2019

Luther Allison - Love Me Mama (1969)







Luther Allison chegou em Chicago em 1952 e aprimorou-se na guitarra através dos seus contatos com Freddie King e Hound Dog Taylor. Ele inclusive fazia parte da banda de King quando chamou a atenção de um produtor da gravadora Delmark, que lhe convidou para participar de uma coletânea sobre o novo blues de Chicago, chamada Sweet Home Chicago. Essas gravações o levaram a se apresentar pela Califórnia onde tocou e gravou com Sunnyland Slim e tocou com a Canned Heat. 
Em seguida Luther gravou Love Me Mama, seu primeiro disco. Ele tem influências de B.B. King, Otis Rush e Magic Sam, e tem a participação de um companheiro dos clubes de Chicago: Jimmy Dawkins. O sucesso que o disco fez proporcionou a Luther um contrato melhor com a gravadora Motown.
Mesmo no Universo do blues são poucos os músicos que se comparam a Luther Allison quanto ao sentimento transmitido pelo instrumento e pela voz. Um deles é Buddy Guy.




Luther Allison - guitarra, vocal
Jimmy Dawkins - guitarra (2, 5, 8, 9, 13, 14)
Jim Conley - sax tenor (2, 6, 13, 14)
Robert "Big Mojo" Elem - baixo
Bobby Davis - bateria
Bob Richey - bateria (2, 3, 6, 8, 9, 13, 14)




1   Why I Love The Blues
2   Little Red Rooster
3   4:00 In The Morning (Waiting On You)
4   You Done Lost Your Good Thing (Alt)
5   Five Long Years
6   Dust My Broom
7   Every Night About This Time
8   Love Me Mama
9   The Sky Is Crying
10 Help Me
11 You Done Lost Your Good Thing Now
12 Bloomington Closer
13 Little Red Rooster (Alt)
14 Walking From Door To Door

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Jimmy Dawkins - Fast Fingers (1969)







Jimmy "Fast Fingers" Dawkins nasceu no Mississippi e aprendeu a tocar guitarra sozinho. Sua mãe queria que ele tivesse aulas de piano quando estava numa escola católica, mas ele achava que isso era coisa de gente fresca.
Ele chegou em Chicago no meio dos anos 50. Se apresentou em clubes e acompanhou outros músicos por quase quinze anos. Entre eles estiveram Freddie King, Otis Rush, Earl Hooker, Big Walter Horton e Willie Dixon. Em 1968 ele participou do disco "Chicago Blues" de Johnny Young e esse trabalho lhe abriu as portas. Em 1969 ele gravou este disco de estréia.
Dawkins era bastante introvertido e pessimista, e exorcizava seus demônios através da música, na qual também colocava muita consciência social. Seu estilo de tocar era bastante econômico nas notas, frequentemente na escala menor, com uso de tremolo. Como se vê, ele usava uma Fender Jaguar nessa época. Mais adiante ele mudaria para uma Gibson ES-355 com o Lyre Vibrola. Ambas, ele plugava em Marshalls de 100 watts com falantes Cerwin Vega de 15". Ele tocava com peso, mas com muita emoção.




Jimmy Dawkins - guitarra, vocal
Lafayette Leake - piano, órgão
Mighty Joe Young - guitarra
Edddie Shaw - sax tenor
Ernest Gatewood - baixo (2,3,4,6,9,10) 
Joe Harper - baixo (1,5,7,8,11,12)
Lester Dorsie - bateria




1   It Serves Me Right To Suffer
2   I Wonder Why
3   I'm Good For Nothing
4   Triple Trebles
5   I Finally Learned A Lesson
6   You Got To Keep On Trying
7   Night Rock
8   Little Angel Girl
9   I Don't Know What Love Is
10 Breaking Down
11 Sad And Blues
12 Back Home Blues

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Czeslaw Niemen - Strange Is This World (1972)







Czeslaw Niemen é uma espécie de "Rei do Rock" polonês. Ele surgiu no início dos anos 60 cantando canções curtas influenciadas pelo jazz e pelo blues. Sua grande influência foi Ray Charles mas logo ele desenvolveu seu próprio estilo, bastante emocional. Em 1973 ele recebeu um convite para integrar A Blood, Sweat & Tears, que recusou. Com o passar do tempo ele foi aos poucos se aventurando no território prog.
Niemen usou várias bandas de apoio e a mais notável foi a SBBStrange Is This World é o terceiro disco dessa parceria e é indicado como sendo um dos melhores de toda carreira. É o primeiro cantado no idioma inglês e continua na intenção de sempre seguir adiante e atravessar fronteiras. O disco experimenta com o psicodélico, o jazz e o blues — talvez com um certo exagero de órgão.




Czeslaw Niemen - órgão, vocal
Antymos Apostolis - guitarra
Józef Skrzek - piano, baixo, órgão, harmônica
Jurek Piotrowski - bateria
Helmut Nadolski - baixo acústico, percussão




1 Strange Is This World
2 Why Did You Stop Loving Me
3 I've Been Loving You Too Long [Otis Redding]
4 A Song For The Deceased

sábado, 29 de junho de 2019

SBB - SBB (1974)







SBB é Silesian Blues Band e é a banda mais famosa da Polônia. Ela foi fundada por Jozef Skrzek depois que ele deixou a banda Breakout, outra referência no rock polonês. Skrzek foi educado no piano clássico mas acabou adotando o baixo e junto com Apostolis Antymos e Jerzy Piotrowski começou a longa jornada da SBB em 1971. Foi um começo difícil, sem muitas oportunidades, mas uma porta se abriu quando chamaram a atenção de Czeslaw Niemen, uma espécie de rei do rock polonês. Tornaram-se então a banda de apoio de Niemen por quatro álbuns. 
Este é o disco de estréia da SBB per se, e foi gravado ao vivo. Ele traz o prog influenciado pelo jazz — sobretudo pelo baterista — e pelo blues-rock. Há muita improvisação que vai trazendo a mente lembranças que vão de Hendrix à Mahavishnu. São músicos extraordinários.




Apostolis Antymos - guitarra
Jozef Skrzek - baixo, piano, Moog, vocal
Jerzy Piotrowski - bateria




1 I Need You, Babe
2 Odlot (incl. Odleciec z wami)
3 Wizje (incl. Erotyk)
4 Zostalo we mnie
5 Wicher w polu dmie
6 Figo-Fago
7 Toczy sie kolo historii

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Apostolis Anthimos - Back To The North (2006)







Apostolis Anthimos é polonês de origem grega e é o guitarrista da banda SBB desde sua fundação, em 1971. A SBB dedica-se ao prog com forte influência do jazz e do prog sinfônico. Anthimos, no trabalho solo, vai de jazz-rock.
Back To The North é o terceiro disco dele e replica a formação em trio da SBB. Com ele está o Paul Wertico, famoso por tocar nas bandas de Pat Metheny e Larry Coryell mas que também tocou na SBB. O som é fusion instrumental da mais alta qualidade. Anthimos é comparado ao Metheny e ao John Scofield mas sua guitarra leva bem mais distorção, especialmente nesse disco, o que leva as comparações para mais perto do Steve Morse enquanto esteve com a Dixie Dregs.




Apostolis Anthimos - guitarra, piano, teclados
Marcin Pospieszalski - baixo, baixo acústico, teclados
Paul Wertico - bateria




1 Bar Wah Wah
2 Bonnie's Eyes
3 Pinoccho's Dreams
4 Waltz For Barbaras
5 Colours Impressions
6 New Century
7 Back To The North

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Warhorse - Red Sea (1972)







Relembrando, a Warhorse foi formada por Nick Simper, baixista original da Deep Purple. Portanto, qualquer semelhança no som não é coincidência mas também não é falta de originalidade.
Este é o segundo e último disco que ela lançou e, apesar de não ser tão incensado como o anterior, ainda é um ótimo disco. As composições são até mais caprichadas e o som tende mais ao prog.
Depois de Red Sea o contrato com o selo Vertigo terminou e não foi renovado. Como Ashley Holt havia saído para se juntar à banda de Rick Wakeman, a Warhorse acabou encerrando sua carreira.
Nick Simper voltaria mais adiante com a banda Fandango.




Nick Simper - baixo
Ashley Holt (Rick Wakeman) - vocal
Peter Parks - guitarra
Frank Wilson (Velvett Fogg) - teclados
Mac Poole (Gong) - bateria




1 Red Sea 
2 Back In Time 
3 Confident But Wrong 
4 Feeling Better 
5 Sybilla 
6 Mouthpiece 
7 I (Who Have Nothing) 

terça-feira, 25 de junho de 2019

Anthony Phillips - The Geese And The Ghost (1977)








The Geese And The Ghost é o primeiro álbum solo de Anthony Phillips, um dos fundadores da Genesis. O álbum nasceu antes de Phillips deixar a Genesis, em sessões de composição entre ele e Mike Rutherford em 1970. E a participação de Rutherford e Collins tornou a transição para a carreira solo mais suave. A saída foi uma opção de Phillips, que não conseguia seguir no ritmo das turnês da Genesis. Houve quem cogitasse uma reunião da formação original, mas Phillips logo repeliu dizendo que os últimos seis meses dele na banda foram tão traumáticos que não repetiria por nada. Phillips tem certa fobia de palco; por isso tem apenas um disco ao vivo.
The Geese And The Ghost tem o DNA dos primeiros discos da Genesis numa forma mais ancestral e abstrata. Mas depois de ouví-lo, fazer o inverso e ouvir esses primeiros discos revela quão grande é a influência de Phillips mesmo após sua saída.




Anthony Phillips - violões 6 e 12 cordas, guitarra, baixo, Dulcimer, Mellotron, sintetizador, Harmonium, piano, celesta, Glockenspiel, percussão, vocal (13)
Mike Rutherford - Violões, baixo, órgão, bateria, Glockenspiel, percussão
Jack Lancaster - flauta, Lyricon
Phil Collins - vocal (2, 9)
Vivienne McAuliffe (Affinity) - vocal (9)
Nick Hayley - violino (11, 12)
Charlie Martin - cello (10 - 12), 
Kirk Trevor - cello (10 - 12)
John Hackett - flauta (9, 13, 14)
Wil Sleath - flauta, flauta barroca, piccolo (3 - 8)
Rob Phillips - oboé (11, 12, 14)
Lazo Momulovich - oboé, trompa inglesa (tracks: 3 to 8, 11, 12)
Martin Westlake - tímpanos (3, 10 - 12)
Barge Rabble Orchestra
Send Barns Orchestra




1   Wind - Tales
2   Which Way The Wind Blows
Henry: Portraits From Tudor Times
           3   (I) Fanfare
           4   (II) Lutes' Chorus
           5   (III) Misty Battlements
           6   (IV) Henry Goes To War
           7   (V) Death Of A Knight
           8   (VI) Triumphant Return
9   God If I Saw Her Now
10 Chinese Mushroom Cloud
11 The Geese And The Ghost Part 1
12 The Geese And The Ghost Part 2
13 Collections
14 Sleepfall: The Geese Fly West
15 Master Of Time (Demo)

sábado, 22 de junho de 2019

Rainbow Band - Rainbow Band (1970)







A dinamarquesa Rainbow Band foi formada no final de 1969 por Peer Frost, Bent Hesselmann, Lars Bisgaard e pelos jazzistas Niels Brønsted e Bo Stief. A ideia deles era fazer rock progressivo influenciado pelo jazz e pela cultura hippie, como a conterrânea Burnin' Red Ivanhoe ou a Traffic. Então lançaram este álbum auto-intitulado que se saiu muito bem dentro daquela premissa. 
O vocalista Lars Bisgaard deixou a banda logo depois e foi substituído por Allan Mortensen.
Quando eles se preparavam para ter o álbum lançado na América do Norte, foram avisados que uma banda canadense já usava o nome "Rainbow Band" há tempos e isso poderia gerar problemas. Decidiram, então, mudar o nome para Midnight Sun. Só que ao invés de relançarem o disco com o novo nome, optaram por regravá-lo inteiramente com o novo vocalista. Allan Mortensen também mudou algumas letras.
Este CD trás o álbum original mais a sua regravação como bônus. Há quem diga que a primeira versão é bem melhor. Tire suas conclusões.
A arte da capa da segunda versão do álbum foi criada pelo famoso ilustrador Roger Dean, o mesmo dos álbuns da Yes.




Peer Frost - guitarra
Niels Brønsted - piano
Bent Hesselmann - sax tenor, sax soprano, flauta
Lars Bisgaard - vocal (1 à 6)
Allan Mortensen - vocal (7 à 13)
Bo Stief - baixo
Carsten Smedegaard - bateria




1  Where Do You Live
2  King Of The Sun
3  a) Nobody
    b) B. M.
4   Where Are You Going To Be
5   Living On The Hill
6   Rainbow Song

1971 version ( as Midnight Sun):
7   Talking
8   King Of The Sun
9   Nobody
10 Where Are You Going To Be
11 B. M.
12 Sippin' Wine
13 Living On The Hill







terça-feira, 18 de junho de 2019

Sweet D'Buster - Shot Into The Blue (1979)







Essa banda foi formada em 1975 por Bertus Borgers, ex-líder da Mr. Albert Show, e pelo Robert Jan Stips que foi tecladista e fundador da banda Supersister. Stips, depois que a Supersister se separou, tocou com a Golden Earring em dois álbuns e em várias turnês, e foi assim que conheceu Bogers.
Este é o último disco da Sweet D'Buster e Stips já havia deixado a banda. Seu som é principalmente o jazz-rock e é interpretado por músicos altamente competentes.




Bertus Borgers - sax ,vocal
Paul Smeenk - guitarra
Jons Pistoor - teclados
Herman Deinum - baixo
Pierre van der Linden - bateria
Paulinho Da Costa - percussão
Clydene Jackson, Julia Waters, Maxine Waters - backing vocal




1   Rittum Of Your Soul
2   Mean Woman
3   Two Nights
4   In The Evening
5   Is It True
6   When It's Over
7   The Frog
8   Can't Decide
9   Tip Of My Tongue
10 You're Gonna Be A Winner
11 Ready For Love
12 One Way Or Another
13 Summertime 

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Mr. Albert Show - Mr. Albert Show (1970)







Mr. Albert Show foi uma banda holandesa que lançou três ótimos discos, dois de estúdio e outro ao vivo, todos muito subestimados. Ela era liderada por Bertus Borgers que apareceu como convidado em vários discos da Golden Earring. Ela misturava jazz-rock com rock psicodélico de um modo original, num nível elevado de composição. O sax em destaque é meio frenético e a guitarra e o órgão tem papel importante.
Este é o primeiro álbum dela, que se separou em 1973. Adiante, Bertus Borgers se uniria ao tecladista Robert Jan Stips da Supersister para formar a banda Sweet d'Buster.




Bertus Borgers - sax, vocal
Tom Fautubun - baixo
Broer Bogaart - bateria, percussão
Eric Lintermans - guitarra
Bonkie Bongaerts - órgão
com:
Floortje Klomp - vocal




1 Act Of Love
2 Kings Of Galaxy
3 King Horse
4 Don't Worry
5 White Bear Skin Coat
6 Wild Sensation
7 There's A Sad Song In The Air
8 White
9 Revolver