sábado, 6 de fevereiro de 2021

Silverhead - 16 And Savaged (1973)







Silverhead foi uma banda londrina formada em 1971 e liderada pelo ator e cantor Michael Des Barres. Era uma banda bastante competente que mostrava influências da T. Rex, da Free e da Deep Purple. Não à toa, ela assinou contrato com o selo da Deep Purple e foi produzida por Martin Birch. 
Seu som foi entrando pelo território do glam-rock mas ela ficou longe do sucesso que artistas como Bowie, T. Rex e Mott The Hoople alcançaram na mesma época. Ela abriu shows para a Nazareth e a Osibisa, gravou 2 álbuns e deixou um inacabado, pois se separou em 1974.
"16 And Savaged" é o segundo disco, mais sólido que o anterior, e mostra a banda mais afiada com um novo e ótimo guitarrista chamado Robbie Blunt. Blunt viria a ser o guitarrista de Robert Plant nos anos 80.




Michael Des Barres - vocal
Rod Rook Davies - guitarra, percussão, vocal
Robbie Blunt (Robert Plant) - guitarra, slide
Nigel Harrison (Blondie) - baixo
Pete Thompson - bateria, percussão, teclados
com:
Ian McDonald (King Crimson) - sax
John "Rabbit" Bundrick (Free) - teclados



1 Hello New York  
2 More Than Your Mouth Can Hold  
3 Only You  
4 Bright Light  
5 Heavy Hammer
6 Cartoon Princess 
7 Rock out Claudette Rock Out 
8 This Ain't a Parody  
9 16 and Savaged  


 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Grant Green - Idle Moments (1963)







Grant Green tinha um estilo distinto de tocar. Seu tom ele encontrou abaixando graves e agudos e aumentando os médios no amplificador. Sua interpretação era sutil e contida, até permanecendo em segundo plano em relação a outros instrumentos mas, quando se soltava, o que se via era uma velocidade e uma destreza nunca vista em outros guitarristas, antes e depois dele. 
Green começou aos 13 anos tocando gospel na igreja e tocou boogie-woogie antes de mergulhar no jazz. Como muitos músicos da sua geração ele viciou-se em heroína e devastou sua saúde. Afastou-se algumas vezes para tratamento e acabou falecendo de um ataque do coração em 1979, dentro do seu carro, aos 43 anos apenas. 
Idle Moments é sua obra-prima. Ele foi gravado em duas sessões em 1963 com um grupo de músicos extraordinários que dividem igualmente e ocupam todo o espaço. Usam todos os licks do mais puro jazz, do melhor be-bop, mas aqui e ali há os sons do blues, uma lembrança dos seus 13 anos e do seu mestre Charlie Christian.
O jazz permanece como o blues permanece, mas o jazz na guitarra está em falta, sumiu. Quando o jazz é fundido a outros gêneros, aí tudo bem, há grandes guitarristas. Mas puro, sem gelo, tá difícil. Como Green, nunca mais.




Grant Green - guitarra
Bobby Hutcherson - vibrafone
Duke Pearson - piano
Joe Henderson - sax tenor
Bob Cranshaw - baixo
Al Harewood - bateria




1 Idle Moments 
2 Jean de Fleur 
3 Django 
4 Nomad 
5 Jean de Fleur [Alternate Version]
6 Django [Alternate Version]


 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Gavin Harrison - Cheating The Polygraph (2015)







Parece estranho dizer que há tantas bandas fundindo o prog ao jazz quando se sabe que o jazz foi, em muitos caos, um componente do prog. Não foi o caso da Porcupine Tree mas foi da King Crimson. E o que elas tem em comum é o baterista extraordinário Gavin Harrison.
Harrison revela-se um apaixonado pelos sons dos metais por ser filho de um trompetista. Ele tem uma eclética carreira iniciada nos anos 80. Em 2002 ele substituiu Chris Maitland na Porcupine Tree e gravou os discos mais poderosos da banda. Em 2008 Harrison passou a excursionar com a King Crimson. Além dessas responsabilidades ele tem várias colaborações, projetos e a carreira solo. 
E foi pensando em trabalhar os sons dos metais, de uma big band, que ele criou novos acordes para a música "Futile" da Porcupine Tree. Entusiasmado com o resultado, Harrison retrabalhou mais sete das suas músicas favoritas da Porcupine Tree e das quais foi co-autor.
Cheating The Polygraph é um álbum surpreendente e intrigante à partir do título. Ele traz para o jazz músicas com a força do prog-metal, algo inédito para mim. É interessante ler o que ele escreve no encarte sobre rótulos e seu conceito de música.




Gavin Harrison - bateria, marimba
Laurence Cottle - baixo, piano Fender Rhodes
Dave Stewart (Hatfield And The North, National Health) - percussão orquestral
Andy Findon - flauta
Gareth Lockrane - flauta
Larry Williams - flauta solo
Nigel Hitchcock - sax
Pete Long - sax contrabaixo
Adrian Hallowell - trombone baixo, tuba
Mark Nightingale - trombone
Andy Wood - trombone, trompa tenor, trompa barítono
Freddie Gavita - trompete solo
Tom Walsh - trompete
Ryan Quigley - trompete
John Barclay - trompete
Ben Castle - clarinete
Gary Sanctuary - piano




1 What Happens Now? (de "Nil Recurring EP")
2 The Sound Of Muzak / So Called Friend (de "In Absentia" - "Deadwing")
3 Start Of Something Beautiful (de "Deadwing")
4 Heart Attack In A Layby (de "In Absentia" e "On the Sunday of Life")
5 The Pills I'm Taking (de "Anesthetize")
6 Hatesong / Halo  (de "Lightbulb Sun" e "Deadwing")
7 Cheating The Polygraph / Mother & Child Divided  (de "Nil Recurring EP" e "Deadwing ")
8 Futile (de "Futile" EP)


 

domingo, 31 de janeiro de 2021

Exivious - Liminal (2013)







Exivious é formada por quatro holandeses que são mais conhecidos na cena do metal. Ela foi formada em 1999 pelos ex-membros da banda Cynic, Tymon Kruidenier e Robin Zielhorst, com o intuito de fazer um casamento entre o prog-metal e o jazz-fusion. Isso não é novidade para os fãs da Cynic, uma vez que Sean Malone (RIP) e Sean Reinert formaram a celebrada Gordian Knot. 
A Exivous, contudo, não é uma sombra da Cynic nem de outra banda qualquer. Ela tem um estilo próprio de combinar os riffs típicos do metal com a complexidade do prog e a improvisação do jazz.
Liminal é o segundo álbum do quarteto, mais maduro e coerente.




Tymon Kruidenier (Cynic) - guitarra
Michel Nienhuis (Our Oceans) - guitarra
Robin Zielhorst (Cynic) - baixo
Yuma van Eekelen (Pestilence) - bateria
Jonas Knutsson - sax (4) 
Manfred Dikkers - percussão (6)




1 Entrust
2 One's Glow
3 Alphaform
4 Deeply Woven
5Triguna
6 Movement
7 Open
8 Immanent


 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

7for4 - Contact (2001)







7for4 é uma banda alemã formada em Munique no ano de 1999 e seu nome tem a ver com o compasso musical. São quatro músicos virtuosos que decidiram retirar a fronteira entre o prog-metal e o jazz-fusion.
Seu membro mais conhecido é Wolfgang Zenk que foi guitarrista da banda Sieges Even e é dono do melhor instituto para guitarristas profissionais da Alemanha.
Contact é o disco de estréia da banda e é totalmente instrumental, exceto por uma música. Deve agradar aos fãs da Liquid Tension Experiment.




Wolfgang Zenk - guitarra
Markus Froschmeier - teclados
Markus Grützner - baixo
Klaus Engl - bateria
com
Greg Keller - vocal (8)




1 X-Dreams
2 Tokamak
3 La Provence
4 E-Gyptian
5 Highlands
6 Rushian
7 Rockalaxy
8 Catking
9 Subspace Distortion


 

sábado, 23 de janeiro de 2021

Spaced Out - Unstable Matter (2006)







Spaced Out foi um projeto do baixista canadense Antoine Fafard que durou de 2000 a 2008 e lançou cinco discos de estúdio. Unstable Matter é o penúltimo deles e a banda diminuiu para um trio, perdendo o tecladista. No entanto, seu som cresceu e ganhou densidade. Ele diminuiu a porção de jazz e avançou mais ao prog em composições complexas, porém mais concisas que nos discos anteriores. O 4/4 divide espaço com o 7/8 e leva muita energia ao prog instrumental.




Antoine Fafard - baixo, guitarra, programação
Mark Tremblay - guitarra
Martin Maheux - bateria




1   Unstable Matter
2   New Breed
3   Art Attack Pt. 1
4   Art Attack Pt. 2
5   Event Horizon
6   Big Crunch
7   Antimatter
8   Blood Fall
9   Glassosphere Pt. 4
10 Singularity


 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Smokin' Granny - Sirius Matter (1999)






Na Carolina do Norte, Todd Barbee, Brian Preston e Jeffrey Lindsey integravam uma banda prog que decidiu avançar territórios. Convidaram o guitarrista David Oskardmay que foi aluno de Robert Fripp e incorporaram o jazz, space rock e avant-prog. 
Inicialmente eles gravaram uma fita cassete, mas logo um CD foi exigido. As faixas da fita foram processadas em estúdio, novas faixas foram gravadas, bem como algumas jams em estúdio foram adicionadas. O resultado é totalmente original e parcialmente insano.
Na faixa 2 há uma clara influência da King Crimson do período "Discipline" e ela se repete em outras faixas.




Todd Barbee - sax tenor, sax soprano, WX7 midi wind controller
David Oskardmay - guitarra, violão, efeitos
Brian K. Preston - baixo com e sem trastes
Jeffrey Damon Lindsey - bateria, V Drums Roland, percussão

com:
Steve Hatch - guitarra
John Heitzenrater - guitarra, fagote




1   Barnacle Bob's Big Bang Bonanza
2   Neural Pulse (Transmission-Reception-Response)
3   Moveable Feast
4   Stud Chick
5   Edible Polymers
6   Expecting Fulfillment
7   Squid
8   Ghost Catcher Box
9   Toad Pizza
10 Bhairava
11 Crankcase
12 Alien Space Journey
13 Lemon Jerky
14 Road To The Desert


 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Mick Ronson - Heaven And Hull (1994)







Mick Ronson foi o guitarrista excepcionalmente talentoso que acompanhou David Bowie nos álbuns mais importantes da carreira dele, de The Man Who Sold The World até Pin Ups. Como era musicalmente mais educado que o próprio Bowie, Ronson também colaborou nos arranjos e essa colaboração continuou em vários álbuns depois que Bowie desmanchou a Spiders From Mars.
Sua carreira solo não decolou, apesar dos ótimos discos que lançou. Sozinho ele se mostrava tímido e hesitante. No entanto ele gravou com, e produziu para muita gente.
Ele estava terminando de gravar este disco quando faleceu em 1993, vítima de um câncer. Joe Elliott, vocalista do Def Leppard a quem Ronson ajudara no passado, finalizou o álbum e o lançou no ano seguinte.




Mick Ronson - guitarra, vocal
Sham Morris - violão, teclados, baixo
Peter Noone - baixo
Rene Wurst - baixo
Peter Kinski - baixo
John Webster - teclados
Martin Chambers (Pretenders) - bateria
Mick Curry (The Cult) - bateria 
Martin Barker - bateria
com:
Joe Elliott (Def Leppard) - vocal (1, 8, 10)
Phil Collen (Def Leppard) - vocal (10)
Chrissie Hynde (Pretenders) - vocal (4)
Ian Hunter (Mott The Hoople) - vocal (8, 10)
Brian May - guitarra (10)
John Deacon - baixo (10)
Roger Taylor - bateria (10)
David Bowie - vocal (2), sax alto (10)
John Mellencamp - vocal (5)




1   Don't Look Down
2   Like a Rolling Stone (Bob Dylan)
3   When the World Falls Down
4   Trouble With Me
5   Life's a River
6   You and Me
7   Colour Me
8   Take a Long Line
9   Midnight Love (Giorgio Moroder)
10 All the Young Dudes (Live at Freddie Mercury London Tribute)


 

sábado, 16 de janeiro de 2021

David Bowie - Hunky Dory (1971)







Hunky Dory é o quarto álbum do Bowie e ele tinha apenas 24 anos quando o lançou. Também é o primeiro álbum da melhor banda que ele montou, a Spiders From Mars. Esteticamente ele retrocedeu ao som leve e folk dos dois primeiros álbuns, mas liricamente ele avançou no terreno do sentimentalismo que seria a base do Glam Rock.
Não são muitos os músicos ou bandas que conseguem colocar num álbum quatro clássicos, não só de uma longa carreira mas da música em geral. Changes, Oh! You Pretty Things, Life On Mars? e Queen Bitch são eternas.
Sobre isso, Rick Wakeman declarou ter lido as músicas e se senado com Bowie para dizer-lhe que ele tinha ali algo muito especial que sobreviveria a eles dois. Bowie teria dito "você acha?", ao que Wakeman respondeu: eu apostaria dinheiro, se tivesse algum.
Bowie pediu ao Wakeman que o ajudasse a direcionar o som mais ao piano do que à guitarra, como originalmente haviam sido compostas. Contudo, não mexeram nos arranjos de Mick Ronson em "Life On Mars?" que é o ponto alto do disco.




David Bowie - vocal, sax alto, sax tenor, piano, violão 12 cordas
Mick Ronson - guitarra, vocal, Mellotron
Rick Wakeman - piano
Trevor "TJ" Bolder - baixo, trompete
Mick "Woody" Woodmansey - bateria





1   Changes
2   Oh! You Pretty Things
3   Eight Line Poem
4   Life On Mars?
5   Kooks
6   Quicksand
7   Fill Your Heart
8   Andy Warhol
9   Song For Bob Dylan
10 Queen Bitch
11 The Bewlay Brothers


 

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Eneide - Uomini Umili Popoli Liberi (1972)







Eneide foi formada em 1970 por jovens entre 16 e 17 anos de idade, em Padova. A grande chance deles surgiu quando a Van Der Graaf Generator os convidou para abrir seus shows em parte da Itália. Não surpreende, portanto, que o som da banda nesse único disco se pareça muito com o da VDGG. 
Eles conseguiram um contrato com o selo Trident e gravaram no final de 1972. Contudo, ele não foi lançado na época. Por algum motivo a banda se separou e em 1974 o selo Trident encerrou suas atividades. "Uomini..." acabou por ser lançado em 1990 em uma edição limitada a 500 cópias numa prensagem privada feita por alguns membros da banda. Cinco anos depois é que saiu em CD.
É um bom álbum e, considerando a pouca idade dos caras, bem estruturado e interpretado.
De todos, apenas Gianluigi Cavaliere continuou na música como compositor e arranjador.




Carlo Barnini - órgão Eminent, Mini Moog, backing vocal
Gianluigi Cavaliere - vocal, violão, guitarra
Adriano Pegoraro - guitarra, violão, flauta, backing vocal
Romeo Pegoraro - baixo elétrico, baixo acústico, backing vocal
Mereno Diego Polato - bateria, percussão, backing vocal




1 Cantico alle stelle - traccia I 
2 Il male 
3 Non voglio catene 
4 Canto della rassegnazione 
5 Oppressione e disperazione 
6 Ecce omo 
7 Uomini umili popoli liberi 
8 Viaggia cosmico 
9 Un mondo nuovo 
10 Cantico alle stelle - traccia II