sábado, 18 de julho de 2020

Michael Landau, Robben Ford, Jimmy Haslip, Gary Novak - Renegade Creation (2010)







Esse projeto reúne quatro músicos que transitam com bastante desenvoltura entre o blues, o jazz e o rock. Todos tocaram com músicos ainda mais notáveis, a começar por Robben Ford que tem Miles Davis, George Harrison, Charlie Musselwhite e Joni Mitchell no currículo. Landau também tocou com Miles, Joni Mitchell e muitos mais. Haslip além de baixista é tecladista e produtor. Ele foi um dos primeiros a utilizar um baixo de 5 cordas. Novak se notabilizou tocando com Chick Corea e Allan Holdsworth.
Eles nunca haviam tocado todos juntos mas já colaboraram entre si, como Ford e Haslip na Yellowjackets e na Jing-Chi. Ford e Landau tocaram juntos muitas vezes e Novak acompanhou todos eles.
Este é um disco difícil de classificar e isso o deixa mais interessante.
O projeto acabou virando a "banda" Renegade Creation que lançou mais um disco dois anos depois deste. 




Michael Landau - guitarras, vocal (1, 3, 6, 10)
Robben Ford - guitarras, vocal (2, 4, 5, 9)
Jimmy Haslip - baixo
Gary Novak - bateria, baixo (11)
com
Dustin Boyer - backing vocal, vocal (3)




1   What's Up
2   Soft in Black Jeans
3   Destiny Over Me
4   God and Rock 'n' Roll
5   The Darkness
6   Renegade Destruction
7   Peace - Intro
8   Peace
9   Who Do You Think You Are
10 Where the Wind Blows
11 Brothers

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Phil Upchurch - Darkness, Darkness (1972)







Phil Upchurch é natural de Chicago, nascido em 1941. Seu pai era pianista e o ensinou a tocar ukelele. Logo ele obteve graduação em guitarra elétrica e baixo e começou sua carreira em bandas R&B. A partir dos anos 60, Upchurch adquiriu reputação como um dos melhores músicos de estúdio e acompanhantes, bem como professor de guitarra e baixo. Sua fama o levou à nata da música americana e a diferentes gêneros — além do blues, o jazz, soul e funk. Tocou com Muddy Waters, Willie Dixon, Howlin' Wolf, John Lee Hooker, Buddy Guy, Jimmy Reed, George Benson, Cannonball Adderley e foi o guitarrista preferido de Curtis Mayfield.
Darkness, Darkness é seu sexto disco solo e reúne músicas e músicos dos quatro gêneros aos quais se dedicou. Joe Sample foi o líder da The Crusaders. Harvey Mason também vem do jazz. Chuck Rainey é meio como Phil e tão requisitado como ele. Arthur Adams também; ele começou no blues e foi ao funk e ao jazz.
Darkness, Darkness é uma deliciosa aula de guitarra com arranjos impecáveis e atemporais.




Philip Upchurch - guitarra, baixo (10)
Joe Sample - piano
Arthur Adams - guitarra rítmica
Chuck Rainey - baixo
Harvey Mason - bateria
Bobbi Porterhall - percussão
Don Simmons - bateria (3, 10)
Donny Hathaway - piano elétrico, condutor dos metais (3, 10)
Ben Sidran - órgão (8)




1   Darkness, Darkness [The Youngbloods]
2   Fire And Rain [James Taylor]
3   What We Call The Blues
4   Cold Sweat [James Brown]
5   Please Send Me Someone To Love [Percy Mayfield]
6   Inner City Blues [Marvin Gaye]
7   You've Got A Friend [Carole King]
8   Love And Peace
9   Swing Low, Sweet Chariot
10 Sausalito Blues

terça-feira, 14 de julho de 2020

Carpe Diem - En Regardant Passer Le Temps (1975)







Essa banda foi formada em Nice por volta de 1969 quando seus membros ainda estavam na escola. Eles tocaram bastante e chegaram a prensar um sigle/demo que foi distribuído entre os amigos. Somente em 1974 eles decidiram tornar-se profissionais e nesse período anterior eles já contribuíam para criar uma consciência musical legitimamente francesa.
Em 1975 eles conseguiram um contrato para gravar. Este é o primeiro disco e traz um rock sinfônico bastante refinado com toques do jazz típico do pessoal da ECM. Sua principal característica são os diálogos entre o sax soprano e os teclados. O som é majoritariamente instrumental, intrincado e com poucos vocais. Pode-se compará-la à Genesis, Camel ou Yes, mas apenas como uma referência ligeira.




Gilbert Abbenanti - guitarra
Christian Trucchi - teclados, vocal
Claude-Marius David - flauta, sax soprano, percussão
Alain Bergé - baixo
Alain Faraut - bateria, percussão




1 Voyage du Non-Retour 
2 Reincarnation 
3 Jeux du Siecle 
4 Publiophobie
5 L'Imagerie Fantastique (1978 Live)


segunda-feira, 13 de julho de 2020

SBB - Nowy Horyzont (1975)







No início, por volta de 1971, SBB era Silesian Blues Band e foi adotada como banda de apoio de Czeslaw Niemen, um ídolo polonês. Em 1974 eles decidiram seguir seu próprio caminho e SBB passou a ser "Szukaj, Burz, Buduj" (em inglês: Search, Break up, Build), com um viés mais político.
O primeiro álbum foi gravado ao vivo num clube de Varsóvia e continha uma longa jam de cada lado, enraizadas no rock pesado.
Este é o primeiro disco de estúdio e aquele que definiu toda a carreira. Seu som mostra influências da Mahavishnu Orchestra e do rock sinfônico. As faixas são interconectadas com ótimas melodias e diálogos entre a guitarra e o sintetizador.
A SBB tem seu lugar entre as maiores bandas de todos os tempos.




Józef Skrzek - vocal, grand piano, sintetizador Davolisint, órgão Hammond, harmônica, baixo
Antymos Apostolis - guitarra
Jerzy Piotrowski - bateria, percussão




1 Na Pierwszy Ogien (Curtain Raiser) 
2 Blysk (A Flash) 
3 Nowy Horyzont (The New Horizon) 
4 Ballada O Pieciu Glodnych (A Ballad About The Five Hungry Ones) 
5 Wolnosc Z Nami (Freedom With Us) 
6 Xeni 
7 Penia
8 Dyskoteka 
9 Na Pierwszy Ogieñ (Uncut version previously unreleased)

sábado, 11 de julho de 2020

Budka Suflera - Cien Wielkiej Gory (1975)







Budka Suflera foi uma banda formada em 1969 na Polônia por Krzysztof Cugowski e Romuald Lipko. Logo ela se tornou uma espécie de subcultura entre os hippies e depois do lançamento deste primeiro disco alcançaram o sucesso em todo o leste europeu. 
Cien Wielkiej Góry equilibra muito bem diversos gêneros como o hard-rock, rock psicodélico, jazz e o space-rock. Hoje ele é considerado um dos melhores álbuns dos anos 70 a sair do leste europeu.
Essa estréia contou com a participação de Czeslaw Niemen, talvez o maior nome do rock polonês de todos os tempos, que tocou na abertura dos Jogos Olímpicos de Munique em 1972 acompanhado por sua banda de apoio, a não menos famosa SBB.




Krzysztof Cugowski - vocal
Andrzej Ziólkowski - guitarra
Romuald Lipko - baixo
Tomasz Zeliszewski - bateria
com
Czeslaw Niemen - sintetizador Moog
Marek Stefankiewicz - órgão
Zespól Alibabki - backing vocal
A. Szczodrowski - sax




1 Cien Wielkiej Góry
2 Lubie Ten Stary Obraz
3 Samotny Noca
4 Jest Taki Samotny Dom
5 Szalony Kon
6 Noc Nad Norwidem
7 Konie Juz Czekaja Przed Domem
8 Najdluzsza Droga

sexta-feira, 10 de julho de 2020

PiR2 - Time 52 (2008)







PiR2 ou Pi.r², tanto faz porque o assunto não é euclidiano e sim jazz-rock. Esse é um projeto não comercial de três músicos poloneses virtuosos. Todos são experientes e requisitados no seu país, sendo que o mais conhecido fora dele é o guitarrista Marek Raduli que foi membro da banda de hard-prog Budka Suflera e cujos licks são a cereja do bolo.




Marek Raduli - guitarra
Wojciech Pilichowski - baixo
Tomasz Łosowski - bateria




1 Minarets Voice
2 Efo Blues
3 Sztandar
4 Acoustic Light
5 M.T.W.
6 One And A Half
7 The Last One
8 Our Journey

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Pavlov's Dog - Echo & Boo (2010)







Vinte anos depois do álbum Lost In America a Pavlov's Dog voltou ao estúdio, e com o baterista original Mike Safron. Safron foi o cara que uniu a banda lá atrás, em 1972.
Echo & Boo é um ótimo disco se o considerarmos como art-rock. A despeito da excelente violinista Abbie Hainz e da qualidade das músicas, elas lembram muito pouco o rock progressivo que celebrizou a Pavlov's Dog.




David Surkamp - vocal, violão 6 e 12 cordas, piano, teclados, guitarra, baixo, bandolim
Bill Franco - guitarra
Nick Schlueter - piano, vocal
Phil Gomez - piano (1 ~ 3, 12)
Michael McElvain - piano (13)
Abbie Hainz - violino, vocal
Sara Surkamp - guitarra, vocal, percussão
Keith Moyer - flugelhorn (4)
John Wallach - baixo (9) 
Rick Steiling - baixo
Mike Safron - bateria, programação
"Bongo" Billy Costello - bateria, percussão(1 ~ 4, 11 ~ 13)
Jean Baue - vocal soprano (1 ~ 3, 14)
Nick Oliveri - backing vocal (2)
Saylor Surkamp - backing vocal (2, 5, 7)




1   Angeline
2   Angel's Twilight Jump
3   I Love You Still
4   I Don't Do So Good Without You
5   Echo & Boo
     The Death Of North American Industry Suite:
6   We Walk Alone Forever
7   Oh Suzanna
8   We Walk Alone Forever Again
9   Ava Gardner's Bust
10 Calling Out For Mine
11 We All Die Alone
12 Jubilation
13 I Don't Need Magic Anymore

terça-feira, 7 de julho de 2020

Corte dei Miracoli - Corte dei Miracoli (1976)







Corte dei Miracoli foi uma banda bastante interessante formada em 1973 na região da Liguria. Eles não conseguiram um contrato para gravar um álbum nessa época, a despeito das muitas demos que fizeram. Em 1975 ela perdeu um dos seus tecladistas chamado Michele Carlone a quem Alessio Feltri, o líder, substituiu por Riccardo Zegna, um músico experiente na cena jazzística.
Seu som seguiu a linha sinfônica de bandas como Banco Del Mutuo Soccorso, mas num tom bem menos operístico, principalmente nos vocais, e pontuado pelo jazz.
A banda se separou logo depois do lançamento deste disco, que permaneceu como um dos melhores do RPI depois de 1975.
Nos anos 90 foi lançada uma coletânea com aquelas demos do início da carreira.




Alessio Feltri - órgão Hammond, piano elétrico, sintetizadores
Riccardo Zegna - teclados
Graziano Zippo - vocal
Gabriele Siri - baixo
Flavio Scogna - bateria, percussão
com 
Vittorio De Scalzi - guitarra (1)




1...E Verrà L'Uomo
2Verso Il Sole
3Una Storia Fiabesca
4Il Rituale Notturno
5I Due Amanti


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Little Free Rock - Little Free Rock (1969)







Esse trio britânico foi uma evolução de uma banda chamada Purple Haze. Para evitar confusões com a banda de Jimi Hendrix eles mudaram o nome para Little Free Rock, que é o significado original dos nomes dos três membros: Paul=little, small, humble; Frank=free; Peter=rock, stone.
A Purple Haze era uma banda bastante respeitada que bem no início tocava covers da The Who e outras bandas. Mas logo desenvolveram seu próprio estilo de hard-psych que atraiu o interesse da gravadora Transatlantic.
Após o lançamento desse disco a LFR foi trabalhar com o percussionista nigeriano Ginger Johnson que mantinha uma banda com formação variável só com percussionistas africanos. A Transatlantic então os acusou de quebra de contrato, que previa 6 álbuns em três anos, e a Little Free Rock não voltou a gravar.
Este álbum é quase uma obra prima psicodélica, com um trabalho brilhante de guitarra que inclui influências da Cream.




Peter Illingworth - vocal, guitarra
Frank Newbold - vocal, baixo, Glockenspiel
Paul Varley - bateria, tímpanos, gongo




1 Roman Summer Nights
2 Lost Lonely
3 Blud
4 Castles In The Sky
5 Dream
6 Tingle
7 Evil Woman
8 Age Of Chivalry
9 Making Time

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Cargo - Cargo (1972)







Essa banda holandesa começou como "September", gravou três singles para o selo Imperial entre 1970 e 1971 e teve três mudanças na formação, a última com a entrada do ex-baterista da Ekseption, Dennis Whitbread.
Os singles haviam recebido boas críticas e o o agente da banda conseguiu um contrato com a EMI. Por esse contrato eles teriam direito a dois dias no estúdio para fazer o que quisessem e eles decidiram gravar como se fosse ao vivo, sem restrições para a improvisação. O resultado foi um clássico do hard-prog com uma das melhores interações entre duas guitarras que já se ouviu; coisa de dar inveja à Wishbone Ash. 
O título do álbum seria Cargo e a ilustração da capa seria uma referência à capa do disco de estréia da também holandesa The Outsiders.
O agente da banda teve, então, a brilhante ideia de omitir o nome da banda na capa. Acreditava ele que as pessoas ficariam curiosas e isso aumentaria as vendas.
Bem, as pessoas não ficaram curiosas, o álbum não vendeu o esperado, o agente foi dispensado e a própria banda se dissolveu pouco tempo depois.
Nos anos que se passaram o álbum Cargo mereceu 15 edições e a banda acabou por ser rebatizada como "Cargo", talvez sem que eles mesmos quisessem. 




Jan De Hont - guitarra Fender Strat
Adrie De Hont - guitarra Gibson SG
Willem De Vries - baixo Gibson B3, vocal
Dennis Whitbread (Witbraad) - bateria

com:
Hessel De Vries - vocal, piano Fender Rhodes (7,8)
Jan "Ador" Otting - órgão Hammond B3 (9,10)
Jerry Göbel - bateria (7,8)
Frans Smit - bateria (9,10)
Frans "Snuffel" Krachten - bateria (11,12)




1 Sail Inside
2 Cross Talking
3 Finding Out
4 Summerfair

September singles & demos
5   Choker
6   Lydia Purple
7   Yelly Rose
8   If Mr. Right Comes Along
9   Little Sister
10 Walk On By
11 Run Away (Demo)
12 One More Change (Demo)