quarta-feira, 19 de maio de 2021

Jellybread - Jellybread (1969)






Jellybread foi formada na Universidade de Sussex como uma banda que unia o rock ao blues e ao soul. Seu líder era o pianista Pete Wingfield que também tinha uma levada jazzística. 
Ela era bastante competente e este é o seu disco de estréia, originalmente lançado por um selo pequeno com tiragem de 99 cópias. Evidentemente que cada cópia foi depois disputada à tapas pelos colecionadores, até que o selo italiano Akarma o relançasse em CD e vinil.
Jellybread, o álbum, é um trabalho bastante sólido e coerente e a banda fez sucesso apresentando-o em festivais e clubes. Foi suficiente para atrair a atenção do produtor Mike Vernon que os contratou para sua prestigiada gravadora Blue Horizon. Nela gravaram mais dois discos e no meio-tempo acompanharam Lightnin' Slim e BB King nas suas turnês britânicas. 
A banda se separou em 1971. Paul Butler participou da Chicken Shack. Pete Wingfield teve uma carreira solo, acompanhou Memphis Slim, Jimmy Dawkins e gravou com Maggie Bell, Livin' Blues e integrou a Keef Hartley Band.




Pete Wingfield - piano, vocal 
Paul Butler - guitarra, vocal (2)
John Best - baixo
Chris Waters - bateria




1 That's Alright
2 Evening
3 Don't Want No Woman (Telling Me What To Do)
4 Driving Wheel
5 Never Say No
6 Sugar Mama


 

sábado, 15 de maio de 2021

Crucis - Crucis & Los delirios del mariscal (1976)






Crucis foi uma banda argentina de rock sinfônico que existiu de 1974 a meados de 1977 e lançou dois discos, ambos em 1976. Esse CD reúne os dois.
O som é tecnicamente impecável e tem influências de bandas que incluíam um pouco de jazz na fórmula, como as holandesas Focus e Finch e a italiana Semiramis. No entanto há uma agressividade no diálogo entre guitarra e órgão bem ao estilo da Deep Purple. 
Os dois discos se equivalem em qualidade e musicalidade mas o segundo é menos agressivo, mais sinfônico e o destaque é o excelente guitarrista Pino Marrone.




Aníbal Kerpel - ógão, piano Fender Rhodes 73, Arp Solina String, Minimoog, piano Steinway
Pino Marrone - guitarra, vocal
Gustavo Montesano - vocal, baixo
Gonzalo Farrugia - bateria, percussão




Crucis
1   Todo Tiempo Posible
2   Mes
3   Corto Amanecer
4   La Triste Visión Del Entierro Propio
5   Irónico Ser
6   Determinados Espejos
7   Recluso Artista

Los Delirios Del Mariscal
8   No Me Separen De Mí
9   Los Delirios Del Mariscal
10 Pollo Frito
11 Abismo Terranal

Bonus Tracks
12 Balance
13 Excentos De Dios


 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Light Year - Hypernauts Of The Absolute Elsewhere (1974 - 1976)






Esse é o segundo álbum da Light Year e nem esse, nem o anterior, foram lançados na época em que foram gravados. Esse saiu no ano passado e o primeiro em 2010.
Light Year foi uma banda de São Francisco que fez uma mistura muito interessante de jazz, rock e prog. À frente dela estava uma cantora de jazz competente, embora histriônica em alguns momentos. Mas se encaixa bem porque uma das influências parece ser Frank Zappa e outra pode ser a Magma. Mas a medida em o CD vai rodando surge a lembrança de outros nomes da época como a Mahavishnu ou algumas bandas da cena Canterbury. Contudo, o som da Light Year é muito original e ambos os álbuns são excelentes.
Ela se apresentou de 1974 a 1976 e se separou. Alguns de seus membros, como o guitarrista Sellgren, foram tocar na banda de Mingo Lewis.




Sharon Pucci - vocal
Cornelius Williams - teclados
Randy Sellgren - guitarra
John Yu - baixo
Zak McGrath - bateria
Doug Johnson - percussão




1 An Automobile Accident In The Middle Ages
2 My Enormous
3 The Legend Of Myth
4 Dog Stars
5 Thoth
6 Firebird
7 3:30 Tomorrow



 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

The Dregs - Industry Standard (1982)







Esse é o penúltimo álbum da Dixie Dregs, agora com o nome encurtado por razões meramente comerciais. O próximo e último álbum viria doze anos após esse. Se por um lado eles achavam que usar "Dixie" limitava seu público aos fãs do rock sulista, por outro eles adicionaram o violinista Mark O'Connor que havia sido o vencedor do Nashville’s Grand Masters Fiddle Championship — nada mais southern e, na verdade, parece que ele foi o primeiro sulista na banda.
Industry Standard é um álbum bastante diverso e inclui pela primeira vez vocais nas suas músicas. Isso acabou dividindo opiniões. De qualquer forma ele tem algumas mudanças de tempo que deixam os guitarristas coçando a cabeça. E além disso, a revista Guitar Player elegeu Morse o guitarrista do ano e Industry Standard o álbum do ano. Mas a melhor recomendação é a presença de Steve Howe que, se não tocasse nada, ao menos seria o maior galã do rock.




Steve Morse - guitarra
Terry "T" Lavitz - teclados
Mark O'Connor - violino
Andy West - baixo
Rod Morgenstein - bateria
com:
Steve Howe - guitarra (5)
Alex Ligertwood (Camel, Brian Auger, Jeff Beck, Santana) - vocal (2)
Patrick Simmons (Doobie Brothers) - vocal (6)




1 Assembly Line 
2 Crank It Up 
3 Chips Ahoy
4 Bloodsucking Leeches 
5 Up In The Air 
6 Ridin' High 
7 Where's Dixie? 
8 Conversation Piece 
9 Vitamin Q 


 

domingo, 9 de maio de 2021

Rory Gallagher - Tattoo (1973)







Tattoo é o quarto disco de estúdio de Rory Gallagher e foi lançado no final de 1973, alguns meses depois do álbum anterior, Blueprint. Em 73 ele devia estar mesmo motivado pois no ano anterior ele fez uma turnê de grande sucesso pelos EUA e foi eleito o músico do ano pela Melody Maker.
Gallagher manteve a mesma coerência, honestidade e qualidade em todos os álbuns da sua carreira, mas Tattoo talvez seja seu ponto alto. Ele também manteve a mesma Fender Strat 61 vermelha. O álbum traz seu blues-rock característico que vai até a fronteira com o hard-rock e volta até a fronteira com o jazz, em interpretações de cair o queixo, como disse Brian May.




Rory Gallagher - guitarra, vocal, harmônica, sax, bandolim
Lou Martin - teclados, acordeon
Gerry McAvoy - baixo
Rod De'Ath - bateria, percussão




1   Tattoo'd Lady
2   Cradle Rock
3   20:20 Vision
4   They Don't Make Them Like You Anymore
5   Livin' Like A Trucker
6   Sleep On a Clothes-Line
7   Who's That Coming
8   A Million Miles Away
9   Admit It
10 Tucson, Arizona
11 Just A Little Bit


 

sábado, 8 de maio de 2021

Stack Waddy - Stack Waddy & Bugger Off! (1971 - 1972)






Esse CD reúne os dois álbuns que a Stack Waddy (Stackwaddy em alguns catálogos) lançou. Ela surgiu em Manchester, em 1965, como uma banda de R&B selvagem que criou boa reputação no circuito dos clubes. Tão selvagem que era comum ao vocalista John Knail atirar garrafas ou atacar a platéia, caso não estivesse gostando da receptividade. Se era um ato calculado ou não, o fato é foi preso por isso.
O nome da banda veio de um personagem da revista Mad que seria muito parecido com Knail. O produtor John Peel disse que ela era banda mais fácil de se gravar porque abdicava de qualquer técnica e overdubs e não interrompia takes nem revisava nada — uma vez gravado, estava gravado.
Ela se especializou em covers mas a interpretação era tão original que os fazia parecer serem os autores. 
O álbum de estréia tem uma forte influência do Captain Beefheart e o segundo, cujo título é uma forma bastante rude de se dizer "cai fora", foi retirado de muitas lojas justamente por causa do título.




John Knail - vocal, harmônica
Mick Scott - guitarra
Stuart Barnham - baixo
Steve Revell - bateria




Stack Waddy (1971)

1 Road Runner [Bo Diddley]
2 Bring It To Jerome
3 Mothballs
4Sure 'Nuff 'N' Yes I Do [Captain Beefheart]
5 Love Story [Jethro Tull]
6 Susie Q [Dale Hawkins]
7 Country Line Special
8 Rolling Stone [Muddy Waters]
9 Mystic Eyes [Van Morrison]
10 Kentucky

Bugger Off ! (1972)

11 Rosalyn [The Pretty Things]
12 Willie The Pimp [Zappa]
13 Hoochie-Coochie Man [Willie Dixon]
14 It's All Over Now
15 Several Yards ( Foxtrot )
16 You Really Got Me [The Kinks]
17 I'm A Lover Not A Fighter
18 Meat Pies 'ave Come But Band's Not Here Yet
19 It Ain't Easy
20 Long Tall Shorty ( Mainly )
21 Repossession Boogie


 

terça-feira, 4 de maio de 2021

Aum - Bluesvibes (1969)






Aum (ou AUM) foi uma banda da área de São Francisco liderada pelo multi-instrumentista Wayne Ceballos. Pela região e época seria de esperar uma boa dose de rock psicodélico mas esse disco de estréia não nega o título e carrega mais no blues. Antes de assinar contrato com o selo Sire, a Aum criara fama por suas apresentações ao vivo e foi essa vibração que eles tentaram trazer para o estúdio. São sete longas jams e alguns solos até divagam e parecem não ir a lugar algum. Mas todas as músicas são muito boas.
Embora esse disco não tenha feito muito sucesso comercial, a Aum foi uma das primeiras contratadas do selo Fillmore de Bill Graham, o organizador dos Fillmore East e West.
O segundo disco foi lançado também em 69 e abandonou o blues, retomou o psicodélico e introduziu alguns elementos religiosos. Aí a banda acabou.
O baterista Larry Martin tocou com Charlie Musselwhite e John Lee Hooker.




Wayne The Harp (Wayne Ceballos) - guitarra, vocal, gaita, órgão
Ken Newell - baixo, vocal
Larry Martin - bateria, vocal




1 Tobacco Road [John D. Loudermilk]
2 Mississippi Mud
3 Bay Bridge Blues
4 Chilli Woman
5 A Little Help From You
6 Movin' Man
7 You Can't Hide


 

domingo, 2 de maio de 2021

Pulse - Pulse (1968)






Essa banda era de New Haven, Connecticut, e veio evoluindo de outras duas chamadas The Bram Rigg Set e The Shags. Era também conhecida como The Pulse Of Burritt Bradley. 
Esse é o único álbum que lançou e seu som era inspirado pelo Blues-Rock da Cream, só que bem mais pesado; mais pesado que a Steppenwolf. É um bom álbum que ainda guarda elementos psicodélicos e antecipa alguns do Hard Rock. O vocal áspero combina com o estilo e da metade em diante as letras diminuem e a guitarra ganha espaço.
Depois desse álbum, seus membros parecem ter evaporado.




Carl Donnell - vocal
Peter Neri - guitarra, vocal
Jeff Potter - harmônica
Richard Bednarzcyk - teclados
Paul Rosanno - baixo
Bennett Segal - bateria




1 Too Much Lovin' 
2 Another Woman 
3 Hypnotized
4 Thanks For Thinking of Me 
5 Lo-Down 
6 She's Killin' Me 
7 Garden Of Love 
8 Amassilation 
9 My Old Boy
10 Can Can Girl 
11 Burritt Bradley 


 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Jody Grind - Interaction: An Anthology (1968 - 1970)







Jody Grind é uma banda que precisa ser ouvida. Ela ilustra muito bem a passagem do Rock Psicodélico para o Progressivo ao colocar no caldeirão o Rock, o Blues, o Jazz e o erudito. Contudo, mesmo com três excelentes músicos e composições muito bem elaboradas, ela foi esquecida.
Formada em Londres, em 1968, ela era liderada por Tim Hinkley que depois integrou a Snafu e a Vinegar Joe. O primeiro álbum, One Step On, lembra a The Nice e os melhores momentos do Brian Auger. O segundo, Far Canal, diminui bastante o jazz na fórmula ao passo em que aumenta o blues. Tem uma nova formação da banda, é mais sólido que o anterior e tem um trabalho excelente de guitarra.




CD1: One Step On (1969)

Tim Hinkley - órgão
Ivan Zagni  - guitarra
Barry Wilson - bateria
Louis Cenammo (Illusion, Steamhammer, Renaissance, Armageddon) - baixo (1d, 2, 5)
1. One Step On 
    a. In My Mind
    b. Nothing At All
    c. Interaction
    d. Paint It Black (Rolling Stones)
2 Little Message
3 Night Today 
4 U.S.A. 
5 Rock 'n' Roll Man


CD2: Far Canal (1970)

Tim Hinkley - teclados, vocal
Bernie Holland - guitarra
Pete Gavin - bateria

1 We've Had It 
2 Bath Sister
3 Jump Bed Jed
4 O Paradiso
5 Plastic Shit 
6 Vegetable Oblivion 
7 Red Worms & Lice
8 Ballad For Bridget 

Bonus tracks:
9 Night Today (alternate version) 
10 Rock'n'roll Man (single version) 
11 Paint it Black (single version)


 

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Fusion Orchestra - Skeleton in Armour (1973)






Não é propriamente fusion nem é exatamente uma orquestra, mas sim uma grande banda prog. Ela surgiu em Londres, em 1969, fazendo uma transição entre o rock psicodélico e o prog sobre uma base de hard-rock. Tudo isso é permeado pelo jazz mas não o suficiente para ser fusion.
Suas composições são sofisticadas, com mudanças de tempo espertas e cheias de ótimos solos de guitarra. Tudo isso e mais a voz forte de Jill Saward, que faz toda a diferença.
A banda teve qualidades para ser contratada pela EMI e Skeleton in Armour foi gravado nos estúdios Abbey Road. Infelizmente, esse foi o único disco que lançou, mesmo tendo realizado cerca de 500 apresentações nos seus quase seis anos de existência.
Jill Saward tornou-se a líder da popular banda de jazz-funk Shakatak.




Jill Saward - vocal, flauta, piano, Hammond, piano elétrico, sintetizador, celesta, Harmonium, violão
Colin Dawson - guitarra, sintetizador, pedais de baixo Hammond
Stan Land - segunda guitarra, guitarra slide, ressonador, sintetizador, harmônica, metais
Dave Cowell - baixo, harmônica, percussão
Dave Bell - bateria, gongo, tímpanos




1 Fanfary Suite For 1000 Trampits (Part One)
2 Sonata In Z
3 Have I Left The Gas On?
4 O.K.Boys Now's Our Big Chance
5 Skeleton In Armour
6 When My Mama's Not At Home
7 Don't Be Silly Jilly
8 Talk To The Man In The Sky
9 Fanfary Suite For 1000 Trampits (Part Two)