segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Pete Ham - 7 Park Avenue (1997)







Pete Ham foi o fundador, guitarrista e vocalista da Badfinger. Ele foi seu principal compositor também. Em 1975 ele descobriu q a banda havia levado uma rasteira da gravadora e que todos estavam quebrados e endividados. Desesperado, ele enforcou-se.
Este é o primeiro dos discos dele que foram lançados postumamente. 7 Park Avenue é uma coleção de demos realizadas desde os tempos da The Iveys, pré-Badfinger. Algumas músicas foram gravadas, como No Matter What e Matted Spam, outras não. 




1   Catherine Cares
2   Coppertone Blues
3   It Doesn't Really Matter
4   Live Love All Of Your Days
5   Would You Deny?
6   Dear Father
7   Matted Spam
8   No Matter What
9   Leaving On A Midnight Train
10 Weep Baby
11 Hand In Hand
12 Sille Veb
13 I Know That You Should
14 Island
15 Just Look Inside The Cover
16 Just How Lucky We Are
17 No More
18 Ringside

domingo, 11 de agosto de 2019

Mike Gibbins - A Place in Time (1997)







Mike Gibbins foi o baterista da Badfinger e este é o seu primeiro disco solo.
Gibbins sempre foi comparado com Ringo Starr mas seu estilo era bem mais agressivo. Na Badfinger ele colaborava com Pete Ham nas composições e algumas delas eram só suas, quase sempre as mais lentas. 
Ele acabou se tornando um respeitado músico de sessões e reorganizou a Badfinger algumas vezes.
A Place in Time é um disco de rock, ou power pop, típico dos anos 70. Não há nada memorável e não há nada a se criticar. 
Gibbins faleceu em 2005, aos 56 anos, vítima de um aneurisma. Fica o respeito por um músico talentoso, cuja banda prometia muito, mas malogrou por culpa  dos homens de negócios.




Mike Gibbins - vocal, teclados, piano, bateria, percussão
Rick Warsing - guitarra, baixo, vocal
Alan Hewgley - gaita (4)




1   Sue Me
2   Picture Of You
3   Rocking The Boat
4   Time In
5   Overdue
6   Bad Boy Blues
7   Layaway
8   Please Please
9   A Place In Time
10 Warcloud
11 Day After Night
12 Egg

sábado, 10 de agosto de 2019

Badfinger - Wish You Were Here (1974)







A história da Badfinger é de sucesso e tragédia. Tirando a The Beatles, ela foi a banda de maior sucesso da gravadora Apple.
A Badfinger surgiu no País de Gales como The Iveys no meio dos anos 60. Ela mudou de nome em 1969 quando foi convidada para gravar três músicas para a trilha sonora de um filme; uma das quais era de Paul McCartney. Essas músicas eram altamente comerciais e foram incluídas no primeiro álbum. McCartney gostou do trabalho deles e ajudou a promovê-los, mas, numa época em que surgia o prog, o pop refinado da Badfinger acabou por fazer mais sucesso nos EUA.
Lançaram três álbuns seguidos pela Apple, sempre fazendo maior sucesso fora do reino Unido. O terceiro álbum seria produzido por George Harrison, mas  George acabou se dedicando à produção do Concert for Bangladesh, convidando-os, no entanto, para ser a banda de apoio no Madison Square Garden. O álbum acabou sendo produzido por Todd Rundgren.
A Apple não lhes dava a atenção que mereciam e, insatisfeitos, mudaram para a Warner. A Warner adiou o lançamento do quarto álbum e eles voltaram para a Apple. Nesse momento se deram conta de estavam quebrados e endividados. Agentes e gravadora não lhes repassaram os valores devidos e um batalha judicial se iniciou. Voltaram para a Warner.
Wish You Were Here é o sexto e mais elogiado trabalho da Badfinger. Ele é mais rock do que tudo que foi feito anteriormente e tanto as composições quanto os arranjos são mais complexos. A produção também é muito melhor e coube a Chris Thomas, um cara que trabalhou com os Beatles e também com Pink Floyd e Procol Harum.
Contudo, a base de fãs da banda havia erodido, o disco não vendeu o esperado e os problemas financeiros se agravaram. Por causa disso Pete Ham se suicidou em abril de 1975. Ham era a principal força da banda.
Joe Molland, que passou um tempo na Blue Goose e na Natural Gas, reformulou a banda em 1978. A Badfinger lançou uma coletânea e os lucros dela foram investidos em demos para a gravadora Elektra. A banda foi tentando levar a vida sem conseguir resolver seus problemas financeiros. Depois de uma turnê problemática pelos Estados Unidos em 1983, Tom Evans retornou à Inglaterra e também se suicidou.
O post foi sugestão do amigo Raulzim.



Pete Ham - guitarra, teclados, vocal
Joe Molland - guitarra, vocal
Tom Evans - baixo, vocal
Mike Gibbins - bateria, teclados, vocal




1 Just A Chance
2 Your So Fine
3 Got To Get Out Of Here
4 Know One Knows
5 Dennis
6 In The Meantime / Some Other Time
7 Love Time
8 King Of The Load (T)
9 Meanwhile Back At The Ranch / Should I Smoke

domingo, 4 de agosto de 2019

Attention Deficit - Attention Deficit (1998)







Quando essa banda foi formada, Alex Skolnick acabara de gravar um disco com a banda Savatage, após sair da Testament. Tim Alexander havia deixado provisoriamente a banda Primus, que fazia um metal orientado pelo baixo. Já Michael Manring vinha de outra direção. Ele foi baixista do estúdio Windham Hill, especializado em new age music, e seu trabalho solo até então misturava a new age ao jazz. E foi a partir de um disco solo do Manring chamado Thonk que os três decidiram aprofundar o trabalho.
O primeiro disco da Attention Deficit é bastante experimental, com cada um dos três virtuosos querendo ir além daquilo que já os havia consagrado. As músicas não são estruturadas e em alguns momentos parecem jams. O trabalho é uma continuação do que Manring iniciou em Thonk, mas Attention Deficit é um dos álbuns mais originais da sua época.




Michael Manring - baixo de 4, 6 e 10 cordas, E-Bow, loops
Alex Skolnick - guitarra, violão
Tim "Herb" Alexander - bateria, percussão




1  ATM 
2  An Exchange of Niceties 
3  Scapula 
4  Snip  
5  It's over, Johnny 
6  TMA 
7  Fly Pelican, Fly  
8  Febrile  
9  MAT 
10 Wrong 
11 The Girl from Enchilada 
12 Merton Hanks 
13 Ill Fated Conspiracy 
14 The Blood Room  
15 Festivus  
16 Khamsin  
17 Lydia  
18 Say Hello to My Little Friend 

sábado, 3 de agosto de 2019

Alex Skolnick Trio - Transformation (2004)







Alex Skolnick começou sua carreira no speed-metal — aos 16 anos ele já era o guitarrista da banda Testament. Nela ele permaneceu por uns sete anos e tornou-se um guitar hero. Até que Miles Davis virou sua cabeça. Skolnick foi estudar jazz numa universidade de Nova York e lá conheceu os também graduados Nathan Peck e Matt Zebroski. 
A grande sacada dos três foi fazer versões jazzísticas de clássicos do hard-rock ou do heavy-metal. Então, Skolnick trocou as guitarras ESP Signature e as Ibanez 540P pelas hollowbody e semi-hollow Heritage, Godin e até a enorme Gibson L5. Essa troca é o tema da sutil ilustração da capa.
O primeiro disco fez bastante sucesso mas esse segundo, Transformation, foi mais elogiado por trazer composições próprias além das releituras.




Alex Skolnick - guitarra
Nathan Peck - baixo acústico
Matt Zebroski - bateria, percussão
com
Dave Eggar - cello (1)
Charlie Hunter - guitarra com 8 cordas (6)




1   Transformation
2   Electric Eye [Judas Priest]
3   Fear Of Flying
4   Money [Pink Floyd]
5   Both Feet In
6   Scorch
7   Blackout [Scorpions]
8   IMV / The Trooper
9   No Fly Zone
10 Don't Talk To Strangers [Dio]
11 Highway Star [Deep Purple]

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Cosmosquad - Live At the Baked Potato (2001)







Esse disco é insano. Se você, caro visitante, gosta de fusion mas pensa que a coisa poderia ser mais picante, achou. 
A Cosmosquad foi formada em Los Angeles, em 1997. Jeff Kollman é um guitarrista fenomenal que veio do hard-rock: tocou com Glenn Hughes e com a Asia também, dentre muitos. Barry Sparks gravou três álbuns com Yngwie Malmsteen e mais uns quatro com Michael Schenker. Shane Gaalaas também gravou com Malmsteen e Schenker, mais Glenn Hugues e Joe Lynn Turner.
O DNA dos caras é pesado mas Kollman, por exemplo, usa muitos acordes de jazz. As músicas são muito bem escritas e alguns tempos são intrincados, coisas de gente progressiva. Então, nem sei se fusion é o rótulo ou se é melhor dizer que a Cosmosquad explora um novo território.
Esse álbum foi gravado num pequeno porém emblemático clube de Los Angeles, provavelmente em mais de uma data, pelas diferenças de captação que são percebidas. Ele reúne músicas dos álbuns anteriores da banda, mais algumas de Jeff Kollman solo. E a interpretação delas é mágica; muito melhor que no estúdio. Kollman é um guitarrista pra lá de subestimado que esbanja técnica e tem o bom gosto de usar os pedais wah-wah e chorus pontualmente. Sua Les Paul tem um timbre que eu, particularmente, gosto muito.




Jeff Kollman - guitarra
Barry Sparks - baixo 
Shane Gaalaas - bateria




1   Sheer Drama
2   Fat, Mean & Nasty 
3   El Perro Vaila 
4   I.N.S. Conspiracy 
5   Road to Tanzania / Tribal Trance 
6   Chinese Eyes 
7   My Guitar Gently Screams 
8   Creepy Spider Part II 
9   Jam for Jason 
10 In Loving Memory 
11 Journey Through Life 
12 Creepy Spider 
13 Funk N' Eh 
14 Red Eye Romp 

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Hellborg, Johansson, Selvaganesh, Ia Eklundh, Johansson - Art Metal - Vyakhyan-Kar (2007)







Quatro suecos e um indiano. Hellborg foi membro da Mahavishnu e colaborou com John McLaughlin. V. Selvaganesh foi membro da Remember Shakti de McLaughlin. Os irmãos Johansson tocaram com Allan Holdsworth na Heavy Machinery e com Shawn Lane e Mike Stern na Fission.
Entre si, Hellborg e os irmãos Johansson tem várias colaborações, desde a Jonas Hellborg Band à discos do Ginger Baker. Selvaganesh e Hellborg tem três discos excelentes com o saudoso e fantástico guitarrista Shawn Lane. 
Até aí, tudo muito fusion e experimental. Mas depois que Shawn Lane morreu, Hellborg decidiu recordar suas raízes no metal e no punk. E, já que todos estão acostumados com grandes guitarristas, deixou Mattias Ia Eklundh roubar a cena numa boa. 




Jonas Hellborg - baixo
Mattias Ia Eklundh - guitarra
Jens Johansson - teclados
Anders Johansson - bateria
Selvaganesh - kanjira




1 Muthucutpor
2 Manirambha
3 Nataraja
4 Solitude
5 The Three Princes Of Serendip
6 Round Metal Hat
7 Vyakhyan-kar
8 Art Metal

sábado, 27 de julho de 2019

Mattias IA Eklundh - Freak Guitar (1999)







Mattias IA Eklundh é rápido, tem uma técnica extraterrena e um timbre único. Até aí há alguns outros. Porém IA, como é carinhosamente chamado pelos fãs, foi muito além e deu uma nova perspectiva ao instrumento. Pena que ele só é reconhecido nos círculos mais restritos dos "guitar freaks". 
Quando IA saiu da banda Fate, ele fundou a Freak Kitchen com Björn Fryklund e Christer Örtefors, em 1994. Freak Guitar é o seu primeiro álbum solo, e é solo mesmo. Ele veio na esteira de um vídeo instrucional de mesmo nome e segue um caminho diferente da Freak Kitchen. Aqui ele programa tudo e toca tudo, então o trabalho é mais complexo — a cada ouvida a gente descobre algo novo. 
Mattias se apresentou na Expomusic de 2012 em São Paulo e deixou todo mundo de queixo caído.




Mattias IA Eklundh - guitarra, violão, baixo, bateria, teclados, banjo, ukelele, bandolim, Zither, programação




1   Apparatus
2   God - The Mechanic
3   The Grey Hat Of Compromise
4   Lisa's Passion For Heavy Metal
5   La Bamba [Traditional]
6   Evil Shower
7   When Sam Played It Again
8   Midsummer Night In Hell
9   Numb
10 (Friday Afternoon) In A Galaxy Far Away...
11 The Satanic Moonwalk
12 Cornholed
13 Detroit Rock City [Kiss]
14 The Territorial Thing
15 Time To Breathe
16 Mumbo Jumbo
17 The Mud Man
18 Dr Pangloss Goes To Lisbon
19 The Black Page [Frank Zappa]
20 Revenge Of The Bambi Loving Terrorist
21 Squirrel

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Docker's Guild - The Mystic Technocracy (Season 1: The Age Of Ignorance) 2012







O título já vai entregando que esse é um projeto pomposo. Ele foi idealizado para ser uma ópera-rock em quatro ou cinco partes partes — está na segunda e esta é a primeira — de ficção científica. O autor é Douglas Docker que foi criado na Itália e iniciou sua carreira como pianista clássico, após várias graduações em música. A partir do anos noventa ele tornou-se uma figura relevante na cena do heavy metal e do prog-metal, na cena AOR, e atuando como engenheiro também. 
Desses cenários é que vem os convidados especiais que tocam aqui, com destaque para Guthrie GovanGregg Bissonette.
A história é uma critica ao uso das religiões monoteístas para justificar barbaridades cometidas ao longo da história.
Naturalmente o som é prog com teclados para todos os lados e, se formos buscar comparações, parece Asia, Ayeron, UK e algo mais, misturados.




Douglas R. Docker - teclados, vocal
Guthrie Govan - guitarra 
Jeff Watson - guitarra
Donald D. Docker - clarinete, sax
Amanda Somerville (Avantasia) - vocal
John Payne (Asia) - vocal
Göran Edman (Karmakanic) - vocal
Tony Mills - vocal
Tony Franklin (The Firm) - baixo
Gregg Bissonette (Keith Emerson...) - bateria
Magnus Jacobson - bateria




1   Trailer - A Matter Of Energy
2   Pilot Episode - The Mystic Technocracy
3   Episode 1.1 - Darwin's Tears
4   Episode 1.2 - Twilight Of The Gods - Norse Cosmogony (Part 1)
5   Episode 1.3 - Twilight Of The Gods - Norse Cosmogony (Part 2)
6   Episode 1.4 - Twilight Of The Gods - Judeo-Christian Cosmogony
7   Episode 1.5 - Twilight Of The Gods - The Divine Comedy
8   Episode 1.6 - Legion Of Aliens
9   Episode 1.7 - Loving The Alien
10 Episode 1.8 - The Gem Of Love
11 Episode 1.9 - The Secret Of DNA - The Secret Of DNA (Part 1)
12 Episode 1.10 - The Secret Of DNA - Purple Orb
13 Episode 1.11 - The Secret Of DNA - The Secret Of DNA (Part 2)
14 Episode 1.12 - Prophecy
15 Episode 1.13 - Black Swans

quarta-feira, 24 de julho de 2019

The Aristocrats - The Aristocrats (2011)







Essa banda surgiu meio por acaso em 2011. Bryan Beller é conhecido por acompanhar Steve Vai e Joe Satriani. Marco Minnemann é um multi-instrumentista que tem carreira solo e já tocou com Tony Levin e mais um monte de gente boa, mas que aparece com frequência nos discos de Steven Wilson. Os dois iriam tocar na feira NAMM da Califórnia com um outro guitarrista que não apareceu. Guthrie Govan (Steven Wilson, Asia) estava por lá e se juntou a eles pra quebrar um galho. Bem, esse é um quebra-galhos que todo mundo quer porque Govan é um dos melhores guitarristas do mundo. Enfim, a química foi tão boa que os caras se estabeleceram como banda, ou supergrupo. Supergrupo é um estereótipo e frequentemente engana. Nesse caso aqui não. Todos são virtuosos e todos compõe muito bem, e em grupo. 
Esse é o primeiro disco deles e não se encaixa muito bem em nenhuma categoria. Jazz-rock; jazz-prog; fusion; tanto faz. Eles fazem música com escrita complexa e ainda conseguem colocar humor nela, e se divertem tocando-a — talvez se Frank Zappa fosse mudo...
Eles estiveram no Brasil em 2016. Govan já havia estado antes, em 2011. 




Guthrie Govan - guitarra
Bryan Beller - baixo
Marco Minnemann - bateria




1 Boing!...I'm In The Back  
2 Sweaty Knockers 
3 Bad Asteroid 
4 Get It Like That
5 Furtive Jack 
6 I Want A Parrot
7 See You Next Tuesday 
8 Blues Fuckers   
9 Flatlands