segunda-feira, 8 de março de 2021

Zarathustra - Zarathustra (1971)







Zarathustra foi uma obscura banda de Hamburgo que apesar de ter tirado seu nome da filosofia alemã, inspirou sua música nas bandas britânicas do final dos anos 60. Pela forte presença do órgão, a primeira que vem à mente é a Atomic Rooster. Mas a gente também se lembra da Vanilla Fudge e das conterrâneas Frumpy e Tomorrow's Gift. Ela pegou o Hard Rock e colocou as tendências progressivas da época com bastante competência nos arranjos e na execução instrumental. O que faltou foi originalidade. Mas mesmo assim, naquilo a que se propôs fazer, fez bem.
Ela tinha contrato com o selo Metronome que lançou a Amon Düül e a Birth Control, entre tantas grandes bandas. Contudo, a Zarathustra só lançou esse disco.




Ernst Zerzner - vocal
Wolfgang Reimer - guitarra, vocal, percussão
Klaus Werner - órgão
Michael Just - baixo, vocal
Wolfgang Behrmann - bateria, percussão




1 Eternal Light 
2 Mr. Joker 
3 Past Time 
4 Nightmare
5 Sad Woman 
6 Ormuzd


 

domingo, 7 de março de 2021

East Of Eden - Mercator Projected (1969)







East Of Eden foi uma banda prog que incorporou elementos musicais do oriente e do jazz também. Ela foi formada em Bristol, em 1967, pelo multi-instrumentista Dave Arbus. 
Arbus tinha estudado violino mas só depois de ver Jean-Luc Ponty e seu violino elétrico é que ele percebeu o quanto poderia expandir seu trabalho com um instrumento igual. 
Em 1968 a banda mudou-se para Londres e atraiu seguidores tocando nos clubes da cena underground. Eles conseguiram um contrato com a gravadora Decca, que apesar da importância e tamanho, não valorizava os artistas progressivos, exceção feita a The Moody Blues. Então, uma banda que estava sendo aclamada pela originalidade e pelo nascente jazz-rock na sua receita, que poderia ter alcançado o mesmo patamar de sucesso da Mahavishnu Onchestra, não passou de uma atração cult local. 
Mercator Projected é o disco de estréia dela. O segundo álbum ainda estava sob contrato com a Decca e nele a banda foi mais fundo no jazz-rock, obtendo um maior sucesso comercial. Mas aí o Nicholson, o Dufont e o York saíram e o som mudou drasticamente. York foi para a Manfred Mann's Chapter 3.




Dave Arbus - violino elétrico, flauta, gaita de fole, gravador, sax  (2 at once)
Geoff Nicholson - guitarra, vocal
Ron Caines - sax alto, sax soprano (acústicos e amplificados), órgão, vocal (4)
Steve York - baixo, harmônica, kalimba
Dave Dufont - bateria, percussão




1 Northern Hemisphere 
2 Isadora 
3 Waterways
4 Centaur Woman
5 Bathers
6 Communion 
7 Moth 
8 In The Stable Of The Sphinx 
9 Waterways (Demo July 1968)
10 In The Stable Of The Sphinx (Demo July 1968)
11 Eight Miles High 


 

sábado, 6 de março de 2021

Forgas - Cocktail (1977)







Patrick Forgas é um multi-instrumentista francês, mais dedicado à bateria, na qual aperfeiçoou sua técnica obsessivamente. Ele é um fã declarado da Soft Machine e de Robert Wyatt mas passou um bom tempo tocando outros gêneros antes de encontrar o pessoal certo para trabalhar no estilo Canterbury da coisa.
Forgas misturou um pouco de Zeuhl e Funk, especialmente no baixo, e criou um jazz-rock muito legal nesse disco de estréia. A banda é ultra afiada.
Depois desse álbum Forgas sumiu, voltando nos anos 90 com a Forgas Band Phenomena.




Patrick Forgas - bateria, vocal, guitarra, baixo, sintetizador, percussão
Jean-Pierre Fouquey - teclados
Dominique Godin - teclados, sax (11)
Gérard Prévost (Zao) - baixo
Didier Thibault - baixo (11)
Laurent Roubach - guitarras
Patrick Tilleman - violino
Patrick Lemercier - violino
Francois Debricon - sax, flauta
Bruce Grant - sax




1 Automne 69
2 Monks (La danse des moines)
3 Reflet d'ail
4 Coeur violon
5 Orgueil
6 Vol d'hirondelles
7 Cocktail
8 Rituel
9 Rhume des foins
10 My Trip
11 My Trip (Demo 1975)
12 Cocktail (Middle Section)
13 Cocktail (Main Theme)
14 Plein Les Poches
15 Paris-Londres
16 Nos Chevaux Emmêlés
17 Magie Major
18 Comme Un Hibou
19 Poursuite
20 Elle Qui Attend
21 Arrête-Toi
22 Espoir
23 Descendez Pour Vous Rhabiller


 

quarta-feira, 3 de março de 2021

Energúmeno




Energumĕnos, do latim, ou energoúmenos, do grego: pessoa possuída pelo demônio; pessoa que se faz acompanhar pelo demônio ou que é guiada por ele.

 

Return To Forever - Returns (2008)







Trinta e dois anos depois do último disco de estúdio da RTF, ela voltou. Nos anos oitenta houve uma breve reunião mas nada foi gravado.
Essa é conhecida como a formação clássica por causa do álbum Romantic Warrior, por si um grande clássico, muito embora Al Di Meola tivesse sido recrutado para substituir Bill Connors, aos 19 anos de idade.
Consta que os próprios caras se surpreenderam com a química ainda existente entre eles e depois com a energia no palco.
No início a Return to Forever encontrou certa resistência por ser considerada uma aventura comercial, o que é verdade. Só que ela ajudou a mudar a música, não só o jazz e o rock. Chick Corea, quando compôs a música Theme to the Mothership para o terceiro disco, acreditava que a RTF era mesmo a nave-mãe que romperia fronteiras.
Em 2011 houve uma nova reunião, desta vez sem Meola, mas com Jean-Luc Ponty e Frank Gambale. 




Chick Corea - Yamaha grand piano C3MP, piano Fender Rhodes Midi Mark V, Minimoog Voyager, Prophet-5, Yamaha Motif, sequenciadores
Al Di Meola - guitarra, violão
Stanley Clarke - baixo elétrico, baixo acústico
Lenny White - bateria




CD 1
1 Opening Prayer
2 Hymn Of The Seventh Galaxy
3 Vulcan Worlds
4 Sorceress
5 Song To The Pharaoh Kings
6 Al`s Solos
7 No Mystery

CD 2
1 Friendship - Chick's Solo
2 Romantic Warrior
3 El Bayo De Negro - Stanley's Solo
4 Lineage - Lenny's Solo
5 Romantic Warrior
6 Duel Of The Jester And The Tyrant
7 500 Miles High
8 BBC Lifetime Achievement


 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Return To Forever - Live - The Complete Concert (1977)








No último dia 9 a música perdeu Chick Corea para um câncer raro, descoberto quando já era tarde demais. Acho desnecessário falar sobre a importância dele para toda a música, e não só para o jazz, bem como comentar a magnitude da sua obra.
A Return To Forever é apenas uma faceta de Corea. Depois de tocar com Miles Davis ele formou um combo de vanguarda chamado Circle que atingia um público muito restrito. Então veio a RTF com Airto Moreira, Flora Purim, Farrell e Clarke com um som experimental bem ao estilo do selo ECM.
A banda teve constantes mudanças na formação e o companheiro mais constante de Corea foi Clarke. O som também moveu-se mais ao jazz-rock a cada álbum e incorporou a guitarra e um arsenal de teclados.
O último disco chamou-se Musicmagic e foi quase um retorno ao som do primeiro disco, não tão etéreo, abandonando a guitarra em favor de uma sessão de metais poderosa, e tendo a esposa de Corea, Gayle, no vocal.
Esse álbum ao vivo foi gravado durante a turnê de Musicmagic em Nova Iorque. 




Chick Corea - Steinway grand piano, Piano elétrico Fender Rhodes, Hohner clavinet, órgão Yamaha, sintetizadores ARP Odyssey, Minimoog, Moog 15 modular, Oberheim 8-voice, MXR Digital Delay, vocal
Gayle Moran - Hammond B3, piano elétrico Yamaha, Mellotron, Minimoog, vocal
Joe Farrell - flauta piccolo, flauta, sax soprano, sax tenor
James Tinsley - trompete piccolo, trompete, flugelhorn
John Thomas - trompete piccolo, trompete, flugelhorn
Jim Pugh - trombone tenor, trompa
Ron Moss - trombone tenor
Harold Garret - trombone baixo, trompa, tuba
Stanley Clarke - baixo Alembic, baixo acústico, vocal
Gerry Brown - bateria




CD 1
1 Opening '77
2 The Endless Night
3 Chick Corea-Spoken Intro of The Musicians
4 The Musician

CD 2 
1 Stanley Clarke Spoken Intro To Hello Again So Long Mickey Mouse
2 Hello Again
3 So Long Mickey Mouse
4 Musicmagic

CD 3
1 Come Rain Or Come Shine; Fine And Dandy
2 Stanley Clarke Spoken Intro To Serenade
3 Serenade
4 Chick Corea Spoken Intro To The Moorish Warrior And Spanish Princess
5 The Moorish Warrior And Spanish Princess
6 Stanley Clarke Spoken Intro To Chick Corea's Piano Solo
7 Chick's Piano Solo
8 Spanish Fantasy
9 On Green Dolphin Street

 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

The Wrong Object - After The Exhibition (2013)







The Wrong Object é uma banda belga fundada por Michel Delville e Laurent Delchambre como um tributo a Frank Zappa, em 2002. Com o tempo e algumas mudanças no line-up ela adquiriu muito mais que uma personalidade própria. Um disco após o outro ela fez uma nova amálgama do jazz com o rock progressivo de maneira inteligente e e interessante.
Este é o oitavo álbum, traz uma nova formação e foi gravado ao vivo no estúdio. Em algumas melodias — as meio estranhas — está o DNA de Zappa mas as influências incluem Soft Machine, Nucleus, Bartok, Gong e Charles Mingus.




Michel Delville - guitarra, sintetizador para guitarra Roland Roland GR-09
Antoine Guenet - teclados, vocal
Marti Melia - sax baixo, sax tenor, clarinete
François Lourtie - sax alto, tenor & soprano, voz
Pierre Mottet - baixo
Laurent Delchambre - bateria, percussão, samples
com
Benoit Moerlen (Gong) - marimba e vibrafone eletrônico (2, 3, 5, 6, 7, 11)
Susan Clynes - vocal (8)




1 Detox Gruel
2 Spanish Fly 
3 Yantra
4 Frank Nuts 
5 Jungle Cow Part I 
6 Jungle Cow Part II
7 Jungle Cow Part III 
8 Glass Cubes 
9 Wrong But Not False 
10 Flashlight Into Black Hole 
11 Stammtisch


 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Rhésus O - Rhésus O (1971)







Rhésus O nasceu na França pelas mãos de Jean-Pol Asseline, futuro membro da Magma, mas seu tipo sanguíneo ficou entre a Moving Gelatine Plates e a Soft Machine: um jazz-rock-fusion bem estruturado que vai se soltando no meio das músicas. Francis Moze, um outro membro da Magma, foi incorporado quando Serge Lenoir teve que servir ao exército — quando retornou, a banda permaneceu com baixistas, mais Guy Pederson no baixo acústico, um cara mais chegado ao funk.
Este é o único álbum da banda e teve uma produção caprichada, com direito a gravar no Chateau d'Herouville, misto de mansão e estúdio que recebeu Elton John, David Bowie, T. Rex, Cat Stevens, Pink Floyd, Richie Blackmore, Iggy Pop, etc., etc.
O serviço militar atrapalhou mais alguns membros da Rhésus O e o contrato com a CBS foi encerrado quando preparavam um segundo disco, forçando a banda a se separar.




Jean-Pol Asseline - piano elétrico, harpsichord
Alain Hatot - sax soprano, sax tenor, sax barítono, flauta
Alain Monier - órgão, percussão
Francis Moze - baixo, violão, xilofone
Serge Lenoir - baixo
Guy Pederson - baixo acústico, baixo elétrico
Thierry Blanchard - bateria, percussão
Jean Stout - regente do coral




1 Cigüe 
2 Maldonne 
3 Crier Pour Donner 
4 Le Prophète Egaré 
5 Préambule 
6 Eveil 
7 Outre-Tombe 
8 Parcours 
9 Nos Baignoires Sont Enchantées



 

sábado, 20 de fevereiro de 2021

George Russell - Stratusphunk + The Stratus Seekers (1961 - 1962)







George Russell é um cara extremamente importante para o jazz e para qualquer outro gênero musical também. Ele desenvolveu um conceito musical cromático que batizou de Lídio e que organiza os sons em blocos harmônicos. Foi a primeira teoria musical emanada do jazz, em 1953, combinando a profundidade erudita com o blues e o swing, e abrindo o caminho para Miles Davis e John Coltrane, por exemplo. 
Russell tocava bateria antes do piano e contraiu tuberculose muito jovem, passando por diversas e longas internações hospitalares. Chegou a tocar com Charlie Parker mas a saúde o atrapalhou. Entre os períodos de convalescença ele se dedicou a aprimorar-se em arranjos, ao piano e a desenvolver sua teoria.
Esse CD reúne dois álbuns que mostram com clareza todo esse trabalho, que é estranho em alguns momentos e sempre cativante. "Stratusphunk" ele gravou com cinco estudantes de música. Já "The Stratus Seekers" conta com a nata do jazz.




Stratusphunk, 1961

George Russell - piano
Dave Young - sax tenor
Dave Baker - trombone
Al Kiger - trompete
Chuck Israel - baixo
Joe Hunt - bateria
1   Stratusphunk
2   New Donna
3   Bent Eagle
4   Kentucky Oysters
5   Lambskins
6   Things New


The Stratus Seekers, 1962

George Russell - piano
Don Ellis - trompete
Paul Plummer - sax tenor
Dave Baker - trombone
John Pierce - sax alto
Steve Swallow - baixo
Joe Hunt - bateria

7   Pan-Daddy
8   The Stratus Seekers
9   Kige's Tune
10 Blues In Orbit
11 A Lonely Place
12 Stereophrenic


 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Foghat - Energized (1974)







Enquanto o nome da banda não tem significado, o título desse álbum diz tudo sobre ele. O terceiro álbum da Foghat só dá um tempo para respirar na faixa 4.
Energized foi o disco que a projetou definitivamente. Eles elevaram seu boogie-blues-rock a um outro nível de intensidade mas o mantiveram básico.
A faixa de abertura foi misturada a um clássico jump-blues americano chamado "Train Kept A-Rollin' ", música que foi popularizada pela Yardbirds em 1965. Dois meses depois que Energized foi lançado, a Aerosmith lançou uma versão muito parecida que se tornou um dos seus grandes sucessos.




"Lonesome" Dave Peverett - vocal, guitarra
Rod Price - guitarra, slide
Tony Stevens - baixo
Roger Earl - bateria, percussão

com
Bernard “Pretty” Purdie - bateria adicional (5)




1 Honey Hush ["Big Joe" Turner]
2 Step Outside
3 Golden Arrow
4 Home In My Hand
5 Wild Cherry
6 That'll Be The Day [Buddy Holly]
7 Fly By Night
8 Nothin' I Won't Do